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terça-feira, 19 de maio de 2020

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Anime: Memórias de Marnie



Direção: Hiromasa Yonebayashi
Produção: Yoshiaki Nishimura 
Lançamento: 19 de julho de 2014 
Lançamento em Portugal: 2016 

Já há algum tempo que não parava  para ver um bom Anime e agora com a Netflix surgiu a oportunidade de ver alguns que me estavam a faltar. Um desses foi "As memórias de Marnie". Neste anime encontramos Anna, uma menina um pouco diferente, que adora desenhar mas que é muito reservada. Tem problemas de asma graves, então a tia (que na verdade é a sua mãe adoptiva) manda-a para casa de uns tios no campo, para ela apanhar sol e melhorar. É lá que Anna encontra uma casa que lhe é vagamente familiar, e trava conhecimento que uma menina, Marnie. Também ela parece muito solitária e com poucos amigos. Ambas começam a encontrar-se à noite... mas quem é na verdade Marnie? E porque lhe pede ela segredo sobre os seus encontros nocturnos. 

Está é uma história deliciosa, que espero vos deixe encantados como me deixou a mim. A vivacidade das cores e os detalhes dos desenhos são soberbos. É um anime que vale bem a pena para ser visto e desfrutado com calma, assim como as paisagens e os locais que nos mostra. 

O filme foi nomeados para os Oscars em 2016 na categoria melhor animação longa-metragem tendo sido o filme Divertidamente o vencedor. 

quinta-feira, 1 de março de 2018

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Anime: Log Horizon




Ano de Estreia: 2013
Género: Fantasia, Aventura, Acção
Número de Episódios: 50
Produtor: Shinji Ishihara


* Por Mariana Oliveira *


“Log Horizon” foi-me aconselhado por alguém que literalmente devora animes e que gostou muito deste em particular. Apesar de a sinopse me lembrar bastante de um anime que eu tinha visto há relativamente pouco tempo, “OverLord”, mesmo assim decidi seguir o conselho dado e ver com os meus próprios olhos essa supostamente incrível história.


Sinopse:
“Sem que alguém estivesse à espera, 30 mil jogadores japoneses vêem-se aprisionados num conhecido jogo, Elder Tale, depois de a última actualização feita os impedir de fazer logout. No meio dos milhares de surpreendidos jogadores está o estudante Shiroe que, depois de ultrapassado o choque inicial, decide explorar essa incrível nova realidade. A partir daí, Shiroe terá de aprender a viver neste mundo repleto de perigos, aventuras e desafios.”


Opinião:
Eu sei que plataformas conhecidas de animes têm o “Log Horizon” em muito boa conta, com boas classificações. Contudo, eu tenho de confessar uma coisa: só consegui ver 12 episódios! Agora que deitei cá para fora este segredo que me perseguia há meses deixem-me explicar-vos porque é que este foi o único anime de que desisti na última meia dúzia de anos.

Apesar de a premissa ser interessante, Log Horizon cometeu um erro que alguns animes longos cometem (mas por longos entenda-se animes com centenas de episódios (!) e não apenas 50 como é o caso deste). De facto, nestes 12 episódios que vi aprendi verdadeiras dicas de como encher chouriços durante todo um episódio. Assim, há um episódio unicamente dedicado a como cozinhar comida incrivelmente saborosa para vender aos outros jogadores e claro que não faltou o episódio em que o protagonista e companhia se dedicaram do início ao fim daqueles longos 23 minutos a varrer, limpar o pó e deixar a brilhar a sua nova sede. A sério… isto tornou-se insuportável!
A par destes episódios absolutamente entediantes tínhamos os amigos do protagonista. Já nem sequer me lembro do nome deles, mas aquela ninja em miniatura e o guerreiro gigante já me estavam a enervar ao repetirem sempre as mesmas quezílias entre eles e sem contribuírem com nada de verdadeiramente significativo para o desenrolar da história. Também outras personagens eram absolutamente enervantes: a chefe de uma guild que parecia ter apenas um neurónio e meio, outra senhora igualmente importante na guild que de cada vez que via a ninja em miniatura literalmente ia ao céu e vinha pois achava que ela era a coisa mais fofa do mundo e só sabia persegui-la para abraçá-la... chega! 

