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domingo, 24 de março de 2013

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6ª Entrevista: Andreas Steiner (escritor & ilustrador)


Andreas Steiner


Website do Masters of Psychotherapy em português: http://www.mastersofpsychotherapy.de/portugal.html


Qual é a sua nacionalidade: Autríaca (mas nasceu na Alemanha)

O seu Filme favorito: Bram Stoker’s Dracula (Francis Ford Coppola)
O seu Livro favorito: Krabat (Otfried Preußler)
O seu Anime favorito: Princess Mononoke
O seu Manga favorito:  Não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Não tenho
A sua Série de televisão favorita: Não tenho


Pode-nos falar um pouco acerca do seu livro? 
[Could you tell us a little bit about your book?]



Claro! Chama-se "The Sleeping City" um romance sobre amor e morte, medo e redenção, ligações invisíveis e sobre o que pode acontecer depois da morte. Um jovem escritor é atormentado por terríveis pesadelos e apercebe-se que é a vida dramática e a morte do seu avô que mantém estes sonhos. Toda a história é muito atmosférica, assombrada e cheia de suspense  porque o seu ancestral morto continua a existir num mundo paralelo numa cidade bizarra, escura e mórbida. Ambas as personagens, no agora e no além, procuram-se uma à outra e finalmente encontram-se graças a Leni, uma mulher clarividente que consegue olhar para ambos os mundos. Uma saga familiar muito incomum  no background do século XX, onde os leitores e as personagens principais aprendem como é que os acontecimentos históricos influenciam toda a sua vida e como o amor entre gerações é capaz de evocar problemas mas, também, curar a alma. 




[Of course! The name is "The Sleeping City", a novel about love and death, fear and redemption, invisible bindings and what might happen after life. A young writer is tormented by  terrible nightmares, and he realizes, that it’s the dramatic life and death of his grand-grandfather he keeps on dreaming of. The whole story is very atmospheric, haunting and suspensful, because the dead ancestor is still existent in a parallel world, a bizarre, dark and morbid city. Both characters, in the now and the beyond, start to search each other, and finally they meet with the help of Leni, a clairvoyant young woman who is able to look into both worlds. A very unusual family saga on the background of the whole 20th century, where reader as well as the main characters lern, how much the historical events influence their whole life, and how love between the generations conjures problems and heals the soul as well.]


O seu romance reflecte um pouco o seu trabalho como psicólogo?
[Does it reflects a little bit your work as a psychologist?]


Sim, claro. Sou um hipnoterapeuta e um terapeuta sistémico. Tornou-se uma parte importante do meu trabalho o "olhar" para a história familiar porque acredito que o script interno da alma é fortemente influenciado por todas as coisas dramáticas que aconteceram no passado tal como importantes psicoterapeutas como Ivan Boszormenyi-Nagy ou Mara Selvini-Palazzoli descreveram nos seus livros. Para as nossas mentes inconscientes, a morte não existe - os nossos antepassados continuam à nossa volta porque pensamos neles, aprendemos com eles, talvez observando padrões, mas também menos ou tabus dos nossos pais e avós. Assim, muitas pessoas carregam cargas pesadas que, na verdade, pertencem a outros. Essas identificações podem ser resolvidas olhando para o passado.  Tudo o que eu fiz no meu romance foi escrever como se a morte REALMENTE estivesse ali, e o que fariam se pudessem ver o que os seus netos experienciam; talvez cuidar, guardar, salvar... e ficar contentes quando os seus descendentes estão bem. 


Yes, indeed. I am hypnotherapist and systemic therapist.  It has become an important part of my work to look on the family history, because the inner script oft he soul is strongly influenced by all dramatic things happened in the past, just like important psychotherapists like Ivan Boszormenyi-Nagy or Mara Selvini-Palazzoli described in their books. For our unconscious mind, death does not exist – our ancestors are still around us, because we think oft them, have learned from them, maybe by watching patterns, but also fears or taboos from our parents and grandparents. So many people are carrying heavy loads who really belong to others. Those identifications can be solved by looking on the past. All I did in my novel is to write down how it would be if the dead REALLY would be here, and what they would do, if they could see what their grandchildren experience; maybe caring, guarding, saving, ... and beeing glad when their descendants are well.  


