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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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[Divulgação]: A distância entre mim e a cerejeira


Há livros que quando chegam cá a cada me dão um impulso enorme para os ler. Este é um deles. Para além do mais, é um livro extremamente fotográfico (não ficou lindo, aqui numa das minhas cerejeiras?). O que mais me atrai nele é a capa extremamente apelativa, e quando o folheio parece que vai ser daqueles livros rápidos de ler, mas que ao mesmo tempo transmitem conforto. Na capa fazem uma espécie de paralelismo com "O principezinho". Mal posso esperar para o devorar! 

Título: A Distância Entre Mim e a Cerejeira
Autora: Paola Peretti
ISBN: 9789896655648
Ano de edição ou reimpressão: 09-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Dimensões: 150 x 227 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200

Todas as crianças têm medo do escuro, mas felizmente, para a maioria, o escuro é temporário e o medo transitório. Para Mafalda, de nove anos, o escuro é a sua única certeza e o seu futuro: dentro de seis meses, uma doença macular degenerativa condená-la-á a uma cegueira irreversível. Como será a sua vida então? Um livro com uma mensagem inspiradora e muito poética sobre superação, sonho e amizade.

Uma história comovente para todas as idades inspirada na vida da autora.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

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[DIVULGAÇÃO] - Isto Vai Doer (Diário Secreto de um Médico)



Título: Isto Vai Doer (Diário Secreto de um Médico)
Autores: Adam Kay
ISBN: 9789898886255
Edição ou reimpressão: 08-2018
Editor: Cultura Editora
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 229 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240

SINOPSE

Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras. 

Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.

Quando o livro chegou fiquei extremamente empolgada e, como sempre, fui partilhando algumas reacções nas InstaStories. Segue o FLAMES no Instagram em @flamesmr 


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

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278º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



Título: O Protector
Autor: Jodi Ellen Malpas
ISBN: 9789896578824

Edição ou reimpressão: 01-2017
Editor: Editorial Planeta
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 233 x 31 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
SINOPSE

Novo romance de uma autora de referência em Portugal no género erótico - mais de 35 000 leitoras em Portugal - que regressa com uma grande história de amor entre uma modelo de famílias ricas e o seu guarda-costas. O Protector tem os ingredientes necessários para agarrar e apaixonar as leitoras: uma grande atracção, segredos, tensão, um protagonista muito sexy e um grande amor.

Para seres um dos vencedores deste livro basta preencher o questionário em baixo. BOA SORTE



sábado, 8 de setembro de 2018

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Livro: O corpo dela e outras partes (Carmen Maria Machado)



Título: O Corpo Dela e Outras Partes
Autor: Carmen Maria Machado
ISBN: 9789896655976

Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Alfaguara Portugal
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 233 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288

SINOPSE

Um livro-sensação sobre a condição feminina.
Uma mulher recusa deixar o marido tirar-lhe o misterioso laço verde que ela traz ao pescoço, é um pedaço sagrado, inviolável, de si e ninguém pode tocar-lhe. Outra mulher, isolada numa ilha enquanto uma praga aniquiladora se espalha pela Terra, lista os seus encontros sexuais ao longo da vida, tentando identificar aquele que a condenou. Há ainda uma outra epidemia que torna invisíveis algumas mulheres (sobretudo as jovens e bonitas), que depois reaparecem numa loja de vestidos num centro comercial, assombrando a empregada de balcão.

As narrativas destas páginas misturam géneros, combinam realidade e cultura popular com mito, folclore e fábula, e assim desafiam fronteiras, questionam o género como identidade, e pelo caminho contribuem para mapear a vida das mulheres, a sua força e vulnerabilidade, os seus apetites e compulsões, as suas transgressões e agressões.

Histórias terrenas e surreais, excêntricas e sensuais, alegres e cáusticas, cómicas e profundamente sérias, em que o corpo pode ser inconsequente, os humanos podem ser monstros, e a raiva pode ser erótica. O corpo dela e outras partes é uma visão simultaneamente sombria e luminosa, simples e extravagante, sobre o mundo no feminino, estendendo ao leitor um espelho ligeiramente distorcido do mundo que conhecemos e um convite a repensarmos as escolhas e relações que nos definem.

UM DOS MELHORES LIVROS DO ANO 2017: Barnes & Noble * Book Riot * Boston Globe * Chicago Review of Books * Elle * Huffington Post * Kirkus Reviews * Library Journal * Los Angeles Times * New York Times * Paris Review * Publishers Weekly * Washington Post * Esquire



Opinião 
Roberta Frontini

Quando recebi este livro achei que era uma obra totalmente distinta da que encontrei quando comecei a ler as primeiras páginas... sim, porque assim que o livro chegou peguei logo nele. Quando o iniciei e percebi o estilo achei que não tinha absolutamente nada a ver comigo. E depois? Depois devorei-o, porque simplesmente não conseguia parar de o ler. E assim, um livro de uma autora para mim totalmente desconhecia, de um estilo literário que não me atrai, conseguiu transformar-se num dos livros mais surpreendentes que li nestes últimos meses, tanto é que até o apresentei no clube de leitura do FLAMES e, simplesmente, não consegui parar de falar nele por uns bons dias. 


O livro é, na verdade, uma série de contos que a autora foi publicando em vários locais, e por isso falarei neles de forma distinta (tentando entrar no menor número de spoilers possíveis como vocês sabem). 

Antes de o lerem precisam de compreender que neste livro não há uma clara ligação entre os contos, e que todos estão um pouco desconexos (apesar de haver temas recorrentes em todos eles). Houve contos que adorei, e outros de que gostei menos, mas no geral, este livro valeu muito mas muito a pena.

O ponto do marido - 4*
Este conto, por ter sido o primeiro, surpreendeu-me logo, e deixou-me bastante agarrada à história. A autora vai conseguindo alternar cenas do quotidiano normal,  cenas do "macabro", mas de forma encantadora. Lembrou-me bastante a escrita de Bukowski. É verdade que o conto tem algumas cenas de sexo um pouco mais fortes, mas mesmo assim a escrita da autora e a forma como ela nos conta a história deixam-nos agarrados. Conta a história de uma mulher que encontra o seu príncipe encantado. Tudo corre bem, mas o facto de ela usar uma fita verde ao pescoço que não deixa que ninguém desenlace torna-se um mistério...

Inventário - 3*
Num mundo distópico uma doença é propagada, presumivelmente, através de relações sexuais. Uma mulher decide, então, fazer um inventário com todas as pessoas com quem teve encontros. Em cada paragrafo a autora conta um pouco da "relação" que teve com essa pessoa. A premissa pareceu-me muito interessante, mas as descrições de sexo tornaram o conto menos apelativo para mim. Existiu, a meu ver, muita promiscuidade sexual. 

Mães - 1*
Este conto foi, para mim, o mais difícil de me conseguir relacionar. Não consigo compreender bem porquê, mas acabei por o achar bastante confuso. Trata-se da história de um casal lésbico que decide ter um bebé. Apesar de inicialmente interessante, achei a escrita confusa. 

Especialmente abominável- 3*
Se, no início, este conto me pareceu bizarro, com o tempo consegui ficar agarrada a ele e foi-se tornando cada vez mais interessante. Conta a história de um "casal" de detectives que tem de resolver casos de homicídio etc. Mas a perspectiva é muito diferente... Para além do mais existem 2 personagens que são fisicamente iguais às personagens principais mas que são mais perfeitas. Sim, parece confuso, mas vale a pena ler o conto até ao fim. Continuará a ser confuso, mas mesmo assim fez-me soltar umas boas gargalhadas. No início parecem apenas histórias desgarradas, mas estas vão ganhando coerência à medida que o conto vai avançando. 