Por causa disto, decidi desistir do anime. Que me recorde, apenas tinha desistido de 2 animes no passado, mas como se costuma dizer: não há duas sem três!
Mais do que uma pessoa já me disse que “mais lá para a frente” a história fica interessante, mas sinceramente já não tenho paciência para perder tempo com animes que começam muito mal e só depois é que ficam bons pois a oferta de histórias é tão grande que prefiro avançar para um anime que realmente me fascine.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

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Anime: God Eater



Ano: 2015
Nº Episódios: 13
Género: Ficção Científica, Acção
Criador: Takayuki Hirao


* Mariana Oliveira *


Comecei a ver este anime sem nunca ter ouvido falar nele. Por isso mesmo, ia sem quaisquer expectativas, ou como se costuma dizer, tábua rasa.


Sinopse:
“No ano de 2071 o mundo encontra-se num estado pós-apocalíptico depois de quase ter sido destruído por completo após sucessivos ataques de uns misteriosos monstros, a que os humanos decidiram chamar Aragami. Para combater a possível extinção da raça humana é criada uma associação que utiliza guerreiros apelidados de God Eaters, homens e mulheres que conseguem utilizar as God Arcs, armas feitas a partir de células de Aragamis.”


Opinião:
Aquilo que salta à vista neste anime logo nos primeiros minutos é a qualidade da imagem. Está absolutamente fenomenal! É tão boa, que por vezes parecia que os cenários de fundo eram imagens reais e não desenhos feitos à mão. Cada um dos 13 episódios é uma verdadeira experiência cinematográfica e não me consigo recordar de alguma vez na minha vida ter visto um anime com uma imagem tão fantástica. Só por isso, já vale a pena ver “God Eater”.

Contudo, a qualidade deste anime não se fica apenas no seu aspecto gráfico já que a história é igualmente interessante.
Sendo um anime de acção com apenas 13 episódios não é de admirar que o ritmo da trama seja elevado, não havendo aqui espaço para tempos mortos. São batalhas atrás de batalhas, situações de tensão seguidas por momentos dramáticos. Este é o típico anime que mal nos deixa respirar de uma cena para a seguinte, estando constantemente a brindar-nos com momentos simplesmente incríveis.
As personagens principais também são interessantes. Bastante diferentes entre si, o grupo de God Eaters complementa-se muito bem, o que nos proporciona batalhas épicas que dá vontade de ver uma e outra vez.


O mistério relacionado com o aparecimento dos Aragamis é desenvolvido de uma forma gradual ao longo dos episódios, de forma a despertar a nossa curiosidade. Assim, quando chegamos ao último episódio o clímax vem sob a forma de muito drama, tensão e revelações surpreendentes.
Só lamento a forma com o anime terminou pois ficou tudo em aberto e nós, espectadores, ficamos com a sensação de que a história não terminou realmente. Tenho esperanças de que um dia criem mais episódios pois eu com certeza ficarei ansiosamente à espera! 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

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E os melhores do ano 2017 são...


* Por Mariana Oliveira *


Este ano foi repleto de coisas boas! Consegui equilibrar o trabalho e responsabilidades da vida com momentos de lazer. Ao longo destes 12 meses li e vi algumas coisas menos boas, mas na sua generalidade posso dizer que foi um ano muito positivo J
Aqui ficam os meus preferidos de cada categoria:







Filme:
“O Primeiro Encontro” – Um filme de ficção científica que me levou às lágrimas tal é a profundidade do tema que aborda. (post de opinião aqui)













Livro: “As Intermitências da Morte” – A primeira leitura do ano conseguiu levar a cabo uma tarefa hercúlea: manter-se a minha favorita mesmo passados 12 meses e dezenas de outras leituras! (post de opinião aqui)














Anime: “My Hero Academia” – Há muito tempo que não via um anime que me entusiasmasse tanto. Acção, drama e humor na dose perfeita. Venham mais episódios! (post de opinião aqui)
















Manga: “Hideout” – Uma história de terror com uma componente dramática bastante intensa. E aquele final… (post de opinião aqui)













Entretenimento: “Release the Hounds” – Um programa de TV cujo objectivo é um grupo de participantes ultrapassar situações verdadeiramente aterradoras para levar um bom dinheiro para casa. De cada vez que via um episódio sentia que estava a ver um pequeno filme de terror. (post de opinião aqui)












Série: “Jamestown” – Não posso dizer que tenha adorado esta série. Mas como este ano apenas vi duas séries novas, esta foi a menos má do par! Basicamente, dediquei-me mais a ver temporadas novas de séries que me acompanham há anos. (post de opinião aqui






Espero que o vosso ano tenha sido repleto de coisas interessantes!

