Mostrar mensagens com a etiqueta Séries. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Séries. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

0

E os melhores do ano 2017 são...


* Por Mariana Oliveira *


Este ano foi repleto de coisas boas! Consegui equilibrar o trabalho e responsabilidades da vida com momentos de lazer. Ao longo destes 12 meses li e vi algumas coisas menos boas, mas na sua generalidade posso dizer que foi um ano muito positivo J
Aqui ficam os meus preferidos de cada categoria:







Filme:
“O Primeiro Encontro” – Um filme de ficção científica que me levou às lágrimas tal é a profundidade do tema que aborda. (post de opinião aqui)













Livro: “As Intermitências da Morte” – A primeira leitura do ano conseguiu levar a cabo uma tarefa hercúlea: manter-se a minha favorita mesmo passados 12 meses e dezenas de outras leituras! (post de opinião aqui)














Anime: “My Hero Academia” – Há muito tempo que não via um anime que me entusiasmasse tanto. Acção, drama e humor na dose perfeita. Venham mais episódios! (post de opinião aqui)
















Manga: “Hideout” – Uma história de terror com uma componente dramática bastante intensa. E aquele final… (post de opinião aqui)













Entretenimento: “Release the Hounds” – Um programa de TV cujo objectivo é um grupo de participantes ultrapassar situações verdadeiramente aterradoras para levar um bom dinheiro para casa. De cada vez que via um episódio sentia que estava a ver um pequeno filme de terror. (post de opinião aqui)












Série: “Jamestown” – Não posso dizer que tenha adorado esta série. Mas como este ano apenas vi duas séries novas, esta foi a menos má do par! Basicamente, dediquei-me mais a ver temporadas novas de séries que me acompanham há anos. (post de opinião aqui






Espero que o vosso ano tenha sido repleto de coisas interessantes!

Um Feliz 2018 para todos,
Mariana

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

0

Série: Jamestown



Ano de Estreia: 2017
Género: Drama, Romance

* Por Mariana Oliveira * 


Desde que em criança vi a adaptação da história de “Pocahontas” que a colonização da América do Norte pelos ingleses passou a fazer parte da minha lista de assuntos de interesse. Por isso mesmo, mal ouvi falar na série “Jamestown” nem pensei duas vezes: eu tinha de vê-la!


Sinopse:
“A história tem como protagonistas três mulheres que no século XVII viajaram de Inglaterra para a Virgínia com o propósito de se casarem com os colonizadores que chegaram lá há anos atrás. Contudo a vida delas será tudo menos simples pois elas mal imaginam as peripécias que as esperam do outro lado do Atlântico…”


Opinião:
Depois de ver meia dúzia de episódios a melhor expressão que me ocorre para descrever aquilo que penso é a seguinte: “mais do mesmo”. É verdade, foi com desilusão que ao cabo de alguns episódios percebi que estava perante uma série com muito potencial mas que falhava na sua concretização.

Para começar, estamos perante um tipo de série que por norma é dos que menos me agrada. Refiro-me ao carácter “episódico” de "Jamestown", ou seja, quase que podemos ver episódios soltos visto que cada um tem um pequeno dilema com início, meio e fim no próprio episódio. Tudo bem que existe um fio condutor entre os diferentes episódios e alguns assuntos vão sendo desenvolvidos num espaço temporal mais longo, mas irrita-me esse tipo de mini-histórias que aparecem e são invariavelmente sempre resolvidas. Isso acaba por matar logo à partida o entusiasmo que poderia sentir visto que já sei que será mais um episódio em que “tudo está bem quando acaba bem”.

Ainda, habituada a ver séries de orçamentos elevados, confesso que estranhei a falta de cenários novos e até de actores na série. Quase tudo se passa em 4 ou 5 locais e o núcleo de actores com destaque é bastante reduzido. Apesar de a Virgínia daquele tempo ter umas paisagens de tirar o fôlego, a série acaba por parecer uma produção de baixo orçamento em que as personagens estão limitadas a meia dúzia de locais.


Não quero com tudo isto dizer que “Jamestown” é uma série terrível pois há, de facto, alguns pontos positivos. Refiro-me novamente às incríveis paisagens que temos a oportunidade de contemplar e às curiosas tradições dessa época que estou a gostar de conhecer. Apenas fico triste por ver uma ideia tão interessante e com um imenso potencial ficar-se por uma história mediana.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

2

Série: Taboo


Ano: 2017
Género: Drama
Produtores: Chips Hardy, Tom Hardy e Steven Knight


* Por Mariana Oliveira *


Quero agradecer à pessoa responsável pela série Taboo por ter decidido criar uma primeira temporada com apenas 10 episódios. Com isto libertaram mais rapidamente o meu tempo para ver séries que realmente valham a pena.
É com tristeza que digo isto pois quando parti para esta história estava bastante entusiasmada. A época que retrata - o século dezanove - bem como o conhecido actor com o papel de protagonista - Tom Hardy – faziam adivinhar uma série incrível. Até o genérico parecia guardar em si um misticismo contagiante!

