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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

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Manga: A Bat in Blue Sky




Título Original: Souten no Koumori
Ano: 2006
Nº Volumes: 1
Género: Drama, Acção
Autora: Hiromu Arakawa


* Por Mariana Oliveira *


Quando li este manga não fazia ideia de que tinha sido escrito pela mesma autora de uma das minhas histórias favoritas: Fullmetal Alchemist. Se soubesse isso de antemão, de certeza que já o teria lido há muito mais tempo!


Sinopse:
“Esta é a história de Henpukumaru, uma jovem ninja que depois de uma missão mal sucedida acorda na mansão de um inimigo. Depois de lhe ser apresentado o jovem Chiyozuru, futuro senhor daquela mansão, a ninja começa a perceber que finalmente é capaz de sorrir e ver a vida de uma forma completamente diferente. Contudo, numa noite, a mansão é inesperadamente atacada pelos antigos companheiros de Henpukumaru e é nesse momento que ela terá de decidir que caminho seguir…”


Opinião:
A arte em si é boa e conseguiu transmitir sem dificuldades as expressões de cada personagem bem como as cenas de batalha.

É difícil num manga com apenas 69 páginas contar uma história com princípio, meio e fim que seja interessante. Hiromu Arakawa conseguiu fazê-lo, contudo fruto do reduzido tamanho da obra senti que havia espaço para um maior desenvolvimento e apesar de completa a história acabou por saber a pouco.

A cultura japonesa, nomeadamente os samurais e ninjas regem-se por princípios de honra, dever e lealdade e estes aspectos são centrais nesta trama. O dilema vivido pela jovem Henpukumaru, que não sabe se deve manter os princípios adquiridos ao longo de toda a vida ou mudar a sua forma de estar no mundo são o factor chave desta história que nos mostra a força dos laços familiares e o quão difícil é mudarmos quem nós somos.

Sendo uma história de ninjas, não poderiam aqui faltar as famosas cenas de luta que, mesmo sendo poucas, foram bastante interessantes.
Aquando do ataque nocturno à mansão, o ponto alto do manga, todas as emoções estão à flor da pele e enquanto leitora fiquei suficientemente curiosa para querer saber o desfecho desta história.

Não posso dizer que a cena final de “A Bat in Blue Sky” me tenha surpreendido por completo mas permitiu ao manga terminar com um tom bastante positivo e nós leitores ficamos com um sorriso nos lábios.

Não tenho dúvida de que se fosse um manga mais longo esta história teria sido bastante mais profunda e interessante. Contudo, sendo tão pequena recomendo a todos os fãs que tirem alguns minutos do vosso tempo para ficar a conhecer mais um trabalho de uma das mangakas mais conhecidas da actualidade. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

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Mangá: Monstress (Volume 1)



Título: Monstress, Vol. 1: Awakening (Monstress #1)
Autores: Marjorie M. Liu (Goodreads Author) (Writer), Sana Takeda (Artist)

Sinopse

Set in an alternate matriarchal 1900's Asia, in a richly imagined world of art deco-inflected steam punk, MONSTRESS tells the story of a teenage girl who is struggling to survive the trauma of war, and who shares a mysterious psychic link with a monster of tremendous power, a connection that will transform them both and make them the target of both human and otherworldly powers.


Opinião
(Roberta Frontini)

Por vezes somos influenciados, para a leitura de um livro, por coisas que nem nos damos conta: pode ser a capa, pode ser um pormenor de uma ilustração, pode ser uma opinião que lemos em algum lugar. Neste caso específico, sei identificar o que me fez querer ler este livro. Foi a frase do Neil Gaiman na capa. Gosto deste autor. Não faço parte da legião de fãs que o seguem, mas volta e meia gosto de ler algumas das coisas que escreve (e gosto particularmente do génio que ele é). Por isso, quando vi na capa Neil Gaiman a dizer "Notável: uma história maravilhosa sobre magia e medo", soube logo que o quereria ler. Ainda por cima li recentemente alguns volumes da série "Sandman" do autor, por isso a minha curiosidade estava muito aguçada. 

Quando era mais nova não gostava muito de bandas desenhadas (BD) e de graphic novels, mas ultimamente tenho começado a apreciar cada vez mais este género e hoje considero-me fã confessa. Leio bastantes (apesar de não falar tanto nelas no blogue como gostaria). 