Um Feliz 2018 para todos,
Mariana

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

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Anime: Mirai Nikki



Ano: 2011
Nº Episódios: 26
Género: Sobrenatural, Acção, Romance
Criador: Naoto Hosoda

* Por Mariana Oliveira *


Os mangas e animes que surgem todos os anos são de uma originalidade incrível e os seus criadores não deixam de surpreender-me com a imaginação infindável com que criam cada história. “Mirai Nikki” foi disso exemplo ao apresentar-me uma sinopse diferente de tudo aquilo que eu já tinha ouvido falar.


Sinopse:
“Yukiteru é um adolescente introvertido com o estranho hábito de anotar tudo aquilo que se passa à sua volta no seu telemóvel, como se fosse uma espécie de diário. Certo dia, tem um estranho sonho no qual um deus que controla o tempo o inscreve num jogo alucinante: cada concorrente irá participar numa corrida cujo prémio é tornar-se no próprio deus. Para isso, cada um deles vê o seu telemóvel ser transformado num diário que prevê o futuro e que utilizarão para eliminar os restantes concorrentes. E por eliminar entenda-se: matar! Quando acorda, Yukiteru descobre que aquilo que pensava ser um sonho é bastante real…”



Opinião:
Ao longo dos 26 episódios que este anime tem a minha opinião sobre o mesmo foi sempre variando.

Inicialmente fiquei entusiasmada com o conceito apresentado: uma corrida contra o tempo entre vários concorrentes cujo prémio é, digamos, bastante apelativo: tornar-se num deus.
Os diferentes tipos de diários utilizados com regras distintas aumentam o interesse na história pois a cada nova personagem que surge ficamos a conhecer um novo diário que influencia o decorrer da história.

A partir de determinada altura, mais ou menos a meio do anime, achei que a trama começou a arrastar-se um pouco e comecei a aborrecer-me. Aliado a isso está a personalidade do protagonista que me desagradou por completo! Falo-vos de um adolescente muito indeciso e submisso. Basicamente é acompanhado durante todo o anime por uma rapariga que desde cedo percebemos, nós espectadores e o próprio protagonista, ter um passado bastante sombrio e uma personalidade instável. Ela persegue-o, anula a personalidade dele, chega inclusive a raptá-lo e… ele nada faz! Para mim, isso é completamente incompreensível e incoerente! Também os outros amigos do protagonista que surgem em diversos episódios por vezes pareciam apêndices e aparentemente não estavam a contribuir com nada de relevante para a história. Contudo, à medida que nos aproximamos do final eis que finalmente todas as personagens começam a revelar alguma utilidade.

Felizmente, o último terço do anime ganhou um novo fôlego à medida que o ritmo da acção se intensifica e os mistérios se começam a desvendar. É também nessa altura que percebemos que a história é bem mais complexa do que parecia à partida e o anime ganha um novo interesse acabando por entrar mais no campo da ficção científica. Infelizmente, não poderei entrar em mais detalhes pois iria certamente revelar mais do que deveria, apenas vos posso assegurar de que estes últimos episódios vão ao encontro daquilo que referi inicialmente: os criadores de mangas e animes devem comer imaginação e originalidade ao pequeno-almoço, almoço e jantar! 
Alguns poderão achar que o final foi demasiado rebuscado e complexo, já eu achei que o conceito foi muito interessante e permitiu que “Mirai Nikki” terminasse com nota positiva.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Anime: My Hero Academia




Título Original: Boku no Hero Akademia
Ano de Estreia: 2016
Género: Acção, Drama
Director: Kenji Nagasaki

* Por Mariana Oliveira *


No meio dos milhares de animes que existem e com a frustração que resulta de saber que nunca conseguirei vê-los a todos, escolher aqueles que me pareçam ser os melhores é para mim um objectivo de vida (ok, estou a exagerar mas vocês percebem a ideia!).
Quando me recomendaram o “My Hero Academia” garantindo-me que seria um dos melhores animes dos últimos anos, eu decidi testar essa teoria. Feitos os devidos testes de laboratório a conclusão a que cheguei foi a seguinte: este é de facto um dos melhores animes que vi nos últimos tempos!