Quando o primeiro episódio falhou em surpreender-me não entrei em pânico pois não era a primeira vez que tal acontecia (pois não meu caro amigo Dexter?). Contudo, quando começou a ser episódio atrás de episódio a despertar em mim um tremendo tédio de mãos dadas com constantes ataques de bocejos comecei a ficar preocupada. Estaria, pensei eu, perante uma das maiores desilusões dos últimos tempos? Não tardou muito até que a resposta a esta minha inquietante pergunta surgisse: “Não Mariana, esta não é UMA das maiores desilusões dos últimos tempos, é sim A maior desilusão. A primeiríssima, a vencedora dessa infame corrida rumo à meta das piores séries dos últimos meses.”

A ter em conta a boa classificação que Taboo tem no IMDb fiquei a pensar que o meu grupo de apoiantes não deverá ser muito grande. Contudo, acredito que certamente seremos alguns a detestar o ritmo demasiado lento da trama, a confusão constante das discussões e conspirações políticas retratadas bem como o facto de nos levarem a crer que alguma componente sobrenatural poderia vir a ser devidamente desenvolvida quando na verdade não o foi.

Apreciei o esforço do último episódio com uma cena de luta bem conseguida, mas adulterando completamente o ditado popular quanto a esse episódio o que tenho a dizer é o seguinte: “ Não é uma andorinha que salva a Primavera”.
Quanto à segunda temporada, quando estrear vou ver se consigo trocá-la por um pacote de gomas. Bem ficarei mais satisfeita.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

0

Série: American Gothic



Ano: 2016
Género: Mistério, Drama
Produtor: Corinne Brinkerhoff


* Por Mariana Oliveira *

“American Gothic” é o exemplo perfeito de uma série que parecia não ter uma história que possibilitasse grandes desenvolvimentos mas que, para minha agradável surpresa, acabou por dar “pano para mangas”!


Sinopse:
"American Gothic centra-se numa proeminente família de Boston que estremece depois da arrepiante descoberta que liga um dos seus membros a uma cadeia de assassinatos que duram há décadas. Impactantes segredos do passado e do presente, suspeitas, desconfiança e paranóia misturam-se numa história em que um deles pode ser um assassino, coisa que ameaça destruir e separar a família. A família estremece na sequência da arrepiante descoberta de que alguém do seu seio está ligado a uma infame série de assassinatos. Passados 14 anos, é reaberto o caso do “Assassino das Sinetas de Prata” e a família Hawthorne vê-se a duvidar se um dos seus poderia ser o autor dos horríveis assassinatos que abalaram a cidade de Boston. Com a revelação de chocantes segredos do passado e do presente, a crescente suspeita e paranóia de que um deles é um assassino ameaça desfazer a família em pedaços."


Opinião:
Sempre tive um fraquinho especial por histórias de assassinos em série. Toda a investigação policial envolvida para perseguir um assassino, na grande maioria dos casos extremamente inteligente, e conseguir interpretar todas as pistas sempre me deixou fascinada. Por isso mesmo, mal percebi que "American Gothic" tinha como premissa principal um assassino em série decidi que tinha de ver esta série!

Numa fase inicial temi que não conseguissem criar reviravoltas suficientes para manter a série interessante até ao fim. Afinal, o núcleo de actores é relativamente pequeno. Trata-se mesmo de uma única família da alta sociedade da qual se desconfia que um dos seus membros é um antigo assassino em série que nunca foi descoberto pela polícia.
Contudo, à medida que os episódios avançam cedo percebemos que esta é uma família repleta de telhados de vidro, uma vez que quase todos os seus membros têm segredos a esconder e um passado obscuro. 
É muito entusiasmante ver como esta história consegue manter-nos presos a cada episódio, confundindo-nos no momento certo quando achávamos que já sabíamos qual a identidade do assassino. 
A somar a tudo isto temos o glamour constantemente presente na série, que lhe dá um toque especial e a distingue de outras produções do mesmo género. Desde a casa da família até ao meio onde se movimentam, gosto desse toque especial que me transporta para um mundo acessível a muito poucas pessoas.
Aconselho sem reservas esta série a todos aqueles que não perdem por nada deste mundo uma boa história de mistério. Deixem-se levar pelo enredo dramático, extravagante e surpreendente de "American Gothic"! 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

2

Série: Humans



 Ano: 2015
Género: Ficção Científica, Drama
Realizador: Sam Donovan



* Por Mariana Oliveira *


A primeira vez que me deparei com uma história que levava a questão da inteligência artificial - todas as suas implicações éticas e morais - mais além foi há muitos anos atrás com o famoso filme "Inteligência Artificial".
Já nessa altura dei por mim a questionar-me sobre as possíveis consequências da incessante busca do Homem pela inveção de uma verdadeira inteligência artificial. Mal imaginava eu que todas essas dúvidas e dilemas voltariam com a série britânica "Humans".


