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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

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Entretenimento: Álbum "Nome Próprio" de Ana Bacalhau





* Por Mariana Oliveira *

A primeira vez que me cruzei com a Ana Bacalhau foi em 2011 quando os Deolinda deram um excelente concerto na Queima das Fitas de Coimbra. Lembro-me de na altura ter pensado como esta banda era tão portuguesa: a sua sonoridade, as suas letras e roupas... tudo neles respirava Portugal!

Contudo, com o passar dos anos fui notando uma pequena alteração na vocalista da banda, a Ana Bacalhau. Para além de se ter tornado numa mulher mais madura, foi ganhando um grande destaque e cada vez mais deixou de ser apenas a vocalista de uma banda para se tornar numa artista em nome próprio. Por isso mesmo, quando soube que a Ana iria editar um álbum a solo, intitulado precisamente de “Nome Próprio”, não fiquei surpresa porque os últimos anos já faziam adivinhar que a cantora iria tomar um passo destes mais cedo ou mais tarde.



Neste álbum, para mim, a cantora faz questão de destacar o quanto mudou com o tempo. Assim, o pontapé de saída é dado com o tema “Leve como uma pena” no qual Ana Bacalhau mostra como se sente livre para seguir o seu percurso como artista a solo e para abraçar este novo desafio na sua vida. Podem criticá-la, dizer o que quiserem mas ela sente-se leve e capaz de fazer tudo aquilo a que se propõe.
Também com o tema “Vida Nova” a cantora mostra a sua vontade de seguir um novo rumo da sua vida. Ana mostra que está farta dos adereços e quer uma vida mais simples, com destaque para aquilo que realmente é importante.
Foi nesta altura que comecei a pensar que a mudança na vida da artista era maior do que aquilo que eu tinha previsto inicialmente. Uma rápida pesquisa pelos meandros da internet rapidamente me elucidou: a Ana foi mãe pela primeira vez em 2017 e este evento tirou-me quaisquer dúvidas que ainda pudessem persistir relativamente às mudanças ocorridas na vida da cantora.

Um tema que me lembrou bastante os Deolinda foi a canção intitulada “A Bacalhau” que é muito castiça, tal como sempre achei que a banda é. A letra é sobre o inusitado apelido da cantora que, pelos vistos, desde a sua infância que é tema de conversa. Confesso que a primeira vez que soube qual era o seu nome pensei que Bacalhau seria um nome artístico, por isso achei uma certa graça perceber que não fui a única a pensar isso! A cantora tem muito orgulho no seu nome e faz questão de o mostrar nesta música que, para mim, é das melhores do álbum.

O resto do disco é composto por vários temas que comprovam não só o poder vocal de Ana como também a sua predilecção por letras inteligentes e trocadilhos engraçados.   



Este álbum de estreia a solo de Ana Bacalhau só confirmou aquilo que eu desconfiava deste aquele grande concerto em 2011: a cantora tem uma voz inconfundível, cheia de carisma e personalidade, e escolhe as letras das suas canções a dedo fazendo de cada tema uma história marcante.

Se tivesse de definir este álbum em 3 palavras estas seriam:

- Castiço
- Lusitano
- Sincero

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