Começo por me referir à arte, porque acho que é um dos pontos fortes desta BD. E, em geral, eu nem sequer dou uma grande importância à arte (a não ser que ela seja mesmo horrível!). A palete de cores escolhida para esta obra é sóbria e interessante, conferindo um tom especial a toda a trama. Os pormenores da arte também são excelentes, e as personagens estão muito bem detalhadas, com características próprias e distintivas. A personagem principal não é perfeita, mas está muito bem caracterizada. As expressões faciais coadunam-se perfeitamente à trama e aos diálogos. O mundo é complexo, quer em termos gráficos, quer nas descrições. Tudo tem um ar/toque asiático que confere ainda maior interesse ao leitor. 

Quanto à história, também ela é bastante sugestiva. A vingança é um ponto forte muito bem explorado, e a amargura de Maika, a nossa personagem principal, está muito bem explorada e transparece facilmente para o leitor. As analepses usadas vão-nos remetendo para diferentes locais, e vão-nos ajudando a compreender melhor a história. Penso que este livro é perfeito para quem goste de fantasia, monstros e criaturas ocultas e fantásticas, e algum toque de mistério. A ligação que criamos com as personagens também é uma pedra de toque interessante e, raramente, surge uma pontada de humor que, por não ser frequente, nos causa um momento de espanto e prazer.  

Mal posso esperar para pegar no segundo volume!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

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E os melhores do ano 2017 são...


* Por Mariana Oliveira *


Este ano foi repleto de coisas boas! Consegui equilibrar o trabalho e responsabilidades da vida com momentos de lazer. Ao longo destes 12 meses li e vi algumas coisas menos boas, mas na sua generalidade posso dizer que foi um ano muito positivo J
Aqui ficam os meus preferidos de cada categoria:







Filme:
“O Primeiro Encontro” – Um filme de ficção científica que me levou às lágrimas tal é a profundidade do tema que aborda. (post de opinião aqui)













Livro: “As Intermitências da Morte” – A primeira leitura do ano conseguiu levar a cabo uma tarefa hercúlea: manter-se a minha favorita mesmo passados 12 meses e dezenas de outras leituras! (post de opinião aqui)














Anime: “My Hero Academia” – Há muito tempo que não via um anime que me entusiasmasse tanto. Acção, drama e humor na dose perfeita. Venham mais episódios! (post de opinião aqui)
















Manga: “Hideout” – Uma história de terror com uma componente dramática bastante intensa. E aquele final… (post de opinião aqui)













Entretenimento: “Release the Hounds” – Um programa de TV cujo objectivo é um grupo de participantes ultrapassar situações verdadeiramente aterradoras para levar um bom dinheiro para casa. De cada vez que via um episódio sentia que estava a ver um pequeno filme de terror. (post de opinião aqui)












Série: “Jamestown” – Não posso dizer que tenha adorado esta série. Mas como este ano apenas vi duas séries novas, esta foi a menos má do par! Basicamente, dediquei-me mais a ver temporadas novas de séries que me acompanham há anos. (post de opinião aqui






Espero que o vosso ano tenha sido repleto de coisas interessantes!

Um Feliz 2018 para todos,
Mariana

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

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Manga: Genzo the Puppet Master




Título Original: Genzo Hitogata Kiwa
Ano de Lançamento: 1996
Nº Volumes: 5
Género: Aventura
Autor: Takada Yuuzou

* Por Mariana Oliveira *


Comecei a ler este manga completamente por acaso e apesar de não ter expectativas muito elevadas numa fase inicial, mesmo assim fiquei algo desiludida com esta leitura…


Sinopse:
“Na Idade Média, no Japão, Tsujimura Genzo é conhecido por criar marionetas em madeira tão perfeitas que se torna impossível distingui-las dos seres humanos. Contudo, Genzo leva uma vida extremamente infeliz desde que a sua amada esposa foi assassinada.
Ao longo das várias peripécias com que Genzo se cruza, acaba por recorrer à sua arte e criar marionetas que o ajudam a combater o mal e a desvendar todo o tipo de mistérios. Ao seu lado tem Kikuhime, uma irreverente princesa que nunca recusa uma bela batalha.”


Opinião:
Há mangas que surpreendem pela qualidade da sua arte mas, infelizmente, não posso dizer que este se insira nesse grupo. Os desenhos são demasiado simples e as cenas de batalha por vezes eram algo difíceis de acompanhar.