Sinopse
"A inteligência artificial existe e num futuro não muito longínquo, será difícil distinguir os seres humanos das máquinas.
Esta é a premissa de "Humans" que combina ficção científica com thriller de acção e explora o impacto emocional que se produz quando a linha que separa os seres humanos dos robôs se torna cada vez mais ténue. A história tem lugar em Londres, num presente paralelo onde o novo e revolucionário aparelho electrónico, imprescindível para qualquer família, tem o nome de Synth (sistema de inteligência artificial altamente desenvolvido e de aparência semelhante aos humanos). A família Hawkins adquire um para os ajudar nas tarefas domésticas e acaba por descobrir que partilhar a vida com uma máquina pode ter consequências perturbadoras..."




Opinião
"Esta foi uma série que me perturbou mas num bom sentido, entenda-se! Gosto de histórias que me desafiam e me fazem ver a nossa sociedade de um ponto de vista diferente e "Humans" conseguiu precisamente isso.
É muito fácil, à primeira vista, distinguirmos os humanos dos robôs. Contudo, tudo se complica quando essas máquinas, para além de terem o mesmo aspecto que nós, também partilham da mesma capacidade de sentir.
Por tudo isto, esta série despertou em mim diversos dilemas. Afinal, se o Homem um dia for capaz de criar uma inteligência artificial, como a que é retratada nestes episódios, será depois capaz de definir convenientemente o seu lugar na sociedade? Junte-se a isto o facto de os robôs para além de terem o mesmo aspecto que nós e os mesmos sentimentos, serem mais inteligentes e fisicamente resistentes? Numa palavra: máquinas perfeitas? Será que algum dia conseguiríamos aceitar uma criação que ultrapassasse o seu criador? E será que os próprios robôs quereriam viver em comunhão connosco?!

Foram precisamente estas as principais questões que esta serie levantou. Foi por isso mesmo que achei esta uma história ímpar e a aconselho a todos aqueles que, tal como eu, gostam de uma boa trama que os faça pensar mais além.
Para complementar tudo isto, tenho de destacar o desempenho fenomenal dos actores a quem foram atribuídos os papéis de robôs. A sua performance foi tão brilhante que por momentos quase acreditava que se tratavam se verdadeiras máquinas!
Fica aqui uma recomendação para quem estiver à procura de uma série interessante e diferente das demais."

quinta-feira, 16 de junho de 2016

6

Série: Versailles




Ano: 2015
Género: Drama, Romance
Número de episódios: 10
Criadores: Simon Mirren e David Wolstencroft


* Por Mariana Oliveira *


Há várias anos que venho dizendo que ao contrário da maioria das pessoas que vê em Paris o ex-libris da nação francesa, para mim a cidade mais fascinante é Versalhes. O seu palácio e extraordinários jardins alimentam a minha fantasia há muito tempo e sonho com o dia em que poderei concretizar essa ambiciosa viagem.
Por tudo isto, mal soube que a RTP1 iria transmitir uma série televisiva cuja história retractava a construção do palácio, levada a cabo pelo famoso e excêntrico Luís XIV, percebi que não iria perder esta produção por nada neste mundo!

A história começa de uma forma algo “morna”, sendo que os primeiros episódios apenas mantêm a atenção do espectador muito por causa dos cenários incríveis, guarda-roupa impecável das personagens e festas/convívios exuberantes.
Contudo, à medida que a trama avança, começamos a conhecer os principais peões deste jogo, juntamente com as suas ambições e planos para as concretizar. Assim, começamos a realmente vivenciar esta história e percebemos que o drama e um enredo rico são características base em “Versailles”.

Apesar de sempre ter imaginado o Rei Luís XIV como alguém inacessível, frio e unicamente interessado nos bens materiais, gostei que tenham retratado o governante de uma forma mais humana nesta série. Assim, vemos um Luís XIV decidido e exuberante, mas que também sofre por aqueles que lhe são mais próximos e luta contra os seus próprios receios e dúvidas.
Sendo o clima de suspeita e traição uma constante nesta história, foi para mim muito interessante ir conhecendo aos poucos a motivação de cada uma das personagens à medida que revelavam a sua verdadeira face. Amigos que afinal são inimigos, nobres que na verdade pertencem ao povo… em “Versailles” as aparências iludem realmente e o rei precisa estar atento para perceber quem está de facto do seu lado e quem quer ver o seu império destruído.


Esta primeira temporada terminou de uma forma intensa e dramática, deixando-me com imensa vontade de continuar a acompanhar a história do Rei Sol e de um dos locais, a meu ver, mais bonitos em todo o mundo: Versalhes.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

0

Série: Into the Badlands


Ano: 2015
Género: Acção, Aventura, Drama
Nº de Episódios: 6
Criadores: Al Gough e Marles Millars


Uma parte significativa da minha infância e adolescência foi passada a ver filmes de artes marciais. Houve mesmo uma série que foi das minhas preferidas de sempre e que se baseava nessa temática: “Combate Mortal”.
Por isso mesmo, mal vi a publicidade anunciando a estreia da série “Into he Badlands” e percebi que as artes marciais estavam de volta não hesitei em vê-la!


História:
“Numa terra controlada por Senhores Feudais, esta é a história de um temível guerreiro e de um jovem especial que embarcam numa jornada rumo a um lugar cheio de perigos, em busca de conhecimento mas, acima de tudo, em busca da verdade.