As mulheres de verdade têm corpo - 4*
Esta história está muito interessante. No mundo aparece um vírus que faz com que as mulheres, aos poucos, vão desaparecendo. Ou seja, começam aos poucos a tornar-se transparentes e a perder consistência. Através desta história a autora abre-nos os olhos para algumas questões mais relacionadas com o consumismo e o papel da mulher (por exemplo).

Oito dentadas - 4*
Mais um conto que nos faz reflectir sobre a importância que o corpo, por exemplo, pode ter na vida de uma mulher. Trata-se da história de uma mulher que decide seguir os passos das 3 irmãs e fazer uma cirurgia que fará com que ela tenha um copo mais bonito e não consiga mais ter fome para comer. Assim ela será, certamente, mais feliz. Mas com o tempo, em casa dela, aparece uma "forma" estranha com a qual ela terá de aprender a conviver... Achei um conto mesmo muito interessante. 

A residente - 4,5*
Foi talvez um dos meus contos preferidos. Daqueles contos que, no final, dá vontade de ligar para a autora e discutir sobre ele. Conta a história de uma senhora que vai para uma casa/refúgio que serve um pouco como um "retiro" para artistas. Nessa casa a nossa personagem principal irá tentar escrever um livro e, talvez, enfrentar alguns fantasmas do passado...

Um feitio difícil em festas - 4,5*
A par com o outro conto, este foi talvez um dos meus favoritos. Por vezes parecia confuso, mas o final vale imenso a pena e quando se percebem algumas coisas, o leitor de certo que irá ficar surpreendido e contente por ter dado uma oportunidade a esta autora. 

Eu fiquei extremamente agradada com a criatividade da autora, e vou sem dúvida ficar atenta para saber mais sobre alguns dos seus próximos trabalhos.

Em breve vou também fazer um vídeo sobre o livro... isto para verem como eu o achei interessante. Se já leram o livro ou estão a pensar ler, digam alguma coisa. 


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

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[OPINIÃO] O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019







O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019

Título: O Diário das Raparigas Rebeldes
Autores: Francesca Cavallo e Elena Favilli
ISBN: 9789896656799
Edição ou reimpressão: 08-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 178 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384



SINOPSE
Depois do enorme sucesso de Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, chega às livrarias o companheiro indispensável para o início do ano escolar de qualquer rapariga rebelde: O Diário das raparigas rebeldes!
De Setembro de 2018 a Agosto de 2019, vais poder registar todos os teus planos, sonhos, paixões, ideias e, ainda, organizar os teus dias e tarefas de Rapariga Rebelde.

Ao longo das semanas e dos meses, vais ficar a saber várias curiosidades sobre outras raparigas rebeldes e inspirares-te a grandes feitos com os quizzes divertidíssimos que preparámos para ti.

OPINIÃO 
(Roberta) 

Como bom filho a casa costuma voltar, este ano no Verão voltei à minha terra Natal. Claro que tive de passar por uma livraria onde vi à venda o O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019. Todos os anos comprava sempre em Itália o meu diário. 

O Diário mais não é do que uma agenda preparado para os alunos. Desde o meu 5º ano que uso estes diários que comprava, quase sempre, em Itália, e que todos na escola me invejavam.

Os diários, para além de funcionarem como agenda, tendem a ter outros conteúdos, como curiosidades, testes, etc. Este não foge à excepção e temos desde os testes/quizzes e curiosidades, a imagens para colorir. 

Reparei que a versão italiana tinha também alguns autocolantes e a capa era diferente. Fui falando destas coisas nas instastories do instagram (se quiserem sigam-me por lá https://www.instagram.com/flames_mr/ 

Portanto, tive um enorme impulso para a comprar. No entanto, como ainda tinha a do ano passado para terminar, como já tinha a mala um pouco cheia (sim, com alguns livros também), achei que era melhor não exagerar. Qual não foi o meu espanto quando a recebi em casa. Não fazia ideia que ía ser lançada em Portugal. Fiquei extremamente feliz. 

Claro que não páro de a exibir, não só nas redes sociais, como no meu trabalho, e também já a comprei para oferecer, afinal de contas, quem é a rapariga rebelde que não quer "desencaminhar" as próprias amigas? 

Bom regresso à realidade a todos!


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

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Livro: Eléctrico 28 (Davide Cali & Magali le Huche)



Título: Eléctrico 28
AutorDavide Cali
ISBN: 9789896656270

Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Nuvem de Letras
Idioma: Português
Dimensões: 234 x 294 x 10 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 40

SINOPSE

Apanha o mítico Eléctrico 28 de Lisboa com os passageiros mais apaixonados da cidade para um passeio cheio de surpresas por uma das cidades mais românticas do mundo.

Um guia ilustrado sobre as colinas da cidade de Lisboa.

Uma homenagem a Lisboa, uma declaração de amor a uma das cidades mais trendy do momento.


OPINIÃO
(Roberta Frontini) 

Como muitos sabem eu sou perdida por livros infantis. Quando este chegou cá a casa fiquei em êxtase: adoro livros grandes, com cores fortes! Mais ainda, adoro livro que exaltem as coisas boas do nosso país e que aliem isso a uma boa história. E esta história é absolutamente deliciosa. 

Apesar de se passar em Lisboa, a personagem principal é italiana... aliás, trata-se de um condutor de eléctricos um italiano e muito romântico. É, de facto (e contrariamente ao que à primeira vista se pode antever) um livro sobre apaixonados e sobre o amor.. sobre as dificuldades que por vezes podemos sentir, e sobre a importância de temos, às vezes, "uma mãozinha" para nos ajudar. Porque nestas "coisas" do amor, às vezes um empurrãozinho pode fazer a diferença.

Escrito para crianças, mas que promete fazer as delícias dos mais velhos, este livro fez-me sorrir e deu-me uma vontade irresistível de, um dia, também eu ir dar uma voltinha do Eléctrico 28. E tenho a certeza que enquanto lá estiver, olharei à minha volta à procura de todas aquelas personagens que habitam as páginas deste livro encantado, especialmente o fantástico Amadeo. 

domingo, 26 de agosto de 2018

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[DIVULGAÇÃO] - Livro: Monteperdido



Título: Monteperdido - A vila das meninas desaparecidas
Autor: Agustín Martínez
ISBN: 9789896655532

Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Suma de Letras
Dimensões: 150 x 228 x 35 mm
Páginas: 464

SINOPSE


Um thriller psicológico absorvente e de ritmo cinematográfico.

Ana e Lucía, duas amigas de onze anos de uma pequena aldeia dos Pirenéus, abandonam a escola e vão para suas casas. Mas nunca chegam ao seu destino. 

Cinco anos mais tarde entre os despojos de um acidente de carro, num desfiladeiro próximo a Monteperdido, aparecem o corpo de um homem e uma adolescente gravemente ferida e desorientada. 

É Ana, uma das meninas que desapareceu há muito tempo. 

