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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

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E os melhores do ano 2017 são...


* Por Mariana Oliveira *


Este ano foi repleto de coisas boas! Consegui equilibrar o trabalho e responsabilidades da vida com momentos de lazer. Ao longo destes 12 meses li e vi algumas coisas menos boas, mas na sua generalidade posso dizer que foi um ano muito positivo J
Aqui ficam os meus preferidos de cada categoria:







Filme:
“O Primeiro Encontro” – Um filme de ficção científica que me levou às lágrimas tal é a profundidade do tema que aborda. (post de opinião aqui)













Livro: “As Intermitências da Morte” – A primeira leitura do ano conseguiu levar a cabo uma tarefa hercúlea: manter-se a minha favorita mesmo passados 12 meses e dezenas de outras leituras! (post de opinião aqui)














Anime: “My Hero Academia” – Há muito tempo que não via um anime que me entusiasmasse tanto. Acção, drama e humor na dose perfeita. Venham mais episódios! (post de opinião aqui)
















Manga: “Hideout” – Uma história de terror com uma componente dramática bastante intensa. E aquele final… (post de opinião aqui)













Entretenimento: “Release the Hounds” – Um programa de TV cujo objectivo é um grupo de participantes ultrapassar situações verdadeiramente aterradoras para levar um bom dinheiro para casa. De cada vez que via um episódio sentia que estava a ver um pequeno filme de terror. (post de opinião aqui)












Série: “Jamestown” – Não posso dizer que tenha adorado esta série. Mas como este ano apenas vi duas séries novas, esta foi a menos má do par! Basicamente, dediquei-me mais a ver temporadas novas de séries que me acompanham há anos. (post de opinião aqui






Espero que o vosso ano tenha sido repleto de coisas interessantes!

Um Feliz 2018 para todos,
Mariana

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

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Filme: It (Projecto Halloween)



Ano: 2017
Género: Terror
Realizador: Andy Muschietti


* Por Mariana Oliveira *




Há alguns anos que tinha vontade de ler o livro “It” de Stephen King, contudo as suas várias centenas de páginas sempre me dissuadiram a isso. Por isso mesmo, fui sempre adiando esta leitura. Agora podem imaginar a minha satisfação quando soube que iriam fazer uma adaptação ao cinema! Sim, sei perfeitamente que ler o livro e ver o filme são duas coisas completamente distintas mas neste caso optei pelo caminho mais fácil e fui directamente ao cinema. Por favor, não me julguem…


Sinopse:
“Um grupo de 7 amigos, conhecidos como “Os falhados” decidem investigar o desaparecimento do irmão de um deles, de quem não se sabe o paradeiro há um ano. Contudo, essa foi apenas uma das várias crianças e adolescentes que desapareceram da pequena cidade de Derry nos últimos meses. Aterrorizados, pais e filhos cumprem um recolher obrigatório até que se consiga perceber quem, ou o quê, anda a raptar sem piedade os jovens da cidade.”


Opinião:
Quando entrei na sala de cinema para a sessão da noite estava com bastante receio de o filme ser demasiado assustador. Tinha visto o trailer e ficado arrepiada, por isso estava à espera de encontrar o vilão mais aterrorizador de todos os tempos.
Vamos então por partes para que eu possa explicar porque é que comecei cheia de medo e terminei algo desiludida.

Inicialmente as cenas com o mítico palhaço são muito assustadoras. O seu sorriso arrepiante, a forma estranha como fala e o modo como corre (acreditem que ele corre de uma maneira perturbadora) deixaram-me completamente arrepiada. O problema prendeu-se, a meu ver, com a duração do filme e a quantidade de vezes que o palhaço apareceu. É que o filme tem mais de 2h e o palhaço aparece imensas vezes. Assim, este efeito de repetição permitiu-me, aos poucos, ficar imune ao efeito aterrorizador do palhaço e nas cenas finais para mim não passava de isso mesmo, um simples palhaço com tendências assassinas.
Não é só o palhaço assassino que aterroriza os jovens do clube dos Falhados, já que outros seres sobrenaturais são utilizados pelo vilão para amedrontar os protagonistas do filme. No entanto, esses nunca me assustaram. Por tudo isto, fiquei desiludida pois estava à espera de sair completamente arrepiada da sala de cinema e não foi isso que aconteceu.

