Hoje trago-vos uma opinião em vídeo. Já conhecem a trilogia Freelancer do Nuno Nepomuceno?
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
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Livro: A Célula Adormecida
Ano: 2016
Género: Policial, Drama
Autor: Nuno Nepomuceno
Editora: Topbooks
* Por Mariana Oliveira *
O nome Nuno Nepomuceno entrou há poucos anos no panorama literário português mas é incrível o quanto cresceu desde aí. Explorando um tema que muito poucos escritores portugueses abordam, a espionagem, o Nuno encontrou "o seu território" e tornou-se no nome nacional de mais sucesso dentro desse género. Por isto mesmo, depois de ter gostado tanto da sua Trilogia "Freelancer", foi com imensa curiosidade que parti para a leitura da sua mais recente obra - "A Célula Adormecida".
Sinopse:
"Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante. O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado. De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena. A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição. Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer "A Célula Adormecida". Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente actual."
Opinião:
Creio que nunca tinha conhecido uma obra que estivesse tão actual no momento em que a li. "A Célula Adormecida" fala de um dos maiores problemas que ameaça o nosso mundo nos dias de hoje: o autoproclamado estado islâmico e as consequências nefastas que a sua actividade terrorista está a ter um pouco por todo o mundo mas principalmente na Europa. Por isso mesmo, este livro mexeu com muitos dos meus medos e fez-me pensar no caminho que o continente europeu está a seguir.
Ao longo do livro, o Nuno levanta várias questões polémicas relativamente ao quanto poderá esse grupo terrorista estar a ser apoiado pelo ocidente à custa de interesses económicos e foi aqui que levei um verdadeiro murro no estômago. Como a política é dos meios em que me sinto menos à vontade e como ainda quero acreditar naquilo que há de bom no ser humano, nunca tinha pensado nessa possibilidade. Contudo, os factos apresentados pelo autor ao longo do livro assustadoramente fizeram muito sentido e esta acabou por ser uma obra que me desafiou a ir mais além e pensar sobre questões difíceis e controversas.
Comparando com a "Trilogia Freelancer", este livro é mais audaz pois nele o Nuno foi mais além e chocou o leitor com acontecimentos extremamente dramáticos e revoltantes. Senti-me perturbada com algumas passagens que nos apresentam um lado mais negro do ser humano mas que, infelizmente, reflectem aquilo que acontece um pouco por todo o mundo. Senti, assim, que o autor decidiu arriscar mais com este livro mostrando a maturidade literária que alcançou desde a sua estreia.
Mas se esta foi uma obra que me revoltou e assustou, foi igualmente uma obra que me fez regressar a um dos melhores períodos da minha vida. Falo do tempo em que vivi na Turquia e convivi de perto com essa cultura magnífica. Em "A Célula Adormecida" parte da acção passa-se nesse incrível país que liga a Europa e a Ásia e simplesmente adorei ler passagens que decorreram em locais onde tive o prazer de estar.
Foi incrível voltar a ter contacto com a cultura muçulmana e comovi-me ao perceber o quanto o Nuno destacou um aspecto que tenho vindo a defender com unhas e dentes desde que esta questão do autoproclamado estado islâmico começou: o islão é uma religião que tem como princípio o amor e a paz e não pode de maneira nenhuma ser associado a actos terroristas. Creio que é aqui que os meios de comunicação têm falhado pois vejo que não são muito esclarecedores neste aspecto e acabam por moldar a opinião de grande parte das pessoas que, dessa forma, acabam por confundir os muçulmanos com terroristas. Esta é uma questão que tenho debatido nos últimos anos e gostei de ver escrito num livro aquilo em que eu tão convictamente acredito.
A profunda pesquisa que o autor fez para este livro permitiu-lhe explicar-nos um pouco os costumes dessa religião e os princípios em que assenta. Por isso mesmo, aconselho este livro não só pela história policial repleta de acção e drama que apresenta mas principalmente porque é uma obra que de tão actual que é nos vai fazer olhar para o que está a acontecer nos dias de hoje com outros olhos.
Por fim, aconselho este livro para quem quer ter a oportunidade de ficar a conhecer melhor o islão e em particular o hospitaleiro e incrível povo turco.