Sinopse:
A premissa é simples: num mundo em que quase todas as pessoas têm um poder especial e o raro é ser-se absolutamente normal, existe um jovem, Midoriya, que cresceu completamente obcecado pelos super-heróis que mais admira e impacientemente à espera que o seu poder se revelasse. Por isso mesmo, uma sensação de tragédia abate-se sobre ele quando descobre que faz parte do pequeno grupo de pessoas sem quaisquer poderes. Inconformado, Midoriya acaba por conhecer o seu maior ídolo, o herói All Might, que acaba por dar-lhe a incrível oportunidade de se transformar num herói tornando-se no seu treinador.


Opinião:
É tão refrescante quando descobrimos um anime convenientemente equilibrado com a dose certa de drama, acção e comédia. Algumas animações japonesas cometem o erro de cair no exagero em determinadas componentes mas em “My Hero Academia” tudo está absolutamente perfeito!

A enorme variedade de personagens com os seus poderes particulares tornam cada episódio uma novidade, e as diferentes batalhas acabam por tornar-se absolutamente originais e cativantes. Particularmente a segunda temporada, está repleta de confrontos entre personagens diferentes entre si sendo que adivinhar o seu desfecho se torna numa situação quase impossível.

A componente dramática do anime contribui para tornar esta história mais profunda e para dar às personagens um rosto que nos fique na memória e um passado complexo que as guiou até ao momento presente. Cada história pessoal tem a sua relevância para o anime e eu adoro quando nos apresentam uma trama em que a evolução dos seus protagonistas é evidente e o ponto em que terminamos é substancialmente mais rico e complexo do que o ponto de partida.

Relativamente aos momentos mais cómicos de “My Hero Academia”, os mesmos aparecem na proporção correcta e no momento ideal: aqui não há lugar para exageros, um erro comum noutros animes, e o timing em que somos confrontados com essas cenas mais leves e divertidas é o ideal.


Sendo este um anime que ainda está a ser transmitido, encontra-se no ar a segunda temporada, ainda muito pode acontecer. Se os episódios futuros manterão a qualidade até aqui apresentada não me é possível saber, mas pelo que vi até agora não posso deixar de recomendar este anime a todos os fãs deste género de animação japonesa!  

quinta-feira, 27 de abril de 2017

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Anime: OverLord



Ano de Estreia: 2015
Género: Acção, Fantasia
Nº Episódios: 13


* Por Mariana Oliveira *


Uma premissa interessante elevaram as minhas expectativas relativamente ao anime “OverLord”, contudo a forma como a história foi desenvolvida acabou por deixar algo a desejar. No entanto, estou a precipitar-me. Fiquemos em primeiro lugar com um breve resumo da história.


Sinopse:
“Yggdrasil é o mais popular jogo online do momento. Contudo, os seus criadores decidem encerrá-lo e todos os jogadores abandonam-no a fim de regressar à sua vida real. Todos à excepção de Momonga, um poderoso feiticeiro líder da guild Ainz Ooal Gown, que decide permanecer no jogo até ao último segundo. No entanto, quando o momento final chega algo de inesperado acontece: Momonga permanece no jogo, completamente consciente e com a possibilidade de continuar a controlar a sua personagem; para além disso, as restantes personagens do jogo subitamente ganharam consciência e agem de forma independente. Como não tem família e amigos no mundo real, Momonga decide permanecer no jogo tornando-se num poderoso líder que, em conjunto com os seus fiéis servos, vai tentar dominar este novo mundo, enfrentando quem quer que se oponha aos seus intentos.”


Opinião:
O primeiro episódio e a premissa que apresenta deixou-me curiosa com este anime. Há vários anos passava horas seguidas a jogar World of Warcraft e “OverLord” trouxe-me algumas reminiscências desses tempos.
Contudo, à medida que a história prossegue, começou a tomar um rumo menos interessante. Ou se calhar deveria dizer: ficou quase sem rumo!