Em relação aos momentos de humor da história, é verdade também há momentos mais descontraídos, não pude deixar de me divertir com este grupo de amigos que me recordou a minha infância: uma época em que brincávamos no exterior, em que ainda não nos tínhamos rendido às novas tecnologias e passávamos o dia todo na brincadeira até o sol se pôr.


Depois de ver o filme, fiquei curiosa com o livro. Duvido que algum dia venha a lê-lo, mas não posso deixar de questionar-me se a versão escrita desta histórica será realmente aterrorizadora. Provavelmente nunca terei uma resposta para esta questão…

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

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Filme: A Torre Negra


Título Original: The Dark Tower
Ano: 2017
Género: Fantasia, Aventura
Realizador: Nikolaj Arcel


* Por Mariana Oliveira *


Às vezes decido ir ao cinema em cima da hora, fruto da influência de quem me acompanha no momento, e dou por mim a entrar na sala sem ter visto sequer o trailer do filme em questão. Não considero que isto seja obrigatoriamente mau, visto que o factor surpresa muitas vezes motiva-me mais a ver algo do que quando já sei à partida o que me espera.
Foi precisamente isto que me aconteceu com “A Torre Negra”, uma adaptação ao grande ecrã baseada numa ideia original do mítico escritor Stephen King.


Sinopse:
“Há outros mundos para além deste…
O Pistoleiro Roland Deschain encontra-se preso numa batalha eterna contra o seu maior inimigo, o feiticeiro Walter O’Dim, também conhecido como o Homem de Negro. O objectivo do Pistoleiro é impedir que o Homem de Negro destrua a Torre Negra, um edifício que mantém o equilíbrio no Universo. Contudo, o temível feiticeiro detém um poder incrível e vai ser necessário ao mítico pistoleiro usar todo o seu talento para conseguir proteger-nos a todos da uma eminente destruição.”


Opinião:
 Aos poucos tenho vindo a render-me ao talento de Matthew McConaughey por isso vê-lo aqui no papel de vilão, sendo para mim a primeira vez, foi uma agradável surpresa. Acho que o papel lhe encaixou que nem uma luva pois o seu sorriso irónico e a sua postura extremamente confiante de quem é capaz de conquistar o universo sem o mínimo esforço tornaram-no num feiticeiro simultaneamente temível e admirável.

Relativamente à história em si, esta questão dos pistoleiros capazes de manobrar pistolas de uma forma sobre-humana fez-me lembrar por momentos do filme “Wanted”, no qual Angelina Jolie e companhia conseguem controlar a trajectória de qualquer bala chegando, inclusive, a criar incríveis trajectórias curvas (para quem nunca viu este filme, aproveito para aconselhá-lo pois vale mesmo a pena!).

Gosto particularmente de um filme que pegue num tema e o explore convenientemente e em “A Torre Negra” fiquei agradada com as principais cenas de acção em que o pistoleiro Roland demonstra porque é que é conhecido por todos os habitantes do seu planeta como um dos maiores manobradores de pistolas.

Contudo, senti que algo ficou aquém das expectativas.  É que, a meu ver, quando entramos no género fantástico num filme tudo é possível e temos a oportunidade de explorar esse universo ao limite. Em “A Torre Negra” senti a falta de ainda mais cenas de acção, os monstros que foram surgindo não tiveram o devido destaque pois o seu contributo no filme foi demasiado pontual e breve, e o próprio conceito da Torre Negra e dos diversos planetas foi explicado de uma forma algo superficial. Mais 30 minutos no filme para desenvolver estes aspectos teriam contribuído imenso para a qualidade deste trabalho.

Assim, esta ida ao cinema acabou por ser prazerosa mas deixou-me com a sensação de que a oportunidade de criar algo épico tinha sido desperdiçada. 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

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Filme: Como água para chocolate (1992)



Trailer

Opinião 
(Roberta Frontini)

Por vezes quando não temos quaisquer expectativas em relação a um filme, podemos deparar-nos com uma boa surpresa.
Foi o que me aconteceu com este filme. Calhou eu estar acordada e começar a dar. Como grande fã de livros decidi dar-lhe uma oportunidade, até porque sempre me pareceu que este não era um livro que me pudesse encher as medidas (recorde-se que este filme é uma adaptação da obra com o mesmo nome de Laura Esquivel).
Não sei se alguma vez lerei a ou se, caso o faça, chegarei à conclusão que não devia ter visto o filme antes. Ficará para depois. Neste momento no entanto estou grata por ter dado uma oportunidade a esta história de amor. 