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sábado, 5 de novembro de 2016
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Bookhaul outubro
Se quiserem saber que livros chegaram cá a casa em Outubro, é só clicar ;) - https://www.youtube.com/watch?v=OIzD1UNGiBI
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
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Sinopse:
Opinião:
Por Mariana Oliveira
Livro: A Hora Solene
Ano: 2015
Género: Espionagem, Policial
Autor: Nuno Nepomuceno
Sinopse:
"Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários
reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as
missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética,
moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de
meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente
desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos
patamares para a ficção nacional."
Opinião:
"Trilogia.
A famosa palavra que uns temem e que outros adoram.
A verdade é que, inevitavelmente, depois de acompanharmos uma história
ao longo de 3 volumes acabamos por sentir que vivemos a mesma com
outra intensidade. Isto é consequência imediata do maior tempo que
passamos a acompanhar as personagens e as peripécias que estas enfrentam.
Foi precisamente isto que me aconteceu com a trilogia
“Freelancer”. Ao acabar o 3º volume, “A Hora Solene”, não fui imune a um
sentimento agridoce: fiquei feliz pois finalmente tudo foi desvendado e
resolvido mas não consegui evitar uma pontada de tristeza por ter de
dizer adeus ao André e aos seus companheiros.
Ao longo dos 3
livros vivi momentos de pura tensão, reviravoltas surpreendentes,
descobri segredos chocantes e comovi-me com a fragilidade do nosso
protagonista. A história foi muito bem pensada desde o início e a sua
execução não deixou nada a desejar.
Algo que destaquei quando
falei nos 2 primeiros volumes e que também se verificou neste livro foi a
ausência de tempos mortos. O ritmo da acção é elevado e está sempre a
acontecer algo de relevante para a história.
Relativamente ao
último livro, “A Hora Solene”, foi notória a evolução na escrita do
Nuno. Tal como o próprio afirma, começou a escrever o volume “O Espião
Português” há mais de 10 anos e, como tal, a diferença entre os dois
livros é notória.
No que à trama diz respeito, consegui desde
cedo perceber a linha de raciocínio do Nuno e, por isso mesmo, esta 3ª
parte não teve tantas surpresas como as duas primeiras. Algo, contudo,
que esteve mais presente neste livro foi a tensão emocional. Afinal, era
necessário um desfecho e este livro esteve repleto de dilemas morais,
de decisões imperiosas e de resoluções pessoais.
Se para mim não
foi fácil despedir-me destas personagens, imagino que para o Nuno tenha
sido ainda mais difícil terminar este capítulo da sua vida. Contudo, tal
como o próprio autor fez questão de ressalvar, este não é o fim da sua
carreira literária pois o mesmo pretende continuar a escrever. A meu
ver, com um começo tão auspicioso, só podemos esperar projectos de
excelência por parte do escritor.
Numa coisa acredito: vou querer estar na frente da fila para comprar os seus trabalhos futuros.
Vivam
os novos autores portugueses por nos mostrarem que a escrita em
Portugal está boa e recomenda-se! E um viva muito especial para o Nuno
Nepomuceno por, apesar de todas as adversidades que teve de enfrentar ao
longo de tantos anos, nunca ter desistido de perseguir esta sua paixão.
Ganhou ele mas, acima de tudo, ganhámos nós, os seus leitores, por termos
tido a oportunidade de viver na primeira pessoa a história do
inesquecível espião português."
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
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Sinopse:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega.
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor.
TERMINADO - Parabéns Venâncio Sousa (Enxara do Bispo)
Passatempo: 187º passatempo do FLAMES (em parceria com o autor Nuno Nepomuceno)
Que o autor Nuno Nepomuceno é talentoso não restam dúvidas. Contudo, se ainda havia alguém que duvidava da sua simpatia e generosidade este passatempo é mais uma prova inequívoca de que como o Nuno há muito poucos escritores em Portugal! Assim, o FLAMES tem para oferecer, em parceria com o autor, um exemplar do seu mais recente livro "A Hora Solene", última parte da trilogia "Freelancer":
Sinopse:
"Lutai, vós, homens de valor.
Londres, Reino Unido.
Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e abandonado na rua. A poucos
quilómetros de distância, um terrorista pertencente a uma organização criminosa auto-intitulada
O Gótico entrega-se aos serviços secretos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado
ao sobrevoar a Irlanda e um vídeo é enviado à redacção de uma famosa cadeia televisiva.