Opinião:
“Vou começar por referir aquilo de que não gostei na série: o número de episódios. Seis episódios é muito pouco para uma história tão incrível, entusiasmante e interessante como esta!
Relativamente ao que gostei, irei tentar ser breve para não correr o risco de escrever um verdadeiro livro sobre a série.
Começando pelo mundo criado, fiquei surpreendida com esta mistura de antigo e moderno que os
produtores conseguiram imprimir na história. Esta ideia de senhores feudais em casais antigas, que remonta a tempos históricos, ao mesmo tempo que existem carros e motos criou uma combinação que tinha tudo para ser um fracasso mas que se revelou um autêntico sucesso.
Os cenários são igualmente incríveis e a aposta em cores vivas resulta num verdadeiro regalo para o espectador.
A história começa por ser muito simples mas, à medida que prosseguimos na trama, percebemos que há várias camadas a descobrir, várias conspirações e segundas intenções e diversas personagens com a sua própria agenda que potencialmente poderão dar a volta a toda a história.
Relativamente às cenas de luta, só posso dizer que ainda não acredito que numa série tenham investido em cenas tão complexas e elaboradas. Só poucos filmes no cinema costumam ter cenas assim, por isso mesmo dei por mim a repetir essas partes da série para poder apreciar devidamente cada movimento inteligentemente pensado.
Não reconheci nenhum actor, contudo, mesmo sem serem oscarizados e estrelas de Hollywood, considero que conseguiram encarnar na perfeição as suas personagens, dando credibilidade à história e fazendo-nos amar uns e odiar por completo outros. Não é isso mesmo que qualquer criador quer que a sua série suscite nos seus espectadores?


Para concluir, ainda estou a tentar descobrir a forma ideal de conviver com esta ansiedade causada por esta espera interminável pela segunda temporada que apenas estreará em 2017. Até lá, resta-me recomendar esta série a todos os amantes deste género de história. Acreditem em mim quando vos digo que não se arrependerão!"


Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 21 de abril de 2016

2

Série: Ficheiros Secretos (nova temporada)


Título Original: The X Files
Ano: 2016
Género: Ficção-Científica, Mistério, Drama
Nº de Episódios: 6
Produtor: Chris Carter


“Ficheiros Secretos” foi das primeiras séries que vi em toda a minha vida. Por mais estranho que possa parecer, eu via todos os episódios ainda antes de saber ler (não me perguntem como percebia a história sem ler as legendas…).
Acho que foi nessa altura que a minha paixão por histórias de terror teve início, com esta série de episódios repleta de situações assustadoras, caricatas e misteriosas. Contudo, as últimas temporadas mudaram o tom da série e os episódios voltaram-se quase exclusivamente para a temática dos extraterrestres. Apesar de ter visto todas as temporadas até ao fim, confesso que esta obsessão por seres de outros planetas me entediou e fez com que a série perdesse muito do seu brilho.

Mesmo assim, quando soube que este ano “Ficheiros Secretos” iria continuar com novos episódios, algo dentro de mim como que renasceu e, de repente, senti-me a recuar no tempo e a voltar à minha infância.
Estes novos episódios foram um misto de nostalgia e emoção. Ver novamente o mítico genérico, que felizmente não sofreu qualquer alteração, foi uma experiência quase surreal e confesso que ver os actores, muito mais velhos, me fez ter uma noção mais real do tempo que passou e do quanto eu própria mudei.
Mesmo tendo tido poucos episódios, esta continuação deu para todos os gostos: houve dois episódios completamente hilariante, dois episódios voltados para a temática dos extraterrestres e outros 2 histórias que fizeram relembrar os bons velhos tempos das primeiras temporadas da série.

Apesar de ter terminado com a acção completamente em aberto e a típica frustração ter aparecido por não me conformar com a espera que terei de enfrentar para saber o que acontecerá a seguir, voltar a ver “Ficheiros Secretos” foi uma sensação incrível: agora, tal como as personagens, estou mais madura e vejo a vida de uma forma completamente diferente; contudo o mistério e a curiosidade continuam a ser constantes no ser humano e é por isso que histórias como esta continuam a conquistar pessoas um pouco por todo o mundo.


Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 10 de março de 2016

1

Série: Guerra & Paz (BBC)

 
Ano: 2015
Género: Drama, Romance
Produção: BBC


Quando a BBC decide fazer uma mini-série não descanso enquanto não ficar informada de todos os detalhes. É que não é por acaso que a estação de televisão é conhecida por levar a bom porto produções absolutamente incríveis. 
Assim que percebi que a história retratada teria por inspiração um dos maiores clássicos da literatura de todos os tempos, "Guerra e Paz" de Tolstoi, não descansei enquanto não a vi. É que confesso que sempre temi aventurar-me nesta leitura e, desta forma, achei que ver a série seria uma boa forma de ficar a conhecer os contornos dessa história lendária.


Opinião:
"Confesso que os primeiros dois episódios não me fascinaram. Nesta fase inicial, como não estava familiarizada com nenhuma das personagens, senti-me um pouco à deriva à espera que a "história propriamente dita" começasse. Contudo, assim que percebi a linha de pensamento dos produtores e mergulhei por completo na trama fiquei completamente rendida!

