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quinta-feira, 4 de maio de 2017

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Livro: Stoner



Ano de Edição: 2014
Género: Drama
Autor: John Williams


* Por Mariana Oliveira *


Ouvi falar na obra “Stoner” pela primeira vez no início de 2015 e o facto de ser uma história com 50 anos mas que apenas recentemente tinha sido redescoberta alimentou a minha curiosidade.


Sinopse:
“Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams - também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. 
Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. 
Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: "É o melhor romance que ninguém leu". Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da hiper comunicação, Stoner devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos - se tivermos um livro a que nos agarrar.”



Opinião:
Antes de iniciar esta leitura estava plenamente ciente de que a grande maioria dos seus leitores a tinham adorado. Aparentemente, tratava-se de uma obra de culto e tive sérias dificuldades em encontrar vozes discordantes.
Por isso mesmo, dizer que parti para esta leitura com expectativas elevadas seria um eufemismo. Basicamente, acreditava estar perante aquela que seria a melhor leitura deste ano para mim. Assim, foi com tristeza que constatei que esta obra foi apenas mais uma leitura mediana.
Longe de ser um mau livro, “Stoner” peca pela banalidade da história. A escrita é simples e fluída o que convida a uma leitura rápida, contudo o seu conteúdo não me arrebatou.

O pano de fundo desta trama é o meio universitário, mais concretamente uma Faculdade de Letras. Este aspecto foi um bónus visto que esse mundo, as interacções entre os professores e alunos em inícios do século XX, tem particularidades interessantes.  
É evidente desde muito cedo a própria carreira do autor, John Williams: também ele foi professor universitário na área das letras. O seu conhecimento sobre o assunto é de mestre e em algumas passagens somos deleitados com pequenas apresentações sobre a evolução da literatura e da gramática ao longo dos séculos (para a grande maioria dos ávidos leitores, estes parágrafos são um verdadeiro bónus).

Contudo, a história do nosso protagonista, o professor William Stoner, acabou por ser demasiado comum para mim. Aparentemente sorumbático, Stoner demonstra ser uma personagem forte visto conseguir ultrapassar as várias adversidades com que se cruza ao longo da sua vida: um casamento instável, um amor proibido e uma rivalidade exagerada no local de trabalho. Acabei por sentir pena dele em alguns momentos e por me surpreender com a sua resiliência noutros, no entanto achei que faltou algo para que a vida de Stoner fosse fascinante. Entendo que o objectivo do autor seria precisamente o de apresentar uma história sobre um indivíduo real, ao invés de alguém perfeito e com uma veia de herói (como acontece com muitos livros). Contudo, acho que parti para esta leitura com demasiadas expectativas e acabei por desiludir-me.


Muito longe de ser um mau livro, “Stoner” é uma leitura que recomendo a todos os apaixonados pelos livros em si, no entanto aconselho a que não partam para esta leitura com ideias pré-concebidas. Tábua rasa é o estado ideal para se ler esta obra.

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