Relativamente à história, numa fase inicial fiquei bastante entusiasmada com o rumo que esta estava a levar: a perda da sua esposa tinha levado Genzo a ser uma pessoa taciturna e deprimida mas através da sua arte conseguiu dar a volta por cima e prosseguir com a sua vida resolvendo mistérios e ajudando quem mais precisava.

Contudo, a determinada altura a história começa a ser algo repetitiva, ou seja, a cada novo capítulo tínhamos mais uma nova aventura que, mesmo sendo todas diferentes, o desfecho acabava por não variar muito. Prefiro mangas com uma história única desenvolvida ao longo dos vários capítulos do que este género de pequenos episódios que em poucas páginas ficam resolvidos.

O meu volume preferido foi sem dúvida o terceiro pois tem como vilã uma portuguesa e serviu para termos uma pequena ideia da forma como os japoneses nos vêem, neste caso algo estereotipada (ex: não faltava o colar com a cruz no pescoço da dita vilã). Normalmente gosto de ver-nos sob o ponto de vista de outra cultura, neste caso uma cultura completamente diferente da nossa, pois ficamos sempre com uma pequena ideia daquilo que eles pensam de nós.

O final, a meu ver, deixou muito a desejar pois ficou em aberto. Não me entendam mal pois em algumas situações gosto de finais em aberto, contudo neste caso sinto que foi desnecessário. O autor andou durante 5 volumes a cozinhar um potencial romance entre a destemida princesa e o herói para no fim não nos dar uma conclusão satisfatória. Para quê um final tão em aberto se depois nunca mais continuou a história? Não sei se na altura a ideia do autor seria mais tarde continuar as aventuras de Genzo, mas a verdade é que ficar assim como ficou "nem foi carne nem foi peixe".
No geral, esta foi uma leitura bastante básica que esteve longe de me encher as medidas. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

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Manga: Hideout (Projecto Halloween)




Ano: 2010
Género: Terror
Autor: Masasumi Kakizaki


* Por Mariana Oliveira *




Uma das minhas resoluções no início de 2017 para o FLAMES consistia em ler mais mangas. Se na primeira metade do ano não cumpri, venho agora redimir-me e apresentar o primeiro manga de vários dos quais conto falar-vos nos próximos meses.
Neste caso, nada como uma história de terror para integrar no meu Projecto Halloween…


Sinopse:
“Um escritor vai de férias com a sua esposa na tentativa de salvar o seu casamento que sofreu uma trágica reviravolta há um ano atrás, ou assim ele o deu a entender porque a verdadeira intenção deste revoltado escritor é matar a sua mulher e recomeçar uma nova vida…”


Opinião:
Num manga, para mim, quase tão importante como a própria história é a arte que a acompanha. Em “Hideout” bastaram-me as primeiras páginas para perceber que me encontrava perante um manga cujo desenho é absolutamente perfeito para a história que se pretende contar. Traços vincados e sombras abundantes resultaram em ilustrações sombrias e simultaneamente dramáticas. Isto era fundamental para a história que se desenrola.

Neste manga, para além do terror o drama também tem o seu devido destaque à medida que vamos conhecendo aquilo pelo que o escritor passou no último ano da sua vida. Se numa fase inicial, quando percebemos que ele pretende matar a sua esposa, é fácil ficarmos contra ele apontando-lhe o dedo, à medida que vamos visitando o seu passado tudo se torna mais claro e acabamos por perceber as suas verdadeiras intenções, não que isso possa de forma alguma justificar tal crime, claro está!

Relativamente ao factor terror, se eu vos disser que grande parte da acção decorre algures numa ilha deserta numa gruta sombria habitada por um louco sedento de sangue creio que rapidamente perceberão porque é que este manga não desiludiu quando afirmou tratar-se de uma história de terror. A crescente tensão, as ilustrações sombrias e o pânico vivido pelo protagonista transportaram-me com facilidade para este mundo onde o medo e a aflição imperam.

No que diz respeito ao final desta história, quando tudo parecia decidido, eis que o autor decidiu surpreender-nos com um desfecho inesperado que aumentou ainda mais o teor macabro desta trama.

