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sábado, 19 de agosto de 2017

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BookHaul Julho 2017 Roberta [Blogue FLAMES]



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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263º Passatempo do FLAMES (em parceria com o autor Ricardo Henares)



Em parceria com o autor Ricardo Henares, temos 1 exemplrar de "O Conquistador Nórdico". 
Preencham o formulário e... BOA SORTE

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

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Livro: A avó que usava carrapito



Título: A Avó que Usava Carrapito 
Autora: Maria Teresa Lobato 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 34 
Editor: Alfarroba 
ISBN: 9789898745620
Idioma: Português

SINOPSE 

No seio de uma família de burros, raça muito digna e trabalhadora, vive-se o dia-a-dia dos comuns humanos, com os seus hábitos e emoções. Afinal, esta família de burros podia ser vizinha da casa ao lado, ou a nossa história de vida, quem sabe?

OPINIÃO

Como sabem gosto de ler livros infantis, e tenho também um carinho especial para este tipo de obras aqui no FLAMES. Já não é a primeira vez que o digo. 
Por vários motivos, gosto de recomendar leituras para os mais novos. E quando o faço gosto de ter em atenção questões como a qualidade das histórias, as imagens, etc. 
Neste livro encontramos uma história bastante ternurenta que apela à sensibilidade dos mais novos, acompanhada por ilustrações muito bem conseguidas numa edição de qualidade que a editora Alfarroba nos tem já habituado. 

Nesta história temos então uma família de burros com o qual nós humanos nos conseguimos facilmente identificar. Por vezes é mais simples utilizar os animais para nos ajudar a contar uma história a uma criança. 

Falando um pouco na história.. achei-a mesmo gira. É comum algumas pessoas passarem as férias com os avós. Felizmente tive essa oportunidade, e esta história fez-me viajar no tempo e recordar alguns dos bons momentos que passei com eles. Nesse sentido penso que este livro é perfeito para ser lido a uma criança nesta altura. 

A cereja no topo do bolo é o facto de a autora ter conseguido transmitir alguns dos problemas societais com os quais nos deparamos hoje em dia, num livro dirigido aos mais novos. É o caso da emigração. 

Um livro que recomendo aos mais novos, sem dúvida. E termino, mais uma vez, apelando a que se leiam mais livros aos mais novos!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

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Série: Jamestown



Ano de Estreia: 2017
Género: Drama, Romance

* Por Mariana Oliveira * 


Desde que em criança vi a adaptação da história de “Pocahontas” que a colonização da América do Norte pelos ingleses passou a fazer parte da minha lista de assuntos de interesse. Por isso mesmo, mal ouvi falar na série “Jamestown” nem pensei duas vezes: eu tinha de vê-la!


Sinopse:
“A história tem como protagonistas três mulheres que no século XVII viajaram de Inglaterra para a Virgínia com o propósito de se casarem com os colonizadores que chegaram lá há anos atrás. Contudo a vida delas será tudo menos simples pois elas mal imaginam as peripécias que as esperam do outro lado do Atlântico…”


Opinião:
Depois de ver meia dúzia de episódios a melhor expressão que me ocorre para descrever aquilo que penso é a seguinte: “mais do mesmo”. É verdade, foi com desilusão que ao cabo de alguns episódios percebi que estava perante uma série com muito potencial mas que falhava na sua concretização.

Para começar, estamos perante um tipo de série que por norma é dos que menos me agrada. Refiro-me ao carácter “episódico” de "Jamestown", ou seja, quase que podemos ver episódios soltos visto que cada um tem um pequeno dilema com início, meio e fim no próprio episódio. Tudo bem que existe um fio condutor entre os diferentes episódios e alguns assuntos vão sendo desenvolvidos num espaço temporal mais longo, mas irrita-me esse tipo de mini-histórias que aparecem e são invariavelmente sempre resolvidas. Isso acaba por matar logo à partida o entusiasmo que poderia sentir visto que já sei que será mais um episódio em que “tudo está bem quando acaba bem”.