Enquanto toda a aldeia tenta assimilar o rumo dos acontecimentos, o caso é reaberto.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

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[OPINIÃO] Livro: Meridiano 28



Título: Meridiano 28
Autor: Joel Neto
ISBN: 9789898886194
Edição ou reimpressão: 05-2018
Editor: Cultura Editora
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 229 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 424

Sinopse 

Em 1939, o mundo entrou em guerra. Foi o conflito mais mortífero da história da humanidade. Mas, na pequena ilha açoriana do Faial, ingleses e alemães conviveram em paz durante mais três anos. Eram os loucos dos cabos telegráficos. 
Do mar em frente emergiam os periscópios de Hitler. Dezenas de navios britânicos eram afundados todos os meses. Já em terra, as crianças inglesas continuavam a aprender na escola alemã, dividindo as carteiras com meninos adornados de suásticas. As famílias juntavam-se para bailes e piqueniques.
Os hidroaviões da Pan American faziam desembarcar estrelas do cinema e da música, estadistas e campeões de boxe. Recolhiam-se autógrafos. Jogava-se ao ténis e ao croquet. Dançava-se o jazz.
Viviam-se as mais arrebatadoras histórias de amor.

Poderia um agente nazi ter-se escondido nos Açores, consumada a derrota de Hitler?

QUEM FOI HANSI ABKE?
QUE SOMBRA LANÇA HOJE SOBRE O DESTINO DE JOSÉ FILEMOM MARQUES, O SOBRINHO CRIADO NO BRASIL?
Um romance que vai de Lisboa a Nova Iorque, de Friburgo a Praga, de Bristol a Porto Alegre e às ilhas açorianas, onde todos são descobertos e ninguém pode ser apanhado.
Um reencontro entre dois homens de tempos distintos e que talvez tenham mais em comum do que aquilo em que gostariam de acreditar. Uma memória das mulheres que amaram e talvez não tenham sabido fazê-lo.

Opinião 
Roberta Frontini

Eu já fui aos Açores! A primeira vez foi em 2016 quando li Arquipélago (http://flamesmr.blogspot.com/2016/02/livro-arquipelago-joel-neto.html). A segunda foi, novamente, em 2016 quando li A vida no campo (http://flamesmr.blogspot.com/2016/06/livro-vida-no-campo-joel-neto.html). Esta terceira vez foi ainda mais especial, com a leitura de Meridiano 28, e as razões que o tornaram ainda mais especial para mim não serão aqui explicadas. Não, eu nunca fui (fisicamente) aos Açores, mas eles já habitam no meu imaginário graças ao Joel. 

É sempre ingrato para mim quando falo num livro ou num autor que me tocam tanto. Tenho muito para dizer mas nada sai de jeito. 

Penso que posso afirmar que, apesar de Meridiano 28 também se passar nos Açores, este livro se destaca dos anteriores, porque impregna uma atmosfera diferente. Existe muito suspense (como existia em Arquipélago sim), mas a época é outra, e a viagem que vamos fazendo no tempo também é distinta. O final, como sempre, é surpreendente. 

É a história de um livro, dentro de um livro… Mas já me estou a precipitar. Falo-vos primeiro da história ou da escrita soberba e consistente do Joel? De todas as referências musicais, cinematográficas e literárias que percorrem as páginas do livro? Ou devo falar-vos da forma como Joel Neto nos engana sem que nos apercebamos disso? Ou das referências histórias que nos são colocadas à frente, de forma tão sublime, que em nada se assemelha com outros livros que parecem querer dar-nos uma aula de História contra a nossa vontade? Em nenhum momento me senti entediada ou aborrecida com as descrições espaciais e as referências históricas. Talvez falar-vos-ei da forma como o autor estuda a nossa própria condição de humano e de como chega a tentar desvendar um pouco da mente humana, das relações familiares e amorosas… enfim… Não vos falarei de nada. Direi apenas que, mais uma vez, Joel Neto criou uma obra de arte. Um livro sobre guerra, sobre paz e sã convivência, mas também sobre o que é crescer e tornar-se adulto. É sem dúvida uma obra extremamente completa e rica onde facilmente compreenderão o estudo que o autor fez e onde a ficção e a realidade se misturam ao ponto de já não sabermos o que ocorreu realmente ou o que é imaginação. Nota-se que é um livro cuidado e muito trabalhado. 

Posso apenas imaginar o que sentirão, as pessoas que moram nos Açores e que viveram estas alturas, ao lerem este livro. Deve ser uma sensação maravilhosa reviver um pouco aquela atmosfera que lhes poderá ser tão familiar (e que para mim é absolutamente desconhecido)… 

A caracterização das personagens está irrepreensível, assim como todo o enquadramento temporal e espacial que denota um claro conhecimento dos locais e um enorme estudos dos mesmos. 

Enfim, Joel Neto é um dos poucos autores mundiais que consegue escrever uma obra que contem tanta coisa, e onde consegue tornar uma ilha numa personagem por si só. É um dos poucos autores que me faz experienciar inúmeras emoções distintas ao contar uma história de poderia ser perfeitamente real.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

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[OPINIÃO]: Livro: Praias escondidas Lisboa



Título: Praias Escondidas - Lisboa
Autor: Robert Butler e Andy Mumford
ISBN: 9789896921392
Edição ou reimpressão: 06-2018
Editor: Arte Plural Edições
Idioma: Português e Inglês
Dimensões: 149 x 233 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192

SINOPSE

Lisboa é uma das mais fascinantes e carismáticas capitais europeias, mas para lá das suas ruas sinuosas e dos seus esplêndidos miradouros, a apenas uma hora de carro em direção a oeste ou a sul, encontram-se das mais deslumbrantes praias da Europa.

Mas atenção: apesar de esta região ter sido abençoada com belíssimos areais, perfeitos para banhos de sol, ir à praia pode ser bem mais do que isso, e em Praias Escondidas vai descobrir sugestões para as explorar de uma forma diferente. De passeios de caiaque a caminhadas com o seu cão e a snorkeling em águas cristalinas, encontrará aqui indicações sobre praias para todos os gostos, sejam areais "selvagens", enseadas isoladas ou baías recônditas. E se o que gosta mesmo é de passar horas ao sol ou a dar belos mergulhos… bom, este livro também é para si!

Com informação detalhada sobre 32 maravilhosas praias a oeste e a sul de Lisboa, listas de locais ideais para uma vasta gama de atividades e fantásticas fotografias, Praias Escondidas é o seu guia essencial para ficar a conhecer a fundo o nosso belíssimo litoral.



OPINIÃO 

Roberta Frontini

Só muito recentemente comecei a ficar fascinada por Portugal. Antes tinha um pouco a mania que lá fora tudo era melhor... apesar de tudo continuo com alguma dificuldade em tomar banho nas praias portuguesas. Adoro ir à praia, e ando a roer-me toda por, este ano, o tempo não ter estado tão bom como o ano passado. De facto, o ano passado consegui desfrutar imenso do sol e das praias portuguesas, mas tomar banho no oceano é ainda uma aventura para mim. 



Apesar de tudo, nos últimos anos, tenho descobertos praias lindas em Portugal. Desde o Algarve até Setúbal, a praia da Anicha (que consta aqui nesta obra) ou mesmo Tróia. Por isso quando vi este livro fiquei absolutamente abismada. Mais fiquei quando o comecei a folhear e vi as fotografias que continha... 



É muito difícil falar-vos neste livro, ou melhor, acho que é muito difícil conseguir expressar o que ela contém. É mesmo daqueles livros que é preciso tocar, folhear, cheirar (e sim, este livro tem mesmo aquele cheiro típico dos livros novos, que deixa qualquer livrólico extasiado).

Posso dizer-vos que este livro deveria vir com um aviso chamativo na capa: ALERTA - este livro vai dar-vos um impulso enorme de fazer uma mochila pouco recheada e partir à aventura. 