Depois de apresentado o protagonista e os seus servos, basicamente passamos a acompanhá-los em aventuras por diferentes aldeias, enfrentando vilões e aceitando diferentes desafios.
Como qualquer anime que se preze, os momentos de humor pontuais não faltam e servem para aligeirar o ambiente. Longe de serem exagerados, são bem aplicados ao longo dos episódios.
No entanto, um anime como “OverLord” que tem apenas 13 episódios tem de fazer com que cada episódio seja incrível. Numa história tão curta, há que criar episódios espectaculares para tornar um anime inesquecível. Infelizmente, não foi o caso de “OverLord”, cuja maioria dos episódios mais se assemelhava a fillers. Já para não falar em alguns servos de Momonga que não tiveram qualquer oportunidade de brilhar. Terminámos o anime sem ficar a conhecê-los convenientemente e alguns deles pareciam ter muito para acrescentar à história. 

Na recta final surge uma batalha realmente interessante que, não sendo suficiente para tornar este anime fantástico, pelo menos salvou-o de ser uma história facilmente olvidável. Se todos os episódios tivessem sido como os dois finais, esta review seria completamente diferente. Não tendo sido o caso, “OverLord” acabou por ser um anime mediano, que aconselho a quem gosta do mundo dos jogos de computador desde que não avance para esta história com demasiadas expectativas.    

quinta-feira, 6 de abril de 2017

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Anime: Attack on Titan



Título Original: Shingeki no Kyojin
Ano estreia: 2013
Género: Acção, Drama, Pós-apocalíptico
Nº Episódios: 25


* Mariana Oliveira *


A minha lista de animes que quero ver aumenta a cada dia que passa e proporcionalmente o meu tempo para o fazer diminui. Por isso mesmo, sempre que me decido a começar um novo anime gosto de me aconselhar junto de várias pessoas. E qual foi a dica que mais ouvi nos últimos dois anos? “Attack on Titan”, claro está!


Sinopse:
“Depois de se depararem com a repentina aparição de Titãs (seres humanóides com vários metros de altura devoradores de pessoas) os Seres Humanos decidem construir três enormes muralhas concêntricas à volta das suas cidades na tentativa de se protegerem. Criam, ainda, um exército especializado que se divide em três grupos: Divisão de Reconhecimento, Divisão de Guarnição e Polícia Militar. Após um devastador ataque perpetuado pelo Titã Colossal (um titã anormalmente grande) que causa sérios danos na muralha mais externa, provocando dezenas de mortes, o jovem Eren, decide vingar a morte da sua mãe. Para isso, terá de conseguir entrar para a Divisão de Reconhecimento, responsável por explorar os terrenos fora das muralhas, estudar os titãs e combatê-los a fim de reconquistar território para os Seres Humanos.  Contudo, mal imagina Eren o que ele e os seus amigos terão de enfrentar para levar a cabo os seus intentos...”


Opinião:
Os fãs de “Game of Thrones” certamente saberão o que quero dizer quando refiro uma única palavra: matança. É que é precisamente isso que acontece neste anime…
Desengane-se quem pensa que pode escolher o seu personagem favorito em “Attack on Titan” e ver episódio atrás de episódio descontraído no sofá de casa. É que nesta história somos confrontados com mortes atrás de mortes, cada uma mais sangrenta e violenta do que a anterior. Assim, ao invés de nos entretermos com uma simples história repleta de acção, estamos a cada episódio com o coração nas mãos durante 20 longos minutos com receio de que aquele personagem de que até gostamos mais seja subitamente decepado pelos dentes de um titã.

E foi precisamente este um dos motivos que me levou a gostar muito deste anime! A sua imprevisibilidade e o facto de nos deixar com as emoções à flor da pele fizeram-me querer ver esta história com sofreguidão, vendo vários episódios seguidos de cada vez.
É verdade que o meu interesse demorou a surgir, tendo sido necessária uma mão cheia de episódios para eu entrar no verdadeiro espírito do anime. Contudo, depois de estar realmente interessada na demanda de Eren e companhia vibrei com cada luta, fiquei chocada com cada morte e surpreendida com a expressividade de cada personagem. 
Esta foi precisamente uma das outras razões que fizeram com que este tivesse sido um dos melhores animes que vi nos últimos anos: a forma como cada personagem consegue transmitir o seu desespero, a sua determinação e a sua tristeza. Muito mais do que um anime de acção com uma trama bem estruturada, “Attack on Titan” é um anime de emoções humanas. O tipo de animação utilizado consegue transparecer na perfeição aquilo que cada personagem sente e isso acaba por se reflectir em nós próprios que não conseguimos ficar indiferentes ao seu sofrimento.