Este é um manga que recomendo seu qualquer dúvida aos fãs de histórias de terror.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

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Manga: Socrates in Love



Formato: Paperback
Páginas: 166
Dimensões: 127 x 190.5 x 20.3mm
Publicação: 11 Outubro 2005
Editor: Viz Media
Língua; Inglês
ISBN10: 1421501996
ISBN13: 9781421501994

SINOPSE

Sakutarô e Aki conhecem-se na escola. Ele é um jovem engenhoso e sarcástico. Ela é uma rapariga bonita e popular. O que de início é uma amizade cúmplice torna-se numa paixão arrebatadora. Um acontecimento trágico vem pôr à prova a força do amor que os une. Este é o romance japonês mais lido de todos os tempos no Japão, com mais de três milhões de exemplares vendidos.

Opinião 
(Roberta Frontini)

Há uns anos li este livro, e rapidamente se tornou num dos meus livros preferidos. A história é extremamente comovente e, apesar de relativamente previsível, a verdade é que é um daqueles livros que nos toca do início ao fim... Talvez se o lesse hoje não sentiria o mesmo, pois tornei-me numa leitora extremamente exigente, mas na altura este livro arrebatou-me.  

E quando gosto imenso de um livro, gosto depois de ver outras coisas relacionadas com ele: quer seja uma adaptação para o cinema (e já agora, existe a adaptação deste para filme), para a tv, uma graphic novel, ou um "simples" post num blog. Neste caso, assim que soube que havia a adaptação para um mangá, tive logo de o comprar. Não foi fácil consegui-lo, mas quando chegou cá a casa, só olhar para a capa encheu-me o coração. 

No entanto, não posso dizer o mesmo do conteúdo. A arte está bastante boa, mas a adaptação está extremamente confusa. Dá a sensação que o autor estava focado num guião e não perdeu tempo a achar que as pessoas podiam não ter lido o livro. Também não está extremamente confuso, mas a verdade é que também não está uma adaptação linear e a adaptação está muito "rápida"... 

No final de contas, acabou por valer a pena porque me fez relembrar uma "linda" história, mas não posso dizer que gostei do resultado final enquanto manga. 

Se puderem, no entanto, não deixem de dar uma oportunidade a esta linda história de amor. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

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Evento: Iberanime OPO 2015

Onde podemos cruzar-nos com as nossas personagens de anime e manga favoritas, provar Kit Kat de uva, batata doce, feijão vermelho ou wasabi, dançar, e aprender sobre a fantástica cultura nipónica? No Iberanime, claro está!!

Depois de não ter conseguido ir ao evento em Gondomar no ano passado, passei basicamente 365 dias em contagem decrescente para conseguir ir este ano. Quando chegou o dia, mal consegui conter o entusiasmo, pois finalmente iria conseguir participar naquele que é, muito provavelmente, o evento português preferido dos amantes de animes, mangas e da cultura japonesa de uma forma geral.


Logo na fila para a entrada percebi que estava prestes a mergulhar num universo completamente diferente, pois os cosplayers começavam a aparecer um pouco por todo o lado. Para quem não está familiarizado com o termo, uma explicação simples passa por dizer que fazer cosplay consiste em representar uma personagem de um filme, série, livro, etc. vestindo as suas roupas e assumindo a sua postura.




Depois de entrarmos no pavilhão, o difícil mesmo é decidir o que fazer pois há imensas actividades a ocorrer ao mesmo tempo. Confesso que esta foi a minha maior dificuldade, estabelecer prioridades e decidir o que fazer. Desde experimentar jogos de computador retro, passando por sessões de cinema, onde temos a oportunidade de assistir a curtas-metragens de animes de 25min, até workshops dos mais variados temas: língua japonesa, origami, artes marciais... está tudo à nossa disposição.

Quanto a mim, comecei o dia por participar na Para Para Dance, que é sem dúvida o momento mais divertido do Iberanime! São centenas de pessoas a dançar músicas pop japonesas num estilo, sem dúvida, original. Eu que detesto dançar, dei por mim super divertida a participar e os 20 min que duraram essa sessão passaram a voar!

Depois, nada como visitar a secção dos workshops onde senti que mergulhei no Japão:





A embaixada do Japão não podia faltar ao evento e, entre muitas outras coisas, proporcionava a oportunidade a qualquer pessoa de experimentar um Kimono, a famosa peça de roupa japonesa.















Já tinha visto muitos Origamis, mas nunca tantos e tão complexos como aqueles que vi no Iberanime. Eu que não sou nada dada a trabalhos manuais, fiquei com uma vontade imensa de começar a dedicar-me a sério a esta actividade!