A história pode ser vista no trailer que deixo em cima, mas basicamente conta a história de amor entre Tita e Pedro. Ambos estão apaixonados, mas o seu amor é proibido. De facto, Tita terá de tomar conta da mãe quando esta envelhecer, pelo que nunca se poderá casar. Para que ambos consigam, no entanto, ficar mais perto um do outro, Pedro acede casar com a irmã de Tita. 

Para além da história ser interessante, o filme pareceu-me mesmo muito bem conseguido. Os prémios e nomeações que teve comprovam de certa forma a qualidade da mesma: BAFTA 1994 (Indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira); Globo de Ouro 1993 (Indicado na categoria de melhor filme em língua estrangeira); Prêmio Goya 1993 (Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro de língua espanhola); Festival de Gramado 1993 (Venceu nas categorias de melhor atriz [Lumi Cavazos] e melhor actriz coadjuvante [Claudette Maillé]; Escolhido como melhor filme pelo júri popular;
Indicado ao Kikito na categoria de melhor filme latino.

O contexto histórico que se vivia na altura também é muito bem apresentado aqui, e aprendi bastante sobre uma cultura que desconheço. Deveras interessante também a forma como a comida desempenha, ao longo de toda a história, um papel preponderante. A magia, o místico, a realidade, o ridículo, o exagero, o amor, tudo se mistura. Aconselho a que dêem uma oportunidade. 


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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Filme: Valerian e a Cidade dos Mil Planetas



Título Original: Valerian and the City of a Thousand Planets
Ano de Estreia: 2017
Género: Ficção-Científica, Acção
Realizador: Luc Besson

 * Por Mariana Oliveira *


Quando me falam num filme de ficção científica fico sempre com esperança de me cruzar com uma pérola do género do filme “O Primeiro Encontro”, que é o mesmo que dizer que espero estar perante uma produção que me desafie e ponha a massa cinzenta a trabalhar.
Infelizmente, nem sempre isso acontece e para minha tristeza “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” acabou por ser apenas mais um filme de ficção-científica.

O filme europeu mais caro de sempre não se poupou no que aos efeitos especiais diz respeito: cenas de acção soberbas, cenários de tirar o fôlego e uma caracterização exímia. Imaginação é o que não falta nesta história onde criaturas de todas as formas aparecem e a tecnologia está num nível de desenvolvimento que desafia o nosso entendimento.


Contudo, achei a história demasiado previsível. Por isso mesmo foi com alguma desilusão que percebi que este filme não conseguiu demarcar-se dos demais filmes deste género que apostam tudo nos efeitos especiais mas que pecam pela simplicidade da sua história. Não posso dizer que tenha sido uma ida ao cinema completamente desperdiçada, no entanto consigo pensar em muitos outros filmes que gostaria de ter passado essa tarde a ver ao invés desse.
Desculpem-me as parcas palavras, mas é só isto que tenho a dizer sobre este filme pois nada mais de relevante me despertou a atenção.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

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Filme: Piratas das Caraíbas - Homens mortos não contam histórias




Título Original: Pirates of the Caribbean – Deadmen tell no tales
Ano de Estreia: 2017
Género: Aventura, Fantasia, Acção
Realizadores: Joachim Ronning, Espen Sandberg

* Por Mariana Oliveira *


Há muitos, muitos anos atrás vi, tal como provavelmente metade da população mundial, o primeiro filme da saga “Piratas das Caraíbas”. Naquela altura ninguém, nem mesmo os produtores, poderia adivinhar o sucesso que o capitão Jack Sparrow teria e que iria tornar esta saga numa das mais icónicas dos últimos anos.

Desde essa estreia alguns filmes se seguiram contudo acabei por não ver nenhum deles. Se me perguntarem porquê nem eu mesma saberei explicar, mas por algum motivo acabei por nunca mais ver nenhum dos filmes posteriores até 2017, ano em que voltei às salas de cinema para ver “Piratas das Caraíbas – Homens mortos não contam histórias”.

Aquilo que mais me surpreendeu foi perceber que me tinha esquecido por completo o quão divertidos estes filmes podem ser. Como decorreram tantos anos desde que tinha visto o famoso pirata pela primeira vez, já não me recordava dessa personagem tão cómica e peculiar.
Diga-se o que se disser, Jack Sparrow é a alma desta saga. Para mim, são os momentos inusitados em que está constantemente envolvido que tornam as suas aventuras tão engraçadas. É verdade que os efeitos especiais são incríveis (há uma cena com o Jack Sparrow muito mais jovem em que a qualidade dos efeitos está tão boa que fiquei de boca aberta!) e as cenas de acção muito bem construídas, mas tirem este pirata de cena e tudo o resto perde o interesse.