No que diz respeito à produção propriamente dita, os custos astronómicos que a série acarretou para o canal são explicados logo no início quando vemos os cenários estonteantes, o guarda-roupa impecável e os locais de filmagens espectaculares. Nada foi deixado ao acaso e dei por mim a admirar com fascínio as casas, os salões de baile, os cenários de guerra... perfeito, perfeito, perfeito!!

Relativamente à história, não sei se foi por se tratar de uma mini-série que pretende retratar o que acontece numa obra extensa ou se o livro está mesmo escrito dessa forma, confesso que achei que tudo acontecia um pouco depressa demais. Saltos no tempo consideráveis (ex: o nascimento de um bebé que no episódio seguinte já aparecia com 2 ou 3 anos) acabaram por dificultar o meu apego às personagens. 
Contudo, tenho de admitir que acontecem tantas coisas ao longo desta história com tantas personagens que, tendo em conta o reduzido número de episódios da série, a BBC acabou por fazer um trabalho notável ao conseguir criar um fio condutor nesta trama.

Nos últimos episódios, como seria de prever, eu já estava mais do que rendida a esta série e sofri com cada reviravolta, cada morte e cada confronto. Estes episódios foram emocionalmente muito intensos e a realização esteve verdadeiramente sublime com cenas de tirar o fôlego onde os silêncios, os coros ou um simples olhar me arrepiaram por completo.
Foi incrível ver o sofrimento das personagens e o quanto elas tiveram de aprender ao longo desses anos de guerra e sofrimento sem, contudo, perderem a capacidade de amar e de apreciar a vida.

Terminada a série, confesso que fiquei algo dividida pois não consegui evitar questionar-me se não deveria ter lido o livro primeiro pois é algo que prefiro fazer sempre. Contudo, a série foi tão boa que acho que, nos próximos anos, não sentirei a necessidade de ficar a conhecer a obra mais a fundo. 
Esta é uma produção que aconselho a todos os apaixonados por romances históricos.
BBC, estiveste mais uma vez perfeita!!"

Por Mariana Oliveira

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

0

Canal FLAMES: Top 5 de Séries de 2015



Mais um ano passou e com ele séries fantásticas ficam no passado. Contudo, há algumas que vale a pena recordar. É este o meu Top 5 de Séries de 2015!!   :)



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

3

Série: Fear the Walking Dead

 
Ano: 2015 
Género: Drama, Terror 
Nº Episódios:
Produtor: Robert Kirkman 


Os mortos-vivos há décadas que serviam de inspiração para filmes de Hollywood. Contudo, foi a série “The Walking Dead” que lançou novamente esta “moda” fruto do enorme sucesso que tem tido desde a primeira temporada. Por isso mesmo, confesso que me surpreendi por terem demorado tanto tempo a criar um spin-off desta série. Quando finalmente o fizeram, foi com entusiasmo que decidi ver a primeira temporada de uma série que prometia muito: “Fear The Walking Dead”. 


Sinopse:
A história consiste numa prequela de “The Walking Dead”. Assim, em “Fear The Walking Dead” temos a oportunidade de ver como tudo começou: os primeiros infectados, as primeiras mortes e o pânico crescente que se generalizou por toda a população ao perceberem que algo de muito estranho se passava. 


 Opinião:
Se tivesse de descrever esta série numa única palavra seria: secante. E porquê? Porque simplesmente não acrescentou nada à série na qual se inspirou. Com uma temporada com apenas 6 episódios, esperava intensidade e dramatismo em todos eles, contudo tal não aconteceu pois alguns episódios foram quase desnecessários. 
Relativamente aos actores, não consegui estabelecer uma verdadeira ligação com nenhum deles. Aquele que ainda me cativou minimamente foi o jovem Nick, mas até esse conseguia ser irritante por vezes. 
Aquilo que mais me frustrou foi mesmo a falta de explicações. Tratando-se de uma série que pretende retratar o início do surto, acho incrível que em momento algum tenha havido qualquer tipo de explicação para o que se está a passar. Voltaram à velha receita do “estamos a ficar rodeados de mortos-vivos e só nos resta lutar e/ou fugir para evitarmos ser comidos”. Nada mais foi acrescentado, ficámos a saber o mesmo! 
Resumindo e concluindo, com “Fear the Walking Dead” ficamos a saber o que já sabíamos sobre a epidemia dos mortos-vivos, tudo pelos olhos de personagens que se esforçam demasiado para nos transmitir alguma coisa. Sei que estou um pouco sozinha neste barco porque aparentemente várias pessoas gostaram desta história. Contudo, se todos gostássemos do amarelo o mundo seria um lugar bem tristonho! Vou esperar pela segunda temporada para ver os primeiros episódios. Se verificar que a pasmaceira se mantém, provavelmente irei desistir e vou cingir o meu conhecimento sobre as andanças dos morto-vivos à série “The Walking Dead” que é uma verdadeira lição de como fazer uma boa história baseada nos comedores de cérebros que há décadas nos aterrorizam.


Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

0

Série: Sleepy Hollow

 
Ano: 2013
Género: Policial, Mistério, Sobrenatural
Produtores: Phillip Iscove, Alex Kurtzman, Roberto Orci e Len Wiseman


Ainda sou daquelas pessoas que se deixa convencer pela publicidade que vê na TV sobre novas séries. E foi precisamente isso que aconteceu com "Sleepy Hollow": uma apresentação interessante e puff! lá estava eu a programar as minhas segundas-feiras à noite das semanas seguintes.


Sinopse:
"Ichabod Crane ressuscita numa misteriosa gruta apenas para perceber que tinha viajado 250 anos para o futuro e que se encontra no ano de 2013. Sem perceber a dimensão daquilo que lhe aconteceu, Ichabod alia-se a Abbie Mills, uma jovem agente da polícia, na tentativa de deter um terrível cavaleiro sem cabeça que apareceu na cidade de Sleepy Hollow e que traz consigo a promessa de uma maldição que colocará em risco toda a vida à face da Terra."  


Opinião:
"Existem várias adaptações da famosa história de Washington Irving, "A lenda do cavaleiro sem cabeça", e "Sleepy Hollow" é mais uma delas trazendo-lhe, contudo, um toque mais moderno ao apresentar uma história passada na actualidade.
Apesar de o primeiro episódio ter sido bastante interessante, foi com pena minha que os episódios subsequentes não conseguiram manter a qualidade com que a série tinha começado. "Sleepy Hollow" tornou-se, assim, em apenas mais uma série sem grande conteúdo e com direito a todos os clichés possíveis e imaginários. Até o próprio protagonista, Ichabod Crane, acabou por me enervar com a sua tentativa de ser o típico herói cheio de piada e com um sentido de oportunidade perfeito.
Já ouvi dizer que mais para a frente a história ganha um novo fôlego e toma um rumo mais interessante, mas receio bem não conseguir resistir até lá...
Acho que vou ver mais uns 2 ou 3 episódios e se, até aí, "Sleepy Hollow" não melhorar, terei que desistir pois não há paciência que aguente uma série que, permitam-me o trocadilho com o título da história, me deixe sempre tão sleepy a cada episódio que vejo!"


Actualização da opinião feita a 26/09/2015:

"Bem, tal como disse, decidi aventurar-me por mais 2 ou 3 episódios e... ainda bem que o fiz! Não há dúvida de que quem dizia que com o avançar da trama a série melhorava substancialmente não estava a mentir. A história ganha, de facto, todo um novo brilho e fica muito mais interessante. O resultado? Já vou na segunda temporada e estou a gostar muito. Por isso mesmo, se tal como eu sentirem um certo desinteresse numa fase inicial de "Sleepy Hollow", não desistam e persistam pois há grandes chances de virem a gostar.
Boas séries!


Por Mariana Oliveira 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

0

Série: Coração das Trevas

 
Título Original: Heartless
Género: Drama, Mistério
Ano: 2014
País de Origem: Dinamarca


A RTP2 já há muito que habituou os seus telespectadores a séries europeias, com especial incidência nas dinamarquesas. Confesso que não tenho seguido muitas delas mas depois de ver a publicidade de "Coração das Trevas" decidi que não podia, de maneira nenhuma, perder esta história!


Sinopse:
“Coração das Trevas” é uma série onde o sobrenatural, o mistério e um fatal segredo nos envolvem. Sebastian e Sofie são dois irmãos adolescentes que têm um misterioso e fatal segredo: para permanecerem vivos são obrigados a alimentarem-se da energia vital das pessoas que os rodeiam, tal como os vampiros se alimentam de sangue humano. Em busca de respostas para a sua misteriosa maldição, são conduzidos para o obscuro e conservador colégio interno de Ottmannsgard, onde dão por si a fazer os mais incríveis malabarismos na sua vida de adolescentes originados pelos estranhos impulsos. As investigações revelam que a maldição remonta há cerca de 400 anos, data da construção da escola. Contudo, nem tudo é o que parece e os dois irmãos poderão estar em perigo pois o sobrenatural está, literalmente, em todo o lado..."


Opinião:
"Confesso que o facto de a série estar em dinamarquês me causou alguma confusão, apesar de não ser a primeira que vi nesta língua. Contudo, passado algum tempo como que nos habituamos e deixamos de reparar nesse pormenor.
Apesar de o início ser algo morno, rapidamente "entrei" no espírito da série e me deixei levar pelo tom sombrio que a rodeia. De facto, "Coração das Trevas" mais do que uma série de terror é uma produção com bastante drama e mistério. 
Um detalhe que não sei se outras pessoas repararam é que todas, mas mesmo todas as cenas que decorrem durante o dia no interior do colégio foram gravadas sem que houvesse um único vestígio de electricidade presente. A única luz era a que conseguia entrar pelas janelas, um factor que contribuiu bastante para sublinhar o tom sombrio da história.
Ao longo da série acompanhamos os esforços dos dois irmãos em busca de saberem qual a sua identidade mas também temos pequenos presentes sob a forma de viagens ao passado, mais precisamente 400 anos, nas quais acompanhamos os acontecimentos que deram origem à actual condição sobrenatural dos dois irmãos. Sem dúvida que essas cenas foram as minhas favoritas pois tenho um especial fascínio por essa época.

