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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

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Livro: O Jogo Final


Título Original: Ender’s Game
Ano: 1977
Ano de Edição: 2013
Género: Ficção Científica
Autor: Orson Scott Card


O género Ficção Científica deve ser dos géneros com o qual estou menos familiarizada. Mas quando surgiu a oportunidade de ler um dos livros que é considerado um marco da Ficção Científica, que já ganhou os mais prestigiados prémios de literatura dentro deste género, não consegui recusar.
A história de “O Jogo Final” decorre no futuro, numa época em que as viagens no espaço são algo de banal e em que outros planetas estão ocupados por seres humanos. Contudo, mesmo possuindo o Homem tecnologias altamente avançadas, continua a temer uma ameaça que há já várias décadas o atemoriza: os Insectóides, seres altamente inteligentes e com uma artilharia desenvolvida.
É urgente encontrar um comandante capaz de liderar a frota humana na luta contra esses perigosos seres de outro planeta, antes que sejam estes a destruir a Terra.
Por isso mesmo, as crianças mais inteligentes no mundo são selecionadas para irem para a Escola de Guerra, no Espaço. Entre essas crianças encontra-se Ender Wiggin, um verdadeiro génio com um potencial imenso. Provavelmente a última esperança da Humanidade. Conseguirá ele salvar-nos a todos?
Este livro revelou-se uma verdadeira surpresa. Enquanto à primeira vista este pode parecer ser “apenas mais um” livro de ficção científica, a verdade é que a história de “O Jogo Final” é muito mais intrincada e profunda em comparação com os demais livros sobre histórias no Espaço.
O ponto central do livro é mesmo o aspeto psicológico, o amadurecimento do protagonista que, ao longo dos anos, se confronta com questões complexas e incómodas. Questões que nos prendem a esta história e nos fazem querer virar sempre mais uma página.
A forma como Orson Scott Card consegue transportar o leitor para o interior da mente de um pequeno génio é soberba, e deixamo-nos conquistar por este rapaz, comover até com as situações pelas quais passa.
As batalhas também estão muito bem descritas, de forma clara não se incorrendo no erro de relatar segmentos de luta confusos e aborrecidos.
Um outro aspeco verdadeiramente interessante foi a ideia que o autor teve de levar os dois irmãos de Ender, que ficaram no planeta Terra, a montar um esquema para dominar todo o mundo recorrendo simplesmente à sua superioridade intelectual. Os seus diálogos são inteligentes, arrebatadores e "absorvem-nos" por completo.
Mas o verdadeiro presente, a cereja no topo do bolo de “O Jogo Final”, está mesmo no seu final: uma conclusão que me deixou estupefacta e com a sensação de, agora sim, fazer parte do grupo de pessoas que tiveram o privilégio de ler esta famosa obra.
Escusado será dizer que recomendo vivamente este livro!

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