Relativamente à história de fundo propriamente dita e ao desenvolvimento das personagens, não sou certamente a pessoa ideal para opinar visto que não vi todos os filmes, tal como referi anteriormente, mas diz alguém que me acompanhou que é um fã acérrimo da saga que este foi um bom filme com um momento bastante dramático no final. Eu acredito no que ele diz.
Ficarei agora à espera do próximo filme, que não duvido que venha a ser feito. Entretanto, provavelmente vou ver os anteriores para ficar realmente imersa nesta história!  

quinta-feira, 1 de junho de 2017

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Filme: O Primeiro Encontro



Título Original: Arrival
Ano: 2016
Género: Ficção Científica, Drama
Realizador: Denis Villeneuve

* Por Mariana Oliveira *


Depois de várias pessoas me terem recomendado este filme e curiosa para perceber o motivo de todo o burburinho à sua volta, aproveitei o passado Domingo chuvoso para finalmente vê-lo.


Sinopse:
“Quando 12 misteriosas naves extraterrestres aterram espalhadas por vários países do mundo, a professora de linguística Louise Banks é contratada pelo exército norte-americano para tentar arranjar uma forma de comunicar com esses seres de outro planeta para que a Humanidade perceba o que os trouxe à Terra.”


Opinião:
Os primeiros segundos captaram de imediato a minha atenção por causa da música que os acompanha: “On the Nature of Daylight” de Max Richter. Ouvi-a pela primeira vez há vários anos quando vi o incrível filme “Shutter Island” e desde aí que fiquei completamente rendida. A título de curiosidade: gosto tanto desta música que decidi incluí-la numa peça de teatro em que me encontro a colaborar actualmente.

Depois deste agradável impacto inicial, seguiu-se a história propriamente dita que, posso adiantar-vos desde já, foi das melhores tramas que vi nos últimos anos!
Não me recordo de um filme de ficção científica que me tenha cativado desta forma. A linguística é uma temática que me interessa bastante e gostei muito da forma como decidiram incluí-la nesta história. Todo o suspense à volta do propósito que trouxe os extraterrestres ao nosso planeta deixou-me curiosa do início ao fim.

Por causa do género em que o filme se insere, estava à espera de muita acção e cenas de luta contudo não podia estar mais enganada! Esta é uma história com uma componente dramática muito forte e que apela ao nosso lado mais humano. Mais uma vez, temos um filme que nos apresenta o que de mau e bom o Homem tem para dar. Questões como competição vs cooperação e suspeita vs confiança são fulcrais nesta história que nos mostra como é que o medo pode facilmente toldar a nossa mente e levar-nos a tomar decisões precipitadas.
A forma inteligente como a história é apresentada cumpre o seu intuito de surpreender-nos por completo quando a grande reviravolta acontece. E acreditem em mim, é mesmo uma grande reviravolta!

Comovi-me com a história da protagonista que me deixou em lágrimas e que levanta uma questão delicada e controversa. Muito por causa disso considero que aquilo que torna esta história num filme de ficção científica (as misteriosas naves e os extraterrestres que nelas viajam) acaba por ser secundário quando se percebe que este é um filme sobre o ser humano e o infinito espectro de emoções que pode sentir.
... 

É frustrante quando releio aquilo que escrevi e percebo que não consigo transmitir um quinto daquilo que senti ao ver “Arrival”. Por favor, vejam-no!    

quinta-feira, 25 de maio de 2017

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Filme: Alien - Covenant



Ano: 2017
Género: Ficção Científica, Suspense
Realizador: Ridley Scott


* Por Mariana Oliveira *


Aproveitando a iniciativa que decorreu esta semana a nível nacional e que tornou o cinema mais acessível a nós, comuns mortais, decidi ir ver um filme cuja história já se tornou mítica. Falo da aterrorizadora trama de ficção científica que foi vista ao longo dos anos por toda a gente. Bem, toda a gente menos eu que do “Alien” só conhecia o nome e a actriz que se celebrizou como protagonista desta saga: Sigourney Weaver.