Ainda, habituada a ver séries de orçamentos elevados, confesso que estranhei a falta de cenários novos e até de actores na série. Quase tudo se passa em 4 ou 5 locais e o núcleo de actores com destaque é bastante reduzido. Apesar de a Virgínia daquele tempo ter umas paisagens de tirar o fôlego, a série acaba por parecer uma produção de baixo orçamento em que as personagens estão limitadas a meia dúzia de locais.


Não quero com tudo isto dizer que “Jamestown” é uma série terrível pois há, de facto, alguns pontos positivos. Refiro-me novamente às incríveis paisagens que temos a oportunidade de contemplar e às curiosas tradições dessa época que estou a gostar de conhecer. Apenas fico triste por ver uma ideia tão interessante e com um imenso potencial ficar-se por uma história mediana.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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Filme: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas



Título Original: Valerian and the City of a Thousand Planets
Ano de Estreia: 2017
Género: Ficção-Científica, Acção
Realizador: Luc Besson

 * Por Mariana Oliveira *


Quando me falam num filme de ficção científica fico sempre com esperança de me cruzar com uma pérola do género do filme “O Primeiro Encontro”, que é o mesmo que dizer que espero estar perante uma produção que me desafie e ponha a massa cinzenta a trabalhar.
Infelizmente, nem sempre isso acontece e para minha tristeza “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” acabou por ser apenas mais um filme de ficção-científica.

O filme europeu mais caro de sempre não se poupou no que aos efeitos especiais diz respeito: cenas de acção soberbas, cenários de tirar o fôlego e uma caracterização exímia. Imaginação é o que não falta nesta história onde criaturas de todas as formas aparecem e a tecnologia está num nível de desenvolvimento que desafia o nosso entendimento.


Contudo, achei a história demasiado previsível. Por isso mesmo foi com alguma desilusão que percebi que este filme não conseguiu demarcar-se dos demais filmes deste género que apostam tudo nos efeitos especiais mas que pecam pela simplicidade da sua história. Não posso dizer que tenha sido uma ida ao cinema completamente desperdiçada, no entanto consigo pensar em muitos outros filmes que gostaria de ter passado essa tarde a ver ao invés desse.
Desculpem-me as parcas palavras, mas é só isto que tenho a dizer sobre este filme pois nada mais de relevante me despertou a atenção.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

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Eventos/entretenimento: Cambridge Open Studios



Recentemente tive a oportunidade de presenciar um evento em Cambridge e decidi falar-vos sobre ele hoje porque achei a ideia fantástica e tinha esperança que, dando-vos a conhecer o mesmo, alguém se mobilize e faça algo de parecido cá. 

Neste evento, que está extremamente bem organizado, artistas de Cambridge abrem as portas dos seus estúdios/casas de forma a divulgarem o seu trabalho. No fundo trata-se de uma comunidade de mais de 400 artistas que se juntam e se entre-ajudam na divulgação do seu trabalho. Foi uma experiência incrível entrar dentro das casas dos artistas, conhecer os locais onde trabalham e se inspiram. 

Existe uma aplicação para o telemóvel que mostra os locais onde os artistas se encontram, e a distância a que ficam para que seja mais fácil encontrar os estúdios. Os mesmos estão ainda assinados com umas bandeiras amarelas chamativas. 


Para mais informações podem consultar o site oficial aqui 

Aqui ficam as fotos de 2 das artistas que mais gostei de conhecer no evento.




Maureen Charles

A Maureen trabalha com vidro e foi extremamente prestável em nos explicar como combina a técnica com o seu gosto pessoal para a formação de autenticas obras de arte.
Fiquem a conhecer melhor o seu trabalho através do link da sua página pessoal.



Maureen Mace

A Maureen Mace tinha uma casa absolutamente maravilhosa. Dava vontade de lhe pedir para ficar lá a morar para sempre, um um jardim cuidado, uma horta e uma mesinha numa varanda a chamar por uma taça de chá e um bom livro. Mas não era apenas a sua casa que era maravilhosa. As suas pinturas eram extremamente originais e as árvores eram os protagonistas. Consigo ver claramente as suas telas transformadas ou adaptadas em livros... enfim, um regalo para os olhos. Também nos explicou um pouco da sua técnica e da forma como se inspira. Pinta desde os 5 anos e isso claramente que transparece no seu trabalho. 

