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terça-feira, 17 de setembro de 2013

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23ª Entrevista: Joanne Harris (escritora)


Joanne Harris 
Joanne Harris nasceu em 1964 em Barnsley, filha de mãe francesa e de pai inglês tendo estudado Línguas Modernas e Medievais na Faculdade de St. Catharine, em Cambridge.
Foi professora durante 15 anos, até se tornar uma escritora reconhecida em todo o mundo com o seu livro best-seller “Chocolate” em 1999, que foi convertido para a 7ª arte, tendo mesmo o filme sido nomeado para um Óscar.
Agora, escritora a tempo inteiro, Joanne continua a ocupar os lugares cimeiros nos tops de vendas em todo o mundo com várias obras de sucesso, tais como “Cinco quartos de laranja” e “O rapaz de olhos azuis”.
Conta, até ao momento, com 11 romances publicados em mais de 40 países.
Vamos, então, conhecê-la um pouco melhor.
Qual é a sua nacionalidade: Dupla nacionalidade, Francesa e Inglesa

O seu Filme favorito: “The Usual Suspects”

O seu Livro favorito: “Les Misérables”

O seu Anime favorito: “Porco Rosso”

O seu Manga favorito: “Death Note”

O seu Espetáculo de música favorito: Philip  Quast, ao vivo em Donmar

A sua Série de televisão favorita: “Game of Thrones”



Qual é o aspeto mais difícil em ser-se um autor nos dias de hoje?
Aprender a gerir o meu tempo.





What is the most difficult thing in being an author these days?
Learning how to manage my time.




Há algum tema sobre o qual acha que não seria capaz de escrever?
Eu não seria capaz de escrever sobre nada que não me interessasse num certo ponto.



Is there any theme that you think you would not be able to write about?
I wouldn’t be able to write about anything that didn’t interest or engage me on some level.




No seu site official revela, aos seus fãs (e estamos a citar) “Eu perdi o meu anel de casamento há 20 anos atrás. O meu marido mandou derreter o dele e daí fez dois anéis novos”. Acha que algo muito semelhante acontece com os livros? Ou seja, como escritora, partilha histórias com os seus fãs mas, no final, eles tornam o livro em algo que é só deles? 
Quando um autor publica um livro, este pertence a todos os que o leem de uma forma particular, de uma forma individual. Todos nós interpretamos a ficção da nossa própria maneira; visualizamos as personagens à nossa própria maneira; escolhemos os temas que nos dizem algo pessoalmente. Esta é a magia da ficção.


On your official website you tell your fans that (and we’re quoting) “I lost my wedding ring 20 years ago. My husband had his own melted down and had two new ones made.” Do you think that something very similar happens with books? For instance, as a writer, you share stories with your fans but, in the end, they make the book their own?
When an author sends a book out into the world, it belongs to everyone who reads it in a very particular, quite individual way. We all interpret fiction in our own way; visualize characters in our own way; pick out the themes that speak to us personally. This is the joy of fiction.




Qual é a diferença entre um bom livro e um livro fantástico?
Isso é completamente subjetivo. Pode ser o local e altura em que foi lido; pode ser a descoberta de um conceito em específico ou de uma personagem. No meu caso, apenas um livro fantástico consegue “adormecer” o meu lado de editora; consiste na combinação de um estilo excelente, uma trama intensa e personagens inesquecíveis, e ainda aquele pormenor especial que o torna completamente original.


What’s the difference between a good book and an amazing one?
It’s entirely subjective. It can be where and when it was read; it can be the discovery of a specific concept or character. In my case, only an amazing book puts my inner editor to sleep; it’s a combination of excellent style, a strong plot and unforgettable characters, plus that intangible something else that makes it completely original.




De todos os livros que já leu na sua vida, qual é aquele que a descreve melhor a si ou à forma como encara a vida?
“The Hitchiker’s Guide to the Galaxy” – a bíblia existencialista cómica.


From all the books that you’ve read in your life, which one describes you/ the way you see life better?
The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy – the comic existentialist bible.




Desafiámos o nosso último escritor entrevistado, o português Pedro Guilherme Moreira, com um desafio: o que perguntaria ao próximo escritor que entrevistaremos mesmo sem saber de quem se trata? Eis o que ele respondeu: Acredita que é boa?
Eu penso que quando alguém acha que é suficientemente bom, então é porque realmente não o é.



We presented our last interviewed writer, the Portuguese Pedro Guilherme Moreira, a challenge: what would you like to ask to the next writer even without knowing who it is? That’s what he said: “Do you believe you’re good?”
I think that as soon as you think you’re good enough, you’re not.


 Agora é a sua vez: o que gostaria de perguntar ao próximo escritor, mesmo sem saber de quem se trata?
O que te impede de escrever?


Now tell us: what would you like to ask to the next writer?
What stops you from writing?


Muito obrigada à autora pela simpatia e disponibilidade!

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