Decidi ver este filme simplesmente para acompanhar o grupo de entusiastas que estava comigo, por isso mesmo as minhas expectativas eram quase inexistentes. Tábua rasa como se costuma dizer.
Assim, ver o “Prometheus 2”, ups quero dizer, o “Alien” acabou por ser uma experiência bastante mediana.  Num filme deste género já todos esperamos excelentes efeitos especiais, muita confusão com tiros e mortes à mistura e actos de bravura por parte de alguns personagens. Até aqui nada de novo. “Alien” cumpriu com todos os requisitos.

A maior surpresa surge quando percebemos, a determinado momento, que este filme é a continuação do “Prometheus”, outro filme de ficção científica que há alguns anos esteve em destaque nas salas de cinema um pouco por todo o mundo. Se tivéssemos pesquisado o assunto previamente, já teríamos sabido disso antes de ver o filme mas… tábua rasa lembram-se?
Por isso mesmo, senti-me algo defraudada. Já tinha visto o “Prometheus” e não o tinha achado nada de especial. Se eu soubesse que “Alien” seria uma continuação dessa história muito provavelmente teria optado por ir ver outro filme. Quanto aos fãs da saga Alien, pelo que percebi ao ouvir vários comentários, os filmes que se tornaram míticos no século passado terão uma qualidade muito superior a este filme de 2017.

A enorme previsibilidade desta história fez com que nem sequer o final, que supostamente deveria deixar-nos de boca aberta, conseguisse surpreender-nos.
Bem, pelo menos o bilhete do cinema foi barato…  

segunda-feira, 8 de maio de 2017

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Filme: Big Eyes (2014)



Título: Big Eyes
Ano: 2014
Realizador: Tim Burton
Cast
Amy Adams - Margaret Keane
Christoph Waltz - Walter Keane 


Opinião
(Roberta Frontini)

Assim que vi este filme fiquei logo com uma enorme vontade de vos vir falar nele no FLAMES, porque acho que é daqueles filmes que todos devemos ver. Para além de entreter, coloca questões muitos interessantes, algumas das quais apenas uma pessoas mais curiosas se lembrariam de pensar. 

Big Eyes conta a história real (talvez um pouco romanceada por Tim Burton) da pintora Margaret Keane. Margaret foi (e ainda é) uma pintora extraordinária, com um toque muito pessoal nos seus quadros. Infelizmente, a vida encarregou-se de a fazer cruzar caminho com um homem que não só não a tratou com o devido respeito, como ainda fez passar as obras de arte de Margaret Keane, por suas. Depois de ter visto o filme, também pesquisei sobre a vida da pintora, que encerra tanto de fascinante como de assustador. 

Há vezes em que vejo um filme e acho que as coisas são tão surreais e fora da realidade. Este é daqueles casos em que sinto que a realidade supera, de longe, a ficção. 

Relativamente à interpretação dos actores, de destacar o brilhantismo de Amy Adams, que consegue encarar na perfeição o papel de pessoa totalmente alheada. Se por vezes nos indignamos com a falta de indignação dela, por outro é fácil criarmos alguma empatia com a personagem. Já Christoph Waltz volta a fazer um papel que já nos habituou em outros filmes. Começo a achar que Waltz se enquadra mais em papeis deste género. É fácil irritar-mo-nos com ele, mas já o vi noutros papeis semelhantes (ele tem cara de vilão, não há nada a fazer), por isso não lhe consegui dar, aqui, o devido mérito. Adorei o papel, a interpretação, mas considero que já é algo fácil nele. 

O filme passa-se entre os anos 50/60, e todo o ambiente e caracterização das personagens e locais, estão absolutamente fabulosos. As roupas foram a parte que mais me chamou à atenção. Para além do mais, trata-se de um filme sobre pintores, e a cor aqui tem um papel preponderante.

Enfim... não quero falar mais. Quero que vocês o vejam e, se possível, que venham aqui discutir sobre ele!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

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Filme: A rapariga no comboio



Título Original: The girl on the train
Ano de Estreia: 2016
Género: Mistério, Drama
Realizador: Tate Taylor


* Por Mariana Oliveira *


Se eu fosse um filme, de maneira nenhuma quereria ser uma adaptação de um livro. Essa função é tão ingrata visto que, para mim, a maioria das adaptações ficam aquém da obra na qual se inspiraram. Infelizmente, o caso de “A rapariga no comboio” não foi diferente.
Decidi ver o filme cerca de dois anos depois de ter lido o livro (opinião aqui) mas as informações ainda estavam bem presentes na minha memória por isso foi fácil comparar os dois trabalhos.