Podem conhecer mais do que ela faz aqui 

Despeço-me com a esperança de um dia ver algo parecido a ser feito aqui em Portugal. 

sábado, 29 de julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

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Livro: Vemo-nos no Cosmos



Título Original: See you in the cosmos
Ano de Edição: 2017
Género: Aventura, Drama
Autor: Jack Cheng
Editora: Nuvem de Letras


* Por Mariana Oliveira *

O que é que acontece quando um pré-adolescente decide gravar várias mensagens num ipod a descrever o mundo para que possa enviar o aparelho para o espaço a fim de ser encontrado por extraterrestres? O livro “Vemo-nos no Cosmos” é criado, claro está!


Sinopse:
“Alex é um rapaz de onze anos obcecado com o espaço. Construiu um foguetão e apanhou um comboio rumo a um festival de lançamento de foguetões artesanais. Numa viagem cujo destino insiste em mudar a cada paragem, Alex irá aprender que nem tudo é o que parece, que a família perde-se e ganha-se ao longo do caminho, e que a coragem, a verdade e o amor são as únicas bússolas de que realmente precisamos.”


Opinião:
Não foram necessárias muitas páginas para perceber que o pequeno Alex é provavelmente o protagonista mais fofo com que alguma vez me cruzei. Genuinamente inocente, este jovem apaixonado pelo universo descreve-nos o mundo sob o seu ponto de vista, que é o mesmo que dizer que vê tudo através de umas lentes cor-de-rosa. Contudo, cedo percebemos que a vida deste menino está longe de ser perfeita: um pai que faleceu, um irmão ausente e uma mãe negligente contam já no currículo de Alex e só mesmo o seu cão e a sua paixão por foguetões lhe mantêm um sorriso no rosto.

A forma original como a história está escrita é, para mim, o ponto alto deste livro. Cada capítulo consiste numa gravação feita por Alex no ipod, para futuramente os extraterrestres que o encontrarem possam ter uma ideia o mais fiel possível do que é a vida na Terra. Por causa disto, esta leitura acabou por ser uma experiência sensorial diferente pois senti que estava mesmo a ouvir gravações seguidas de gravações, ao invés de me limitar a ler um livro.

O único problema que tive com este livro prendeu-se precisamente no irritante hábito que o protagonista tem de repetir coisas. Por isso mesmo, em algumas gravações ele decidia fazer um pequeno resumo daquilo que tinha acontecido até então e esses momentos acabavam por me cansar um pouco.


Este é um livro repleto de peripécias, com uma trama aparentemente simples mas que à medida que progride acaba por se ramificar em pequenas situações que contribuem para o amadurecimento do pequeno Alex e para a resolução das pontas soltas que ele tem na sua vida. 
Uma leitura ternurenta que nos apresenta um menino inocente que acredita que o mundo é um lugar tão especial que vale a pena apresentá-lo ao resto do Universo. E esta capa? Não é absolutamente maravilhosa?!

terça-feira, 25 de julho de 2017

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BookHaul Junho 2017 Roberta [Blogue FLAMES]



Aqui estão os livros que chegaram cá a casa em Junho! :)

Opinião livro Possidónio Cachapa: http://flamesmr.blogspot.pt/2016/08/livro-eu-sou-arvore.html

quinta-feira, 20 de julho de 2017

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Livro: We need to talk about Kevin



Ano de Edição: 2010
Género: Drama
Autor: Lionel Shriver



* Por Mariana Oliveira *

A primeira vez que me deparei com a premissa do livro “We need to talk about Kevin” percebi de imediato que me encontrava perante uma leitura que iria deixar marcas. Contudo, nem sequer esse facto me preparou para aquilo com que estava prestes a deparar-me...


Sinopse:
Eva nunca quis ser mãe, especialmente de Kevin, que há dois anos matou sete colegas da escola, um funcionário do bar e uma admirada professora que tentou compreendê-lo. Tudo isto dois dias antes de completar dezasseis anos, e agora o rapaz vive numa prisão temporária para jovens delinquentes. Ao contar a história do filho em cartas endereçadas ao marido, agora separado dela, Eva expõe os seus receios face à maternidade e à influência que pode ter exercido no desenvolvimento da personalidade de Kevin. Até que ponto poderá ela ser culpabilizada?”


