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quarta-feira, 18 de julho de 2018

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[OPINIÃO] Livro: Laços (Domenico Starnone)



Título: Laços
Autor: Domenico Starnone
Editor: Alfaguara

Um romance magistral sobre as forças subterrâneas do amor.
De um dos mais destacados autores italianos, vencedor dos Prémios Strega, Bridge, Castiglioncello e Comisso.

Eleito um dos melhores livros do ano
The New York Times * Kirkus Reviews * The Sunday Times

SINOPSE

«Aprendemos os dois que, para vivermos juntos, devemos dizer um ao outro muito menos do que aquilo que calamos.»
O amor é um jogo sublime. E uma perigosa armadilha.
Como muitos casamentos, o de Vanda e Aldo foi sendo desgastado pelo tempo, a tensão, o atrito, a rotina, a infidelidade. Mas sobreviveu ileso. Ou talvez não.
Olhando de perto, com atenção, é possível ver as finas fissuras que podem estilhaçar o casamento, como uma pequena jarra que se toca ao de leve e se desfaz em mil pedaços.
O que deixamos para trás quando deixamos alguém? Uma casa, uma família, um passado, uma ideia de futuro?
Quão fortes são os laços que nos unem aos que amamos? E quão livres nos permitem ser?
Domenico Starnone oferece-nos um olhar incisivo e terno sobre o amor, o casamento, a família, o legado que deixamos aos nossos filhos e o lugar que a liberdade individual pode ter no meio de tudo isso. Um romance provocador, intensíssimo e verdadeiro, pela mão de um dos maiores nomes da literatura italiana contemporânea.

Os elogios da crítica:
«Um livro de enorme inteligência e impacto emocional.»
The New York Times

«O relato agudo de um casal em crise. (...) Uma história brilhante e cortante como um pedaço de vidro.»
The Guardian

«Um romance superlativo. A radiografia de um amor que de amor apenas tinha o nome. A escrita brilhante de Starnone é como um tornado.»
Il Giornale

«Um estudo magistral sobre a passagem do tempo.»
National Post

«Delicado e viciante.»
Il Corriere della Sera

«A autópsia complexa e devastadora de uma relação.»
The Times

«Cada detalhe faz sentido, desde o nome do gato da família à forma particular de Aldo atar os sapatos. Laçosé uma joia literária, que se destaca pelas personagens singulares e pela clareza do estilo.»
BBC

«Um dos romancistas mais destacados de Itália, embora menos conhecido. Um pós-modernista ao estilo de Italo Calvino.»
The New York Times

«Um escritor atípico, um lobo solitário que vive a literatura através da experiência pessoal. (...) Sempre original.»
La Stampa

«Uma corajosa anatomia de um casal em crise.»
Il Messaggero

OPINIÃO
(Roberta)

Por vezes há livros que sabemos que temos de ler, porque um autor ou a sinopse nos chama à atenção. Há outros que partimos para a leitura totalmente desprovidos de qualquer ideia, e de repente encontramo-nos totalmente embrenhados numa história que mexe com a nossa cabeça.. uma história que não conseguimos largar. Outras vezes há uma mistura dos dois... 

Assim que recebi este livro soube que tinha de o ler. Primeiro porque qualquer livro da Alfaguara tende a chamar por mim. É como ter um selo/marca de qualidade per se. Mas neste livro houve outras coisas que me impelriam a agarrá-lo. Primeiro o facto de o autor ser italiano (ainda para mais do sul - Nápoles) e eu nunca ter lido nada dele. Depois uma frase que se encontrava na sinopse: "(...) Aprendemos os dois que, para vivermos juntos, devemos dizer um ao outro muito menos do que aquilo que calamos". Ora esta frase tocou-me logo porque não concordo com ela. De todo. Faço parte daquele conjunto de pessoas que prefere levar com uma verdade tão poderosa que é sentida como uma facada real do que lidar com mentiras ou omissões que, momentanea- e ilusoriamente, nos tirem a mente de preocupações. Por isso sabia que teria de ler este livro para conseguir compreender melhor o porquê desta afirmação. Não é por não concordar com uma frase que isso vai comprometer a minha leitura. Aliás, este livro está cheio de personagens que têm acções que eu condeno totalmente, que não compreendo, que não compartilho, e no entanto este tornou-se num dos melhores livros que li nos últimos tempos. Porque para além de uma história ou de personagens com as quais nos conseguimos identificar, uma das melhores coisas que se pode ter é uma experiência de leitura fora do comum. Uma experiência de leitura que nos arrebata e que mexa connosco e com os nossos pensamentos.. que reaviva memórias, que nos permita construir cenários.. enfim... uma história que mexe, literalmente, connosco e nos ajude a soltar a imaginação. E foi isso mesmo que este livro me proporcionou.

Não se deixem enganar, este não é um livro sobre o amor... ou talvez seja um livro sobre o que é o conceito de amor para algumas pessoas, e se assim for só me resta dizer que me parece ser um livro, infelizmente, realista. 

Mas é um livro sobre a vida em casal, um livro sobre casamento, sobre infidelidade, sobre a capacidade de perdoar, sobre crescer e envelhecer, sobre viver a vida e sobre a consequência dos nossos actos. É um livro que se devora... que não nos deixa sossegados ao longo do dia, porque Domenico Starnone conseguiu fazer uma coisa absolutamente fantástica: criou uma história interessante, um enredo giro, com a capacidade de reflexão e uma boa escrita. Aconselho-o vivamente. 


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