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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

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Livro: Welcome to Forest Island




Ano: 2009 
Género: Fantasia, Comédia
Autor: Bwana Spoons 

* Por Mariana Oliveira *


Deixem-me roubar-vos dois minutos do vosso tempo para falar-vos da pior leitura que fiz este ano: 

Considero-me uma leitora com uma mente bastante aberta, capaz de apreciar obras que fogem àquilo que é costume editar-se em todo o mundo. Por isso mesmo, foi com entusiasmo que comprei online o livro “Welcome to Forest Island”. 
Este foi um livro que me conquistou pela capa e cuja premissa me pareceu muito interessante: uma obra ilustrada com algum texto sobre uns habitantes caricatos de uma ilha mágica. 
Até aqui tudo bem não fosse um simples facto: o livro não tem absolutamente lógica nenhuma!

Algumas ilustrações são interessantes e a mistura de cores é intensa e bonita, contudo há outras (por sinal demasiadas) ilustrações que parecem ter sido feitas por uma criança de 5 anos. "Mas esse é o estilo pessoal do autor", dirão alguns. Pois eu digo: são desenhos sem interesse para um livro de adultos.
Como se as ilustrações já não fossem uma desilusão suficiente, eis que me deparo com frases e diálogos curtos sem qualquer interesse entre personagens. Algumas frases são mesmo descabidas e têm erros ortográficos. É óbvio esses erros foram intencionais, mas não me parece que contribuam para a melhoria desta obra. Apenas a tornam ainda mais confusa. 

A sensação que tive ao ler este livro foi a de que o seu autor devia estar sob o efeito de substâncias psicotrópicas quando fez estas ilustrações e escreveu estas frases. 
Em jeito de conclusão, resta-me partilhar convosco uma lição que tirei com esta leitura: se forem comprar um livro em que as ilustrações são o grande destaque da obra, não façam compras online sem primeiro conseguirem espreitar algumas ilustrações. E lá pelo meio atentem também para as frases, não vá parecerem ter sido escritas por uma criança do pré-escolar.
Tenho dito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

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Livro: A Célula Adormecida



Ano: 2016
Género: Policial, Drama
Autor: Nuno Nepomuceno
Editora: Topbooks

* Por Mariana Oliveira *

O nome Nuno Nepomuceno entrou há poucos anos no panorama literário português mas é incrível o quanto cresceu desde aí. Explorando um tema que muito poucos escritores portugueses abordam, a espionagem, o Nuno encontrou "o seu território" e tornou-se no nome nacional de mais sucesso dentro desse género. Por isto mesmo, depois de ter gostado tanto da sua Trilogia "Freelancer", foi com imensa curiosidade que parti para a leitura da sua mais recente obra - "A Célula Adormecida".


Sinopse:
"Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante. O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado. De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena. A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição. Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer "A Célula Adormecida". Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente actual."


Opinião:
Creio que nunca  tinha conhecido uma obra que estivesse tão actual no momento em que a li. "A Célula Adormecida" fala de um dos maiores problemas que ameaça o nosso mundo nos dias de hoje: o autoproclamado estado islâmico e as consequências nefastas que a sua actividade terrorista está a ter um pouco por todo o mundo mas principalmente na Europa. Por isso mesmo, este livro mexeu com muitos dos meus medos e fez-me pensar no caminho que o continente europeu está a seguir. 

Ao longo do livro, o Nuno levanta várias questões polémicas relativamente ao quanto poderá esse grupo terrorista estar a ser apoiado pelo ocidente à custa de interesses económicos e foi aqui que levei um verdadeiro murro no estômago. Como a política é dos meios em que me sinto menos à vontade e como ainda quero acreditar naquilo que há de bom no ser humano, nunca tinha pensado nessa possibilidade. Contudo, os factos apresentados pelo autor ao longo do livro assustadoramente fizeram muito sentido e esta acabou por ser uma obra que me desafiou a ir mais além e pensar sobre questões difíceis e controversas.

Comparando com a "Trilogia Freelancer", este livro é mais audaz pois nele o Nuno foi mais além e chocou o leitor com acontecimentos extremamente dramáticos e revoltantes. Senti-me perturbada com algumas passagens que nos apresentam um lado mais negro do ser humano mas que, infelizmente, reflectem aquilo que acontece um pouco por todo o mundo. Senti, assim, que o autor decidiu arriscar mais com este livro mostrando a maturidade literária que alcançou desde a sua estreia.

Mas se esta foi uma obra que me revoltou e assustou, foi igualmente uma obra que me fez regressar a um dos melhores períodos da minha vida. Falo do tempo em que vivi na Turquia e convivi de perto com essa cultura magnífica. Em "A Célula Adormecida" parte da acção passa-se nesse incrível país que liga a Europa e a Ásia e simplesmente adorei ler passagens que decorreram em locais onde tive o prazer de estar. 
Foi incrível voltar a ter contacto com a cultura muçulmana e comovi-me ao perceber o quanto o Nuno destacou um aspecto que tenho vindo a defender com unhas e dentes desde que esta questão do autoproclamado estado islâmico começou: o islão é uma religião que tem como princípio o amor e a paz e não pode de maneira nenhuma ser associado a actos terroristas. Creio que é aqui que os meios de comunicação têm falhado pois vejo que não são muito esclarecedores neste aspecto e acabam por moldar a opinião de grande parte das pessoas que, dessa forma, acabam por confundir os muçulmanos com terroristas. Esta é uma questão que tenho debatido nos últimos anos e gostei de ver escrito  num livro aquilo em que eu tão convictamente acredito.

A profunda pesquisa que o autor fez para este livro permitiu-lhe explicar-nos um pouco os costumes dessa religião e os princípios em que assenta. Por isso mesmo, aconselho este livro não só pela história  policial repleta de acção e drama que apresenta mas principalmente porque é uma obra que de tão actual que é nos vai fazer olhar para o que está a acontecer nos dias de hoje com outros olhos.
Por fim, aconselho este livro para quem quer ter a oportunidade de ficar a conhecer melhor o islão e em particular o hospitaleiro e incrível povo turco.
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Deixava de dormir por... : Novidades literárias do mês de Novembro


Porque acreditamos piamente que os livros são das melhores prendas que se pode oferecer na época festiva que se aproxima, aqui ficam as novidades do mês de Novembro que mais nos entusiasmaram!



"Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. A ideia era organizar concertos com grandes nomes do jazz para lá das fronteiras do Muro e, assim, derrubar barreiras e preconceitos anti-americanos, seduzir o inimigo com a música e ganhar terra. É neste pano de fundo que conhecemos Alex Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro, sem deixar rasto, sem deixar uma carta de despedida. Erik Gould tentará de tudo para a reencontrar, mas não lhe restando mais esperança do que o acaso. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que encontrará dentro de uma caixa de sapatos um caminho para recuperar a alegria." 




"Uma colectânea de 27 contos. Um homem compra um manequim feminino pelo qual se apaixona perdidamente. Um escritor alcoólico e frustrado alcança o sucesso mas não se liberta do vício. Dois vagabundos partem para um assalto nocturno e acabam transformados em assassinos. Bêbedos, escritores falhados, prostitutas, ladrões, pugilistas, bandidos: os personagens que povoam as páginas destes contos são velhos conhecidos do mundo narrativo de Bukowski. Um mundo pobre, sujo e feio, retratado com absoluta lucidez mas também com uma profunda compreensão e empatia. A América das ruas, dos bordéis, das salas de jogo, dos bares mais esquálidos e das pessoas mais esquecidas. A América que não conheceu o Grande Sonho e de que Bukowski foi sempre, talvez, a voz mais autêntica. Considerado por muitos como o melhor livro de Bukowski, "A Sul de Nenhum Norte" é o retrato cru e fulgurante dos americanos que desistiram da sociedade e até de si mesmos. Uma reflexão que Bukowski faz com particular genialidade e domínio literário na economia e alvos das suas palavras." 




