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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

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Livro: Reino de Feras




Título Original: Fierce Kingdom
Ano de Edição: 2018
Género: Thriller
Autora: Gin Phillips
Editora: Suma de Letras



* Por Mariana Oliveira *


O ano ainda agora começou mas já me arrisco a afirmar que “Reino de Feras” será com quase toda a certeza uma das leituras mais rápidas que terei em 2018. Para isso contribuiu em muito a forma como a história é contada pois do início ao fim decorrem apenas cerca de 4 horas.  De que se trata, então, a história?
  

Sinopse:
“Joan e o filho de quatro anos, Lincoln, estão quase a dar por terminado o seu passeio habitual no jardim zoológico da cidade. Quando se preparam para sair, Joan começa a ouvir aquilo que julga serem balões a rebentar ou fogo-de-artifício. É só quando se está a aproximar do portão do jardim que percebe a horrível verdade: vê primeiro os corpos pelo chão e depois um homem de costas para ela, de arma na mão. Joan pega no filho ao colo e corre como nunca correu, esperando que o homem não os tenha visto.
Esta é a história de uma luta desesperada de uma mãe para salvar o seu filho ao mesmo tempo que se debruça pelos meandros do forte e íntimo laço entre mãe e filho e explora os limites do feroz amor de uma mãe.”


Opinião:
Não é muito difícil imaginar que um dos sentimentos predominantes neste livro é um dos mais temidos por todos nós: pânico. A situação inesperada em que Joan se encontra é horrível para qualquer pessoa, mas quando ainda por cima se tem um filho de 4 anos connosco essa sensação de pânico escala para níveis muito mais elevados. E creio que a autora conseguiu transmitir-nos isso na perfeição pois ao apresentar-nos uma obra que começa e termina num espaço temporal tão curto temos a oportunidade de acompanhar quase minuto a minuto tudo aquilo que vai acontecendo.

No início desta leitura erradamente pensei que iria centrar-se unicamente na fuga desta mãe e do seu filho, contudo Gin Phillips decide mostrar-nos ocasionalmente o ponto de vista de um dos atiradores e de outras vítimas que, tal como Joan, se encontram a lutar pela sua vida no jardim zoológico. Essa variação foi bastante interessante para a obra, contudo senti que “Reino de Feras” teria sido ainda mais rico se a autora tivesse desenvolvido mais ainda os pensamentos do atirador. Queria ter tido a oportunidade de explorar essa mente e tentar perceber todos os motivos que o levaram a cometer um acto tão vil.
Para além disto, Gin Phillips decidiu explorar o laço que une uma mãe ao seu filho desde o dia em que ela o tem nos seus braços com referências recorrentes a acontecimentos passados que demonstram a profunda relação de Joan com Lincoln. Apesar de não ser mãe, foi difícil não me comover com esse amor tão profundo demonstrado continuamente ao longo das páginas deste livro, quer fosse nos momentos de maior intimidade entre mãe e filho quer fosse nas alturas em que Joan reúne toda a sua coragem e força para enfrentar qualquer inimigo que se atravesse no seu caminho!

Agora poderão estar a pensar: “não seria assim tão difícil esconder-me num enorme jardim zoológico e esperar até ser salvo pela polícia”. Não digo que não tenham razão, agora imaginem fazer isso com uma criança de 4 anos que a determinada altura se vai queixar de que quer fazer xixi, quer comer e nem sempre entenderá como é importante falar baixo para não chamar a atenção dos atiradores. Se pensarem nisso conseguirão perceber o difícil equilíbrio que Joan tem de encontrar entre salvar ambos e manter o seu filho minimamente calmo e confortável numa situação de vida ou morte.

Como seria de esperar num livro deste género, a tensão vai crescendo à medida que avançamos na trama, por isso devorei os últimos capítulos na ânsia de saber como iria terminar esta luta pela sobrevivência. A ajudar a isso está a escrita simples da autora que se concentrou mais no conteúdo do que na forma, como de resto costuma ser apanágio deste género de literatura.

Esta é uma leitura rápida, ideal para quem quer ler uma história sem momentos mortos e acompanhar uma série de peripécias repletas de pânico, medo e instinto de sobrevivência. Porque, afinal, o que é que uma mãe não seria capaz de fazer para salvar o seu filho? 

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