Não posso dizer que este filme tenha sido um completo fiasco, mas não consegue chegar aos calcanhares da sua versão escrita. O livro tem passagens que me arrepiaram, ao mudar completamente a minha perspectiva sobre determinada personagem com duas ou três linhas. A forma como as personagens eram apresentadas permitia-nos ir até ao âmago dos seus sentimentos e ficar a conhecer o lado mais negro de cada uma delas. Já o filme acabou por ser demasiado parado e falhou em algo que o livro conseguiu muito bem alcançar: levar-nos por uma espiral de dúvidas através de personagens com defeitos à primeira vista ocultos.

Eu sei, eu sei… O facto de já saber quem era o assassino não ajudou a que eu pudesse sequer considerar outras personagens para esse papel, mas a meu ver em momento algum o filme apresentou argumentos suficientes para nos confundir e levar por outros caminhos.
E o que dizer da protagonista? Não tenho nada contra a Emily Blunt, mas achei a personagem dela tão insonsa e desprovida de carácter. Quando ela gritava e se afligia eu não conseguia sentir qualquer espécie de empatia. Uma personagem alcoólica tem tanto para ser explorado mas aqui ficou-se por alguém aborrecido e irritante.


Contudo, compreendo que para quem não conhecesse a história este filme poderia ser minimamente interessante. Mesmo assim, não seria merecedor de todo o burburinho criado à volta dele.

segunda-feira, 20 de março de 2017

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Filme: The Light Between Oceans (2016)


The Light Between Oceans
(2016) 


A Luz Entre Oceanos (2016)
The Light Between Oceans

Michael Fassbender ... Tom Sherbourne
Alicia Vikander ... Isabel Graysmark
Rachel Weisz ... Hannah Roennfeldt



Os romances não são, de todo, a minha praia, no entanto assim que vi o trailer deste "The light between oceans" soube que tinha de abrir uma excepção. Não foi apenas o argumento que me pareceu interessante, mas a imagem de todo o filme. A história, a fotografia e a excelente interpretação dos actores transformaram-no num dos meus favoritos deste ano (apesar de eu ainda não ter visto muito em 2017).

O enredo, à primeira vista, pode não parecer complexo, mas se nos colocarmos na pele das personagens, facilmente se compreende que estamos perante uma história dramática que nos coloca perante dilemas possivelmente reais. Tom sofreu imenso com a guerra e acha que não será mais capaz de voltar a amar. Isola-se numa ilha que apenas tem um farol e ali planeia passar toda a sua vida. Mas quando Isabel se apaixona por ele, tudo se transforma. A vida parece correr bem, até que o facto de o casal não conseguir ter filhos se colocar no caminho... 

O final é incrivelmente tocante e muito mais haveria para contar sobre a história, mas não quero dizer-vos mais. Gostaria apenas de vos aguçar a curiosidade e espero que vocês lhe possam dar uma oportunidade. É um filme que vos fará pensar imenso, e que se afasta do que possa parecer à primeira vista. 

quinta-feira, 9 de março de 2017

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Filme: A Grande Muralha




Ano: 2016
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Realizador: Yimou Zhang

* Por Mariana Oliveira *


Filmes de acção estão longe de figurar na minha lista de filmes preferidos. Contudo, quando decido ver um filme desse género quero que seja realmente épico. Por isso mesmo, e porque já me fartei de falar sobre o meu fascínio pela cultura asiática ao longo dos últimos anos, decidi aventurar-me com o filme “A Grande Muralha”.

Sinopse:
“No século XV William e Tovar são dois mercenários que se encontram na China à procura do famoso “pó negro”, actualmente conhecido por pólvora. Depois de conseguirem escapar ao ataque de uma misteriosa criatura que dizimou todo o seu grupo, acabam por chegar à Grande Muralha da China onde são feitos prisioneiros. Contudo, cedo percebem que a muralha foi construída com um propósito bem mais urgente do que poderiam imaginar. É que reza a lenda que a cada 60 anos uma ameaçadora horda de monstros aparece e tenta ultrapassar a muralha em direcção à capital do país. Resta aos corajosos guerreiros chineses, em conjunto com os dois mercenários, tentar impedir que as criaturas prossigam com os seus intentos colocando em perigo milhões de vidas.”