"Gosta de cinema, música, de ler e passear?Tem memórias para contar? Gostava de poder abraçar todas as coisas que lhe abrem um sorriso? Neste livro vão caber todas as coisas boas que entender. Tome nota dos seus gostos, memórias e desejos, e guarde-os para sempre. Tenha tudo à mão: a receita que viu ontem na tv e vai fazer hoje, o filme que quer ver, a viagem que está a preparar. Guarde fotografias e recortes, escreva memórias, use e abuse de fita-cola, clips ou agrafes – neste livro tudo é permitido — , lembre momentos como quiser. Aqui nunca ficará sem bateria ou correrá o risco de apagar alguma coisa sem querer." 







"A investigação mais completa e exaustiva alguma vez publicada sobre a presença e participação de Portugal e de portugueses no clube dos «Senhores do Mundo». O livro traça a história – apoiada em documentação oficial, muita da qual inédita – do surgimento do Grupo Bilderberg, em 1954, da sua evolução, da participação de Portugal, ao nível estatal, desde 1956, e da passagem da participação neste clube da esfera dos interesses de Estado para a dos grupos de interesses privados, ocorrida a partir da última década do século XX, até à actualidade. Uma obra que é fruto de uma investigação de duas décadas do autor, é um dos mais completos trabalhos alguma vez publicados sobre o Grupo Bilderberg, quer em Portugal quer internacionalmente. «Não há, no mercado livreiro nacional e internacional, uma história isenta sobre o que é esta organização que, desde os anos 80, conta com dois ex-primeiros-ministros portugueses na lista dos membros permanentes.» Da Introdução "O Governo de Bilderberg" traz ao conhecimento público documentos originais apresentados nas reuniões do Grupo Bilderberg, «como, por exemplo, dois relatórios que Franco Nogueira trouxe consigo aquando da sua primeira participação num encontro, em 1967. Um deles é sobre o futuro da NATO». Uma investigação séria, ao revés das várias «teorias da conspiração» que têm sido construídas em torno dos participantes nos encontros secretos – toda a história contada neste livro é sustentada por prova documental, comprovada por documentos oficiais reproduzidos em larga medida no próprio livro, e originários de «fontes de indiscutível credibilidade, de que são exemplo o Arquivo Salazar, na Torre do Tombo, e o Arquivo Histórico-Diplomático» do Ministério dos Negócios Estrangeiros, entre outros. Inclui em anexo datas e locais de todos os encontros Bilderberg, desde 1954 até à actualidade e um elenco de todos os participantes portugueses desde 1956, com Rui Ennes Ulrich, até 2016, com Maria Luís Albuquerque e Carlos Gomes da Silva." 



"Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere, já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo. Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível. "O Labirinto dos Espíritos" é uma história electrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com "A Sombra do Vento", que alcança aqui toda a sua intensidade e tracejado, que por sua vez desenha uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida." 


 
"O Escultor, de Carina Rosa, é a mais recente novidade da Coolbooks e está disponível, a partir de hoje (em formato físico e digital), na livraria virtual Wook. Depois de ter publicado A sombra de um passado, em 2014, a chancela da Porto Editora dá agora a conhecer a incursão desta jovem autora pelo thriller. A vida de Mariana, uma galerista de sucesso, é radicalmente alterada após receber vários bilhetes ameaçadores que culminam com o desaparecimento da sua companheira de casa às mãos de O Escultor, um assassino em série. Tudo indica, porém, que este é apenas primeiro e macabro incidente de uma perseguição incessante. Neste thriller, tão obscuro quanto romântico, desenha-se a história dos delírios de um fanático e de uma mulher e de um homem que, unidos pelas circunstâncias, terão de o travar." 





"Chamas, segundo volume da trilogia de literatura fantástica assinada pela jovem autora Patrícia Morais, já está disponível na livraria virtual Wook. Num mundo em que monstros e demónios são reais, a misteriosa organização Diabolus Venator – a primeira linha de defesa da Humanidade dos perigos que o mundo sobrenatural apresenta – acaba de vencer uma importante batalha. Para Lilly e Liam, porém, a guerra está longe do fim. Perseguidos por um inimigo sedento de vingança, os protagonistas terão de escolher entre o valor das alianças que estabeleceram e o amor que os une. A inspiração para este segundo volume da trilogia surgiu entre viagens de mochila às costas na América do Sul e intervalos de treinos na Kunyu Mountain Shaolin Kung-Fu School na China, onde a autora se encontra a tirar um ano sabático para estudar Kung-Fu e Wing-Chun." 





"As Receitas de Natal do Jamie Oliver" é uma obra que inclui todos os clássicos de que precisamos para o grande dia e para a época natalícia. Ali encontramos montes de sugestões deliciosas para criarmos presentes que os nossos amigos vão adorar degustar, receitas para o grande acontecimento, assim como ideias para aproveitar todas as sobras. Este livro é tudo o que precisa para ter o melhor Natal de sempre. «Tomei todas as precauções para lhe dar tudo aquilo de que precisa para o grande dia e para outras refeições festivas ao longo da quadra, mas também lhe trago surpresas, presentes para degustar, bolos para o chá, cocktails e, claro, mil maneiras criativas de tirar partido das sobras. Sempre que possível, elaborei as receitas de modo a serem cozinhadas no forno à mesma temperatura, para que possa gerir com eficiência o seu tempo e o espaço do forno, e assim ser-lhe-á muito fácil preparar e misturar os diferentes elementos e criar um almoço ou jantar de Natal perfeito. Não me poupei a esforços. Este livro vai fazer sucesso, todo ele um deslumbrante embrulho de Natal. Folheie, escolha as receitas, trace um plano e, sobretudo, tenha um ótimo Natal.»Jamie Oliver Capítulos:- Introdução - As Esplêndidas Entradas - Pratos Vegetarianos e Vegan - O Maravilhoso Mundo das Batatas - Os Deliciosos Legumes - Molhos e Acompanhamentos - Abençoadas Sobras - Sobremesas Festivas e Espetaculares - Chás das 5 e Coisas Doces - Adoráveis Presentes para Degustar - As Saladas Superfantásticas - Iguarias para Picar - As Bebidas Perfeitas - Guia para Assar as Carnes."


"Esta obra não é mais do que uma viagem no tempo por uma cidade, que é o Porto.» Assim descreve Germano Silva esta edição especial, que revisita o Porto através das suas palavras. Nela participam seis dos seus (muitos) admiradores, ilustres portuenses por nascimento ou paixão: Jorge Gabriel, Jorge Nuno Pinto da Costa, Judite de Sousa, Manuel Sobrinho Simões, Pedro Abrunhosa e Sónia Araújo aceitaram escolher algumas das melhores histórias de Germano Silva sobre a cidade. A eles juntou-se Pedro Olavo Simões, que assim se torna, poderá dizer-se, no primeiro biógrafo oficial do autor.Mas como há ainda tanto a descobrir sobre o passado da cidade e tanto a aprender com as palavras do jornalista, que, “aos 85 anos, orienta passeios temáticos em que participam pequenas multidões, sofrendo estas para lhe acompanhar a passada”, aqui se apresentam também três textos inéditos do autor.Neste livro celebra-se mais do que o afecto que Germano tem pelo Porto. Celebra-se o incomparável afecto que os portuenses têm pelo Porto e por Germano. "



"Ela é a maior assassina que o seu mundo algum dia conheceu. Mas onde a conduzirão a sua consciência e o seu coração? Num trono de vidro, governa um rei com punho de ferro e alma tão negra como o breu. Celaena Sardothien, a Assassina de Adarian, venceu uma competição violenta e tornou-se no seu campeão. No entanto, Celaena está longe de ser leal à Coroa. Ela faz a sua vigilância em segredo; sabe que o homem a quem serve está vergado ao mal. Manter esta encenação mortífera torna-se cada vez mais difícil quando Celaena se apercebe de que não é a única que está à procura de justiça. Ao tentar desvendar os mistérios enterrados no coração do castelo de vidro, a sua relação com as pessoas que lhe são mais próximas sofre com isso. Aparentemente, todos questionam a sua lealdade — Dorian, o príncipe herdeiro; Chaol, o capitão da Guarda; e até mesmo Nehemia, a sua melhor amiga, princesa de um reino distante e com um coração rebelde. Mas numa terrível noite, os segredos que todos eles têm guardado conduzem-nos a uma tragédia indescritível. O mundo de Celaena é destruído e ela é forçada a abdicar daquilo que considera mais precioso e a decidir de uma vez por todas onde está assente a sua verdadeira lealdade... e por quem está disposta a lutar." 