Como se tudo isto não bastasse, este anime conta ainda com algumas reviravoltas interessantes que nos deixam perplexos e rendidos a esta história. Uma conspiração muito mais complexa do que à partida seria de prever acaba por tornar o enredo deste anime empolgante e mais inteligente. 

Começou agora a segunda temporada e aquilo que posso dizer é o seguinte: se ainda não embarcaram nesta incrível jornada, não esperem mais tempo pois estão a perder um dos animes de maior sucesso dos últimos anos, cuja fama não é de todo exagerada! 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

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Anime: One Punch Man



Ano: 2015
Género: Comédia, Acção
Nº Episódios: 12


* Por Mariana Oliveira *


One Punch Man” é um anime cuja premissa arriscada o destaca de qualquer outra história que eu tivesse alguma vez visto. 


Sinopse:
“Num mundo de super-heróis, há um que se destaca por ter uma característica invulgar: consegue aniquilar qualquer oponente que com ele se cruze com um simples murro. Não importa o quão poderoso e temível possa ser o adversário, um murro é tudo de que necessita o nosso protagonista para derrotar quem se atrever a enfrentá-lo.” 


Opinião: 
Não sou muito dada a histórias cómicas. Embora a grande maioria dos animes que vejo tenha alguns toques de humor, o facto de se tratarem de cenas pontuais longe de me desagradar acaba por tornar a história mais interessante precisamente porque não caem no exagero. Contudo, quando li a sinopse de “One Punch Man” e percebi que potencialmente tinha uma forte componente humorística, preparei-me para não gostar deste anime que os meus amigos tanto insistiram para que eu visse.

Por isso mesmo, foi com grande surpresa que dei por mim a rir-me com agrado ao longo de todos os episódios, ao mesmo tempo que me surpreendi pela forma original como abordaram esta história.
É que é fácil pensarmos, à partida, que uma história cujo protagonista consegue vencer tudo e todos com um simples murro não tem muito por onde se desenvolver. Aliás, qualquer confronto, por muito difícil que seja, terminará com um único murro do herói, certo? Errado! A verdade é que a história está pensada de uma forma bastante inteligente: existe uma liga de heróis, na qual todos são divididos por escalões consoante os pontos que ganham durante as suas intervenções heróicas.
Assim, acompanhamos as lutas esforçadas dos heróis perante inimigos que surgem a todo o instante ao mesmo tempo que vemos a forma descontraída com que o protagonista derrota aqueles que se cruzam com ele. 

A forma extremamente engraçada como tudo é apresentado, o aspecto e comportamento caricato da grande maioria dos heróis e vilões e o constante tédio do personagem principal por não encontrar ninguém à sua altura tornam este anime numa experiência verdadeiramente engraçada e entusiasmante.
Um anime que recomendo a quem tem uma preferência particular por histórias cómicas com muita acção à mistura.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

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Anime: Tokyo Ghoul



Ano de Estreia: 2014
Número de episódios: 24
Género: Drama, Acção, Fantasia



* Por Mariana Oliveira *



Há demasiado tempo que não falava no blogue de um anime, por isso mesmo decidi voltar à temática com um dos animes que mais sucesso tem tido nos últimos anos e que me deixou rendida: Tokyo Ghoul.


Sinopse:
"A história tem como protagonista o jovem Ken Kaneki que após ser atacado por Rize Kamishiro, uma mulher que é um ghoul, se torna ele próprio meio humano e meio ghoul.
Os ghouls são nada mais nada menos que criaturas semelhantes a humanos que caçam e devoram carne humana e têm poderes que os tornam autênticas máquinas de batalha. Assim, a partir desse violento ataque, o jovem vê-se a braços com um grande dilema: deverá consumir carne humana para poder sobreviver ou então enfrentar a fome e possível morte?"