Opinião:
Confesso que o início desta leitura não foi fácil. A escrita floreada da autora dificultou-me a vida e sei que há quem critique este livro precisamente por causa da aparente incapacidade que a autora tem de escrever uma frase de uma forma simples e directa. Para Lionel Shriver, cada parágrafo representa uma oportunidade ideal para demonstrar o quão bem consegue escrever e como consegue brincar com as palavras a seu bel-prazer. Contudo, depois de me acostumar a este estilo de escrita consegui mergulhar nesta história que me levaria ao que de mais negro o ser humano pode ter dentro de si.

Ler as cartas de Eva permitiu-me de uma forma íntima ficar a conhecer o dia-a-dia de uma mulher que ao longo de vários anos sempre acreditou que o seu filho tinha uma natureza má apesar de o seu marido a acusar de estar a imaginar coisas acerca de uma criança perfeitamente normal.
Como leitora achei difícil tomar partido: é evidente que Kevin desde tenra idade mostra claros sinais de maldade e um estranho regozijo perante o sofrimento dos outros. Contudo, o facto de Eva desde o início ter encarado o seu filho como alguém anormal poderá ter feito com que Kevin desenvolvesse essa personalidade?  A autora apresenta-nos uma questão complexa: foi a natureza maldosa de Kevin que provocou o afastamento da sua mãe ou foi a atitude fria desta que fez com que o filho crescesse com sentimentos tão obscuros dentro de si?

Apesar de saber à partida que Kevin iria assassinar várias pessoas na sua escola, nada poderia ter-me preparado para aquele final. A surpresa, o choque que senti ao ler com pormenor tudo aquilo que o jovem fez. A descrição das mortes, da aflição e incredulidade das vítimas mexeu de tal maneira comigo que em poucas páginas senti uma série de emoções que foram desde a tristeza, ao choque até à raiva.

Dificilmente encontro um livro que me arrebate desta forma e que perdure comigo durante tanto tempo. É que finda a leitura de “We need to talk about Kevin” passei literalmente dias a pensar no livro. A sua intensidade e os assuntos que aborda são tão fortes que considero esta obra uma das que mais impacto teve em mim em toda a minha vida.

Recomento este livro mas com as devidas cautelas pois o tema é bastante forte e acredito que nem todos os leitores conseguirão “digerir” esta leitura.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

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Livro: O Conto da Ilha Desconhecida



Ano de Edição: 2015
Género: Drama
Autor: José Saramago
Editora: Porto Editora

 * Por Mariana Oliveira *


Depois de me ter reconciliado com a escrita de José Saramago, graças à incrível obra “As Intermitências da Morte”, decidi continuar na minha senda de conhecer mais e mais trabalhos do Nobel português.
Desta vez, o eleito foi um pequeno livro chamado “O Conto da Ilha Desconhecida”.


Sinopse:
“Um dia um homem dirigiu-se à porta do rei para pedir um barco… situada num tempo e num espaço indeterminados, a história do homem que queria um barco para ir à procura da ilha desconhecida promete ser a história de todos os homens que lutam contra as convenções em busca dos seus sonhos e de si próprio.”


Opinião:
A primeira impressão com que fiquei após ler os primeiros parágrafos deste conto é a de que a escrita se assemelhava bastante à de Afonso Cruz. Assim, preparava-me para me confrontar com uma escrita poética e intrincada mas ao invés acabei com um livro cuja prosa está mais acessível sem que com isso tenha perdido a sua beleza.

Aparentemente simples, este conto pode ser visto sob vários ângulos e acredito que diferentes leitores chegarão a conclusões distintas.
Para mim, primeiramente esta é uma história sobre perseverança e coragem. Sobre lutarmos por aquilo que queremos por mais obstáculos que surjam no nosso caminho e por mais que aqueles que nos rodeiam nos digam que não somos capazes de fazê-lo.
Este conto também nos mostra de que muitas vezes aquilo de que andamos incessantemente à procura noutros lugares pode estar muito mais próximo daquilo que imaginamos, às vezes está mesmo dentro de nós próprios.