"No final de um dia em que foi deixada – duas vezes – e em que matou acidentalmente um ganso, uma jovem mulher anseia por umas férias tropicais, longe do caos da sua vida. Porém, os seus planos são arruinados pelo filho surdo-mudo da sua melhor amiga, deixado ao seu relutante cuidado. Mas quando o rapaz escolhe os números sorteados num bilhete de lotaria, partem os dois numa viagem de carro pela Islândia, com o porta-luvas atulhado com parte do produto do seu jackpot. O que começa como uma aventura espontânea vai alterar, de modo inesperado e profundo, a forma como vê o passado e como planeia o futuro. «Neste livro, o leitor sente o calor do sol num país nórdico onde o sentimento é um sorriso palpitante, com dois corações. Um agudo e outro grave, esses corações escrevem a partitura de um livro táctil, arrebatador e tocante.» Paris Match." 








"Além da compilação das melhores consultas online dadas pelo Doutor G, este livro conta ainda com conteúdo inédito e original, e que só poderão ler aqui ou num PDF pirateado a circular pela internet. Com novas dúvidas e respostas nunca antes publicadas, esta enciclopédia sexual contém dicas de sedução, seja online, seja no mundo real, e um glossário que aumentará o vocabulário eloquento-javardo da população portuguesa e daquelas duas ou três pessoas do Brasil e Angola que vão comprar o livro porque têm um amigo português que lhes disse que era giro."









"Estará a União Europeia à altura das esperanças nela depositadas? Thomas Piketty é um observador atento dos aspectos económicos da nossa sociedade. Nada escapa à curiosidade nem à sagacidade deste professor universitário, que é não só um dos investigadores franceses mais reputados internacionalmente, mas também um crítico temido da cena política francesa. Seja a analisar os efeitos da crise financeira mundial ou a reforma do sistema de aposentações, a interpretar as opções governamentais ou os programas políticos, a dissecar os mistérios do imposto sobre a emissão de carbono ou as declarações de impostos de Liliane Bettencourt, existe sempre a certeza de que Thomas Piketty nunca se refugia no «politicamente correto». Considerado um dos melhores economistas da sua geração — na qual a concorrência é feroz — Thomas Piketty é, acima de tudo, um antidogmático enérgico, que tanto critica severamente a doxa liberal sobre a redução dos impostos, como censura os conformismos do seu quadrante político, a esquerda, que ao insistir em defender os seus princípios permite que a realidade lhe fuja debaixo dos pés. Defensor obstinado da redistribuição da riqueza, Thomas Piketty faz parte do grupo daqueles que actualmente fornecem as ferramentas para uma redefinição do projecto social-democrata." 



"Será que o Universo começou com um Big Bang? A luz é uma onda, uma partícula – ou ambas? Será que somos a causa do aquecimento global? É possível uma Teoria de Tudo? A ciência tornou possível a compreensão do mundo em que vivemos e os multiversos teóricos além dele, oferecendo avanços tecnológicos e alargando as fronteiras do conhecimento. Escrito numa linguagem simples, "O Livro da Ciência" está repleto de explicações curtas e concisas que evitam o jargão técnico, diagramas passo a passo que desembaraçam teorias complicadas, citações clássicas que tornam memoráveis as descobertas científicas e ilustrações espirituosas que melhoram e jogam com a nossa compreensão da ciência. Seja qual for a sua compreensão do assunto, quer seja um estudante interessado ou um cientista de sofá, vai encontrar muita coisa para o estimular neste livro." 






"Receitas simples e criativas para saborear com a família e amigos. Este é um livro de receitas práticas para serem partilhadas em diferentes ocasiões. Podem ser tradicionais, internacionais ou pouco convencionais, mas são todas elas pensadas ou escolhidas, de uma maneira geral, para serem rapidamente confeccionadas e com ingredientes acessíveis. Juntar a família e os amigos à mesa para petiscar é sinal de alegria, de festa, de momentos especiais. É desta forma que construímos memórias. É dar aos outros um pouco de nós. Há refeições que nunca mais esquecemos, não só pela comida em si, mas pelo ambiente, pelas pessoas que nos rodeiam, pelos sorrisos e pelas gargalhadas que partilhamos à volta da mesa."






"A autobiografia do maior vulto da televisão em Portugal. Tinha tudo para não ser o que é, mas é! Ao longo de umas centenas de páginas ilustradas com outras centenas de fotografias, Júlio Isidro conta de onde veio, o que tem feito, com quem se deu, e deixa em aberto para onde vai. Por essa razão esta autobiografia se chama "O Programa Segue Dentro de Momentos". Com uma escrita tão coloquial quanto a sua forma de se expressar na rádio ou em televisão, Júlio Isidro conta-nos estórias onde tantos dos seus leitores se irão também reencontrar. Fala de si, mas sobretudo recorda os artistas de todas as áreas com quem se tem cruzado neste já muito mais de meio século de ofício de comunicar. Num registo de algum sarcasmo saudável sobre si próprio, diz-nos que, sendo um artífice sério no seu trabalho, não se leva a sério nos efeitos secundários do vedetismo e do estrelato.Este livro não tem azedume, não acerta contas com ninguém, não transparece despeito e revela muito respeito pelos companheiros de estrada e pelo público." 



"O livro oficial da série da Natinal Geographic mais importante sobre Marte já realizada. Com prefácio de Ron Howard De todos os planetas no sistema solar, nenhum outro cativou a nossa imaginação colectiva como Marte, a próxima paragem na nossa jornada interplanetária através do cosmos. Naves espaciais já aterraram nele, transmitindo imagens inesquecíveis da paisagem árida e misteriosa que esperamos explorar dentro de alguns anos. Agora, para todos aqueles que anseiam saber mais, a National Geographic e o veterano jornalista espacial Leonard David trazem-nos uma exploração visual do nosso futuro em Marte. Como irão os humanos adaptar-se a uma gravidade inferior a um terço daquela que é sentida na Terra, a uma atmosfera com pouco oxigénio e aos níveis elevados de radiação com que o Sol bombardeia o planeta? Que género de habitações poderão ser construídas a partir dos materiais que encontraremos lá? Como iremos responder psicologicamente aos rigores da vida marciana - incluindo o conhecimento de que não poderemos viajar facilmente de volta a casa? E se encontrarmos lá vida? Companheira da inovadora mini-série televisiva homónima de seis episódios do National Geographic Channel, esta obra inteligente, estimulante e inspiradora desvenda as novas e corajosas ciências e tecnologias que lançarão a raça humana para o seu glorioso futuro interplanetário." 






"Começando por retratar a cultura de direita portuguesa dos anos 80 aos nossos dias, o autor debruça-se sobre os grandes pontos de clivagem que, pelo menos à superfície, continuam a dividir as culturas de esquerda e de direita em Portugal. Percorrendo diversas tendências contemporâneas como a proliferação do lifestyle e do trendy, a revisitação light do salazarismo, os livros de auto-ajuda e outras taras actuais, a sociedade portuguesa é apresentada como adversa a extremismos, realçando-se as muitas afinidades ocultas entre direita e esquerda — mais numerosas e profundas do que costumamos julgar."