A intriga acentua-se quando um milionário começa a ser alvo de extorsão. No centro destes
acontecimentos, encontra-se André Marques-Smith. Alto funcionário do Ministério dos Negócios
Estrangeiros, o espião português é obrigado a protegê-lo. Mas não está sozinho. Foragidos, dois
colegas dissidentes regressam e revelam ao mundo a verdadeira génese de um antigo projecto de
manipulação genética. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta enigmática espia de feições
orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu
desaparecimento? Conseguirão os dois agentes ultrapassar o fosso criado entre eles?
Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Moscovo, Londres,
Hong Kong, Macau, Praga, o Grande Buraco Azul e Lisboa, os perigos multiplicam-se e André dá
por si a lutar pela sobrevivência. Questões sobre ética, moral, religião, família e o valor da vida
humana são levantadas. E uma teia de falsas verdades, ilusões e complexas relações interpessoais é
desvendada no derradeiro capítulo de uma série policial que já marcou a ficção portuguesa.
Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de ver o talento
confirmado com A Espia do Oriente, revelado ao público através da vitória no Prémio
Literário Note! 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno apresenta A Hora
Solene, a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem
imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os
valores tradicionais da cultura nacional se fundem com uma abordagem inovadora e
única que o irá surpreender."
Podes participar uma vez por dia até ao dia 5 de Dezembro. Boa sorte!
Notas:- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega.
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor.
TERMINADO - Parabéns Venâncio Sousa (Enxara do Bispo)
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segunda-feira, 6 de julho de 2015
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Canal FLAMES: A Espia do Oriente
E hoje o meu post habitual fica em forma de video.
Fiquem aqui com o meu diario de Leitura referente ao livro "A Espia do Oriente".
Conhecam tambem a opiniao da Mariana aqui - http://flamesmr.blogspot.com/2015/05/livro-espia-do-oriente.html
E perdoem-me pela qualidade do video-audio e, especialmente, da parte final :p
Roberta
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terça-feira, 30 de junho de 2015
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Canal FLAMES: Diario de Leitura
Vejam do que trata a nova rubrica do canal.
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
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Livro: A Espia do Oriente
Ano de Edição: 2015
Género: Acção, Espionagem
Autor: Nuno Nepomuceno
Editora: Topbooks
Pensei que o Nuno Nepomuceno tinha decidido adoptar uma abordagem diferente daquela que teve com "O Espião Português" mas eis que ele insiste! Insiste em criar livros viciantes, absorventes e intensos. O resultado? Mais uma série de horas em que ignorei o mundo e me perdi nas páginas desta incrível obra!
Sinopse:
"Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith (...) Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza? (...) Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem."
Opinião:
Como disse depois de ler "O Espião Português", a primeira parte da trilogia "Freelancer", não sou fã de histórias de espiões. Simplesmente, não sou capaz de perceber o fascínio por detrás de filmes como o 007 e demais histórias do mesmo género. Contudo, há algo que o Nuno Nepomuceno consegue nos seus livros que me prende por completo à trama que cria.
Para começar, o autor dá-me a oportunidade de concretizar uma das minhas paixões: viajar em descoberta de novos locais. Em "A Espia do Oriente" somos levados do Dubai para Londres, passando pelas ruas de Budapeste sem esquecer um dos locais mais emblemáticos do nosso país: o Mosteiro dos Jerónimos. O Nuno descreve cada local com uma exactidão e pormenor que consigo imaginar cada estátua, cada edifício histórico bem como o ambiente e aura envolventes. Tudo isto é, ainda, complementado com a referência à sua construção e até lendas associadas. Até o Mosteiro dos Jerónimos, que já tive a oportunidade de visitar, me pareceu um edifício novo e mágico pelas palavras do autor!
Mesmo tratando-se de uma trilogia, graças aos esclarecimentos sobre o que aconteceu anteriormente que, inteligentemente, o Nuno acrescenta no livro, qualquer pessoa pode ler esta obra sem ter lido a primeira parte. Contudo quem leu o primeiro livro terá aqui um prazer especial pois nesta obra temos a oportunidade de ficar a conhecer o lado mais humano e íntimo das personagens que povoaram o livro "O Espião Português". Foi com esta segunda parte que me senti mais próxima das personagens, que passei a vê-las como pessoas e não apenas como espiões, simples máquinas de trabalho implacáveis.
Tal como a sinopse deixa antever, a componente de romance está mais presente neste livro. Contudo, para alegria minha, o autor conseguiu evitar as situações lamechas e não exagerou neste aspecto conseguindo, desta forma, envolver o leitor num romance que, ao invés de assumir o protagonismo no livro, apenas está presente para unir algumas pontas e complementar a obra.