De facto esta foi a sensação que o livro me deu à medida que o ia folheando. É um livro que nos dá uma enorme vontade de partir à descoberta, à aventura de lugares desertos e paradisíacos. Não nos apresenta aquelas típicas praias onde nos podemos deitar e tentar descansar tentando desligar do barulho de todas as pessoas que nos rodeiam. Não - O livro apresenta-nos praias pouco conhecidas onde poderemos desfrutar de uma vista esplêndida e de alguma paz de espírito, enquanto contemplamos o maravilhoso oceano (provavelmente pouco acompanhados).

Este é um guia prático que divide as praias por zonas: Sintra Norte, Sintra Oeste, Costa de Lisboa, Cabo Espichel e Arrábida. Há praias para todos os gostos e para todos os tipos de pessoas: há enseadas, há praias para se distender ao sol e desfrutar de um espaço sereno, há baías isoladas ou mesmo praias perfeitas para passear com a família inteira. O livro trás ainda um capitulo com informação essencial e um pedido para desfrutarmos da natureza da melhor forma, sem a violarmos. O capítulo das informações é extremamente útil, especialmente porque uma grande parte destas praias não é vigiada. Ler estas dicas torna-se, assim, extremamente útil e conferem ao livro um carácter ainda mais prático e informativo. Juntamente às fotos maravilhosas que compõem o livro encontramos ainda um mapa que nos ajuda a situar geograficamente as praias. Depois o livro divide-se em capítulos. O primeiro sub-divide-se em tipos de praias próprios para determinada actividade (exemplo: aventura) e no início de cada capitulo existe uma espécie de top 5 das melhores praias, juntamente com alguns alertas na secção "não esqueça". No capítulo seguinte, são apresentadas as praias com muita informação útil para além das fotos maravilhosas e das descrições das mesmas. 

O livro encontra-se escrito em Português e em Inglês, o que é sem dúvida uma mais valia para esta obra. Enfim, preparem-se para ler este livro e criar uma lista das praias que vai querer visitar. O dia encaminhar-vos-á!

sábado, 4 de agosto de 2018

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

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129ª Entrevista do FLAMES: Moonspell (respostas por Fernando Ribeiro)


Moonspell 
(respostas por Fernando Ribeiro) 


Que artistas mais vos inspiram? 
Acho que são muitos para nomear todos mas eu consigo dar só uma mão cheia deles que fizeram mesmo a diferença para nós: BATHORY, CELTIC FROST, TYPE O NEGATIVE, ROOT, FIELDS OF THE NEPHILIM 

Há algum local onde gostariam muito de ainda vir a tocar? 
Temos algumas lacunas especialmente muita da Ásia e a Austrália mas, na verdade, acho que já tocámos em mais sítios do que alguma vez esperaríamos. Pessoalmente, gostaria de tocar no Irão com a Orquestra Nacional de Teerão, não sei porquê, tem-me passado isso pela cabeça. 

Lembram-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto e que gostariam de partilhar? 
Tocar é estar sempre num arame, as coisas não são assim tão previsíveis ou nem tudo está sobre controlo. Tivemos cenas altamente caricatas, claro, quedas, desmaios, pregos e das melhores que me lembro ultimamente foi ver o Pedro Paixão fora dos teclados a ver a Alma Mater da plateia em S. Paulo e depois regressar ao palco mesmo a tempo da entrada de teclas. Foi esquisito. 

Já está em pré-venda uma edição muito especial e limitada do vosso concerto do Campo Pequeno em Lisboa. Depois de tantos anos enquanto banda, como vivem o lançamento de um novo trabalho? 
É um documento importante e todos estes lançamentos tem esse condão de resumir um pouco a nossa história, desta vez ao vivo, e fazer-nos pensar e ver como estamos ao vivo, o que podemos mudar, melhorar, pôr, tirar. Depois existem as recordações do dia de gravação que são imensas. Mas, na verdade, o momento vai ser receber a edição física já que muita gente trabalhou para aquele “objecto” ser fantástico, mas eu fico muito mais excitado com o processo de um novo disco para ser honesto. 

Depois de um Verão preenchido em Portugal, vão estar durante cerca de 2 meses em digressão internacional. Encontram diferenças entre atuar aqui e lá fora? 
Acho que a recepção aos Moonspell em Portugal está cada vez melhor e felizmente conseguimos sair, com bons resultados, do eixo Lisboa-Porto. Temos tocado noutras cidades e vilas e tenho gostado muito, e no processo muita gente tem também ficado mais interessada no Metal e na nossa banda. As tours lá fora são diferentes, muito diferentes, cada noite é um sítio. A próxima é nos EUA e é sempre uma incógnita, mas é para fazer com dedicação e divertirmo-nos um pouco também, já que não há outra hipótese na América senão rir e tentar a nossas sorte pela décima quinta vez ;) 

Ao longo da vossa carreira tiveram a oportunidade de pisar palcos com outras grandes bandas, como os Kiss. Existe alguma banda ou artista com a qual gostariam muito de poder vir a colaborar? 
Tantos. Uns serão mais prováveis, outros nem tanto, alguns já contámos com a sua colaboração. Pensámos no Peter Murphy para o Extinct mas o manager nunca nos respondeu, por exemplo. Assim de repente, talvez o Messiah Marcolin num tema. 

No livro do Ricardo S. Amorim, José Luís Peixoto conta como os Moonspell tiveram um papel importante na escrita dos seus livros. De que forma a literatura tem impacto no vosso processo de criação musical? 
É central à nossa criação todo esse aspecto literário. O José Luis foi o melhor exemplo, mas muita da nossa criação literária, que molda a nossa música, bebe muito de livros, poesia, ficção, não ficção. Continuo a ler muito e a ter sempre ideias por causa disso. 

Os Moonspell são uma banda incontornável no panorama nacional independentemente do género que se gostem. Sentem o peso dessa responsabilidade? 
Não. Pelo contrário, achamos que não temos o respeito da cena tanto quanto se calhar merecíamos. Não por questões musicais mas por outras, assim parece. O que é facto é que quase ninguém aprendeu nada com a nossa luta e conquistas. Por isso, não somos responsáveis por esta cena, apenas calhou estarmos nela mas nem ela se identifica connosco nem nós com ela, aliás como está no livro. 

O livro fez-vos reflectir sobre o passado e, tal como faz parte da banda, planear de alguma forma acções futuras? 
Sim. Penso que uma das maiores conquistas do Ricardo for ter a banda a ler e a sentir este livro, talvez como ninguém. Permite-nos ver a nossa própria história em zoom out, ver a grande fotografia e isso será sempre muito importante e estamos gratos por isso. É um manual para estar numa banda. 

Muito obrigada ao Fernando Ribeiro por esta extraordinária oportunidade. 



segunda-feira, 30 de julho de 2018

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277º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)


Para te habilitares a ganhar este livro, só tens de preencher o formulário... 

BOA SORTE :) 



VENCEDOR:

Ana Patrício


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[DIVULGAÇÃO]: Uma Flor para Outra Flor - As Guerreiras Maxwell 4 (Megan Maxwell)




Uma Flor para Outra Flor
As Guerreiras Maxwell 4

Megan Maxwell


ISBN: 9789897770746
Edição ou reimpressão: 07-2018
Editor: Editorial Planeta
Idioma: Português
Páginas: 520

SINOPSE

Há um tempo Zac pousou os olhos em Sandra, uma jovem de cabelo castanho que o cativou com o seu sorriso. Mas quando o pai de Sandra faleceu, os avós maternos obrigaram-na e à mãe a deixar as Highlands, e a regressar a Carlisle, um sítio onde não conseguem ser felizes, sobretudo quando os avós estão empenhados em arranjar-lhe marido.