Opinião:
Este é o típico anime que começa de forma algo "morna", já que a principal preocupação inicial é a de apresentar este mundo peculiar de humanos e ghouls ao espectador.
O protagonista,  o estudante Ken Kaneki, aparenta ser um jovem pacífico que tem tudo menos as características ideais para sobreviver no mundo dos ghouls. Contudo, à medida que avançamos na história temos o prazer de assistir à evolução do protagonista à medida que se debate com o maior dilema que alguma vez teve de enfrentar: ingerir ou não carne humana. 
Se é um facto que a história apresenta um ritmo aceitável nos primeiros episódios, à medida que as cartas vão sendo lançadas na mesa e ficamos a conhecer as personagens que tecem esta enorme teia, tudo adquire contornos mais intensos e os episódios entram numa espiral de acção e drama absolutamente viciantes.
Assim, o final da primeira temporada e início da segunda tem alguns dos melhores episódios que já vi em qualquer anime nos últimos anos com cenas de luta de suster a respiração.
Para além de uma trama interessante e progressivamente mais complexa, em que as personagens apresentam uma evolução considerável e extremamente interessante, tenho de destacar a qualidade do traço do desenho do anime. Há situações, principalmente com os cenários de fundo, em que parece que estamos perante imagens reais e não desenhos feitos por pessoas tal é a qualidade das imagens. E para complementar tudo isto? Uma banda sonora muito boa a condimentar na medida certa as cenas chave do anime.
 Por tudo isto, aconselho Tokyo Ghoul aos amantes de animes que não perdem por nada a oportunidade de conhecer uma boa história repleta de drama, acção e personagens complexas!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

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Evento: Iberanime OPO 2015

Onde podemos cruzar-nos com as nossas personagens de anime e manga favoritas, provar Kit Kat de uva, batata doce, feijão vermelho ou wasabi, dançar, e aprender sobre a fantástica cultura nipónica? No Iberanime, claro está!!

Depois de não ter conseguido ir ao evento em Gondomar no ano passado, passei basicamente 365 dias em contagem decrescente para conseguir ir este ano. Quando chegou o dia, mal consegui conter o entusiasmo, pois finalmente iria conseguir participar naquele que é, muito provavelmente, o evento português preferido dos amantes de animes, mangas e da cultura japonesa de uma forma geral.


Logo na fila para a entrada percebi que estava prestes a mergulhar num universo completamente diferente, pois os cosplayers começavam a aparecer um pouco por todo o lado. Para quem não está familiarizado com o termo, uma explicação simples passa por dizer que fazer cosplay consiste em representar uma personagem de um filme, série, livro, etc. vestindo as suas roupas e assumindo a sua postura.




Depois de entrarmos no pavilhão, o difícil mesmo é decidir o que fazer pois há imensas actividades a ocorrer ao mesmo tempo. Confesso que esta foi a minha maior dificuldade, estabelecer prioridades e decidir o que fazer. Desde experimentar jogos de computador retro, passando por sessões de cinema, onde temos a oportunidade de assistir a curtas-metragens de animes de 25min, até workshops dos mais variados temas: língua japonesa, origami, artes marciais... está tudo à nossa disposição.

Quanto a mim, comecei o dia por participar na Para Para Dance, que é sem dúvida o momento mais divertido do Iberanime! São centenas de pessoas a dançar músicas pop japonesas num estilo, sem dúvida, original. Eu que detesto dançar, dei por mim super divertida a participar e os 20 min que duraram essa sessão passaram a voar!

Depois, nada como visitar a secção dos workshops onde senti que mergulhei no Japão:





A embaixada do Japão não podia faltar ao evento e, entre muitas outras coisas, proporcionava a oportunidade a qualquer pessoa de experimentar um Kimono, a famosa peça de roupa japonesa.















Já tinha visto muitos Origamis, mas nunca tantos e tão complexos como aqueles que vi no Iberanime. Eu que não sou nada dada a trabalhos manuais, fiquei com uma vontade imensa de começar a dedicar-me a sério a esta actividade!








As competições mais engraçadas podem ser encontradas no Iberanime! No caso desta imagem, tive a oportunidade de assistir a uma competição para ver quem conseguia comer mais rápido uma dose de noodles super picantes. Ri-me do início ao fim ao ver o esforço dos corajosos que decidiram arriscar os seus estômagos com esta tarefa. 









De tantas artes marciais presentes no evento, uma das que mais gostei de assistir foi à de Jujutsu. Já tinha ouvido falar nela mas não fazia ideia no que consistia e fiquei, finalmente, elucidada.