Os últimos episódios são, sem sombra de dúvida, os mais interessantes pois a história já foi bastante desenvolvida e novos contornos e reviravoltas já foram apresentados. Contudo, foi com bastante pena e frustração que percebi que a RTP2 decidiu apenas transmitir 5 episódios da série (que foram produzidos em 2014) deixando de parte 3 episódios que foram transmitidos em 2015 na Dinamarca. Conclusão? A história ficou por terminar! Logo quando estava no seu pico, eis que ficámos sem saber o seu desfecho. Não me parece correcta esta atitude por parte do canal, mas ainda tenho esperança de que acabem por transmitir os episódios que faltam. Ou isso ou ficarei para sempre sem saber como termina esta interessante e intensa série."

Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 2 de julho de 2015

0

Série: Wayward Pines



Ano: 2015
Género: Mistério, Drama, Ficção Científica
Produtor: Chad Hodge


O que me levou a ver esta série foi todo o mistério que se criou à sua volta. Basicamente, tudo foi apresentado e ao mesmo tempo nada foi dito. Por isso mesmo, foi com grande curiosidade que, há bastantes semanas atrás, comecei a acompanhar esta história.


Sinopse:
"O agente dos serviços secretos americanos, Ethan Burke, acorda na cidade de Wayward Pines depois de ter sofrido um violento acidente de carro. Depressa Ethan percebe que esta não é uma cidade como todas as outras e que sair dela poderá ser bem mais difícil do que pensava."


Opinião:
"Basicamente, até ao momento divido esta série em duas partes. 
Os primeiros episódios têm um nível de mistério de tal forma intenso que dei muitas por mim a perguntar "mas afinal o que se passa nesta cidade?!". Os mistérios e situações estranhas sucedem-se a um ritmo vertiginoso e o espectador é sugado para este universo de suspeição. Contudo, apesar de não fazermos a mínima ideia do que se passa na série, a curiosidade é tal que nos sentimos obrigados a ver episódio atrás de episódio. 
A segunda parte começa quando, finalmente, nos é dado a conhecer aquilo que realmente se passa em Wayward Pines. A partir daqui, o tom da história muda completamente e entramos numa fase igualmente interessante, com uma componente de ficção científica muito mais evidente.
Apesar de ainda não ter terminado, prevejo que a qualidade se mantenha nesta interessante série, não só pela história que contém, mas também pelo leque de talentosos actores que apresenta.
Já fazia falta uma série como Wayward Pines para agitar o panorama actual do mundo das séries norte-americanas!"

Por Mariana Oliveira

segunda-feira, 13 de abril de 2015

0

Série: A Herança


 Título Original: Arvingerne
Ano: 2010
Género: Drama
Realizadores: Jesper Christensen, Heidi Maria Faisst, Louise N. D. Friedberg
País de Origem: Dinamarca



Porquê? Porquê?! Porquêêêê??
Todos cometemos erros e ter sido teimosa e decidir ver toda a série "A Herança" até ao fim foi o meu mais recente deslize.
 

Sinopse:
"A morte de uma matriarca põe a descoberto um conjunto de segredos familiares relacionados com a sua herança. A história desenrola-se no lendário solar Gronnegaard, no sul da Dinamarca, onde a artista internacionalmente conhecida, Veronika Gronnegaard viveu uma excêntrica e colorida vida desde os anos 60. A série acompanha o crescimento dos seus quatro filhos, cuja infância livre e caótica em Gronnegaard deixou as suas marcas em diferentes aspetos. Antes de falecer, Veronika deixa o solar para a sua filha Signe, que deu para adopção décadas antes. Signe vive numa sossegada zona residencial na cidade e nunca teve conhecimento da sua filiação. O que deveria ser uma tranquila partilha de bens revela-se uma teia de segredos e mentiras que revoluciona as suas vidas, forçando-os a verem-se uns aos outros e a eles próprios com outros olhos."


Opinião:
Depois de ouvir várias pessoas a louvar a iniciativa da RTP2 de transmitir séries europeias que seriam difíceis de ver em qualquer outro canal decidi começar a acompanhar o canal com "A Herança". O que poderia correr mal? Bem.... simplesmente tudo! Acredito que a maioria não concorde comigo pois esta é uma série muito apreciada, os seus vários prémios são a prova disso, mas eu não podia deixar de defender o meu ponto de vista. Vamos então aos motivos que me fizeram considerar uma completa perda de tempo ter visto esta série:
- Inicialmente a história parece ser promissora, contudo com o passar dos episódios parece que a trama não avança e andamos sempre à volta das mesmas questões. Tudo bem que estamos a acompanhar a disputa de uma herança e esse é o ponto central da história, mas senti a falta de mais elementos na série para tornar a história mais interessante.
- As personagens.... AS PERSONAGENS!! Acho que nunca me tinha acontecido chegar ao fim de uma história sem ter sentido o mínimo de empatia com alguém! Não acredito que se trate de uma diferença cultural, pois estou habituada a ver produções europeias e de outros continentes, simplesmente achei que eram todos extremamente frios. Para mim, falharam em transmitir qualquer emoção.
- O final... Para começar, alguns pormenores sobre o final foram bastante previsíveis lodo desde o meio da série. E o que não foi previsível foi simplesmente estúpido. Sinceramente, senti que quiseram dar um toque especial ao final mas acabaram por deixar uma sensação de vazio; não pude deixar de sentir que ficou a faltar algo.