Opinião:
Dizem que este é o filme chinês mais caro de sempre. Depois de o ver não tenho quaisquer dificuldades em acreditar nisso! A grandiosidade dos cenários e das cenas de batalha é incrível.
Enquanto a história não foge àquilo que é habitual num filme deste género, fiquei surpreendida com a aposta em fazer tudo em grande: centenas de figurantes vestidos de forma incrível, cenas de luta intensas com direito a todo o tipo de acrobacias e efeitos especiais.
Apesar de não ser fã de Matt Damon e ter achado estranho um filme destes ter sido protagonizado por um ocidental, ao fim de algum tempo consegui habituar-me à ideia e desfrutar da história.

O único defeito que aponto a este filme é o mesmo que afecta grande parte deste género de filmes: a sua previsibilidade. A fórmula é quase sempre a mesma: há um inimigo a combater, um herói improvável e uma luta épica que resulta na vitória do Bem. Por já saber isto, decidi ver o filme mais pela sua componente estética e forte influência asiática do que propriamente pelo seu argumento. E por isso mesmo, saí bastante satisfeita da sala de cinema!

segunda-feira, 6 de março de 2017

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Filme: Lord of the flies (1963)



O Deus das Moscas (1963)
Lord of the Flies (original title)
Duração: 1h 32min
Género: Aventura, Drama, Thriller

Cast
James Aubrey - Ralph
Tom Chapin - Jack
Hugh Edwards - Piggy
Roger Elwin - Roger
Tom Gaman - Simon
Nicholas Hammond - Robert


Opinião 
(Roberta Frontini)


Desde que li a opinião da Mariana sobre este livro (aqui) que tenho imensa curiosidade em o ler. E foi precisamente isso que fiz depois de o ter recebido como prenda na troca de prendas do clube de leitura "Conversas Livrásticas" (saibam mais sobre o clube aqui).


Não vou dar a minha opinião sobre o livro. A Mariana já falou nele e eu posso dizer que concordo em absoluto com a sua opinião (a minha opinião está no goodreads aqui). No entanto, a seguir à leitura do livro, fui ver o filme. Sempre que houve uma adaptação da obra ao cinema, acabo por ir ver. Escolhi a adaptação de 1963 (existe outra de 1990) porque foi a primeira adaptação. Tinha também ouvido dizer que estava uma adaptação bastante fiel e, para além do mais, eu adoro filmes a preto e branco. Estavam assim reunidos os ingredientes para eu a ver. E fico muito feliz por o ter feito. Como quase todas as adaptações, o livro está muito mais completo, no entanto concordo que está uma adaptação bastante fiel.  

Adoro ver a forma como os livros são transformados para o grande ecrã. Por outro lado, ver os filmes acaba por me ajudar a relembrar a história. 

Assim sendo, mais do que uma opinião, fica aqui a minha recomendação para que possam dar oportunidade a este filme. Recomendo!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

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Filme: Resident Evil - Capítulo Final



Título original: Resident Evil – The Final Chapter
Ano: 2016
Género: Acção, Ficção Científica, Terror
Realizador: Paul W. S. Anderson


* Por Mariana Oliveira *


Se pude ver o filme “Rogue One - Uma história Star Wars” sem ter visto primeiro nenhum episódio da saga, também me pareceu lícito ir ver o “Resident Evil” sem ter visto os filmes anteriores. Lógica pura!
Por isso mesmo, lá fui eu à sala de cinema mais próxima conhecer a história de um mundo pós-apocalíptico, dominado por um vírus terrível que transforma as pessoas em mortos-vivos.

A primeira conclusão a que cheguei depois de ver este filme foi a de que passei muitos anos enganada. Desde a minha adolescência acreditava que a Lara Croft era a maior “mazona” à face da Terra. Contudo, depois de ver a Alice em acção fiquei a acreditar que se uma invasão de mortos-vivos realmente ocorresse, a heroína de Tomb Raider ficaria em casa com uma manta pelos ombros e a beber um copinho de leite quente enquanto a Alice iria tratar do assunto.
É que este filme reflecte verdadeiramente a designação de filme de acção: do início ao fim sucedem-se as cenas de lutas com direito a todo o tipo malabarismos e muitos tiros à mistura. Por momentos, recordei-me do último filme de Mad Max, também ele repleto de acção sem nos dar tempo sequer de respirar antes de passar à cena seguinte.
Como é esperado, um filme deste género não dispensa os duplos, mas mesmo assim é de louvar a forma física de Milla Jovovich que me deixou surpreendida por aos 41 anos de idade parecer uma adolescente tal é a agilidade que transpira por todos os poros.