As competições mais engraçadas podem ser encontradas no Iberanime! No caso desta imagem, tive a oportunidade de assistir a uma competição para ver quem conseguia comer mais rápido uma dose de noodles super picantes. Ri-me do início ao fim ao ver o esforço dos corajosos que decidiram arriscar os seus estômagos com esta tarefa. 









De tantas artes marciais presentes no evento, uma das que mais gostei de assistir foi à de Jujutsu. Já tinha ouvido falar nela mas não fazia ideia no que consistia e fiquei, finalmente, elucidada.









O Domingo foi dia de grande concerto, ou seja, o convidado especial do evento brindou os seus fãs com um concerto enérgico. Este ano foi o cantor japonês Piko quem levou a plateia ao rubro. Confesso que não o conhecia mas adorei a sua postura em palco, a sua energia e alegria contagiantes. E o mais incrível de tudo? A plateia conseguiu acompanhá-lo em japonês em algumas canções! Tenho mesmo de me preparar melhor para o próximo ano ;)






Uma das minhas actividades favoritas foi um workshop intitulado "Do Livro ao Manga e Animação". O nosso formador, especialista na área, ensinou-nos o processo de pegar num texto de um livro e transformá-lo num manga ou anime. Aprendi imensas coisas curiosas e agora passarei a olhar para os Mangas e Animes de uma maneira completamente diferente!






Fui assistir a 2 das várias sessões de cinema que decorreram ao longo do dia. Todos os filmes que estavam em cartaz eram completamente diferentes e, por isso mesmo, acredito que dificilmente alguém não encontraria algo ao seu gosto. Assisti aos filmes "Negadon" e "Kakurenbo" e fiquei agradada com ambas as histórias, principalmente a segunda que tinha um toque de terror que me conquistou.







Como era de esperar, almoçar no Iberanime tinha de ser uma experiência o mais japonesa possível! Assim, deliciei-me com uns saborosos noodles e provei um curioso chá verde com mel diferente de tudo o que já tinha provado até à data. Os noodles estavam tão bons que a meio da tarde lá fui eu comer mais uma dose... nham nham!







Tal como disse no início, os cosplayers no evento eram tantos que poderia entreter-me todo o dia só a olhar para os seus engenhosos fatos. O próprio pavilhão estava repleto de stands de venda de merchandising e doces japoneses, já para não falar de exposições de desenhos e fotografias, como é o caso desta imagem.






Poderia enumerar muitos mais aspectos que me conquistaram por completo, mas acredito que só vivendo a experiência é que se poderá realmente compreender o quão fantástica é. Amei tudo tudo tudo excepto uma coisa: os preços! Se um dia decidirem ir ao Iberanime convençam-se de uma coisa: tudo lá dentro é extremamente caro. Desde a comida e bebidas ao merchandising, todos os produtos são muito caros. Mesmo assim, era vê-los a comprar tudo em todos os stands! Eu compreendo, pois eu mesma gastei mais dinheiro do que algum dia teria imaginado. Contudo, sendo esta uma experiência que se tem uma vez por ano, creio que vale bem a pena. Afinal, não é todos os dias que podemos viajar até ao Japão e voltar para casa no mesmo dia ;)

Apaixonados por Animes, Mangas ou pelo Japão em geral, não podem perder o Iberanime no próximo ano! E não, a localização não é desculpa pois o evento ocorre em Lisboa e no Porto.

Vemo-nos em Gondomar no próximo ano... Sayonara! 

Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

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FAVORITOS FLAMES 2014 - Canal FLAMES



1 escolha para cada categoria do FLAMES!

Os meus favoritos de 2014! 


BOM ANO PARA TODOS! 


domingo, 5 de outubro de 2014

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Canal FLAMES: MANGAS


FLAM(angas)ES

No FLAMES falamos de MANGAS! Nós somos fãs confessas! 

Aliás, também falámos em MANGAS no nº 1 da nossa revista - Vejam aqui

Fiquem com o Vídeo em baixo e vejam as nossas opiniões sobre alguns mangas e animes.

