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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

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Livro: O Assassino do Aqueduto


 
 
Ano de Edição: 2014
Género: Romance Histórico
Autora: Anabela Natário
Editora: Esfera dos livros

 

“E o destino é como o vinho, umas vezes  bom outras vezes mau, todavia, engole-se.”

 
Tivesse este livro sido escrito antes e eu não teria vivido tanto tempo ignorando que, em tempos, Portugal teve um famoso assassino em série a percorrer as ruas de Lisboa.
 
A história de “O Assassino do Aqueduto” apresenta-nos Diogo Alves, conhecido como o Pancada, que habita os pesadelos dos Lisbonenses fruto da sua fama de malfeitor e verdadeiro assassino. Há quem diga que é ele o responsável pelas numerosas quedas/suicídios de pessoas do alto do aqueduto de Lisboa. Mas a lista das suas façanhas não se fica por aí pois muitos roubos a moradias, assaltos na rua e mortes horrendas são atribuídas a esta fugidia personagem.
Contudo, há um agente da lei, o juiz Bacelar, que decide travar o lanço de Diogo Alves e companhia. Conseguirá reunir todas as provas para finalmente conduzir o Pancada à forca?
 
Em bom português é usual usar-se a velha máxima “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Comigo o que me aconteceu em relação à escrita de Anabela Natário foi mais “Primeiro estranha-se, depois adora-se” (desculpem a ausência de rima). A verdade é que a autora teve o cuidado de escrever o livro utilizando a linguagem da época, século XIX, pelo que a obra está repleta de expressões curiosas e a “cheirar” a um Portugal de há dois séculos. Assim, foi-me impossível não ser imersa nesta história e sentir que estava presente em cada conversa de tasca, em cada esquina mal iluminada e em cada assalto.
 
Por ser uma história baseada em factos verídicos, a própria autora revela que fez uma extensa pesquisa sobre o assunto, “O Assassino do Aqueduto” acaba por também ser uma pequena lição de História. Aprendemos costumes dessa época e ficamos a saber ao pormenor como era a vida na capital portuguesa nessa altura.
 
O fator mistério também não falta num livro que, a cada página, vai aumentando a expetativa acerca do seu desfecho: conseguirá o juiz Bacelar condenar o perigoso Diogo Alves?
 
Uma leitura interessante para os apaixonados por livros de época e que queiram conhecer um pouco mais da História de Portugal.

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4 comentários:

  1. Eu pretendo lê-lo, mas já tinha lido que era de muito difícil leitura, o que, para mim, é uma dica para o ter mesmo de ler...

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    1. As primeiras 20-30 páginas foram algo difíceis mas a partir dessa altura "entrei" no estilo da autora e a leitura da obra tornou-se fácil e agradável. Tem uma escrita ímpar. Nunca encontrei algo que sequer se assemelhasse.

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  2. Acabei de comprar e é daqueles livros que se lê num "ver se te avias". Linguagem e pesquisa fantásticas! As 30 primeiras páginas são fundamentais para o embalar da "coisa". Agradável surpresa. Parabés Anabela Natário!

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    Respostas
    1. Foi exatamente isso que pensei: as primeiras 30 páginas servem para nos ambientar com a história e depois a leitura torna-se um verdadeiro prazer.

      Obrigada pela visita Carlos!

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