Sei que mais cedo ou mais tarde irei reler “O Conto da Ilha Desconhecida” e possivelmente descobrirei ainda mais coisas com esta pequena mas profunda leitura.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

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Livro: O Universo nos teus olhos



Título Original: Holding Up The Universe
Ano de Edição: 2017
Género: Romance
Autor: Jennifer Niven
Editora: Nuvem de Tinta


* Por Mariana Oliveira *


Fiquei a conhecer a autora Jennifer Niven com a obra que a celebrizou, “Fala-me de um dia Perfeito”, e devo dizer que foi um primeiro contacto bastante interessante. Por isso mesmo, ao avançar para a leitura de “O Universo nos Teus Olhos” as expectativas estavam algo elevadas pois parecia que todos, menos eu, já o tinham lido e tinham gostado.


Sinopse:
“O amor verdadeiro é como o universo: não tem fim. Libby Strout, outrora a adolescente mais gorda da América, conseguiu finalmente ultrapassar o desgosto causado pela morte da mãe e está pronta para voltar a viver. Jack Masselin é o típico rapaz popular do liceu. Contudo, Jack sofre de prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer caras. Quando o destino junta Libby e Jack, a solidão que cada um sente dá lugar a sentimentos muito diferentes… Uma história de superação de um amor verdadeiro e invulgar que nos devolve a esperança no mundo, em nós e no outro.”


Opinião:
A principal motivação que me leva a ler assenta na oportunidade que os livros me proporcionam de viver outras vidas e viajar para outras realidades. Então quando para além disso um livro nos ensina algo em concreto a experiência torna-se mais rica. Foi precisamente isso que me aconteceu com esta obra.
Se já tinha ouvido falar em obesidade? Claro que sim! Contudo nunca tinha tido a oportunidade de ver através dos olhos de uma adolescente o que significa crescer com essa dificuldade.
Já a prosopagnosia, foi a grande novidade para mim. Nunca tinha ouvido falar nessa doença e foi com surpresa que descobri que afecta uma percentagem da população bastante superior àquilo que eu poderia imaginar. Não pude deixar de questionar-me vezes sem conta como será viver sem conseguir reconhecer a nossa família e amigos. O esforço hercúleo que deve ser ter de estar constantemente a “começar de novo”. Quando olhamos para alguém, temos de procurar indicadores que nos possam dizer com quem estamos a falar. Deve ser uma doença horrível mas que no caso do nosso protagonista, o Jack, o torna num jovem especial com uma força de vontade acima da média.

Mais uma vez a autora Jennifer Niven pega em dois adolescentes que lutam contra as suas dificuldades e que se sentem incompreendidos e dá-nos uma história de superação que nos mostra que o amor e a compreensão podem fazer milagres na vida de qualquer pessoa, principalmente na vida de quem desde muito cedo teve que lidar com bastantes adversidades.
Enquanto no livro “Fala-me de um dia perfeito” o tom da história varia entre a esperança e o desespero, em “O Universo nos teus olhos” senti que a trama era mais leve mesmo com todas as dificuldades por que Libby e Jack passam.

A única coisa que me fez torcer o nariz, mas a que ainda me vou dedicar a pesquisar para perceber se é ou não possível, é o facto de Jack sofrer de prosopagnosia desde que tem memória de existir e mais ninguém saber desse facto. Nem sequer os pais e irmãos dele sabiam! Será que é possível a uma criança esconder 24h por dia, 7 dias por semana uma doença dessas durante anos? Tendo em conta a pesquisa feita pela autora sobre a doença sim, mas mesmo assim acho que me vou debruçar mais sobre o assunto para ficar realmente esclarecida.