Contudo, nem tudo foi completamente mau. Aqui está um factor de que gostei: esta série foi bastante real, ou seja, não houve lugar para grandes invenções que fugissem à vida real. As personagens poderiam muito bem ser os nossos vizinhos, pessoas com virtudes, defeitos, que têm dias bons e outros menos bons nas suas vidas. Para além disto não consigo pensar em mais nada de que tenha gostado.

Vou, definitivamente, informar-me melhor da próxima vez que queira aventurar-me numa série da RTP2.


Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 5 de março de 2015

0

Série: American Horror Story - Freak Show



Ano de estreia: 2014
Nº Episódios: 13
Género: Terror


Se há uma produção que não pára de me surpreender é a "American Horror Story". Uma ideia genialmente criada em que diferentes temporadas têm vários actores em comum mas histórias completamente distintas.


Sinopse:
"Em "American Horror Story - Freak Show" viajamos até ao ano de 1952 para acompanhar um circo de aberrações: pessoas com mutações do mais extremas que há. Esse circo, dirigido pela destemida Elsa Mars, decide assentar o seu acampamento na cidade de Júpiter, no estado da Flórida, numa altura que coincide com o início de uma série de macabros e misteriosos crimes. Tal coincidência leva a população local a suspeitar do curioso grupo de artistas circenses, mas serão eles os verdadeiros assassinos? É este o início de uma história intensa, repleta de surpresas e personagens marcantes."


Opinião:
Gostei muito, mas mesmo muito desta temporada! A época em que decorre é muito interessante e a caracterização das personagens e dos cenários está absolutamente perfeita e faz-nos acreditar, realmente, que estamos na década de 50.
A história que começa com um único fio condutor, acaba por trilhar diferentes caminhos ao aparecerem novas personagens e ao ser mais explorado o passado de cada uma.
Tal como é habitual em "American Horror Story", os seus criadores conseguiram transmitir aquela sensação estranha de loucura e extremismo em várias cenas, a par de uma sensação algo psicadélica. É incrível como conseguem trabalhar os cenários, os ângulos das câmaras e as expressões dos actores de forma a chocar e ao mesmo tempo agradar o espectador.
O final da temporada foi muito satisfatório e esta foi das poucas vezes em que  achei que uma história terminou da forma que devia ter terminado e com tudo explicado e resolvido.
Não sei se mais temporadas de American Horror Story irão ver a luz do dia mas caso decidam continuar com esta alucinante série, cá estarei eu para ver e... apreciar!


Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

0

Série: Gran Hotel




Ano de estreia: 2011
Género: Drama, Mistério, Romance
Nº Episódios: 39
País de Origem: Espanha


A minha saga nas séries espanholas continua e desta vez a minha escolha deveu-se ao actor que veste a pele de protagonista, Yon González, pois já era fã do seu enorme talento desde que o vi na série "O Colégio da Lagoa Negra".


A história decorre no início do século XX num local absolutamente deslumbrante e glamoroso: o Gran Hotel. Depois de deixar de receber notícias da sua irmã Cristina, uma criada no hotel, Julio decide começar a trabalhar no famoso hotel para descobrir o mistério por detrás do desaparecimento da sua irmã. Contudo, ele mal imaginava que estava prestes a ver-se envolvido numa teia de conspirações e segredos que se escondem entre as paredes do Gran Hotel.


Aquilo que me chamou a atenção logo no primeiro episódio foi o incrível guarda-roupa e os fantásticos cenários da série. Todas as personagens estão vestidas a rigor, com roupas pensadas ao mais ínfimo pormenor, e a decoração do hotel e a paisagem circundante são sublimes. Um verdadeiro regalo para a vista!
Em relação aos actores, a sua qualidade nem se pode por em causa pois já me habituei ao profissionalismo e capacidades dos actores do nosso país vizinho.
Agora, no que diz respeito à história em si, já não posso tecer apenas opiniões positivas. Se é verdade que os mistérios e as reviravoltas são uma constante e nos mantêm presos à série, não posso deixar de referir o ritmo da acção que por vezes é demasiado lento e o desenvolvimento de certas situações que são algo previsíveis. Por vezes, dou por mim a imaginar o quão melhor seria esta história se se retirasse alguns clichés que são completamente desnecessários e se acelerasse um pouco o desenrolar de certas cenas.
Contudo, no geral, é uma série que vale a pena ser vista, principalmente pelos fãs de histórias de época (grupo no qual me incluo) que irão encontrar em "Gran Hotel" uma história entusiasmante, glamorosa e inesquecível. 


Por Mariana Oliveira

1%

1%