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sábado, 27 de julho de 2013

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17ª Entrevista: Maria Isabel Loureiro (escritora)


Maria Isabel Loureiro





Maria Isabel Loureiro nasceu na Figueira da Foz tendo estudado em Coimbra (onde tirou o curso do Magistério Primário) e em Lisboa (curso de Educação Pela Arte) onde atualmente reside. É autora de 104 livros didáticos e 17 infanto-juvenis de entre os quais contam-se: "Coleção Pituxa", "Coleção A Vovó Ensina-te…", "A Viagem da Sementinha", "Coleção Sementinhas", "João e o Pardalito de Bico Amarelo", "Quando eu era menina". Recentemente esteve envolvida no projeto “Colectânea de Contos - A Magia das Chaves”. Vamos então conhecê-la melhor e saber mais sobre esta obra.


Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: Não tenho
O seu Livro favorito: O pequeno príncipe
O seu Anime favorito: Não tenho
O seu Manga favorito: Não tenho
O seu Espectáculo de Música Favorito: CHITTY, CHITTY, BANG, BANG - musical a que assisti em Londres com os meus netos
A sua Série favorita: Dr. House

Considera que o trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação em Portugal tem colhido os frutos pretendidos no âmbito de um país mais letrado ou ainda há um longo caminho pela frente?
O Ministério da Educação tem, de facto, desenvolvido esforços no sentido de conseguir um país mais culto. Não direi que esses esforços tenham sido infrutíferos, mas há muito, muito a fazer!...

Depois de ter escrito 104 livros didáticos e 17 infanto-juvenis, qual é a principal diferença que vê na Maria Isabel Loureiro de agora e na de outrora?
Desde os meus oito anos que escrevo contos, contos pequeninos, quase sempre com animais. A minha "biblioteca"era constituída por livros da coleção Manecas e pelos meus próprios livros, que escrevia em folhas que arrancava aos meus cadernos dos trabalhos de casa. Escrevia as histórias que imaginava nessas folhas e ilustrava a capa numa folha que tirava aos cadernos de desenho. Cozia a lombada com uma agulha e linha. Isto acontecia porque não dispunha, naquela época, da mesma facilidade de adquirir papel que têm as crianças de hoje. Quero com isto dizer, que não sinto grande diferença entre a Maria Isabel de outrora e a Maria Isabel de hoje, porque desde pequenita que escrevo "livros". Anexei uma foto minha na idade em que escrevia os meus contos: oito anos. Frequentava a Escola de Almedina, em Coimbra.



Recentemente esteve envolvida no projeto “Colectânea de Contos - A Magia das Chaves”. Pode-nos explicar um pouco como surgiu e no que consiste?
Este projeto, A Magia das Chaves, surgiu de uma forma “mágica”!
Tenho, na casa de férias que está na família há três gerações, em Quiaios, vila próxima da Figueira da Foz, uma parede onde fui afixando todas as chaves antigas que fui recolhendo, por oferta de amigos, ou adquiridas em antiquários.
Um dia, ao olhar para aquela parede, interroguei-me: o que me motivou para a recolha destas chaves?
A resposta veio de seguida: foi o facto de cada uma encerrar uma história.
Que magia teria cada chave para contar?
O que poderia ter-se passado dentro da porta a que cada uma pertencia?
Comecei, então, a criar um conto ‑ o primeiro escrito para a magia!
Lembrei-me de que seria interessante que outras pessoas imaginassem também uma história com uma chave.
Surgiu, assim, o convite, através de uma página criada no Facebook, “Desafio ao Conto”.
Convidei a minha amiga da Figueira da Foz, Alice Mano-Carbonnier, para me ajudar no empreendimento. Escrevemos e divulgámos um regulamento. Juntámos a nós o amigo José Carlos Pereira.
Era fundamental que todos os autores dos contos publicados aceitassem que os seus direitos de autor revertessem a favor da ACREDITAR –Associação de pais e amigos de crianças com cancro.
A adesão foi surpreendente! Mais de 100 pessoas responderam com um ‘gosto’ e partilharam a ideia. Entre estas, 42 abriram a porta à sua imaginação. Alguns fizeram-no pela primeira vez; outros eram já escritores experientes e consagrados.
Creio que a vontade de ajudar crianças, neste caso as da ACREDITAR, reforçou a motivação dos diversos autores. 32 de Portugal e 10 do Brasil apostaram nesta magia.
No início, pensámos selecionar os melhores contos. Porém, um problema imperou de imediato: todos eram excecionais!!! Decidimos, então, oferecer aos leitores a possibilidade de ler todos. Duas das autoras, a Luz Curvo Semedo e a Cristina Silveira, revisoras experientes, abraçaram o trabalho de revisão dos textos. Obrigada, amigas!
As chaves, que dormiam na minha parede há tantos anos, finalmente despertaram. A parede foi fotografada, graciosamente, e é agora capa desta obra literária.
Outra autora deu-nos a mão, ajudando a descobrir um espaço condigno para se fazer o lançamento. Carinhosamente, o Palácio da Independência abriu as suas portas para acolher o evento.
A dr.ª Teresa Caeiro, captou a atenção de todos, quer pela sua simpatia, quer pela forma feliz como fez a apresentação cultural do livro.
Fantásticos artistas, graciosamente, fizeram a animação musical e cultural do evento: o violinista Ricardo Ramos, a cantora lírica Cristina Miranda, a fadista Filipa Pais e os atores Paulo Pereira e Céu Neves .
A magia não parou de acontecer: duas autoras brasileiras, uma de Diadema, São Paulo, e outra de Pouso Alegre, Minas Gerais, viajaram até Portugal para o lançamento do livro, em que cada uma tinha um conto. No Palácio da Independência, o encontro com os outros autores foi MÁGICO!
Todos receberam um diploma de participação na Antologia de Contos A MAGIA DAS CHAVES.
Portugal e Brasil estavam, mais uma vez, unidos por grandes laços de amizade.
As chaves da minha parede abriram portas para o sucesso luso-brasileiro de A MAGIA DAS CHAVES.