Disposto a salvar a amada, Zac foi até Carlisle, mas ao chegar depara-se com Sandra rindo divertida com um dos ingleses. Assombrado e de coração partido, regressou às Highlands determinado a esquecê-la. Para ganhar tempo, Sandra ia afastando os pretendentes, aumentando a inimizade dos avós e por fim a culpa pela morte da avó.

Quarto volume da série de grande sucesso Guerreiras Maxwell da autoria de Megan Maxwell. Com mais de 1,7 milhões de leitores a autora é um êxito de vendas no género da literatura erótica. 
Com uma componente erótica própria deste género, trata-se de uma história de amor apaixonante, com personagens fortes e dramáticas, que nos farão sonhar com os highlanders.

sábado, 28 de julho de 2018

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128ª Entrevista do FLAMES: Ricardo S. Amorim (autor português)


Ricardo S. Amorim
Foto de Joana Marçal Carriço, SFTD Radio

Os Moonspell dispensam qualquer tipo de apresentações sendo uma banda incontornável no panorama nacional. No entanto, existem tantas histórias interessantes que rodeiam a banda, e tanta coisa por descobrir… 
Para nos desvendar algumas delas, Ricardo S. Amorim escreveu “Lobos que foram homens” (opinião que podem espreitar aqui). 

A escrita deste livro foi assim a desculpa perfeita para falar quer com o autor quer com a banda. Nesta primeira parte mostramo-vos a entrevista com o autor. Ora espreitem.

No livro o Ricardo fala sobre o processo de criação do mesmo, ou seja, sobre como surgiu a ideia etc. Pode partilhar isso com os nossos seguidores? 
A ideia surgiu de uma forma bastante espontânea, conforme relato no próprio livro. Surgiu durante uma viagem de carrinha do Porto para Lisboa, em que vim de boleia com a banda, que já conheço pessoalmente há alguns anos e com a qual já tinha tido algumas interacções profissionais. Adicionalmente, partilho o nome e apelido com o guitarrista, e era algo frequente receber acidentalmente e-mails que lhe eram destinados, com informação confidencial. A reserva com que sempre os tratei, avisando os remetentes e eliminando os mesmos, levou a que também se criasse uma relação de confiança. 

Apresentado o convite pelo Fernando durante essa viagem, naturalmente que sustentado no apoio do resto da banda, aceitei de imediato e num muito curto espaço de tempo estávamos reunidos para discutir o projecto. Apresentámos a ideia à editora, a Saída de Emergência, que já antes tinha manifestado interesse (foram, até, os primeiros a ter esta ideia), que acolheu o projecto com muito entusiasmo, e comecei logo o processo de pesquisa e escrita do livro, que durou cerca de um ano. 

O Ricardo teve o cuidado de entrevistar membros mais antigos da banda. Estava à espera da abertura por parte de todos para contarem algumas das histórias? 
Confesso que não sabia bem o que esperar. Calculei que aceitassem conversar comigo, mas não sabia com que atitude ou abertura o fariam. Era essencial ao livro que a história deles, a sua visão sobre os acontecimentos, fosse contada. Caso contrário, o leitor teria apenas uma visão sobre os acontecimentos e não ficaria a conhecer os dois lados da história. Felizmente, todos aceitaram participar e com uma abertura que me surpreendeu muito positivamente. Houve problemas entre eles (por isso saíram da banda), e até acções judiciais, mas o tempo permitiu-lhes ter uma leitura mais distanciada e objectiva sobre o que se passou. Nunca houve apontar de dedos ou lavagem de roupa suja, houve, isso sim, uma reflexão de homens de 40 anos sobre acontecimentos de há 20 anos atrás, de uma banda que cresceu muito rapidamente e que se deparou com circunstâncias para as quais se calhar não estava preparada. Foi nesta banda que os miúdos se tornaram homens, e na estrada que se fizeram lobos. 

Tem imensa experiência em entrevistar músicos, havia um outro livro deste género que gostaria de escrever com outra banda? 
Tenho muitos projectos que gostaria de concretizar, uns que estarão ao meu alcance, outros obviamente que não. Gostaria de responder que agora ia para a estrada com o Nick Cave ou com os Nine Inch Nails para contar a história de vida do Trent Reznor, que é fascinante, mas isso não vai acontecer. Tenho planos para continuar a escrever, e acho que há histórias interessantes por contar no universo musical português, mas também não me quero cingir a isso. Logo veremos o que o futuro próximo reserva. 

E lembra-se de alguma história engraçada que tenha ocorrido durante uma entrevista a um músico/banda? 
Tenho algumas histórias rocambolescas, nem todas positivas, mas prefiro destacar as que mais me dizem, e as entrevistas ao Jaz Coleman, dos Killing Joke, são sempre especiais. Em primeiro lugar, porque sou um grande fã e é uma figura particularmente carismática, daquelas que já não existem. Senti logo uma empatia muito grande na primeira vez que o entrevistei, em 2006. Estava com algum receio, pois ele já teve fama de ser hostil para a imprensa, mas a conversa correu bastante bem. Mas a melhor parte foi quando acabou a entrevista e desliguei o gravador e ficámos a conversar. Contou-me que, em criança, vinha com os pais passar férias à Nazaré e que tinha muitas saudades de Portugal. Apesar da última vez que os Killing Joke cá tocaram tenha sido em 1991, na primeira parte dos Pixies no Coliseu (entretanto, já cancelaram duas vindas), ele disse-me ter uma relação especial com o nosso país. A sua agente ficou com o meu contacto e estive para ir ter com eles a Barcelona na semana seguinte, o que depois não pude concretizar por motivos profissionais. Mais tarde, soube da morte do Paul Raven (que foi baixista de Killing Joke) precisamente durante uma viagem que fiz a Barcelona. Quando contei isto ao Jaz Coleman numa entrevista seguinte, emocionou-se e dissertou sobre o significado cosmológico do que lhe estava a dizer. Para quem conhece e admira o Jaz Coleman, essa não é uma conversa que se esqueça. 

Os Moonspell foram sofrendo várias metamorfoses ao longo dos anos. Qual foi a maior dificuldade que encontrou na escrita deste livro? 
A maior dificuldade foi, sem dúvida, o tempo. Em primeiro lugar o meu, mas também não foi fácil conseguir conjugar as disponibilidades dos diferentes intervenientes com um método de pesquisa que tive de fazer. Para melhor me organizar, tive de seguir uma linha cronológica e por isso tinha de falar com as pessoas que estiveram presentes naqueles períodos. Cedo percebi que a pesquisa tem de ser balizada com grande disciplina, caso contrário não acaba. Cavamos um poço tão fundo que às tantas não sabemos como sair dele. Embora o livro tenha episódios, foi importante distinguir aquilo que é acessório do que é a história da banda, e ao mesmo tempo permitir que o lado humano venha ao de cima. Enquanto leitor, não gosto que um livro do género seja apenas um relato de factos, mas que os intervenientes sejam pessoas reais, que consigamos perceber o processo criativo nos diferentes momentos, o espírito e as circunstâncias que levaram à tomada de decisões, sejam elas certas ou erradas, pois a falha faz parte do processo. 