"A História está repleta de personagens malditas cujos nomes nunca mais serão esquecidos. Venha descobrir porquê. Dos líderes sanguinários como Hitler e Nero aos pensadores que chocaram os seus contemporâneos, como Sade e Nietzsche. Dos chefes militares cuja ambição não tinha limites, como Napoleão e Hernan Cortés aos fanáticos religiosos como Torquemada e Bin Laden. Mas ainda há espaço para algumas figuras maquiavélicas dos nossos dias, como George W. Bush, Saddam Hussein ou Kissinger. E, claro, a História de Portugal não poderia ficar de fora, com nomes amaldiçoados cujas acções se sentem ainda hoje: de D. Sebastião, ao Marquês de Pombal e Salazar. "As Personagens Malditas da História", mais do que uma galeria impressionante de homens e mulheres cujos nomes nunca mais serão esquecidos, é um reflexo da sociedade, cultura e violência dos tempos em que viveram. Uma história da Humanidade em forma de pequenas biografias tão apaixonantes como inesquecíveis." 








"Mais de quarenta histórias natalícias da pena dos grandes clássicos portugueses dos séculos XIX e XX, escolhidas por Vasco Graça Moura: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Fialho de Almeida, Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, José Régio, Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Miguel Torga, Alves Redol, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, José Saramago, Natália Nunes, Maria Ondina Braga, Isabel da Nóbrega e José Eduardo Agualusa, entre muitos outros." 










"Passado mais de meio século, as ditaduras de Estaline e de Hitler, dois dos regimes mais destrutivos e letais de sempre, ainda assombram o nosso mundo. Em "Os Ditadores", Richard Overy tenta responder a algumas questões essenciais com que estes regimes nos deixaram: Como foram possíveis essas ditaduras? Como funcionavam? O que ligava de modo tão poderoso os ditadores e o seu povo? O resultado é um relato fascinante das diversas estratégias que Estaline e Hitler utilizaram para chegar ao poder, afirmar-se, expandir a sua influência e dominar os seus povos. Os Ditadores oferece-nos uma arrepiante análise de como o poder corrompe e de como pode ser corrompido pela vaidade de homens ambiciosos e sem escrúpulos." 







"A palavra impressa é uma ponte entre a infelicidade e o consolo. "A Descrição da Infelicidade" traz em si a possibilidade de a superar, escreve W.G. Sebald no prefácio deste livro. Acrescenta ainda que a reflexão sobre uma infelicidade consumada é também uma forma de resistência.Título inédito em Portugal, "A Descrição da Infelicidade" é uma apaixonante análise do ambiente psicológico e psíquico que antecede e condiciona a escrita austríaca protagonizada por grandes nomes como Stifter, Schnitzler, Kafka, Hofmannsthal, Canetti, Bernhard e Handke, entre outros; e da mediação da literatura – a ponte que a palavra impressa estabelece entre a infelicidade e o consolo." 







"O Islão político tem sido muitas vezes comparado a movimentos ideológicos do passado, como o fascismo ou a teocracia cristã. Será que essas analogias são válidas? Como pode o mundo ocidental de hoje responder aos desafios do Islão político? Assente numa abordagem original para responder a esta questão, John Owen compara a luta entre o islamismo e o secularismo a outros choques ideológicos ocorridos na história do Ocidente. Ao examinar os últimos conflitos – como foram apoiados por redes subterrâneas, como fomentaram o radicalismo e a revolta e como desencadearam intervenções estrangeiras e conflitos internacionais – o autor apresenta-nos uma perspectiva inovadora sobre o Islão político. Owen inclui na sua análise as origens e dinâmicas das lutas do século XX entre comunismo, fascismo e democracia liberal, sem descurar os conflitos religiosos dos séculos XVI e XVII e os antagonismos do final do século XVIII e XIX entre monarquismo e republicanismo. A síntese é um conjunto de ensinamentos que podemos extrair dos sucessos e erros destes conflitos do passado e aplicar no presente debate em torno do Médio Oriente, ajudando-nos a compreender as revoltas actuais no mundo muçulmano, de olhos postos na história da civilização ocidental e nas questões inquietantes associadas à ordenação das nossas sociedades." 



"Estar grávida do segundo filho nem sempre é fácil, e pode até revelar-se uma experiência mais complicada do que a primeira. Em cada etapa do processo (concepção, gravidez, trabalho de parto e parto), as vivências são diferentes. Aliás, não há gravidezes nem partos iguais – até para a mesma mulher – e este livro explica porquê. Não é muito comum abordar-se em profundidade o tema de uma segunda ou posterior gravidez, mas na verdade ter já um filho pode ter diversas implicações e tornar mais desafiante conseguir manter a harmonia familiar. Este livro fornece-lhe informações diversas que a ajudarão ao longo desta sua nova incursão pela maternidade e a orientarão na chegada de mais um membro à sua família. - Descrição dos procedimentos pré-natais e dos problemas mais frequentes - Conselhos para tratar de si e do bebé e para cuidar do seu filho mais velho - Sugestões para criar uma relação única com o seu bebé ainda no ventre - Formas de lidar com a rivalidade entre irmãos - Estratégias para optimizar o tempo de que dispõe." 



"Um sistema simples para ultrapassar a ansiedade generalizada e a preocupação crónica. «Se para si estar preocupado é uma espécie de hábito do qual não se consegue livrar, ou se a ansiedade é uma presença assídua na sua vida, então, este livro pode oferecer-lhe orientação e treino no ataque à ansiedade e na sua diminuição. (…)- Dá por si muitas vezes preocupado ao longo do dia ou da semana? - Pensa muitas vezes no pior que lhe podia acontecer a si ou àqueles de quem gosta? - Sente-se muitas vezes nervoso ou ansioso? - A ansiedade interfere com a sua capacidade para socializar, trabalhar, estudar ou ser pai/mãe ou companheiro/a? - A ansiedade e a preocupação fazem-no concentrar-se nas coisas negativas e sentir-se menos confiante em si mesmo ou com dúvidas em relação às suas decisões? - A preocupação e a ansiedade por vezes sufocam-no ou fazem-no sentir sem controlo? Se respondeu “sim” a algumas destas perguntas, então é provável que a preocupação e a ansiedade lhe estejam a causar problemas e stress. A abordagem comprovada deste livro tem como objectivo aumentar a sua capacidade de lidar com a preocupação e a ansiedade trazendo assim mais alegria à sua vida." 




"Está comprovado que o glúten tem efeitos adversos no bem-estar quotidiano, bem como efeitos nocivos na saúde a longo prazo. A sensibilidade e a intolerância ao glúten estão na origem de diversos problemas digestivos e de sintomas como obstipação, gases, fadiga crónica, e dores de cabeça e de articulações. Reduzir ou eliminar o glúten da sua dieta pode trazer benefícios consideráveis para a sua saúde e o seu bem-estar. Contudo, considerando que ele se encontra em tantos alimentos e ingredientes, como se pode ter uma alimentação rica e saborosa sem glúten? A resposta encontra-se em "Delícias Sem Glúten", com mais de 100 receitas irresistíveis de sopas, saladas, snacks, refeições completas, sobremesas e doces, tão deliciosos quanto saudáveis." 






"Está comprovado que a lactose tem efeitos adversos no bem-estar quotidiano, bem como efeitos nocivos na saúde a longo prazo. A sensibilidade e a intolerância à lactose estão na origem de diversos problemas digestivos e de sintomas como diarreia, gases, cólicas e dores inflamatórias. Reduzir ou eliminar a lactose da sua dieta pode trazer benefícios consideráveis para a sua saúde e o seu bem-estar. Contudo, considerando que ela se encontra em tantos alimentos e ingredientes, como se pode ter uma alimentação rica e saborosa sem lactose? A resposta encontra-se em "Delícias Sem Lactose", com mais de 100 receitas irresistíveis de sopas, saladas, snacks, refeições completas, sobremesas e doces, tão deliciosos quanto saudáveis."