No nosso ponto de vista o Andreas é um verdadeiro artista: não só escrever como também pinta. Pode-nos contar se é fácil para si combinar os dois? 
[In our point of view you are a true artist: not only in writing but also in painting. Can you please tell us if it is easy for you to combine the two?]



Acredito, como Irvin Yalom, que a boa psicoterapia é uma espécie de artes e ofícios. Encontram-se muito unidas. C. G. Jung sempre trabalhou com a arte e símbolos, Milton Erickson contava histórias figurativas em vez de expressar teorias aos seus clientes.  Muitos livros de psicologia usam caricaturas para que as coisas sejam mais facilmente entendidas. Eu comecei como um artista, tenho desenhado figuras desde que me lembro. Por isso, não só é fácil combinar a arte e a psicoterapia como não há outra forma para mim. 



I believe, like Irvin Yalom, good psychotherapy is a kind of arts and crafts. It is very closed together. C. G. Jung always worked with art and symbols, Milton Erickson told figurative stories instead of prosing theories to his clients. Many psychological books use caricatures to make things better understandable. I started as an artist, I have drawn pictures as long as I can think. So it is not only easy to combine art and psychotherapy, there is no other way for me.

Sabemos que também gosta de combinar psicterapia com a arte. Pode explicar aos nossos leitores como o faz?
[We know that you also like to combine psychology to art. Can you explain to our to readers how do you do that?]



Mostrando figuras, ouvindo música, vendo filmes ou contando histórias, são técnicas maravilhosas para se fazer terapia. É divertido, intenso, profundo e muito mais eficaz do que conversas teóricas e chatas. Acredito que os humanos são mais emocionais do que intelectuais, precisamos de figuras e histórias para entender. 


Showing pictures, listening to music, watching movies or telling stories are magnificient techniques of  doing therapy! It is fun, intensive, in depth, and much more effective than boring theoretical conversations.  I think, humans are more emotional than intellectual, we need pictures and stories to understand.

Como lhe surgiu a ideia das suas cartas o Masters of psychotherapy? (Podem ser adquiritas em português aqui - http://www.mastersofpsychotherapy.de/portugal.html
[How did you had the idea for your cards: Masters of psychotherapy? (Buy them here - http://www.mastersofpsychotherapy.de


Foi uma velha ideia, também fiz caricaturas dos meus professores na escola, e mesmo um baralho de cartas com eles. Apenas peguei nessa ideia. Jeff Zeig, um amigo meu, gostou muito das cartas e encorajou-me a completar. Vou fazer uma versão melhorada no próximo congresso de "evolução da psicoterapia" este ano. 


That is a very old idea, for I already made caricatures of my teachers in school, and even a deck of cards with them. I just picked up this idea. Jeff Zeig, a friend of mine, liked the cards very much and encouraged me to complete it. I will do an enhanced version fort he upcoming convention „evolution of psychotherapy“ this year.  

O nosso anterior entrevistado, o autor Carlos Santos Oliveira, teve como desafio deixar uma pergunta ao próximo autor sem saber de quem se tratava (Pode ver a entrevista aqui: (http://flamesmr.blogspot.pt/2013/03/entrevista-ao-autor-carlos-oliveira.html). A pergunta foi a seguinte: "Seria capaz de viver sem a escrita?"
[“Will you be able to live without writing?”]


Sim seria. Penso que iria desenhar mais. Mas sem me poder expressar ficaria deprimido.


Ow. Yes, I will. I think I would draw more pictures instead. But without expressing myself I would get depressive.

O que gostaria de perguntar ao nosso próximo entrevistado?
[What would you like us to ask to our next interviewee?]


O que mais se arrepende de NÃO ter feito até agora?


What do you regret most you have NOT done till now?


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2 comentários:

  1. Uma entrevista com excelente apresentaçao, óptimo questionário e um entrevistado com respostas muito transparentes e elucidativas sobre as suas paixões. Mais um bom trabalho de ambas as partes (blogue - entrevistado). Obrigado aos dois por este bocadinho.

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