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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

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Livro: Vinte e Zinco




Ano de Edição: 1999
Género: Drama, Romance,
Autor: Mia Couto
Editora: Caminho
Mia Couto dispensa qualquer tipo de apresentações. Mesmo quem nunca tenha lido nada deste autor nascido em Moçambique, com certeza que já ouviu falar no seu nome aquando da atribuição de mais um dos muitos prémios que recebe com regularidade ou pela estreia de mais uma das suas obras.
Era precisamente nesta segunda categoria que eu me encaixava até há bem poucos dias atrás, quando em boa hora li a minha primeira obra deste escritor – “Vinte e Zinco”.
A história decorre no ano de 1974 em Moçambique em pleno mês de Abril. Em cada capítulo, o leitor acompanha os acontecimentos de um determinado dia desse mês, por ordem cronológica, numa antecipação que vai crescendo à medida que o dia 25 se aproxima.
Os protagonistas não podiam ser mais antagónicos: é-nos apresentado Lourenço de Castro, um chefe da polícia membro da PIDE que impõe a ordem, muitas vezes recorrendo à força, numa pequena povoação e que acredita piamente que as pessoas de raça branca são superiores aos "negros selvagens de África"; Irene, a tia de Lourenço de Castro que, apesar de ter origens portuguesas, se rendeu ao estilo de vida moçambicano e que vive uma vida obscena aos olhos do seu sobrinho; Andaré Tchuvisco, um moçambicano cego respeitado por todos na sua aldeia e detentor de uma clarividência sem igual; Jessumina, uma vidente nascida naquele país e rodeada de mistérios; bem como muitas outras personagens.
A tensão aumenta à medida que o dia 25 de Abril de 1974 se aproxima: como ficará Moçambique depois da Revolução dos Cravos? Que impacto terá este acontecimento na vida das diversas personagens?
  
Terminada a leitura desta obra uma coisa tornou-se clara: esta será a primeira de muitas.
A escrita de Mia Couto é absolutamente soberba: poética, com um toque africano evidente, complexa e simultaneamente simples e direta.
O autor conseguiu pegar numa premissa à primeira vista simples e desprovida do fator novidade e criar uma história envolvente e reveladora. Assim, o leitor sente-se como se tivesse sido transportado para Moçambique e vive de perto as emoções intensas de cada personagem nos dias que antecedem este importante marco na história de Moçambique e Portugal, bem como nos dias posteriores.
Os costumes, crenças e cultura moçambicanos também não foram esquecidos e este livro torna-se, também, numa verdadeira lição acerca de um país que, por mais anos que passem e por muitas revoluções que aconteçam, estará para sempre ligado a Portugal.
Um livro tocante e único que recomendo vivamente!   

Por Mariana Oliveira 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

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Encontro com Autores: Mia Couto

 
Na passada segunda-feira, dia 30 de Abril de 2012, Mia Couto presenteou os seus fãs na livraria Arquivo de Leiria, e nós estivemos presentes.

Mia Couto (António Emílio Leite Couto) nasceu a 5 de Julho de 1955.
É biólogo e escritor moçambicano.
É escritor de: contos, crónicas e romances.

Prémios:

  • 1995 - Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos
  • 1999 - Prémio Vergílio Ferreira, pelo conjunto da sua obra
  • 2001 - Prémio Mário António, pelo livro O último voo do flamingo
  • 2007 - Prémio União Latina de Literaturas Românicas
  • 2007 - Prêmio Passo Fundo Zaffari e Bourbon de Literatura, na Jornada Nacional de Literatura
  • 2011 - Prémio Eduardo Lourenço 2011
Dirige a Avaliações de Impacto Ambiental, IMPACTO Lda., empresa que faz estudos de impacto ambiental, em Moçambique. 
É professor da cadeira de ecologia na Universidade Eduardo Mondlane.


O evento prendeu-se com a apresentação do seu novo livro: "A Confissão da Leoa".

O autor fez os seus admiradores passarem bons momentos, deliciando-os com as suas palavras e histórias de África e respondendo às dúvidas dos mais curiosos.

Relativamente ao seu novo livro, o autor referiu que demorou 3 anos a ser escrito e que se baseou numa história verídica passada em África.

E para colocar junto das outras obras que temos dele, decidimos comprar o novo livro e outro. Estando nós indecisas sobre qual escolher, decidimos pedir conselho à autora Amélia Pinto Pais que, gentilmente, nos deu a sua opinião.

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