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quinta-feira, 14 de julho de 2016

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Série: Humans



 Ano: 2015
Género: Ficção Científica, Drama
Realizador: Sam Donovan



* Por Mariana Oliveira *


A primeira vez que me deparei com uma história que levava a questão da inteligência artificial - todas as suas implicações éticas e morais - mais além foi há muitos anos atrás com o famoso filme "Inteligência Artificial".
Já nessa altura dei por mim a questionar-me sobre as possíveis consequências da incessante busca do Homem pela inveção de uma verdadeira inteligência artificial. Mal imaginava eu que todas essas dúvidas e dilemas voltariam com a série britânica "Humans".


Sinopse
"A inteligência artificial existe e num futuro não muito longínquo, será difícil distinguir os seres humanos das máquinas.
Esta é a premissa de "Humans" que combina ficção científica com thriller de acção e explora o impacto emocional que se produz quando a linha que separa os seres humanos dos robôs se torna cada vez mais ténue. A história tem lugar em Londres, num presente paralelo onde o novo e revolucionário aparelho electrónico, imprescindível para qualquer família, tem o nome de Synth (sistema de inteligência artificial altamente desenvolvido e de aparência semelhante aos humanos). A família Hawkins adquire um para os ajudar nas tarefas domésticas e acaba por descobrir que partilhar a vida com uma máquina pode ter consequências perturbadoras..."




Opinião
"Esta foi uma série que me perturbou mas num bom sentido, entenda-se! Gosto de histórias que me desafiam e me fazem ver a nossa sociedade de um ponto de vista diferente e "Humans" conseguiu precisamente isso.
É muito fácil, à primeira vista, distinguirmos os humanos dos robôs. Contudo, tudo se complica quando essas máquinas, para além de terem o mesmo aspecto que nós, também partilham da mesma capacidade de sentir.
Por tudo isto, esta série despertou em mim diversos dilemas. Afinal, se o Homem um dia for capaz de criar uma inteligência artificial, como a que é retratada nestes episódios, será depois capaz de definir convenientemente o seu lugar na sociedade? Junte-se a isto o facto de os robôs para além de terem o mesmo aspecto que nós e os mesmos sentimentos, serem mais inteligentes e fisicamente resistentes? Numa palavra: máquinas perfeitas? Será que algum dia conseguiríamos aceitar uma criação que ultrapassasse o seu criador? E será que os próprios robôs quereriam viver em comunhão connosco?!

Foram precisamente estas as principais questões que esta serie levantou. Foi por isso mesmo que achei esta uma história ímpar e a aconselho a todos aqueles que, tal como eu, gostam de uma boa trama que os faça pensar mais além.
Para complementar tudo isto, tenho de destacar o desempenho fenomenal dos actores a quem foram atribuídos os papéis de robôs. A sua performance foi tão brilhante que por momentos quase acreditava que se tratavam se verdadeiras máquinas!
Fica aqui uma recomendação para quem estiver à procura de uma série interessante e diferente das demais."

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2 comentários:

  1. Inteligência artificial sempre foi dos temas que mais me fascinou. Desde o livro "Godel, Escher, Bach" que li quando era adolescente e que me fez pensar na altura que IA nunca ia ser boa o suficiente, à série "battlestar galactica" que embora o final seja fraco tem muitas ideias interessantes e assustadoras, até ver de repente a computação ganhar GO ao melhor humano, que pode parecer estranho isto ser importante mas está muito além de uma vitória à conta de memória e força bruta que os humanos não têm e faz mesmo pensar que o ser humano possa ter sido apenas um passo na evolução do ser final que provavelmente será só robótico.

    Recentemente ver a Ted Talk "Ray Kurzweil: Get ready for hybrid thinking" volta a dar a sensação que não vamos ser completamente postos fora por IA mas simplesmente vamos acabar por nos adaptar (o que vai ser muito interessante) :)

    De qualquer modo, obrigado pelo post sobre esta série, (assim que tiver tempo) vou começar a ver.

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    Respostas
    1. Olá Eduardo.
      Eu é que agradeço pelo teu comentário que me deu dicas interessantes para também eu ver mais umas histórias sobre inteligência artificial!

      Abraço, Mariana.

      Eliminar

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