Tal como a sinopse deixa antever, a componente de romance está mais presente neste livro. Contudo, para alegria minha, o autor conseguiu evitar as situações lamechas e não exagerou neste aspecto conseguindo, desta forma, envolver o leitor num romance que, ao invés de assumir o protagonismo no livro, apenas está presente para unir algumas pontas e complementar a obra.
Em relação ao ritmo de "A Espia do Oriente" a palavra que encontro para descrevê-lo é vertiginoso! É isso de que mais gosto em Nuno Nepomuceno: não perde tempo com coisas que não interessam, não abranda a velocidade dos acontecimentos desde a primeira página à última. Há sempre algo a acontecer, reviravoltas inesperadas e obstáculos imprevisíveis. Sem esquecer um detalhe interessante: em alguns momentos o autor levanta o véu acerca de acontecimentos que irão acontecer no futuro, sem esclarecer por completo o leitor deixando-o, assim, repleto de curiosidade. Tudo isto componentes que são os grandes culpados pelo vício em que esta leitura se torna.
Para terminar, pois este post já vai longo, destaco mais quatro aspectos: adoro as piadas que o Nuno Nepomuceno faz em relação à classe política (será que ele leu os meus pensamentos? É que identifico-me com todas elas!) bem como adorei a Diva. Ri-me a bom rir e fiquei fã dela! Por mim, lia um livro só sobre ela! E o que dizer do epílogo? Não, não me refiro à forma como ele nos surpreende por completo relativamente a estas páginas já quando a obra vai avançada (quem ler a obra compreenderá o que quero dizer...), falo antes da escrita: intensa, poética e repleta de frases soberbas! Deixou-me a imaginar que o autor pode, facilmente, enveredar por outro género literário caso assim o pretenda.
Por fim, não podia falar desta obra sem referir como fiquei arrepiada, sem ar e de boca aberta com o final. É SUPOSTO EU CONSEGUIR ESPERAR ATÉ AO PRÓXIMO LIVRO?! Não sei como vou aguentar até saber o que acontece a seguir. Os próximos meses avizinham-se penosos...
Concluindo, é um orgulho ler obras assim escritas por portugueses. É com alguma vergonha que admito que o meu rácio de autores portugueses está muito baixo em comparação com a quantidade de obras estrangeiras que leio, mas são obras como "A Espia do Oriente" que me dão a esperança de que um dia tal venha a mudar.
Por Mariana Oliveira
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
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Passatempo: 165º Passatempo do FLAMES (Em parceria com o autor Nuno Nepomuceno)
Desde o ano passado que nos tornámos fãs assumidas do autor Nuno Nepomuceno, ou não tivesse a sua obra de estreia, "O Espião Português", feito parte das nossas leituras preferidas de 2014. Por isso mesmo, é com enorme alegria que temos o prazer de oferecer um exemplar do seu segundo livro - "A Espia do Oriente" - ao vencedor deste passatempo. Cortesia de quem? Do próprio autor!
Sinopse
"De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projeto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?"
Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.»
Notas:
"De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projeto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?"
Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.»
Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. Esta será feita, gentilmente, pelo autor;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
TERMINADO
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sexta-feira, 13 de março de 2015
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BookHaul Fevereiro 2015 [BLOGUE FLAMES]
BookHaul Fevereiro 2015
Reviews no blogue:
A Garota que tinha medo: http://flamesmr.blogspot.pt/2015/03/livro-garota-que-tinha-medo-breno-melo.html
O Espião Português: http://flamesmr.blogspot.pt/2014/02/livro-o-espiao-portugues.html
O Monstro de Monsanto: http://flamesmr.blogspot.pt/2014/02/livro-o-espiao-portugues.html
quarta-feira, 2 de abril de 2014
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Nuno Nepomuceno
37ª Entrevista: Nuno Nepomuceno (escritor português)
Nuno Nepomuceno
Nuno Nepomuceno nasceu nas Caldas da Rainha em 1978. Foi aluno na Universidade do Algarve onde se licenciou em Matemática.
Estreou-se como escritor com a obra “O Espião Português” em 2012 e foi com este livro que venceu a 1ª Edição do Prémio Literário Book.it.
Encontra-se, atualmente, a trabalhar no segundo volume desta trilogia.
Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: Contacto
O seu Livro favorito: Os Pilares da Terra
O seu Anime favorito: Bleach
O seu Manga favorito: Não tenho.