Cada capítulo tem, para além de um título, uma frase emblemática. Como foi a selecção das frases para cada secção? 
Quando o Pedro Paixão me falou do projecto Orfeu Rebelde, e do prazer que teve em trabalhar sobre os poemas do Miguel Torga, reforçou a frase do poeta: “o destino destina, mas o resto é comigo”, e de como isso foi impactante para ele enquanto criador. De tal forma me transmitiu esse entusiasmo que logo decidi que tinha de usar aquela frase do Torga, e não poderia ficar simplesmente “perdida” pelas páginas, de modo a que pudesse passar despercebida. Ia começar o livro com essa frase, mas depois foram surgindo outras ideias e decidi usar uma citação em cada capítulo. Os Moonspell sempre foram muito vocais sobre as suas influências, musicais ou literárias, e achei que isso faria sentido no contexto da banda que são. A escolha das frases foi bastante óbvia para mim em alguns dos capítulos, para outros nem tanto mas surgiram de uma forma muito espontânea também. Por exemplo, a ouvir Monster Magnet no carro, fiquei com a frase na cabeça como muito adequada ao capítulo que estava a escrever naquele momento. Ou seja, há frases que dizem respeito directamente à história e aos Moonspell, mas outras são referências minhas, de músicas que ouvia ou livros que lia, que definiram um mapa mental que fui criando para estruturar o livro e que podem parecer muito pouco óbvias às pessoas, quiçá à própria banda. 

O livro tem uma componente gráfica muito forte, desde as fotos, à capa, a alguns pormenores do interior. O Ricardo teve um papel activo nessa parte também? 
Sim, tive esse papel activo na escolha das fotos e da sua localização no texto. Tive uma grande ajuda na recolha e tratamento das fotos por parte do Paulo Mendes, que é também o autor de muitas das fotos, e depois o Luís Morcela, designer da Saída de Emergência, teve todo o mérito no trabalho gráfico feito, que acho que valoriza bastante o livro. 

O Ricardo teve a oportunidade de estar com a banda nos “bastidores” do Alcatraz Hard Rock & Metal Festival, mas foi acompanhando a banda em vários concertos, alguns até bem longe. Como se sentiu ao experienciar tudo na primeira pessoa? 
De início senti-me um pouco como um intruso, mas creio que isso terminou logo na primeira viagem que fiz com eles. Fizeram-me sempre sentir bem-vindo e rapidamente se desenvolveu uma relação de amizade entre nós. Não se tratou apenas de uma colaboração tendo em vista o livro, mas de laços criados e que se irão manter. Isso foi essencial para o livro e levou a que também me tenha colocado nele. Ou seja, o meu instinto é nunca escrever na primeira pessoa mas fiz isso várias vezes ao longo do livro. Pela confiança que senti deles, todo o processo foi como um enorme diálogo e foi através da escrita que dei a minha resposta. Se não tivesse tido essa vivência com eles, de ir para a estrada também, o livro não teria a vida que acredito que tem. Foi sentado, a conversar calmamente com cada um deles, que conheci a história da banda e o seu passado. Mas foi junto deles que conheci verdadeiramente os lobos que continuam a ser homens, apesar do título. 

Tal como refere no livro, os Moonspell são uma banda de reconhecimento nacional com uma história enorme e inúmero prestígio a nível mundial. Apesar de as coisas se terem alterado nos últimos anos em Portugal, parece ainda haver algum preconceito para com o metal em geral, e é dado maior destaque a músicos que por vezes têm uma projecção mais mediática, mas também mais fugaz. O que acha que se pode fazer no sentido de inverter essa tendência?
Essa é a pergunta do milhão de dólares. Gostaria de ter uma resposta objectiva para a mesma, mas não é simples indicar uma ou várias medidas para que essa tendência se inverta. Todas as semanas se declara a morte do rock, que nada diz às novas gerações e que é noutros géneros que encontram as suas referências. Talvez seja ingenuidade minha pensar que uma canção como «Smells Like Teen Spirit» ecoa da mesma forma num miúdo de hoje como na minha geração, mas vou continuar a acreditar que sim. Acho que há espaço para tudo, do metal, ao pop, passando pelo hip hop e a todos os outros géneros. Contudo, a igualdade de exposição não se verifica, e há oportunidades que estão a ser vedadas baseadas no género. Num contexto mainstream, temos um festival como o NOS Alive completamente esgotado e com um cartaz, ainda que variado, baseado no rock, com bandas como Pearl Jam, The National, Queens Of The Stone Age, Nine Inch Nails ou Artic Monkeys, por isso as notícias sobre a sua morte são largamente exageradas. Poderá argumentar-se que são bandas com décadas de carreira, e que não tem surgido renovação e que se está a viver da nostalgia, mas aí é porque acredito que haja portas fechadas logo à partida. 

Voltando ao metal, existe o chavão de que se trata de um nicho de mercado. Mas quando vemos festivais, Europa fora, com 70 ou 80 mil pessoas, fico com muitas reservas quanto a essa resposta. Em Portugal, tivemos recentemente os Iron Maiden a esgotar a Altice Arena, o Ozzy Osborne perto disso, e ainda os Kiss e os Scorpions com muito boas plateias. Milhares de pessoas foram a esses concertos, que depois não vão a outros de menor dimensão porque simplesmente não conhecem ou não sabem. Se foram 18 mil pessoas a Maiden, não há 5% ou 10% dessas pessoas que estariam num concerto de uma boa banda portuguesa de metal, ou de uma jovem promessa do estrangeiro? Acredito que com as ferramentas certas, e sem que as portas se tranquem logo à partida, isso possa ser possível. 

Muito mais teria a dizer, e nem sei se respondi à pergunta, mas aqui fica uma visão do tema. 

Obrigada ao Ricardo pela disponibilidade! 

Fiquem atentos.. em breve teremos a entrevista aos Moonspell respondida por Fernando Ribeiro.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

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[OPINIÃO] Livro: Lobos que foram homens



Título: Lobos que Foram Homens - A História dos Moonspell
Autor: Ricardo S. Amorim
ISBN: 9789897731006
Edição ou reimpressão: 03-2018
Editor: Saída de Emergência
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448

SINOPSE

Com mais de vinte e cinco anos de carreira, os Moonspell são a banda portuguesa mais internacional de sempre, e toda a sua história é agora contada pela primeira vez. Mais do que uma simples biografia de banda, Lobos Que Foram Homens é o dissecar de uma carreira feita de riscos e conquistas, e em que se revelam factos até aqui inteiramente desconhecidos do público. Com depoimentos de todos os seus actuais e antigos elementos, bem como de diversos colaboradores e membros de outras bandas de referência, esta é uma história contada sem filtros, com todos os ossos à mostra. Acedendo ao círculo íntimo dos Moonspell, o autor explora os seus sucessos e tribulações, mas com o foco direccionado para o lado pessoal e humano das suas relações, que nem sempre foram fáceis, tornando Lobos Que Foram Homens num retrato essencial para compreender o fenómeno Moonspell.

OPINIÃO 
Roberta 

Comecei a ouvir Moonspell em 2006. Foi quando entrei para a faculdade que comecei a ouvir Metal. Sempre foi um estilo de música com a qual me identifiquei, mas foi apenas quando entrei na universidade que comecei a pesquisar e a ouvir bandas metal com maior frequência. E foi aí que me cruzei com a banda de Fernando Ribeiro. Até ao momento, apenas tinha ouvido Nocturna (e confesso que foi sempre a minha música preferida, talvez porque "o primeiro amor nunca se esquece").