Toradora - http://flamesmr.blogspot.pt/2010/07/anime-toradora.html

Ikigami - http://flamesmr.blogspot.pt/2010/01/manga-ikigami.html

Naruto - http://flamesmr.blogspot.pt/2010/01/animes-naruto.html

Revista nº 1 FLAMES
http://issuu.com/marianaroberta/docs/revista_flames?e=10450680/8742534



quinta-feira, 17 de abril de 2014

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Manga: Sword Art Online


 
Título Original:  ソードアート・オンライン アインクラッド
Ano: 2010
Género: Fantasia, Ação, Romance, Ficção Científica, Aventura
Volumes: 11
Autor:  Reki Kawahara
Ilustrador: Tamako Nakamura

 

O tempo é precioso, por isso na escolha de mais um manga para ler houve um fator decisivo: queria ler um com poucos volumes e que já estivesse todo publicado para evitar começar uma história que se arrastaria por vários meses ou até anos.

Uma pesquisa cuidada depressa me conduziu a Sword Art Online, um manga que prometia muita ação e mistério.

 
 
A história decorre no ano 2022, uma época em que a tecnologia está tão desenvolvida que já é possível criar-se jogos em que os jogadores apenas têm que usar um capacete de realidade virtual para controlar a sua personagem no próprio jogo.

A ideia é fascinante e, por isso, quando surge um jogo baseado em aventura e ação, o Sword Art Online, milhares de pessoas concorrem para ter a oportunidade de participar. O grande dia da estreia chega e os 10mil selecionados entram neste universo virtual abandonando, por momentos, o seu corpo físico num “sono profundo”. Contudo, qual não é o seu espanto quando o criador do Sword Art Online, Kayaba Akihiko, aparece dentro do próprio jogo e lhes anuncia que só poderão voltar ao mundo real depois de completarem todos os 100 níveis do jogo? Pior do que isso, como se sentirão ao descobrir que se morrerem no jogo também morrem na vida real?

A assustadora aventura começou e Kirito, o protagonista desta história, é apenas mais um entre os milhares de jogadores desesperados por completar o último nível e chegar a casa são e salvos. Serão capazes?

 

Este manga deixou-me algo dividida pois consegui encontrar nele aspetos de que gostei muito e outros que me desagradaram profundamente.

Começando pelo copo meio cheio:

- A ideia de Reki Kawahara, o autor de Sword Art Online, é bastante interessante e inteligente. Logo desde o início que todas as regras são apresentadas e fazem bastante sentido, tendo em conta o universo criado;

- A história conseguiu, com muito sucesso, criar o mistério necessário para manter o leitor preso até à última página na expetativa de saber qual o desfecho desta aventura;

- O lado cómico, muito comum nos mangas, não faltou e serviu para “refrescar” esta leitura com alguns momentos descontraídos.

 
Já em relação ao que esteve menos bem:

 - As cenas de luta são apresentadas de uma forma muito confusa, torna-se praticamente impossível ao leitor perceber com pormenor o que está acontecer já que os desenhos estão apresentados de uma forma muito dúbia e, a meu ver, incompleta;

- A determinada altura o fator romance começa a ganhar demasiado destaque e a história aproxima-se a passos largos da pura lamechice;

- As personagens são muito pouco desenvolvidas e algumas delas parecem cópias de personagens vistos noutras histórias.
 

Concluindo, sem ser uma obra de arte, Sword Art Online consegue apresentar uma história relativamente interessante que por ter apenas 11 volumes justifica a sua leitura pois, em abono da verdade, o que são umas 3h de leitura para quem adora ler mangas? 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

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Manga: Death Note How to read 13




Ano de Edição: 2008
Nº Páginas: 192
Autores: Tsugumi Ohba e Takeshi Obata

 
Um dos primeiros posts no FLAMES, quando iniciámos este blogue há mais de 3 anos atrás, dizia respeito a Death Note , um dos nossos animes de eleição. E foi precisamente por sermos fãs confessas desta história que decidimos fazer aquilo que qualquer apreciador deste anime deveria fazer: ler o manga "Death Note How to read 13".
Ao contrário da maioria dos mangas que lemos, este livro apresenta-se organizado como uma encicoplédia, cujo principal objectivo é o de permitir ao leitor aprofundar os seus conhecimentos acerca do manga e/ou anime Death Note.
 