  
"Há muitos livros sobre a pobreza: sobre as suas causas e sobre a forma de a combater. Alguns são certamente interessantes, mas não era sobre a pobreza em abstracto que a autora desejava escrever, mas sobre os pobres tais como ela os «descobrira», aos 16 anos, num bairro da lata onde as freiras do colégio que frequentava a levaram para que as meninas ricas, grupo a que pertencia, aprendessem a ser caritativas. O livro não se limita a falar dos pobres em Portugal. Outros países são referidos, tendo no final a autora concluído existirem quatro tradições no que a este problema diz respeito: a católica (Portugal), a jacobina (França), a aristocrática (Inglaterra) e a meritocrática (EUA). Apesar de baseada numa bibliografia longa, a obra tem um tom intimista, o que torna a sua leitura fascinante."






"Raros são os presentes que sensibilizam tanto os nossos amigos e a nossa família como aqueles que são feitos por nós próprios. Inspire-se neste livro profusamente ilustrado para cozinhar produtos deliciosos e transformá-los em ofertas, usando etiquetas personalizadas, embrulhos irresistíveis e apresentações surpreendentes. Sinta o verdadeiro espírito dos presentes que saem do coração e não ficam guardados no fundo de uma gaveta, mas sim no nosso paladar – e na nossa memória. Joana Roque partilha connosco cerca de 50 receitas que costuma preparar para oferecer às pessoas que lhe são mais próximas como presentes de aniversário ou de Natal, mas também para o Dia do Pai, o Dia da Mãe e outras ocasiões especiais. As compotas feitas com a fruta do pomar dos avós, a marmelada que enche a sua cozinha com um aroma especial, o azeite aromatizado que dá um toque único a qualquer prato, a granola caseira, o licor de canela, o preferido do seu pai, o curd de limão, as bolachas chupa-chupa, que fazem as delícias das crianças, ou a mistura de scones, ideal para um lanche de preparação rápida – e tantas outras sugestões, sem esquecer os seus já famosos cabazes de Natal... Para cada receita, Joana Roque apresenta-nos ideias originais e criativas de embrulhos, decorações e etiquetas, que tornam estes presentes ainda mais extraordinários." 



"Histórias Coloniais" descreve conflitos sociais significativos e determinantes nas antigas colónias portuguesas. Estes acontecimentos retratam a violência e a brutalidade de uma dominação colonial insensível aos problemas das populações e mostram, ainda, a forma como contribuíram para a formação da consciência nacionalista e como acabaram por acelerar o caminho para a independência dos territórios (ou para a sua integração nos países a que pertenciam). São oito os episódios, um por cada antiga colónia portuguesa, desenvolvidos pelos autores Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus neste seu livro póstumo. Algumas histórias são praticamente desconhecidas; outras, graças ao acesso a novas fontes encontradas pelos autores, têm aqui versões mais completas do que aquelas que até agora eram do conhecimento público. Neste livro, recuamos a épocas de vincada opressão colonial em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Goa, Macau e Timor-Leste, numa viagem ao passado que começa no final da década de 1920 e termina em meados dos anos 60, passando pelas vésperas do início da Guerra Colonial, com um dos acontecimentos mais sangrentos e simultaneamente obscuros da presença portuguesa em África: o massacre nos campos de algodão da Baixa do Cassanje, em Angola."




"Num registo a que já nos habituou, Mário Cordeiro fala de um tema sensível, mas o qual é urgente discutir: os adolescentes e a droga. Partindo de casos clínicos reais e relatando vivências e experiências, o autor convida o leitor a compreender este submundo cada vez mais complexo, através de diversas viagens com toxicodependentes e com pais, educadores e profissionais portugueses e estrangeiros envolvidos nesta problemática. Todos os anos surgem novas drogas, juntando-se àquelas que afectam tantos jovens e tantas famílias. É preciso conhecer estas drogas, saber como actuam, os nomes pelas quais são conhecidas, os efeitos que têm, seja quando proporcionam bem-estar, seja quando destroem a pessoa. Numa linguagem prática e direta, que vai ao encontro das dúvidas dos adolescentes, mas também dos pais e educadores são abordados temas como a cannabis, as drogas sintéticas, a “droga da violação”, o LSD e outros alucinogénios ou o ecstasy, entre outras. As drogas vieram para ficar e vão, nos tempos mais próximos, causar a deterioração da saúde de muitas pessoas. Algumas, muitas, vão morrer por sua causa. Só estando bem informados, de maneira isenta, verdadeira e rigorosa, poderemos acertar as estratégias individuais e colectivas, de modo a que as escolhas se baseiem em decisões responsáveis, tendo em vista o próprio, os outros e a comunidade em geral. Neste livro abordam-se ainda o debate sobre a legalização das drogas, as leis europeias e portuguesas ou a questão do álcool. Sem assumir atitudes moralistas ou de condenação, são apresentados factos e protagonistas, e verdade científica, com menção a algumas estratégias e programas que se revelaram eficientes. A cada um a sua escolha, mas que seja a escolha certa em termos de saúde física e mental – a ajuda pode estar neste livro. Para que não restem dúvidas e se discuta abertamente este tema, porque mais vale prevenir do que tratar." 







 “Está lá?”. Identifiquei-me e surgiu o habitual e agradável cumprimento: “Como vai a menina e moça?”. (…) Foi assim entre a História e a Geografia de Portugal e do Mundo que decorreram 30 minutos de conversa, chegou a hora de nos despedirmos, trocámos o habitual bem-haja e… até ao próximo contacto!"

terça-feira, 29 de novembro de 2016

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#BOOKLOVERS: Conversa sobre livros, amizade, polémicas no booktube, Afonso Cruz, Nuno Nepomuceno...



#BOOKLOVERS

Ora espreitem o vídeo que fizemos para o FLAMES e, já agora, espreitem os outros 2 nos outros canais

FLAMES - https://www.youtube.com/watch?v=1iB-h3TH9rA&feature=gp-n-y&google_comment_id=z125wtn5emegddlo504cefzp2maogdpxn3s




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250º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editorial Planeta)


250º Passatempo 
WOW



Para participar, vocês já sabem o que fazer. 
BOA SORTE!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

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Filme: Nunca é Tarde Demais




Título Original: The Bucket List
Ano: 2007
Género: Drama, Comédia, Aventura
Realizador: Rob Reiner


* Por Mariana Oliveira *

Histórias sobre o verdadeiro sentido da vida e como devemos vivê-la ao máximo já existem há muito tempo. "Nunca é Tarde Demais" não é excepção. Aquilo que realmente me levou a querer ver este filme foi a sua dupla de protagonistas: o talentoso Jack Nicholson e um dos meus actores preferidos desde  a minha infância, o incrível Morgan Freeman.


Sinopse:
"O multimilionário Edward Cole e o mecânico Carter Chambers vivem em mundos diferentes. Os seus destinos cruzam-se num quarto de hospital e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitar tal como são. Juntos embarcam numa viagem única, tornando-se amigos e aprendendo a viver com sensatez e humor."


Opinião:
Quando me decido a ver um filme com esta temática tomo por garantido que vou acabar lavada em lágrimas e decidida a aproveitar mais a vida a partir daquele dia. Este filme não foi excepção e no final lá estava eu agarrada a um lenço de papel e a planear mentalmente o resto da minha vida de forma a passar a viver todos os dias como se fossem o último. Sim,às vezes sou um pouco dramática...
Até aqui, nada de novo. Contudo, quero destacar em "Nunca é Tarde Demais" três aspectos que, a meu ver, tornam este num filme que todos devíamos ver.

Em primeiro lugar, a dupla de actores é realmente genial. Outra coisa não se poderia esperar de dois dos maiores nomes do cinema da actualidade. Actores que respiram representação, foi sem surpresas que  Jack Nicholson e Morgan Freeman me levaram às gargalhadas e às lágrimas. Com eles eu acreditei realmente na história de Edward e Carter. Fui levada a pensar que estava a assistir a uma luta pela vida por parte de dois seres humanos, esquecendo-me por momentos que se tratava de ficção. Ainda, o facto de todos conhecermos alguém próximo que já partiu ou que se encontra a travar uma batalha pela vida serviu para que eu vivesse tudo com muito mais intensidade.