O Domingo foi dia de grande concerto, ou seja, o convidado especial do evento brindou os seus fãs com um concerto enérgico. Este ano foi o cantor japonês Piko quem levou a plateia ao rubro. Confesso que não o conhecia mas adorei a sua postura em palco, a sua energia e alegria contagiantes. E o mais incrível de tudo? A plateia conseguiu acompanhá-lo em japonês em algumas canções! Tenho mesmo de me preparar melhor para o próximo ano ;)






Uma das minhas actividades favoritas foi um workshop intitulado "Do Livro ao Manga e Animação". O nosso formador, especialista na área, ensinou-nos o processo de pegar num texto de um livro e transformá-lo num manga ou anime. Aprendi imensas coisas curiosas e agora passarei a olhar para os Mangas e Animes de uma maneira completamente diferente!






Fui assistir a 2 das várias sessões de cinema que decorreram ao longo do dia. Todos os filmes que estavam em cartaz eram completamente diferentes e, por isso mesmo, acredito que dificilmente alguém não encontraria algo ao seu gosto. Assisti aos filmes "Negadon" e "Kakurenbo" e fiquei agradada com ambas as histórias, principalmente a segunda que tinha um toque de terror que me conquistou.







Como era de esperar, almoçar no Iberanime tinha de ser uma experiência o mais japonesa possível! Assim, deliciei-me com uns saborosos noodles e provei um curioso chá verde com mel diferente de tudo o que já tinha provado até à data. Os noodles estavam tão bons que a meio da tarde lá fui eu comer mais uma dose... nham nham!







Tal como disse no início, os cosplayers no evento eram tantos que poderia entreter-me todo o dia só a olhar para os seus engenhosos fatos. O próprio pavilhão estava repleto de stands de venda de merchandising e doces japoneses, já para não falar de exposições de desenhos e fotografias, como é o caso desta imagem.






Poderia enumerar muitos mais aspectos que me conquistaram por completo, mas acredito que só vivendo a experiência é que se poderá realmente compreender o quão fantástica é. Amei tudo tudo tudo excepto uma coisa: os preços! Se um dia decidirem ir ao Iberanime convençam-se de uma coisa: tudo lá dentro é extremamente caro. Desde a comida e bebidas ao merchandising, todos os produtos são muito caros. Mesmo assim, era vê-los a comprar tudo em todos os stands! Eu compreendo, pois eu mesma gastei mais dinheiro do que algum dia teria imaginado. Contudo, sendo esta uma experiência que se tem uma vez por ano, creio que vale bem a pena. Afinal, não é todos os dias que podemos viajar até ao Japão e voltar para casa no mesmo dia ;)

Apaixonados por Animes, Mangas ou pelo Japão em geral, não podem perder o Iberanime no próximo ano! E não, a localização não é desculpa pois o evento ocorre em Lisboa e no Porto.

Vemo-nos em Gondomar no próximo ano... Sayonara! 

Por Mariana Oliveira

segunda-feira, 15 de junho de 2015

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Anime: Wolf Children (2012)





Ficha Técnica

Título original: Ookami kodomo no Ame to Yuki
Ano: 2012
Género: Animação, Drama, Família, Fantasia
Duração: 117 minutos
Site oficial japonêshttp://www.ookamikodomo.jp/index.html
Site oficial inglês: http://wolfchildrenmovie.com/



Trailer 





Opinião

Gosto bastante deste género de Animes. Fazem-me sempre passar um bom momento, tranquilo e descontraído. Apesar de ter uma carga dramática, senti-me muito bem a vê-lo. Pela permisa, pensei que não tinha nada a ver comigo. De facto fala-nos de um rapaz que é.. lobisomem, e que se apaixona por uma humana. Ambos têm dois filhos. No anime seguimos a luta que esta mulher terá de empreender para esconder ao mundo a verdade sobre os seus filhos para os proteger. 

No fundo, apesar de descontraído, tomou alguns rumos mais sérios e fez-me pensar em várias questões como a descriminação e as dificuldades impostas pela sociedade às mulheres. 

Em geral penso que é um anime que agradará a miúdos e graúdos, apesar de pessoalmente achar que algumas cenas possam não ser pouco adequadas para os mais novos. 

Sinto também que houve aqui alguma influência dos grande clássicos do fabuloso Hayao Miyazaki que não sei se foi propositado. Todo o estilo do Anime é bastante realista tirando, claro, a questão dos lobisomens. As cenas que retratam a natureza são reais mas fabulosas. Uma sensação de paz interior invadiu-me em algumas cenas. 

Aconselho claramente o visionamento deste anime que, apesar de não ser dos meus favoritos de sempre, transformou-se numa referência importante em termos de animes.

Roberta Frontini

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