Outro pormenor que me chamou à atenção neste filme foi o comportamento dos mortos-vivos. Parecia que tinham tomado esteróides tal era a energia que tinham e a velocidade com que se moviam.  Habituada a séries como “The Walking Dead”, em que parece que os mortos-vivos têm de pensar antes de pousar um pé no chão, fiquei verdadeiramente surpreendida com o grau de perigo muito superior que os de “Resident Evil” apresentavam.

Quanto à história em si, apesar de não ter visto os filmes anteriores, um resumo inicial feito pela Alice permitiu-me ficar a par da linha de raciocínio da trama. Sei que muitos fãs da saga ficaram desagradados com este desfecho, mas para mim que não trazia quaisquer expectativas “Resident Evil – Capitulo Final” cumpriu o seu propósito ao apresentar uma história repleta de acção com um final dramático que me encheu as medidas. Não podemos pedir um filme Clássico quando se trata de um capítulo final de uma saga tão longa, daí que tenha ficado satisfeita com este desfecho. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

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Filme: Silêncio



Título Original: Silence
Ano: 2016
Género: Drama
Realizador: Martin Scorsese


* Por Mariana Oliveira *


Quando dez pessoas com gostos distintos e com um horário limitado se juntam e decidem ir ao cinema o resultado é o novo filme de Martin Scorsese baseado em factos verídicos – “Silêncio”. Entrámos na sala de cinema sem saber praticamente nada acerca da história, apenas que esta decorria no Japão. Uma vez que a única coisa que todos no grupo tínhamos em comum era o nosso interesse pela cultura nipónica, a escolha pareceu-nos acertada.   


Sinopse:
"No século XVII dois padres portugueses jesuítas, Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe partem para o Japão em busca do padre Cristóvão Ferreira, seu mentor há algum tempo desaparecido. Numa época em que o governo japonês se opõe à difusão do cristianismo no seu território, os dois padres arriscam a sua vida na tentativa de saber o que aconteceu ao padre Ferreira. Os boatos dizem que cedeu à pressão dos japoneses e abandonou a sua fé cristã, mas tanto Rodrigues como Garupe não descansarão enquanto não descobrirem a verdade, nem que para isso tenham de arriscar as suas vidas em território inimigo."


Opinião:
Quando entrei naquela sala de cinema estava à espera de uma história repleta de acção e tensão, numa luta entre cristãos e budistas por uma conquista de território num Japão rural de uma época distante. Contudo aquilo que encontrei foi uma história completamente diferente que me transportou ao longo de quase três horas para uma jornada de sacrifício, coragem e sofrimento.

A primeira surpresa veio logo nos primeiros minutos quando descobri que os protagonistas desta jornada eram portugueses. Já sabia que os portugueses tinham sido os primeiros europeus a chegar a terras japonesas, mas desconhecia por completo esta saga incrível protagonizada por três jesuítas.
Assim, ao longo do filme acompanhamos maioritariamente o padre Rodrigues, aqui protagonizado pelo actor Andrew Garfield, em busca do padre Ferreira. Ao longo do caminho cruza-se com os poucos japoneses cristãos que ainda resistem num país que os persegue e mata caso não renunciem a sua fé.
Contudo, só quando é confrontado com tantas adversidades e sofrimento, que o padre Rodrigues acaba por se deparar com o seu maior desafio até à data: o teste à sua fé.

Ao longo desta jornada épica de abnegação e coragem, comovi-me com a determinação do padre Rodrigues e dos japoneses cristãos. Não conseguindo esquecer a situação de milhares de pessoas em todo mundo que em pleno século XXI continuam a ser perseguidas e mortas pela sua fé. Por isso mesmo, esta foi uma história que se "agarrou" a mim e que nos dias seguintes, depois de devidamente processada, ganhou uma força e impacto ainda maiores.


Findo o filme fiquei rendida ao talento de Andrew Garfield que me fez acreditar no seu choro, na sua mágoa e na sua determinação. Acredito que o destaque dado a Liam Neeson no cartaz do filme se baseou simplesmente em questões de marketing, pois a grande estrela de “Silêncio” é, sem a menor sombra de dúvida, o actor Andrew Garfield. 

Aconselho este filme a todos os fãs de cinema que mais do que cenas de acção, valorizam histórias em que a força humana e a coragem são o ponto central.     

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