O papel que os Moonspell tiveram no panorama do metal nos anos 90 é inquestionável. Portanto, ter um livro que reúne histórias da banda e que a faça conhecer melhor pareceu-me ser, logo à partida, uma boa ideia. Por isso foi com satisfação, curiosidade e muita excitação que me pus a devorá-lo.

Começo por me referir a ele em termos de estética. Nos últimos anos várias editoras têm apostado bastante nesta questão mais estética, sendo que a Saída de Emergência se destacou nesse campo. Desde a capa com relevos e harmonia na escolha de cores, até ao índice cuidado e apelativo. Enfim, a edição é um verdadeiro regalo para os olhos, antes mesmo de desfrutarmos da sua escrita.

É pena que, por vezes, as bandas portuguesas pareçam alcançar o seu reconhecimento mais meritório em território estrangeiro do que nacional. Sempre foi esta a ideia que tive dos Moonspell, uma banda de talento, reconhecida mais lá fora do que no seu próprio país. E no seu livro, Ricardo S. Amorim parece dar-me razão ao revelar, logo nas primeiras páginas, que um jornalista britânico  se deslocou propositadamente a Portugal para entrevistar a banda num dos seus concertos mais importantes. 

O livro fala dos integrantes da banda não como seres paranormais (como o título poderia, inicialmente, antever) mas como pessoas iguais a nós, pais, companheiros, netos (não esqueço a história do avó do Ricardo de 87 anos na plateia) que "apenas" têm o dom e a capacidade de proporcionar, a outros milhares de pessoas, horas e momentos inesquecíveis com as suas músicas incríveis. São bandas como esta que nos fazem querer, também nós, apostar mais no estudo da música. Gostei ainda das referências constantes a outras bandas, incluindo Lacuna Coil (que tive a felicidade de já conseguir entrevistar - ver aqui) ou Bizarra Locomotiva (ver entrevista aqui).

Enfim, gostei imenso do livro. O Ricardo fala connosco com um tom intimista.. quase sentimos que estamos com ele numa mesa de café, onde o autor nos vais intercalando vivências pessoais com a história da própria banda, passando por referencias históricas relacionadas com a própria música (aprendi imenso sobre metal, black metal etc.). É um livro para os amantes da banda, mas também para os amantes do mundo metal em geral e, arriscaria dizer, para qualquer amante de uma(s) boa(s) biografia(s).  

Há histórias curiosas e engraçadas. Há relatos das dificuldades da banda com as tournée, especialmente no início da carreira. Coisas que raramente paramos para pensar. Quando falamos de grandes bandas mais facilmente gostamos de relatar (ou imaginar) a "bela" vida que têm, e nunca paramos para reflectir sobre as dificuldades que elas podem ter. Há histórias de bebedeiras, amizades, disputas, acidentes (como um carro a arder na Alemanha - estes rapazes passaram por cada peripécia!). Até há romance! A título pessoal destaco a história/relação entre o Ricardo e a Mariangela. Uma bonita história de amor que junta aqui uma lufada diferente no livro. Fala-se em música, muita música, muitas bandas, e literatura. Fala-se em José Luís Peixoto e em algumas coincidências interessantes  dele com Fernando Ribeiro. O autor, no livro, desvenda como a música (e os Moonspell) acabam por ter um papel importante na escrita das suas obras. E sendo Fernando Ribeiro uma pessoa tão culta fui-me questionando e pensado de que forma é que o contrário também deve acontecer. 

Enfim, aconselho-o a todos os fãs da banda ou, como disse em cima, a quem queira saber mais sobre metal e música em geral. Qualquer fã da banda tem de ter esta obra na sua estante. 

sábado, 21 de julho de 2018

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Vídeo: BookHaul Junho 2018


Fiquem com o vídeo onde vos mostro os livros que chegaram cá a casa em Junho :)



Link para o Youtube: https://youtu.be/eyiHFSYB1KE

quarta-feira, 18 de julho de 2018

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[OPINIÃO] Livro: Laços (Domenico Starnone)



Título: Laços
Autor: Domenico Starnone
Editor: Alfaguara

Um romance magistral sobre as forças subterrâneas do amor.
De um dos mais destacados autores italianos, vencedor dos Prémios Strega, Bridge, Castiglioncello e Comisso.

Eleito um dos melhores livros do ano
The New York Times * Kirkus Reviews * The Sunday Times

SINOPSE

«Aprendemos os dois que, para vivermos juntos, devemos dizer um ao outro muito menos do que aquilo que calamos.»
O amor é um jogo sublime. E uma perigosa armadilha.
Como muitos casamentos, o de Vanda e Aldo foi sendo desgastado pelo tempo, a tensão, o atrito, a rotina, a infidelidade. Mas sobreviveu ileso. Ou talvez não.
Olhando de perto, com atenção, é possível ver as finas fissuras que podem estilhaçar o casamento, como uma pequena jarra que se toca ao de leve e se desfaz em mil pedaços.
O que deixamos para trás quando deixamos alguém? Uma casa, uma família, um passado, uma ideia de futuro?
Quão fortes são os laços que nos unem aos que amamos? E quão livres nos permitem ser?
Domenico Starnone oferece-nos um olhar incisivo e terno sobre o amor, o casamento, a família, o legado que deixamos aos nossos filhos e o lugar que a liberdade individual pode ter no meio de tudo isso. Um romance provocador, intensíssimo e verdadeiro, pela mão de um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea.

Os elogios da crítica:
«Um livro de enorme inteligência e impacto emocional.»
The New York Times

«O relato agudo de um casal em crise. (...) Uma história brilhante e cortante como um pedaço de vidro.»
The Guardian

«Um romance superlativo. A radiografia de um amor que de amor apenas tinha o nome. A escrita brilhante de Starnone é como um tornado.»
Il Giornale

«Um estudo magistral sobre a passagem do tempo.»
National Post

«Delicado e viciante.»
Il Corriere della Sera

«A autópsia complexa e devastadora de uma relação.»
The Times

«Cada detalhe faz sentido, desde o nome do gato da família à forma particular de Aldo atar os sapatos. Laçosé uma joia literária, que se destaca pelas personagens singulares e pela clareza do estilo.»
BBC

«Um dos romancistas mais destacados de Itália, embora menos conhecido. Um pós-modernista ao estilo de Italo Calvino.»
The New York Times

«Um escritor atípico, um lobo solitário que vive a literatura através da experiência pessoal. (...) Sempre original.»
La Stampa

«Uma corajosa anatomia de um casal em crise.»
Il Messaggero

OPINIÃO
(Roberta)

Por vezes há livros que sabemos que temos de ler, porque um autor ou a sinopse nos chama à atenção. Há outros que partimos para a leitura totalmente desprovidos de qualquer ideia, e de repente encontramo-nos totalmente embrenhados numa história que mexe com a nossa cabeça.. uma história que não conseguimos largar. Outras vezes há uma mistura dos dois... 