Se procuram um livro jovem adulto contemporâneo, “O Universo nos teus olhos” pode ser a escolha ideal visto que nos leva através de uma história enternecedora, que nos mostra que não importa o que de mal pode acontecer nas nossas vidas pois enquanto aqui estivermos a felicidade poderá estar ao nosso alcance. 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

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Livro: A História da Gata das Botas



A História da Gata das Botas
(Beatrix Potter) 
Ilustração: Quentin Blake 

ISBN: 9789892337081
Edição ou reimpressão: 02-2017
Editor: Edições Asa
Idioma: Português
Dimensões: 197 x 261 x 13 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 72

SINOPSE

Era uma vez uma gata preta, séria e bem-comportada. Pelo menos era assim que a via a velhinha simpática que era sua dona; porque, na verdade, a Kitty (ou Miss Catherine St. Quintin, como gostava que lhe chamassem) apreciava fugir de casa na penumbra da noite para caçar, devidamente armada, vestida e calçada.
Mas não se pense que esta vida dupla que levava lhe trazia privilégios. Pelo contrário, os dissabores eram mais que muitos. E estão todos deliciosamente retratados, bem ao jeito de Beatrix Potter, neste maravilhoso conto, ao qual se juntam as ilustrações do não menos icónico Quentin Blake, dando origem a um verdadeiro novo clássico.
Uma narrativa que permaneceu esquecida durante 100 anos e que agora, 150 anos após o nascimento da sua Autora, é finalmente publicada pela primeira vez como história individual e ilustrada na íntegra.

OPINIÃO

Quem segue o blogue sabe que tenho um carinho especial por livros infantis. Por variadíssimas razões é importante que as nossas crianças contactem com livros desde muito cedo. Mesmo quando ainda não sabem ler, ou são demasiado pequenos para compreender, o contacto com os livros pode ter inúmeros benefícios. Assim sendo, a qualidade dos livros que colocamos nas mãos dos mais pequenos é de extrema importância, e é por isso que quando estou a escolher um livro para oferecer tenho em atenção inúmeros factores. O nome do autor é um deles. Beatrix Potter é uma referência neste campo, e quando soube que havia um texto novo dela descoberto, fiquei em êxtase. O texto acabou então por ser publicado na altura em que a autora "fez" 150 anos. 

A obra, como qualquer outra, deve ser no entanto enquadrada no tempo e no espaço. O facto de a autora colocar uma gata (feminino) com aspirações tipicamente masculinas na altura (caçar) é de facto interessante. Apesar de autora não se considerar (nem ser considerada) feminista, achei esta abordagem deliciosa. Outros aspectos existem na obra que seriam merecedores de discussão (e de estudo, de certo que já alguém pegou nisto). A caça não é, de todos, dos meus temas preferidos, mas por isso mesmo volto a referir a importância de enquadrar a obra. O tema remete-nos para os contos infantis de há umas décadas atrás.. e soube-me mesmo bem ler uma história deste género. A ajudar a festa temos a aparição de personagens já conhecidas da autora. A importância de se ser destemido, aventureiro e em lutar e ir contra os outros para se seguir uma convicção são aspectos presentes na obra. 

Relativamente às ilustrações: eu consigo compreender bem a genialidade de Quentin Blake, mas não posso deixar de referir que senti nostalgia dos desenhos tão característicos que compõem as outras obras da autora (no original a autora tinha apenas feito um esboço de uma gata preta com um casaco de caça).

A somar a isto temos a ASA que lhe deu uma roupagem maravilhosa: uma capa dura, um tamanho adequado, e uma qualidade de papel fabulosa. 

Um livro delicioso para as crianças e os mais velhos. 


quinta-feira, 29 de junho de 2017

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Livro: O Poder do Quando



Título Original: The Power of When
Ano de Edição: 2017
Género: Auto-Ajuda
Autor: Mchael Breus
Editora: Arena

* Por Mariana Oliveira *


Habituada a ter uma saúde de ferro, eis que de repente dei por mim nas urgências de um hospital por duas vezes em menos de seis meses. É com situações deste tipo que percebemos que alguma coisa tem de mudar. E foi precisamente quando cheguei a essa conclusão que me chegou a casa “O Poder do Quando”. Senti-me tentada a olhar por cima do ombro para ver se alguém me andava a espiar e me tinha enviado este livro propositadamente para me ajudar… Mas, coincidência ou não, o livro serviu-me que nem uma luva!!


