Mais forte do que eu (I Swear): o filme que me deixou de olhos inchados no cinema
Há filmes que entretêm.
Há filmes que impressionam.
E depois há filmes que nos obrigam a sentir.
Foi isso que me aconteceu ontem quando fui ver Mais forte do que eu (I Swear), um filme inspirado na história real de John Davidson, um jovem com síndrome de Tourette.
Saí do cinema emocionalmente destruída, no melhor sentido possível.
Passei grande parte do filme a chorar. Não aquele choro silencioso e elegante de cinema. Falo mesmo daquele estado em que as luzes acendem e a tua única preocupação é perceber se estás apresentável para voltar ao mundo exterior.
Mas o mais forte no filme nem foi apenas a tristeza. Foi a humanidade.
O filme tem momentos desconfortáveis, momentos absurdos e até momentos que parecem quase cómicos. E isso é importante, porque a vida raramente cabe numa única emoção. O problema é que, em certas cenas, dava para sentir a diferença entre as pessoas que estavam a rir com a personagem… e as que estavam simplesmente a rir dela.
E isso acabou por tornar o filme ainda mais impactante.
Porque a história de John Davidson mostra exatamente o peso de viver constantemente sob o olhar dos outros.
O preconceito.
A incompreensão.
A forma como transformamos em “estranho” aquilo que não entendemos.
O filme nunca tenta tornar a síndrome de Tourette numa “lição inspiradora” vazia.
Pelo contrário: mostra dor, humilhação, frustração e isolamento.
Mas também mostra humor, personalidade, inteligência e humanidade.
Mostra uma pessoa completa.
E talvez seja isso que mais falta hoje em dia quando falamos de diferenças: lembrar-nos de que estamos a falar de pessoas completas.
A realização é sensível, as interpretações são incríveis e há uma honestidade emocional muito rara em filmes deste género. Senti várias vezes aquele aperto no peito de quem sabe que está a assistir a algo verdadeiramente humano.
Este não é apenas um filme sobre Tourette.
É um filme sobre empatia.
E honestamente? Acho que toda a gente devia vê-lo.










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