Eis a nota introdutória do livro  A MAGIA DAS CHAVES:


Há projectos que se desenvolvem quase por si só - parece que têm vida própria.
Há sonhos que se concretizam quase sem darmos por isso – levantam voo mesmo sem asas.
Há pessoas que nunca abandonam os seus projectos nem descartam os seus sonhos.
Há projectos, sonhos e pessoas que são mágicos. E este é um deles.

O projecto é da escritora de livros infantis Maria Isabel Loureiro que sonhou juntar, numa pequena antologia, autores reconhecidos, com obra publicada, e gente que nunca tinha feito da escrita uma experiência séria. Surgiu "Desafio ao Conto", a página no Facebook que Maria Isabel criou para lançar o repto a quem quisesse escrever um conto. O tema era "A Chave" – uma ideia que a autora há tempos acarinhava dentro de si. Publicou-se um Regulamento e, num instante, a página ganhou mais de uma centena de adeptos. Num prazo curto, sem outro incentivo que não fosse dar largas à imaginação, sem outro estímulo que não fosse traduzir em palavras o que lhes ia na alma, sem outra recompensa que não fosse participar num desafio literário, os contos começaram a aparecer dos dois lados do Oceano. A simpatia, a generosidade e o entusiasmo da Maria Isabel Loureiro contagiaram toda a gente. E a magia aconteceu.
Assim nasceu "A Magia das Chaves".        

Alice Mano-Carbonnier/José Carlos Pereira

Em todas as nossa entrevistas pedimos à pessoa entrevistada para deixar uma pergunta para a próxima pessoa a entrevistar. No seu caso, foi a autora Inês Botelho que lhe deixou uma pergunta (pode ver a sua entrevista aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2013/07/entrevista-ines-botelho.html) – A pergunta foi: 
"Se construísse um conto ou um livro a partir de um quadro, que obra escolheria?"
Escolheria um quadro do pintor português João Vaz de Carvalho. Cada quadro seu sugere-nos uma história para crianças. Adoro observá-los quando expõe (TREMA-GALERIA DE ARTE), pois sinto-me inspirada para imaginar vários contos.

Sem saber qual é a próxima pessoa a ser entrevistada, por favor, deixe-nos uma pergunta para lhe fazer: Qual foi o livro que mais prazer lhe deu escrever e porquê?

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8 comentários:

  1. Que ideia maravilhosa essa Antologia de Contos e ainda por cima a reverter por uma causa tão nobre. Só tenho pena de não ter sabido do projeto a tempo de participar. Que seja um sucesso!

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    1. Caro João... foi sem dúvida um trabalho memorável. Estamos muito contentes de a poder divulgar. Volte sempre

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  2. De desafio em desafio caminhamos na vida. Este foi belo, mágico, diferente de todos os outros. Mais uma vez, Obrigada! Maria Isabel Loureiro por teres tido este sonho e nos teres convidado a fazer parte dele.
    Beijos e um abraço para ti e para todos quantos colaboraram neste projecto "A Magia das Chaves" :)

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    1. Obrigada por ter passado e por ter deixado esta mensagem :) Beijinho

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  3. Parabéns à Amiga Maria Isabel; foi muito bom para mim conhecer um pouco mais da Escritora e parabéns às Entrevistadoras.
    O meu abraço.
    Maria Mamede

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  4. Lamento imenso que, por motivos graves de doença de familiar, não tenha conseguido aceitar o convite para escrever um conto ou poema, para o projecto “A Magia das Chaves” dessa Grande Senhora que é Maria Isabel Loureiro.
    Mais lamentei porque a considero verdadeiramente e nos tornámos amigas, mesmo que virtuais. O meu respeito por ela é imenso e foi esse respeito que me levou a não aceitar o convite, porque não gostaria de escrever nada "fabricado" onde não conseguisse colocar, inteiramente, toda a minha alma.
    Poderia ter pegado num qualquer texto meu ou poema, modificá-lo e apresentá-lo. Mas não fui, não sou capaz, de trair a minha alma e a forma como sinto tudo o que escrevo.
    Gostei muito da entrevista e da condução da mesma que nos leva a um conhecimento mais profundo da escritora.
    Grata pela vossa divulgação e empenho. Continuem nesta senda de divulgar o que é Português.
    Um abraço de consideração
    Otília

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    1. Otília, apesar de tudo achamos que tomou a decisão sensata.. e de certo terá outras oportunidades! Obrigada pela sua vinda!

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