Sinopse:
“Pesquisas avançadas provam que há um momento certo para fazer quase tudo, com base na nossa biologia e nas nossas hormonas. "O Poder do Quando" apresenta um programa inovador para que se possa sincronizar com o seu ritmo natural, fazendo pequenas mudanças na sua rotina diária, e vai ajudá-lo a atingir os seus objectivos de uma forma simples e divertida, programando o seu dia-a-dia em função do seu pico de produtividade e bem- estar.


Opinião:
Escrito de uma forma simples, este livro em formato de manual dá-nos dicas interessantes adaptadas ao nosso organismo. Mas como é que o autor consegue adequar os seus conselhos a cada leitor?  - Perguntam vocês.
Muito simples! Numa fase inicial (a meu ver uma das mais divertidas) somos submetidos a diferentes testes a fim de aferir qual é o nosso cronótipo, que é como quem diz de uma forma simplificada, o ritmo do nosso organismo.
Posso dizer-vos sem vergonhas que foi a primeira vez que alguém me chamou de ursa e eu não me importei! É que o autor decidiu dividir os cronótipos em quatro tipos utilizando para cada um deles um animal como figura representativa.
Depois de descobrir que pertenço ao grupo dos ursos (e levemente descansada por saber que 50% da população mundial partilha da minha preguiça matinal) pude centrar-me nos conselhos específicos para o meu cronótipo.
E acreditem, há conselhos para tudo! Sabiam qual é a melhor altura do dia para tomarem banho? E para discutirem? E qual será a melhor hora para ligarem a alguém? Pois é, se lerem “O Poder do Quando” ficarão a saber!

Mentiria se dissesse que de repente a minha vida mudou e que a minha saúde voltou ao que era, mas é com passos pequenos que conseguimos mudar e acredito que este livro me está a ajudar a ir na direcção correcta.

Agora recorro a ele com frequência sempre que uma dúvida me surge, até porque para cada caso lá tenho eu de voltar a rever as dicas até que estas passem naturalmente a fazer parte da minha rotina. E antes de terminar fica uma confissão: sendo ursa, isso significa que posso passar o Inverno a hibernar no sofá de minha casa enroladinha numa manta a devorar livros atrás de livros?...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

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262º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



A Rainha Subjugada

de Philippa Gregory 


SINOPSE

Intriga, ambição, poder, amor e história, com uma pesquisa rigorosa e contada de forma soberba sobre Catarina Parr. 

A última e sexta mulher sobrevivente de Henrique VIII. Uma mulher forte, intelectual, culta e de uma beleza cativadora.

Novo livro da série Os Tudor, de Philippa Gregory, a escritora consagrada e mais lida do romance histórico em todo o mundo.


Passatempo terminado.
Vencedor: Rui Miguel Alves 

terça-feira, 27 de junho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Anime: My Hero Academia




Título Original: Boku no Hero Akademia
Ano de Estreia: 2016
Género: Acção, Drama
Director: Kenji Nagasaki

* Por Mariana Oliveira *


No meio dos milhares de animes que existem e com a frustração que resulta de saber que nunca conseguirei vê-los a todos, escolher aqueles que me pareçam ser os melhores é para mim um objectivo de vida (ok, estou a exagerar mas vocês percebem a ideia!).
Quando me recomendaram o “My Hero Academia” garantindo-me que seria um dos melhores animes dos últimos anos, eu decidi testar essa teoria. Feitos os devidos testes de laboratório a conclusão a que cheguei foi a seguinte: este é de facto um dos melhores animes que vi nos últimos tempos!


Sinopse:
A premissa é simples: num mundo em que quase todas as pessoas têm um poder especial e o raro é ser-se absolutamente normal, existe um jovem, Midoriya, que cresceu completamente obcecado pelos super-heróis que mais admira e impacientemente à espera que o seu poder se revelasse. Por isso mesmo, uma sensação de tragédia abate-se sobre ele quando descobre que faz parte do pequeno grupo de pessoas sem quaisquer poderes. Inconformado, Midoriya acaba por conhecer o seu maior ídolo, o herói All Might, que acaba por dar-lhe a incrível oportunidade de se transformar num herói tornando-se no seu treinador.