O seu Espetáculo favorito: Cirque du Soleil
A sua Série de televisão favorita: Lost
Como é que, sendo uma pessoa ligada ao mundo dos números, se rendeu ao encanto da escrita?
Foi um pouco ao contrário. A leitura acompanha-me desde muito pequeno. Passei a infância numa aldeia e o único recurso que tinha à minha disposição era uma biblioteca itinerante da Gulbenkian. Recordo-me que ficava muito zangado porque o motorista nunca me deixava escolher os livros, mas acabava sempre por ir esperar a carrinha todas as semanas. Depois, os meus pais mudaram-se para o Algarve e aí, já tive acesso a uma biblioteca municipal. Li todas as coleções juvenis disponíveis naquela altura, como Os Cinco, a Patrícia, Os Irmãos Hardy e Uma Aventura. O interesse foi crescendo e agora frequento livrarias com assiduidade. Sou algo reservado, calado, e um livro é sempre uma excelente companhia, além de nos permitir viver emoções e aventuras diferentes das nossas. Acho mesmo que é isso que mais me atrai. A formação em Matemática acabou por surgir em paralelo. Nunca foi algo a que aspirasse, mas os bons resultados que tive enquanto aluno, acrescidos à perspetiva de emprego, fizeram-me tomar essa opção. Assim que terminei o curso, acabei por enveredar por outra área, na qual ainda trabalho hoje em dia. A escrita é um desejo antigo, decorrente do gosto pela leitura. Contudo, estive sempre consciente do quão difícil é a um autor português afirmar-se e tornar-se autossuficiente no nosso mercado. Por isso, resolvi aguardar até conseguir ter a minha vida minimamente estável e organizada. Só depois é que surgiu O Espião Português. Não acho que a minha formação científica me prejudique sobremaneira. Aliás, até ajuda. A Matemática estruturou-me o raciocínio e o nível de abstração que lhe está subjacente também pode ser útil na escrita.
Porque decidiu estrear-se como escritor com uma história de espionagem, um estilo tão poucas vezes visto entre os escritores portugueses?
Essa foi exatamente uma das razões. É verdade que somos um país pequeno e com algumas singularidades, mas sempre achei um pouco estranho importarmos tanta literatura, em especial a chamada mais comercial, como fantasia ou policiais. Por isso, pareceu-me que a espionagem seria de alguma forma um nicho de mercado, caso um dia decidisse fazer uma tentativa séria na área. Não fui precursor, pois existem alguns autores nacionais com carreiras bem-sucedidas em produtos semelhantes, como são os thrillers, embora o que queria fazer fosse algo distinto. Gosto muito de espiões e afins e sentia-me algo à vontade, já que era o género que consumia com maior avidez, quer em termos literários, cinematográficos ou televisivos. Trata-se de um mundo muito apelativo e carismático porque coabita com segredos, ação e sedução, o que faz o leitor sonhar e imaginar. Daí ter arriscado. Claro que a diferença tem o seu preço. Numa conversa recente com a minha editora, esta confessou-me não saber o que esperar do público quando colocado perante uma história e um estilo tão singulares. Tenho a noção de que, numa primeira instância, as pessoas sentem-se curiosas em relação a um livro de espionagem escrito por um autor português, mas também pouco confiantes. Não vêm como será possível idealizar algo deste tipo por cá. Depois de lerem o livro, mudam de opinião.
A ação em “O Espião Português” desenrola-se em diversas cidades europeias em edifícios históricos. O Nuno conseguiu descrevê-los com grande detalhe! Visitou pessoalmente cada um desses locais para conhecê-los tão bem?
Assim seria desejável, mas confesso que não. Alguns dos locais onde decorre a ação são demasiado caros ou simplesmente pouco inacessíveis. Falo do hotel Westin Excelsior, em Roma, e do Palácio da Europa, em Estrasburgo, respetivamente. Estocolmo e Viena, conheço. Usei algumas das atrações que visitei e criei a história em torno delas, embora ocasionalmente tenha recorrido a outras alternativas. Foi o caso do clube noturno na vizinhança do complexo de Hofburg. Nunca lá estive, embora exista, tal como todos os cenários descritos no livro. É nesta altura que entra a pesquisa. Começo por guias ou revistas de viagens e normalmente acabo em sítios oficiais de turismo. Disponibilizam muita informação e oferecem alguma fiabilidade. Depois, tento sempre cruzar mais do que uma fonte para ter a certeza de que não estou a incorrer em erros. O resto, é trabalho.