Assim que recebi este livro soube que tinha de o ler. Primeiro porque qualquer livro da Alfaguara tende a chamar por mim. É como ter um selo/marca de qualidade per se. Mas neste livro houve outras coisas que me impelriam a agarrá-lo. Primeiro o facto de o autor ser italiano (ainda para mais do sul - Nápoles) e eu nunca ter lido nada dele. Depois uma frase que se encontrava na sinopse: "(...) Aprendemos os dois que, para vivermos juntos, devemos dizer um ao outro muito menos do que aquilo que calamos". Ora esta frase tocou-me logo porque não concordo com ela. De todo. Faço parte daquele conjunto de pessoas que prefere levar com uma verdade tão poderosa que é sentida como uma facada real do que lidar com mentiras ou omissões que, momentanea- e ilusoriamente, nos tirem a mente de preocupações. Por isso sabia que teria de ler este livro para conseguir compreender melhor o porquê desta afirmação. Não é por não concordar com uma frase que isso vai comprometer a minha leitura. Aliás, este livro está cheio de personagens que têm acções que eu condeno totalmente, que não compreendo, que não compartilho, e no entanto este tornou-se num dos melhores livros que li nos últimos tempos. Porque para além de uma história ou de personagens com as quais nos conseguimos identificar, uma das melhores coisas que se pode ter é uma experiência de leitura fora do comum. Uma experiência de leitura que nos arrebata e que mexa connosco e com os nossos pensamentos.. que reaviva memórias, que nos permita construir cenários.. enfim... uma história que mexe, literalmente, connosco e nos ajude a soltar a imaginação. E foi isso mesmo que este livro me proporcionou.

Não se deixem enganar, este não é um livro sobre o amor... ou talvez seja um livro sobre o que é o conceito de amor para algumas pessoas, e se assim for só me resta dizer que me parece ser um livro, infelizmente, realista. 

Mas é um livro sobre a vida em casal, um livro sobre casamento, sobre infidelidade, sobre a capacidade de perdoar, sobre crescer e envelhecer, sobre viver a vida e sobre a consequência dos nossos actos. É um livro que se devora... que não nos deixa sossegados ao longo do dia, porque Domenico Starnone conseguiu fazer uma coisa absolutamente fantástica: criou uma história interessante, um enredo giro, com a capacidade de reflexão e uma boa escrita. Aconselho-o vivamente. 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

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[OPINIÃO]: Livro: Pena de viver assim (Luigi Pirandello)



Título: Pena de Viver Assim
Autor: Luigi Pirandello 

SINOPSE

A protagonista, que se torna tema central do conto, é a senhora Leuca, uma mulher abandonada pelo marido durante onze anos. A sua nostalgia e a sua dor são contínuas e fazem com que ela assista ao desenvolvimento da sua própria vida sem ter poder de intervenção. A saudade dos sentidos que a atormenta constrói este conto de grande e trágico humorismo.

OPINIÃO 
(Roberta)

Sempre ouvi falar imenso deste autor. Talvez por ter nascido numa cidade muito pertinho da minha, sempre tive curiosidade de lhe dar uma oportunidade. No entanto o medo fez-me protelar muitas vezes esta tarefa, apesar de eu ter algumas obras do autor, quer em português quer em italiano. Luigi Pirandello é um autor muito querido em Itália tendo ganho o Prémio Nobel da Literatura.

Um dia, numa feira do livro do Porto, encontrei este conto a 3.50€ e achei que era um bom início. No entanto demorei a dar-lhe uma oportunidade. Foi por mero acaso que um dia decidi pegar-lhe, e apesar de ter custado a "entrar" no modo de escrita, acabei por adorar cada segundo de leitura. 

Neste pequeno conto acompanhamos a história de vida (ou melhor, acompanhamos uma parte da história, mas ficamos a saber um pouco mais do seu passado) da senhora Léuca que vive sozinha numa casa desde que o marido a abandonou há 11 anos. Mas quando pegamos no livro encontramos uma senhora que está prestes a mudar a sua vida quando o marido decide voltar. A senhora Léuca vê, então, a sua vida pacata a ser desassossegada pelas visitas do ex-marido que todos querem que volte a reconciliar-se com a mulher e que ela acaba por ir recebendo por ser, na sua ideia, uma pessoa religiosa e que faz o bem. E mais não posso revelar...

Apesar de eu ter estranhado o estilo de escrita inicial (provavelmente ando a ler pouca boa literatura ultimamente) assim que engrenei na história esta tornou-se numa leitura agradável e rápida. Sem dúvida que vou ler os outros livros dele que tenho cá em casa, e aconselho-vos a começar por este. 

sábado, 7 de julho de 2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

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[DIVULGAÇÃO]: Livro: Nevermoor (Nevermoor 1)



Título: Nevermoor (Nevermoor 1)
O desafio de Morrigan Crow
Autor: Jessica Townsend

NUVEM DE LETRAS, Junho 2018

Uma história de cortar a respiração sobre uma rapariga amaldiçoada que, ao escapar à própria morte, acaba num mundo mágico apenas para ser posta à prova de maneiras jamais imaginadas!

Publicado em mais de 40 países, Nevermoor está a caminho do cinema pelos estúdios da Twentieth Century Fox.

SINOPSE

Morrigan Crow é uma rapariga cheia de vida, muito curiosa e determinada.

E amaldiçoada...

O dia em que veio ao mundo - o dia de Eventide - marcou o início de uma era de azares para os habitantes de Jackalfax. O infortúnio que atrai para todos à sua volta condenou Morrigan e todas as crianças nascidas naquele dia a morrer na noite do seu décimo primeiro aniversário.

Ensombrada por esta maldição e sem qualquer perspetiva de futuro, tenta enfrentar o seu destino com bravura, apesar da indiferença dos pais. Mas, pouco antes de o relógio bater a hora marcada para a sua morte, a nossa heroína ganha uma nova esperança quando conhece Jupiter North, que a resgata do seu destino e a leva para a cidade secreta de Nevermoor, onde poderá ficar a salvo da maldição que a persegue. No entanto, para aí poder permanecer, terá de provar o seu valor e superar alguns desafios com a ajuda de um talento muito especial que insiste não ter.

Vencedor do Waterstones Children's

Book Prize 2018

Bestseller do The New York Times

Livro do ano para a Time Magazine, para a Bookseller e para o Chicago Tribune

Melhor livro infantil de 2017 para a Amazon

Numa incrível e mágica luta contra o tempo, Morrigan enfrentará provações sem fim e terá de usar o seu espírito aventureiro e inquisitivo para escapar ao trágico destino que a aguarda. Mas o pior perigo está à espreita e virá de onde menos espera.

Este é o primeiro livro de Jessica Townsend, aficionada de transportes públicos, cidades antigas, hotéis, Natal, cantores de ópera, Noite das Bruxas, sociedades secretas e gatos gigantes - tendo conseguido incluir todos estes elementos em Nevermoor. Vive na Austrália, mas, ao longo dos últimos dez anos, passou longos períodos em Londres, cidade que desde sempre alimentou a sua imaginação.

"Uma aventura ao estilo de Harry Potter."
Time Magazine

"Os leitores vão ter a sensação de que o Harry Potter cruza caminhos com a Alice no País das Maravilhas."
Kirkus Reviews

"Os fãs de Harry Potter vão adorar este livro, mas Nevermoor tem um encanto muito próprio."
The Observer

"Um enredo pleno de detalhes e originalidade, uma heroína fortíssima e uma história emocionante compõem esta leitura incrivelmente envolvente."
The Guardian

"A versatilidade, a construção de um novo universo, diálogos humorísticos e personagens cheias de cor completam este enredo de aventura e magia - onde se destacam a coragem, a autoconfiança e a esperança."
Publishers Weekly

"Encantador e divertido."
The Sunday Times

"O ponto fulcral desta história reside na forma como Morrigan reconhece o seu próprio valor e se assume como merecedora de atenção e afeto. Uma abordagem sombria, inspiradora e emotiva a uma rapariga que tem uma relação complexa com a magia num mundo altamente sofisticado."
The Bulletin

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