Em cada página, ficamos a conhecer as biografias de cada personagem, a sua personalidade, os seus principais interesses bem como as acções de maior destaque que cada uma teve ao longo da história. Desta forma, os fãs de "Death Note" têm um acesso exclusivo a informações não só interessantes mas que também permitem compreender melhor toda a história.
Como se isto não bastasse, este manga ainda contém uma entrevista exclusiva aos autores do manga "Death Note", Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, na qual nos revelam todo o processo de criação desta fantástica história, o caminho que percorreram desde os primeiros esboços até à edição de um dos mangas mais famosos e bem sucedidos de sempre.
Para finalizar, "Death Note How to read 13" brinda o leitor com o capítulo piloto de "Death Note", sendo que, assim, temos a oportunidade de conhecer o primeiro humano de sempre a utilizar um death note e quais as dificuldades pelas quais este passou ao ter em sua posse um caderno com tal poder.
 
Em suma, este é um manga que recomendamos aos verdadeiros fãs de "Death Note", quer do manga quer do anime. Contudo, aqui fica um aviso: quem não conhecer esta história deverá primeiro inteirar-se do que é que esta se trata ou, de outra forma, "Death Note How to read 13" não será mais do que um manga confuso e sem qualquer interesse.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

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Manga: UZUMAKI

Manga: Uzumaki
Género: Terror
Escitor e desenhador: Junji Ito
Anos: 1998 – 1999
Volumes: 3 (apenas!)

Este foi o primeiro manga que lemos deste género. A história é interessante, mas digamos que não produziu em nós o efeito esperado. Esperávamos ficar assustadas a cada página, a verdade é que isso não aconteceu. No entanto, vale a pena lê-lo se quiserem passar uma hora (por cada manga) despreocupadamente a ler um manga que, por vezes, pode ser um pouco estranho (ou bizarro)! O manga é interessante e prometemo-vos que, depois de o lerem, vão estar muito atentos às epirais que irão encontrar no vosso quotidiano (a nós aconteceu).



Na história, somos levados até a uma pequena aldeia japonesa (Kurôzu-cho) numa altura em que os seus habitantes começam, pouco a pouco, a ficar obcecados (de maneiras diferentes) por espirais.

Gostaríamos de vos poder contar mais, mas não podemos mesmo, ou acabamos por vos contar alguns spoilers. Mas, se vão começar a ler um manga, ou simplesmente não sabem bem o que ler a seguir, um conselho: porque não se deliciarem com uma história de apenas 3 volumes?

Ah, existe ainda um live action do manga que pode ser visto, integralmente, no youtube aqui:

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

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Manga: Detective Conan

Autor: Gosho Aoyama
Género: Mistério, Policial
Ano: 1994 – até à actualidade
Número de volumes: 70


À primeira vista pode não parecer, mas a verdade é que somos apaixonadas por Mangas (não, não nos referimos ao fruto mas sim a um tipo de arte japonesa que consiste em histórias num formato que normalmente designamos por “banda desenhada”). É um facto que, ao longo dos últimos meses, não temos falado sobre isto e o motivo deve-se pura e simplesmente a uma coisa: falta de tempo! É que com tantas coisas para fazer e tantas coisas para ver, acabamos, às vezes, por ficar sem saber muito bem “para onde nos devemos voltar”. Contudo, há uns dois meses atrás, lá decidimos regressar a esta nossa paixão e começámos a ler um novo Manga.
A escolha era imensa (existem, sem exagero, milhares de Mangas) mas a nossa atenção cedo recaiu sobre um Manga que já tínhamos ouvido falar: Detective Conan. Sendo um Manga muito popular no Japão (e noutros países como Reino Unido, Canadá e E.U.A.), tendo já dado origem a um anime com bastante sucesso, foi com muita curiosidade que começámos a ler esta aventura.

A história apresenta-nos um jovem estudante de 17 anos, Shinichi Kudo, que é um apaixonado por Sherlock Holmes e tudo o que esteja relacionado com mistérios. Muito inteligente, Shinichi, apesar da tenra idade, já por diversas vezes colaborou com a polícia para resolver vários mistérios, à partida irresolúveis. Contudo, num certo dia, Shinichi tem o azar de se cruzar com uma perigosa organização – a Black Organization – e ver a sua vida “voltada de pernas para o ar”. Quando os membros dessa organização se apercebem que o jovem detective sabe mais do que aquilo que eles desejariam, decidem dar-lhe uma substância secreta para eliminá-lo de vez. No entanto, o plano dos criminosos não corre exactamente como eles queriam e Shinichi sobrevive com apenas um senão: o seu corpo voltou atrás no tempo e ficou com o aspecto de uma criança de 7 anos. Assim, o jovem vê-se na necessidade de ocultar a sua identidade, sob o pseudónimo de Conan Edogawa, para que a organização não descubra que sobreviveu e também para que ninguém da sua família e amigos saiba o que lhe aconteceu.
Assim começam as aventuras do detective Conan que tem que perseguir a perigosa organização responsável pela sua situação ao mesmo tempo que resolve inúmeros mistérios que o (pouco eficiente) detective Kogoro Mouri – pai da amiga com quem Conan passa a viver – não consegue resolver.