Em segundo lugar destaco os lugares onde este filme nos leva. O pano de fundo desta história é uma grandiosa viagem que ambos empreendem e eu, irremediável apaixonada e curiosa por culturas e lugares diferentes, tornei-me no terceiro passageiro e embarquei nessa aventura com eles!

Em último lugar, não podia deixar de falar de uma interessante reviravolta que o filme apresenta a determinada altura. Neste género de histórias parto do princípio que consigo prever praticamente tudo o que vai acontecer mas "Nunca é Tarde Demais" conseguiu surpreender-me. Não posso, contudo, alongar-me mais sobre este aspecto senão iria tirar-vos o prazer de vocês mesmos serem surpreendidos.

Por tudo isto e porque considero que nunca é demais pensarmos sobre a nossa vida e aquilo que queremos fazer com ela, aconselho o visionamento deste filme a toda a gente, independentemente do facto de acharem que este não é o vosso género de história. Experimentem e depois... vivam!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

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Livro: The Catcher in the Rye



Ano da 1ª Edição: 1951 
Género: Drama 
Autor: J. D. Salinger 


* Por Mariana Oliveira *

Um dos meus objectivos para este ano de 2016 era o de começar a ler mais Clássicos. Infelizmente, considero que falhei redondamente pois dos vários livros que li este ano muito poucos se enquadram nesta categoria. Excepção feita ao “The Catcher in the Rye”, que em Portugal ficou com o título “À Espera no Centeio”. 


Sinopse:
“A voz do seu protagonista, o anti-herói Holden Caulfield, encontrou eco nos anseios e angústias das camadas mais jovens, tornando-o numa figura icónica do inconformismo. Da mesma forma, os temas da identidade, da sexualidade, da alienação, e do medo de existir, tratados numa linguagem desassombrada e profundamente original, fizeram de "The Catcher in the Rye" um símbolo da contracultura dos anos 50 e 60. Mas, passados sessenta anos sobre a sua primeira publicação, vendidos mais de 65 milhões de exemplares em quase todas as línguas, e instituído marco incontornável da literatura mundial, "À Espera no Centeio" mantém toda a actualidade e a frescura da rebelião.” 


Opinião:
Já há imenso tempo que tinha curiosidade em ficar a conhecer esta obra, visto que é considerada uma história polémica tendo sido, inclusive, proibida em vários locais. Após a minha leitura, consigo perfeitamente perceber o porquê de J.D. Salinger ser considerado um escritor deveras corajoso ao atrever-se a publicar este livro no ano de 1951. 
Parti para a leitura de “The Catcher in the Rye” sem saber nada da história. A minha versão não tem nenhum resumo na contracapa e propositadamente evitei ler qualquer informação na internet. A minha surpresa, por isso mesmo, não poderia ter sido maior...

Neste livro acompanhamos um rapaz, Holden Caulfield, que está a atravessar os últimos anos da sua adolescência numa sociedade, aos olhos dele, onde quase tudo está completamente errado. Para Holden, as pessoas perderam a verdadeira noção do que é a felicidade e vivem preocupadas com coisas sem qualquer interesse. Na sua opinião o mundo pode ser resumido numa simples palavra: aborrecido. 
É assim que, ao longo de três dias na sua vida, acompanhamos Holden à medida que vai tentando perceber o que é que realmente quer fazer com o seu futuro. As peripécias sucedem-se mas tudo a um ritmo lento. Isto é, nesta obra não nos é apresentada uma história de acção repleta de personagens e situações intrincadas. Percorremos, ao invés, um percurso lento à medida que acompanhamos o jovem Holden nas suas deambulações. 

Consigo perceber o motivo desta obra ter sido proibida pois a linguagem utilizada pelo autor, que não se poupa ao calão e alguns palavrões juntamente com a sua dura crítica à sociedade da época resultaram numa obra polémica e corajosa. Este é um livro que acredito que gostaria muito de ter lido durante a minha adolescência mas que, agora, com um olhar mais adulto consigo entender de uma forma ainda mais profunda e completa. 
Aconselho esta história àqueles leitores que gostam de livros mais pausados e em que questões como a sociedade, a vida e a felicidade são centrais. 

“Mas o que é que o título tem a ver com esta história?” perguntam vocês. Pois bem, apenas posso dizer-vos que este é dos títulos mais originais que alguma vez vi e que quando lerem o livro a determinada altura vão perceber perfeitamente daquilo de que estou a falar!!
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249º Passatempo do FLAMES (em parceria com a autora Maria Cecília)



Temos um exemplar deste livro para oferecer em parceria com a autora. Querem ganhar? É só preencher o formulário.

BOA SORTE :) 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

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Livro: Wonder



Ano de Edição: 2013
Género: Drama
Autora: R.J. Palacio 


* Por Mariana Oliveira*

Depois de meio mundo ter lido este livro e de outro meio estar a planear fazê-lo, finalmente decidi-me a ler “Wonder”, um dos maiores best-sellers dos últimos anos. 


Sinopse: 
“Não vou descrever o meu aspecto. Seja o que for que possam pensar, é pior. August nasceu com uma deficiência genética que faz com que o seu rosto seja completamente deformado. Quando nasceu os médicos não tinham esperança de que sobrevivesse, mas sobreviveu. Vários anos e muitas cirurgias depois, August vai, aos 10 anos, enfrentar o maior desafio da sua vida - a escola. Contado a várias vozes, é uma história emotiva das dificuldades que tem de superar uma criança com uma terrível deformação e um relato do milagre que é a vida.”


Opinião: 
Sabia, à partida, que esta seria uma leitura comovente. Contudo não foi tanto assim quanto eu estava à espera, pelo menos durante uma boa parte do livro! Contada sob vários pontos de vista, um pormenor que me agradou muito, esta história para mim é mais enternecedora do que propriamente triste. 
Não posso dizer que a trama tenha sido muito surpreendente pois a autora seguiu inicialmente, a meu ver, a linha de pensamento mais óbvia para uma história deste género: um menino diferente dos demais que inevitavelmente irá sofrer de bullying na escola mas cuja família tudo faz para o proteger e tentar que tenha uma vida o mais normal possível. Até aqui, nada de novo. Onde a história começou a ficar realmente interessante foi quando August começou a mostrar o seu incrível coração mesmo perante as adversidades. Nesse momento confesso que fiquei surpreendida por alguém que teve uma vida com mais sofrimento do que a maioria das pessoas não tem nem sequer em dez vidas, mesmo com tão tenra idade, conseguir ver o lado bom da vida e perdoar até aqueles que mais o magoaram. 

No entanto, a verdadeira magia deste livro está num apêndice final que a minha versão tinha. Refiro-me ao “Capítulo do Julian”. O Julian, para quem nunca leu o livro, é o menino responsável por perpetuar as acções de bullying contra o nosso protagonista. Esse capítulo final de quase 100 páginas mostra-nos a outra face da moeda e procura explicar porque é que o Julian teve um comportamento tão reprovável. Para mim, foi essa a melhor parte do livro e foram essas páginas que verdadeiramente me comoveram. Nelas viajamos até à segunda guerra mundial e voltamos a testemunhar o horror que essas vítimas viveram. Temos, ainda, a oportunidade de ver o Julian a pensar sobre as acções menos correctas que teve e a tentar mudar a sua forma de ver a vida. 
Foi um capítulo lindo que nos mostra que é extremamente fácil julgarmos as outras pessoas quando estas têm comportamentos mais reprováveis sem, contudo, percebermos o que é que poderá estar na origem desses mesmos comportamentos. 