Qual foi o feedback dos seus leitores sobre esta sua estreia?
Felizmente tem sido muito positivo, ainda mais do que estava à espera. Disponibilizei um endereço de email na minha página oficial na internet através do qual os leitores são convidados a contactarem-me. Tanto este como a página do Facebook têm sido ferramentas preciosas. Os leitores têm destacado sobretudo o aspeto emocional e gráfico da história e revelam-se muito interessados em relação aos próximos volumes. Dizem que sabe a pouco, apesar de serem mais de trezentas páginas, e normalmente dão-me os parabéns. Não me posso queixar. Todos têm sido muito simpáticos comigo, mais do que mereço.
Uma trilogia é sempre uma grande responsabilidade! O que foi mais difícil para si: escrever o primeiro livro ou criar a sua continuação?
Ainda não consigo dizer muito bem, porque correspondem a duas fases distintas da minha vida. O Espião Português começou a ser escrito em 2003 e só ficou concluído em Janeiro de 2011. Tratou-se de uma processo longo, com paragens extensas e bastantes avanços e retrocessos pelo meio. Eu escrevia quando tinha tempo e me apetecia, sem ninguém o saber, recusando-me a colocar um prazo ou um objetivo no projeto. Por isso é que nunca contei a ninguém, nem sequer à minha família. Era algo só meu. Era o meu livro, com a minha história, os meus elementos e as minhas personagens. Quando me comecei a aproximar da conclusão e percebi que tinha algo especial em mãos, então pensei em publicar. Acho que essa foi a parte mais penosa de todo o processo. O livro estava terminado e foi sucessivamente rejeitado até eu ter vencido o Prémio Book.it. Tinha-me esforçado e acreditado tanto, e durante um ano e meio só ouvi não. Com o segundo volume, tem sido diferente. Decorrente de tudo o que tem envolvido O Espião Português, ganhei alguma experiência e tenho tentado aprender alguma coisa com ela. Estou mais maduro e consigo gerir o meu tempo e frustrações de uma forma mais positiva. A noção que tenho do contacto com o público é que conquistei alguns leitores e a dificuldade maior tem sido essa, não os desiludir, não defraudar expetativas e estar à altura da responsabilidade. Outro desafio, tem sido a continuidade. Quero continuar a conquistar as pessoas e para isso não lhes posso pedir que comprem o primeiro livro para que possam compreender e apreciar o segundo. Daí ter criado novamente uma história com início, meio e fim. Sim, estou a escrever uma série de três livros. Mas cada um dos tomos tem identidade própria e poderá ser lido de forma independente. E depois, tenho ainda de lidar comigo. Sou demasiado autocrítico e nunca fico integralmente satisfeito com o meu trabalho. Ainda assim, tenho um sentimento muito positivo em relação ao segundo volume. Estou contente em relação ao que está feito e algo ansioso para que todos o possam ler.
O que podem os fãs de André Marques-Smith, o protagonista de “O Espião Português”, esperar do próximo livro?
O novo livro assenta no trinómio dúvida-confiança-traição. O fim de O Espião Português deixou o André numa situação peculiar. A sua vida mudou muito ao descobrir a verdade e ele terá de decidir em quem é que pode ou não confiar, o que no mundo dos espiões não é nada fácil. O mesmo irá acontecer no seio da fação rival, a Dark Star, que continuará a lutar contra o André e os colegas pela posse do projeto. O sindicato do crime, como eu lhe chamo, tem dois operacionais novos e neste volume vamos perceber melhor como é o seu funcionamento interno e como é que estas pessoas se vão encaixar lá dentro. É, por isso, um livro mais denso e negro do que o primeiro. Por outro lado, espero que consiga traduzir o meu próprio amadurecimento e evolução. Alguns dos elementos que vêm do primeiro volume e que são transversais a toda a trilogia vão manter-se, como a pluralidade de cenários, a profundidade emotiva das personagens e da história, ou o estilo narrativo. Mas existirão também algumas diferenças. Pela primeira vez, parte da ação irá decorrer fora da Europa, embora esta seja maioritariamente repartida entre Lisboa e outra capital, com passagens esporádicas por outros locais. É, de algum modo, um livro com bastante dualidade, a começar pelo protagonismo. O André terá de disputar esse papel com outra personagem que já é familiar ao público, mas que foi intencionalmente pouco desenvolvida por mim. Aqui, ficaremos a conhecê-la melhor. Quem é, qual o seu passado, e como marcará o futuro da trilogia. Aliás, tratar-se-á de um volume definido por personagens fortes e alicerçado em alguns elementos que no tomo inicial não explorei assim tanto. Será nitidamente mais romântico e com uma intensidade psicológica superior.
