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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

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29ª Entrevista: Marine Antunes (escritora)


Marine Antunes


Marine Antues é a jovem autora do livro “Cancro com Humor” editado pela Livros de Ontem. Sobreviveu a um linfoma aos 13 anos e é a criadora do projeto Cancro com Humor e fundadora e Presidente da Associação Cancro com Humor, sem fins lucrativos. Dá palestras, é criativa num projeto da COOPJOVEM, é letrista, escreve teatro e dinamiza diferentes atividades e projetos para os doentes oncológicos. Vamos conhecê-la um pouco melhor.


Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa
O seu Filme favorito: É díficil escolher O filme - Antes do Amanhecer e Divã.
O seu Livro favorito: Ensaio sobre a Cegueira e agora, li recentemente um que ficou no meu top 10 - Gayvota de Guilherme de Melo.
O seu Anime favorito: As Navegantes da Lua! Todas!
O seu Manga favorito: O Samurai X! Graças a ele, e à séria "Xena a Princesa Guerreira", fui treinar karate.
O seu programa de Entretenimento favorito: Adoro espetáculos de humor e de stand-up comedy ao vivo; vibro com teatro e música ao vivo mas cada vez estou mais apaixonada pelos espetáculos de improviso que se fazem cá dentro e lá fora.
A sua Série de televisão favorita: No Limit, Modern Family. Existem outras séries que também gosto muito mas estas duas representam o diferente humor que gosto, o mais light e o mais negro.

Como nasceu este projecto e porque é importante falar de cancro com humor?
Este projeto nasceu como uma ideia, ainda meio vaga e abstrata. Sabia que gostava de escrever, comunicar e de humor e quis fazer isso tudo, num só projeto. Depois, ao perceber como era urgente falar de cancro sem medo, e de perceber que este projeto era arrojado e pioneiro, decidi torná-lo público. Falar com os doentes. Mostrá-lo ao mundo. Em texto, na oralidade e nas atividades criadas pela Associação que fundei. Falar de cancro com humor é fundamental para os doentes, para os médicos, para os que apoiam os doentes. As pessoas têm tanto medo, tantas reservas que tornam o tema ainda mais pesado, dificultam o processo de cura, tornando tudo mais escuro e difícil. Ajudar a que as pessoas se exprimam e que não tenham medos nem preconceitos com os doentes é, para mim, essencial.

Tendo em conta o título que deu ao livro, não teve medo de críticas negativas ou de não ser levada a sério?
Não ligo muito a críticas mas também não ligo muito aos elogios. Se acho que é correto se tenho provas de que as palestras, os textos, as atividades, as partilhas fazem bem aos doentes e aos seus amigos, porque hei-de ter medo? Sou demasiado teimosa para não fazer só porque o Mundo torce o nariz. Adoro criar, adoro inventar, adoro estar na linha da frente. Por vezes, estou demasiado exausta (todo este trabalho é voluntário) e tenho vontade de desistir mas, se o fizer, não serei mais eu.

Tem outros projetos em mente? Envolvem o mesmo tema ou não?
Tenho mil projetos em mente. Estou com uma equipa a trabalhar num projeto da COOPJOVEM, europeu e muito interessante que brevemente ouvirão falar; estou a trabalhar com um grupo de teatro no peça que irei estrear este ano, quero escrever mais letras, estou a trabalhar em outro projeto também sobre cancro, ainda secreto mas muito empolgante e vou continuar a sonhar, e a querer fazer ainda mais e melhor. Quero ter uma crónica só minha, um dia destes, numa rádio talvez, porque não?

Como tem sido a reação dos leitores vítimas de cancro e seus familiares? Acredita que o livro possa ser uma forma de terapia para eles?
Tem sido bastante positiva, felizmente. Tenho muitas pessoas que compram para oferecerem a uma amigo que está doente e que precisa de uma força extra. Sem dúvida que a melhor coisa que posso ouvir é isso - o livro Cancro com Humor ajudou o meu amigo. Isso é tudo para mim. Espero que seja pelo menos uma companhia e sinto que o livro quebra tabus e permite que se converse sobre o tema, o que só isso, já é importante.

Sendo a Marine uma sobrevivente de cancro, sente que este livro de alguma forma a ajudou a encerrar esse capítulo na sua vida de uma forma mais positiva e otimista?
Sempre encarei assim mas, de facto, o livro foi também uma libertação. Desde que comecei este projeto que os meus pesadelos diminuíram e isso, é um sinal. Este cancro foi importante para mim, fez-me bem passar pelo que passei e não desejaria não o ter vivido. As experiências da vida é que nos fazem crescer.

O autor Samuel Pimenta deixou-lhe a seguinte pergunta (pode ver a sua entrevista aqui – http://flamesmr.blogspot.pt/2014/02/entrevista-samuel-pimenta.html).
“O que é que a sua voz tem a dizer?”
A minha voz tem a dizer - pensa antes de falares mas encontra um equilíbrio para nunca perderes a espontaneidade.

Agora é a sua vez... Pedimos-lhe para deixar uma pergunta ao próximo entrevistado, mesmo sem saber de quem se trata:
" Sabe sempre quem é realmente?"

Obrigada Marine, e até à próxima entrevista!

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2 comentários:

  1. Admiro muito a coragem da Marine para falar de um assunto tão delicado. Continue a encorajar quem mais precisa!

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