Ainda estamos MUITO longe de nos podermos considerar adiantadas na história, mas por aquilo que vimos até agora há um conjunto de aspectos positivos e negativos que podemos enumerar:

Positivos:

- Apesar da sua relativa simplicidade, a história consegue “prender-nos”. Temos sempre vontade de ler mais uma página para descobrir o que acontecerá a seguir;
- As personagens sofrem uma evolução gradual ao longo da história o que torna tudo muito mais interessante e imprevisível.

 Negativos:

- Muitos dos mistérios que o detective Conan resolve são bastante simples. Não podemos dizer que sozinhas conseguiríamos chegar à sua resolução, mas quando a descobrimos não conseguimos evitar um certo desapontamento por muitas das vezes a explicação ser algo “simplória” demais;
- Os desenhos (não se esqueçam que se tratam de banda desenhada) são demasiado simples para o nosso gosto. Os traços são muito básicos e a disposição das imagens acaba por ser quase sempre a mesma (quando aquilo que gostámos é que variem e nos surpreendam);
- O elevado número de volumes (embora para alguns possa ser visto como um aspecto positivo) para nós, neste caso em específico, é algo de bastante negativo uma vez que, não sendo uma história FENOMENAL, não nos imaginamos a conseguir chegar ao fim desta colecção (que ainda nem sequer terminou). Achamos que este tipo de história teria muito mais a ganhar se tivesse até uns 30 volumes.

Bem, aqui ficou a nossa opinião sobre um Manga que muitos, tal como nós, poderão achar extremamente longo mas que, na verdade, desde a sua estreia até à actualidade tem tido imenso sucesso. Por isso, se gostam de histórias de detectives e têm vontade de “entrar” numa nova e longa aventura, Detective Conan é o Manga ideal para vocês.

Bons Mangas!

sábado, 9 de janeiro de 2010

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Manga: Ikigami

Título: Ikigami - The Ultimate Limit
Autor: Motoro Mase

O que farias se um dia batessem à tua porta para te avisar que
te restavam 24h de vida?
Bem, é isto que pode acontecer a qualquer cidadão japonês graças ao revolucionário programa criado pelo seu Governo.
As regras são simples: todas as crianças, aos 6 anos de idade, são vacinadas, sendo que uma em cada mil vacinas contém uma cápsula que se alojará no corpo da (infeliz) criança que a receber. Essa cápsula será activada quando a pessoa tiver entre 18-24 anos e provocará a sua morte. Apenas um número restrito de pessoas pertencentes ao programa sabe quem recebeu as cápsulas e encarregam-se de avisar o "feliz contemplado" entregando-lhe um Ikigami (documento que contém as informações pessoais do indivíduo e a hora exacta da sua morte) quando faltarem 24h para a cápsula cumprir a sua função.
Com isto, o Governo Japonês pretende que todos sejam bons cidadãos: como ninguém sabe se realmente possui a cápsula, irá encarar a vida de forma diferente, tentando vivê-la da melhor forma possível.

Está, assim, lançado o mote para uma fantástica história que nos apresenta Fujimoto, um dos trabalhadores do Governo que tem a dura tarefa de entregar a sentença áqueles que receberam a temida injecção.
Em cada volume, são-nos apresentadas duas histórias que relatam o drama vivido por aqueles que, de um momento para o outro, descobriram que iriam morrer no dia seguinte. Temos, ainda, a oportunidade de acompanhar os dilemas de Fujimoto, que se divide entre a obediência ao seu controlador e punitivo Governo e a legitimidade daquilo que faz.

Este é um Manga que com certeza vale a pena ler, não sendo por acaso que conquistou o 15º lugar na lista dos "20 Most Anticipated Manga of 2009" (fonte: About.com).

Boas Leituras ;)

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