Concluindo, para mim a grande mensagem de “Wonder” é a de que não devemos ser tão rápidos a julgar as outras pessoas, quer seja pelo seu aspecto, pelo seu comportamento, pela sua forma de pensar ou estar. Todos nós temos um passado que influencia a nossa forma de ver a vida e de lidarmos com os obstáculos com que nos cruzamos. Se respeitarmos a diferença, mesmo não conseguindo compreendê-la por completo, a vida de todos nós tornar-se-á muito mais fácil.

sábado, 19 de novembro de 2016

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121º Entrevista do FLAMES: Luísa Sobral


Luísa Sobral


Entrevista anterior da Luísa Sobral no FLAMES - aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/11/88-entrevista-do-flames-luisa-sobral.html

Depois de no último álbum teres cantado em português, eis que regressas aos discos. Este teu novo álbum tem músicas em português mas também em inglês. Porquê esta escolha? Sentes-te mais à vontade a cantar em que língua?
É indiferente. Eu na altura escrevo na língua em que me apetece. A canção na altura pede uma língua para mim. Neste álbum também tenho uma música em francês porque vivi um tempo em Paris e apeteceu-me escrever uma música também em francês. Claro que a minha primeira língua é o português e se calhar esta é a língua em que me é mais fácil de expressar até pode ser português… mas nas músicas nem sempre é assim. Como os meus ídolos são anglo-saxónicos até me sinto bastante à vontade com o inglês, mas não sei… eu por acaso até me sinto à vontade nas duas! Uso a língua que a canção pede.

Este álbum chama-se "simplesmente" Luísa. Porquê esta escolha?
Porque este é um disco muito autobiográfico. As canções são muito mais sobre mim, sobre esta fase da minha vida… ou melhor, sobre a fase da minha vida quando estava a escrever as canções. Este nome também se deve aio facto de eu sentir que é quase um recomeço. Sinto que estou diferente e que este é um novo início! Então para mim fez sentido ser um disco homónimo, porque é um remarcar… É quase um statement: é como se fosse um início.

Sobre este disco a Luísa referiu “um disco que mal posso esperar para tocar ao vivo”.  O que podemos esperar dos teus concertos ao vivo? Vais-te focar mais neste disco? Porquê esta vontade?
Estas canções têm imenso espaço para nós explorarmos ao vivo. Pelo menos eu acho. Nesse sentido, penso que este disco talvez seja um bocadinho diferente dos meus discos anteriores. Os outros eram muito orquestrados, e cada instrumento tinha o seu papel muito definido. Aqui eu acho que isso não acontece. Acho que é um disco muito mais aberto. Já toquei algumas vezes estes temas com a minha banda de cá e já senti isso: cada vez que tocamos os temas eles ganham um corpo diferente. Por isso, eu acho que isso vai acontecer ao longo desta tourné (a começar em Janeiro). Penso que vai ser muito divertido por isso mesmo, porque vamos poder sempre explorar coisas novas e tocar sempre de forma diferente… dependendo do nosso estado de espírito… Por isso apetece-me muito tocar ao vivo por... Apetece-me mesmo explorar estas novas canções com eles.


Se calhar, para ver o que é que vai sair dali... Para descobrir o que vai acontecer com determinada música…
Sim, sim, claro que sim! Por exemplo, acho que os concertos iniciais serão completamente diferentes dos últimos concertos da tourné. Acho que vamos ter muito tempo para ir brincado no palco com as canções, o que irá complementar o disco.

O facto de esta álbum ter sido criado num local por onde tantos artistas internacionalmente conhecidos passaram, aumenta a responsabilidade?
Eu não senti muito isso. Não sou assim muito de ficar fascinada com essas coisas. Achei giro, claro que achei giro tirar fotografias e fazer o videozinho do making-off… Esse vídeo fui eu que fiz… e claro que são artistas que são uma grande inspiração para mim. Mas eu não acredito muito nessas coisas do espaço. Aquele espaço foi simplesmente onde os músicos gravaram… mas eles é que são a coisa importante! Não é tanto o espaço! Obviamente que é interessante e é giro saber que estou ali… mas eu não deixo nunca que essas coisas sejam tão grandes, que tenham influência sobre mim. Agora sim é interessante… Até liguei ao meu pai: “Ei, que giro, tu sabias que gravou aqui o Frank Sinatra?”. É engraçado, mas para mim não tem muita influência sobre a minha música… O mais importante são os músicos que gravaram comigo… as coisas que fazem… isso sim foi importante. Podia ter sido noutro estúdio qualquer que com aqueles músicos teria sido igual.


Ao fim de anos na estrada e de alguns álbuns editados, onde consegue encontrar inspiração para mais um trabalho de estúdio?
Fazer música é uma coisa tão natural para mim… Nós tomamos banho todos os dias de manhã, não é? Quer dizer, às tantas não é importante termos tomado banho durante 10 ou 20 anos que agora deixamos de tomar, continua a ser parte da nossa rotina. Escrever é um bocadinho isso para mim, não é parte da minha rotina porque eu normalmente não tenho rotina, agora com um bebé é que tenho mais rotina (risos). Mas escrever é parte de mim. É como uma necessidade. Não é bem necessidade…. mas é uma coisa que me deixa feliz. Por isso eu componho e vou-me inspirando. Tem muito a ver com o facto de eu ouvir música e ouvir outras pessoas. Ouvir os meus colegas cá em Portugal por exemplo… ou ouvir discos internacionais. Tem muito a ver com isso! Eles são a inspiração para mim. Ainda hoje, por exemplo, vinha a ouvir o novo disco do Zambujo e vinha a pensar em compor… Há discos que me dão vontade de compor! Estava a ouvir esse e a pensar “agora apetece-me chegar a casa e escrever qualquer coisa”. Por isso, acho que são esses discos, discos que eu vou ouvindo, que me fazem ter vontade de continuar a compor.

Isso é giro, por acaso é uma coisa que muitos artistas nos reportam...  essa coisa de estar a ouvir um disco e dizer “ai, apetece-me fazer qualquer coisa assim”.
Sim, isso acontece quando nós ouvimos qualquer coisa de que gostamos e vemos naquilo alguma coisa em que podemos pegar e transformar em nosso. Eu acho que os músicos se apoderam das coisas uns dos outros, e é a parte mais bonita, em que nós ouvimos e dizemos “Ah, eu quero uma coisa daqui”. Então nós roubamo-nos uns aos outros… No fundo é uma inspiração para nós. E é isso, eu acho que sou inspirada por outros para continuar. Acho que se a música acabasse eu não sei se também eu continuaria, acho que era impossível talvez.

Este disco é fundamentalmente inspirado nos blues e folk, certo?
Sim, são muitas das minhas inspirações agora…

Pode dizer-se que de alguma forma se identifica mais com esse tipo de música (de inspiração americana)? Mais do que um género de música mais portuguesa?
Sim, bem, neste momento comecei a ouvir coisas mais simples, não necessariamente simples mas…
Mais orgânicas?
Sim! Por exemplo, Bob Dylan, ou Tom Waits são compositores em que a palavra é o mais importante! E eu acho que a música é o veículo da palavra. Só que é o veículo da palavra de uma forma super simples. Eu acho que eles usam poucos acordes e acho que isso faz com que a palavra seja ainda mais bonita, ainda mais especial. E eu comecei cada vez mais a ouvir esse tipo de artistas e a afastar-me um bocadinho talvez mais do jazz, no sentido da complexidade. Às vezes pôr demasiados acordes super estranhos pode ser pior. Comecei a apaixonar-me cada vez mais pela simplicidade e a querer “tirar cada vez mais” em vez de “pôr”. E no folk eu encontrei isso, encontrei a mensagem e a música que está a fazer a “caminha” da mensagem. E faz sentido para mim nesta fase! Comecei a querer retirar e a tentar encontrar ali o esqueleto das canções… e o folk está todo muito nú, está muito à mostra e eu adorei, adoro isso. Então, acho que acabei por começar naturalmente a compôr um bocadinho mais assim.