O que é que a escrita trouxe à sua vida que não conseguiria ter de nenhuma outra maneira?
Esta é uma questão complicada. Considero-me um privilegiado, sobretudo se comparado com as outras pessoas da minha geração. Tenho uma ocupação paralela de que gosto bastante e agora também a escrita, que é algo muito pessoal para mim. Talvez seja isso, a realização pessoal. Sinto que estou a fazer algo meu, mas que posso partilhar com os outros. E o valor de tal é inestimável.
Muito obrigada ao Nuno pela sua simpatia e disponibilidade!
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Nuno Nepomuceno
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
4
Livro: O Espião Português (Nuno Nepomuceno)
Capa actual
Capa antiga
Ano
de edição: 2012
Género:
Espionagem, Ação
Autor:
Nuno Nepomuceno
Como
já tive oportunidade de referir anteriormente junto de alguns amigos, após ler “O Espião Português” o
primeiro pensamento que me ocorreu foi de que alguém
deveria multar o Nuno Nepomuceno por ter escrito uma história tão viciante e,
com isso, ter interferido nas minhas tarefas diárias.
O protagonista em “O Espião Português” é
o jovem André Marques-Smith. Com um cargo de grande importância no Ministério
dos Negócios Estrangeiros, é durante as suas perigosas missões a mando da
Cadmo, uma organização semigovernamental internacional, que o jovem português revela
quem realmente é: um espião treinado para enfrentar as mais perigosas situações
e para cumprir as suas tarefas, por mais difícil que seja o obstáculo e mais
improváveis as hipóteses de sucesso.
Contudo, no início desta aventura, André
está muito longe de imaginar que as maiores surpresas e desilusões da sua vida
estão ao virar da esquina e que tudo aquilo que toma como garantido poderá não
passar de uma grande mentira.
Nada habituada a ler histórias de
espiões, devo ser uma das 10 pessoas no mundo que foge a sete pés de qualquer
filme do famoso espião 007, fui completamente apanhada de surpresa por este
livro.
A verdade é que esta obra me agarrou
desde a primeira página para apenas me soltar finda a última frase.
O primeiro culpado para esta minha
alienação do mundo durante a leitura de “O Espião Português” é o ritmo em que a
história decorre. Tempos mortos, passagens maçadoras e capítulos sem qualquer
interesse para o desenvolvimento da trama não têm lugar nas páginas escritas pelo
autor. A ação decorre a um ritmo de tal forma alucinante que a expetativa
acerca do que vai acontecer a seguir leva o leitor a querer ler sempre “apenas mais
uma página”.
A escrita de Nuno Nepomuceno também teve
a sua quota-parte de responsabilidade no vício em que este livro se tornou para
mim: clara, direta, sem floreados desnecessários e com o interessante pormenor
de nos transportar para a mente das várias personagens de uma forma tão natural,
que a mudança frequente dos pontos de vista em que a história é contada se
torna facilmente percetível e contribui para um aprofundar da personalidade de
cada personagem do livro.
O terceiro e último ponto que alegarei
perante todos os que negligenciei durante a minha leitura por estar
completamente absorta neste livro são as reviravoltas que a história sofre ao
longo de mais de 300 páginas. Sei que não é bonito ler-se de boca aberta mas
acreditem que foi mais forte do que eu. Afinal, já não havia coração para
tantas surpresas!
Em jeito de conclusão: não. Continuo a
não gostar de filmes e histórias de espiões. Contudo, abro uma exceção muito
especial para a obra de estreia de Nuno Nepomuceno, “O Espião Português", que me
mostrou que é possível ficar fascinada com um livro de um escritor português
que escreve sobre espiões, associações secretas e cidades europeias
maravilhosas que aqui servem de palco para as mais arrojadas missões.
Agora aproveitem enquanto voltei à minha
vida normal. Pois mal seja editado o próximo livro desta saga voltarei a
fechar-me para o mundo.
As administradoras do FLAMES com o autor Nuno Nepomuceno - Janeiro 2014
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