Opinião:
É tão refrescante quando descobrimos um anime convenientemente equilibrado com a dose certa de drama, acção e comédia. Algumas animações japonesas cometem o erro de cair no exagero em determinadas componentes mas em “My Hero Academia” tudo está absolutamente perfeito!

A enorme variedade de personagens com os seus poderes particulares tornam cada episódio uma novidade, e as diferentes batalhas acabam por tornar-se absolutamente originais e cativantes. Particularmente a segunda temporada, está repleta de confrontos entre personagens diferentes entre si sendo que adivinhar o seu desfecho se torna numa situação quase impossível.

A componente dramática do anime contribui para tornar esta história mais profunda e para dar às personagens um rosto que nos fique na memória e um passado complexo que as guiou até ao momento presente. Cada história pessoal tem a sua relevância para o anime e eu adoro quando nos apresentam uma trama em que a evolução dos seus protagonistas é evidente e o ponto em que terminamos é substancialmente mais rico e complexo do que o ponto de partida.

Relativamente aos momentos mais cómicos de “My Hero Academia”, os mesmos aparecem na proporção correcta e no momento ideal: aqui não há lugar para exageros, um erro comum noutros animes, e o timing em que somos confrontados com essas cenas mais leves e divertidas é o ideal.


Sendo este um anime que ainda está a ser transmitido, encontra-se no ar a segunda temporada, ainda muito pode acontecer. Se os episódios futuros manterão a qualidade até aqui apresentada não me é possível saber, mas pelo que vi até agora não posso deixar de recomendar este anime a todos os fãs deste género de animação japonesa!  

quarta-feira, 21 de junho de 2017

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#MLVerão2017 - Explicação, TBR, resposta a dúvidas






Pelo segundo ano consecutivo vamos criar uma Maratona de Verão.
A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria. 

Esta maratona vai começar dia 18 de Junho de 2017 às 23:59 e irá até ao dia 22 de Setembro pelas 19:00, logo, durará o verão inteiro (e mais um pouquinho :p ).

O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]

Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Não se esqueçam de colocar a vossa listinha de livros que vão ler nos comentários! Cada participante irá ter que meter os seus progressos numa rede social à sua escolha, mas terá que avisar o blog/youtube.
Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona. 

Utilizem a hastag #MLVerão2017 para fazer os vossos posts acerca da maratona. Se quiserem identifiquem os blogues ou as pessoas dos blogues para irmos mantendo o contacto. Espero contar com vocês. E claro que vamos ter prémios, mas isso são surpresas por agora. 
Quem tem nomes muito comuns (Anas, Marias, etc), metam no formulário o 1º e último nome para as contagens finais serem mais fáceis.


NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.


Prémios #MLVerão2017
1º Classificado: Livro "O milésimo andar" (em parceria com a Editorial Planeta Portugal)

2º Classificado: Caderno (em parceria com a Ambar - Ideias no Papel)

3º Classificado: Marcador de Página

SORTEIO: Livro "Lugar de Massacre" (em parceria com a Companhia das Ilhas) - a sortear de entre todos os participantes na Maratona!


Desafios / Participação 
(Roberta Frontini)

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
Páginas: 125

2) Ler um livro de um autor português;
3) Ler um livro que compraste há mais de um ano (caso não tenhas, ler o último livro que compraste);
4) Ler um livro infantil;

Páginas: 69

5) Ler um livro publicado em 2017;
6) Ler um livro de um autor que nunca leste;

Páginas: 128

7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger;
8) Ler um livro com um título curto;
9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá;
10) Ler um livro com menos de 100 páginas;

Páginas: 95

11) Ler um livro escrito por mais do que um autor;
12) Ler um livro escrito antes de 1999;

Páginas: 64

13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;

Páginas: 77

14) Ler um livro que pediste emprestado;

Páginas: 112

15) Ler um livro do Plano Nacional de Leitura;
16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quiseste visitar;
17) Ler um livro que tinhas planeado ler em 2016 mas que acabaste por não ler;
18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras;
19) Ler um livro passado num país Europeu;
20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;

Páginas: 96

21) Ler um livro sobre viagens no tempo;
22) Ler um livro para terminar num dia; 

Páginas: 36

23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas).

Desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):
1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);
2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;
3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.



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