Há um grande acontecimento que teve lugar agora, que o distingue de todos os momentos que já ocorreram, que foi o nascimento…
Do meu filho (risos)

Sim... De que forma é que isso influenciou, ou acha que vai influenciar, as suas produções musicais futuras?
É assim… até aqui não influenciou tanto porque quando eu escrevi as canções ainda nem estava grávida! Depois gravei o disco grávida, praí com 3 meses, acho que isso talvez tenha influenciado porque acho que é possível quando uma pessoa está grávida estar mais emotiva e tudo… Talvez tenha influenciado aí. Mas claro que vai influenciar! Agora neste momento está a influenciar! Às vezes negativamente (risos), por falta de tempo… só por falta de tempo (risos). Às vezes estou dias para ouvir algumas canções e para dar o OK para alguma coisa, isso está a influenciar agora. Mas é uma adaptação dos dois a este novo mundo, não é? Mas eu acho que vai influenciar. Ser mãe já me melhorou muito como pessoa e eu espero que isso também se reveja na minha música. Mas eu sinto mesmo que todos os dias ele me torna uma pessoa melhor. Uma mulher antes de ser mãe, ou até de ser pai, a nossa prioridade somos nós mesmos, por mais que estejamos numa relação nós temos o nosso instinto de sobrevivência, que é maior do que tudo não é? E a nossa prioridade somos nós. E a partir do momento em que nasce um filho, a prioridade já não somos nós na nossa vida, e isso eu acho que nos melhora muito enquanto pessoa. Porque de facto já não somos tão auto-centrados e isso é uma coisa bastante positiva, porque faz com que uma pessoa relativize muito tudo o resto. Começamos a relativizar coisas que se calhar antes nos chateavam muito e tudo, por causa do nosso ego. Por isso, eu acho que me tem melhorado muito, estou muito mais calma também, mais serena, portanto se isso me melhorou mais como pessoa eu espero que isso se reflita no meu eu criativo.

Na outra feita há cerca de 1 ano e qualquer coisa, houve uma altura em que eu lhe perguntei quais é que eram as suas influências, e o nome Bob Dylan surgiu… 
(risos) Sim, surge sempre.

Como acolheu a notícia do Prémio Nobel deste ano? Tem sido um assunto polémico...
Eu achei super normal, ao contrário de algumas pessoas. No outro dia também me perguntaram sobre isso numa entrevista e a verdade é que eu acho que as pessoas hoje em dia têm demasiadas opiniões por coisas. Nós todos sentimos agora que por termos as redes sociais temos que dar a nossa opinião sobre imensas coisas, quando ninguém pergunta. Ninguém quer saber o que é que toda a gente acha sobre o Bob Dylan, mas toda a gente achou que podia dizer o que é que achava. Pessoas que se calhar nem conhecem bem a pessoa nem a discografia e de repente têm de dar uma opinião sobre alguma coisa. Por isso, para mim essas opiniões foram completamente irrelevantes, até porque para mim o Bob Dylan, acima de tudo, como eu disse há bocado, a palavra está acima das outras coisas e para mim. E o Bob Dylan, acima de tudo, é um poeta. Por isso, se um poeta não pode receber um Prémio Nobel da Literatura então não sei em que mundo é que vivemos, não faz sentido.

Sim, há pessoas que o associavam apenas à música e nem tinham ideia que ele criava aquilo que cria.
Claro! E a verdade é que eu acho que os poemas dele são estudados em aulas de literatura em inglês! Para além disso, ele é músico, ou seja, ele é poeta, músico e isso só tem ainda mais valor… e isso também é diminuir a literatura num ponto um bocado básico porque há pessoas que escrevem romances e assim e podem receber Prémios Nobel, depois também há dramaturgos… porque é que não hão-de ser todos escritores? Também acho que foi um passo um bocado audaz talvez mas acho que fez sentido e acho que para nós, comunidade de músicos e compositores, foi bastante importante e foi bonito de ver a acontecer ainda enquanto que eu estou nesta terra.

Eu só ainda ouvi o My Man, por isso, o que é que eu posso esperar do resto do disco?
Os meus discos anteriores tinham muito piano! Este disco já tem muito mais guitarra. Tem mais guitarra eléctrica também, o que é um bocado interessante porque eu não tinha nenhuma guitarra eléctrica no meu primeiro disco. Por isso é um disco assim um bocado engraçado. Talvez a instrumentação seja um pouco mais agressiva por causa da guitarra eléctrica mas isso também torna o disco um pouco mais melancólico… então tem assim uma mistura orgânica porque as coisas foram todas construídas ao mesmo tempo. Todos tocamos as músicas ao mesmo tempo e decidimos o que é que ia ser feito enquanto tocávamos e por isso teve este resultado orgânico.

Obrigada à Luísa pela disponibilidade em responder às nossas perguntas. Que o álbum seja um SUCESSO!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

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Livro: Orfeu da Conceição




Ano de Edição: 2016
Género: Teatro Dramático 
Autor: Vinicius de Morais
Editora: Companhia das Letras


* Por Mariana Oliveira *

Há mais de três anos que descobri um novo hobby: o teatro. Desde que entrei para um grupo de teatro amador que tenho ficado cada vez mais interessada nessa forma de arte tão antiga e, a meu ver, das mais belas que existe. Como se pisar o palco não fosse suficiente, há poucos meses comecei a dar os primeiros passos, ainda que pequeninos, no mundo da encenação o que fez com que a minha paixão pelo teatro ficasse ainda mais forte. Assim, quando percebi que me iria estrear a ler o conceituado autor e músico Vinicius de Moraes com uma peça de teatro escrita pelo próprio e que entrou para a História do teatro brasileiro fiquei, como às vezes se diz, fora de mim de contente!


Sinopse:
“Orfeu da Conceição, uma tragédia carioca em 3 actos, é uma peça de teatro escrita por Vinicius de Moraes em 1954, baseada no drama da mitologia grega de Orfeu e Eurídice. A banda sonora foi lançada em 1956, com música escrita por António Carlos Jobim e letra de Vinicius. A actualização de um mito clássico numa favela do Rio de Janeiro, uma ode à contribuição da cultura africana para o Brasil. Um texto lírico e apaixonante que ainda hoje emociona o Brasil.” 


Opinião:
Ler uma peça de teatro é uma experiência completamente diferente de qualquer outro tipo de literatura. No teatro, é a acção que surge em primeiro lugar e o texto apenas existe para complementá-la. Por isso mesmo, um autor de peças de teatro tem de preocupar-se não só com o diálogo das suas personagens mas também com a toda a acção envolvente. 
É neste segundo aspecto que destaco “Orfeu da Conceição”, pois Vinicius de Moraes preocupou-se em deixar bem claro quais considerava serem os cenários adequados, as entradas e saídas das personagens e as suas movimentações em palco. Embora pessoalmente prefira trabalhar um texto que não me dite com tanto rigor quais as acções que devo levar a cabo, deixando espaço para a minha criatividade, tratando-se de um texto cuja única intenção que tinha era a de lê-lo, “Orfeu da Conceição” acabou por me transmitir uma sensação muito vívida daquilo que deverá ter sido o espectáculo original apresentado na década de 50 no Rio de Janeiro. 

Baseada na mitologia grega, um universo que por si só me fascina desde criança, esta história transporta-nos para o mundo das favelas, um mundo repleto de pobreza mas onde a sede de viver impera. Dizer isto assim pode parecer de pouca monta, contudo se tivermos sempre em mente que esta peça foi estreada na década de 50 e que ao palco apenas subiram actores negros, facilmente percebemos o impacto que esta produção teve na altura e o porquê de ter alcançado um estatuto de evento histórico. 

O único aspecto que eu mudaria no livro está relacionado com o facto de num texto introdutório, com o objectivo de explicar ao leitor de que forma é que Vinicius adaptou a história grega para o universo de uma favela brasileira, acabarem por referir a forma como a história termina. Para quem, como eu, não conhecia o mito grego acabou por revelar a grande reviravolta cedo demais bem como o seu final. Contudo, mesmo assim apreciei bastante este texto que, pelos seus contornos trágicos e tom místico, me deixou agradavelmente sobressaltada e com a certeza de que se tivesse estado num daqueles bancos de uma sala de teatro no Rio de Janeiro em 1956, certamente teria assistido a um dos espectáculos de teatro mais marcantes da minha vida!
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