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quinta-feira, 1 de maio de 2014

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Livro: A Caixa em forma de coração

 
 
Título Original: Heart-Shaped Box
Ano: 2007
Género: Terror, Aventura
Autor: Joe Hill
Editora: Civilização Editora
 
Para quem passou grande parte da adolescência a ler histórias de terror, com particular incidência na famosa coleção “Arrepios”, foi com grande expetativa que comecei a leitura de “A Caixa em forma de coração”. Um livro que prometia levar-me de volta para o mundo do terror… ou não fosse o seu autor filho do único e incomparável Stephen King!
 
Sinopse
“Judas Coyne colecciona o macabro: um livro de receitas para canibais… uma corda usada num enforcamento… um filme snuff. Uma lenda do death metal de meia-idade, o seu gosto pelo bizarro é tão conhecido entre a sua legião de fãs como os excessos da sua juventude. Mas nada do que ele possui é tão inverosímil ou tão medonho como a sua última descoberta…
Um artigo à venda na Internet, uma coisa tão estranha que Jude não consegue resistir a pegar na carteira. "Vendo" o fantasma do meu padrasto a quem fizer a licitação mais alta. Por mil dólares, Jude tornar-se-á o orgulhoso dono do fato de um homem morto que se diz estar assombrado por um espírito inquieto. Ele não tem medo. Passara a vida a lidar com fantasmas - o fantasma de um pai violento, o fantasma das amantes que abandonara sem compaixão, o fantasma dos companheiros de banda que traíra. Que importância teria mais um? Mas o que a transportadora entrega à sua porta numa caixa preta em forma de coração não é um fantasma imaginário ou metafórico, não é um benigno motivo de conversa. É real.”
 
 
Este livro pode ser dividido em duas partes:
  
A primeira parte, correspondente à primeira metade do livro, contém alguns momentos arrepiantes e provocou o típico estado de alerta de quem lê este tipo de histórias. Joe Hill conseguiu tornar uma premissa algo ridícula em momentos de tensão e exaltação. Por momentos, senti que tinha regressado ao meu mundo de histórias de terror, abandonado há alguns anos.
 
 Na segunda parte, que é como quem diz a segunda metade do livro, o autor como que abandonou a temática do terror para criar uma corrida contra o tempo. Ao longo desses capítulos, tive a sensação de que estava a ler um livro de aventuras, ao invés de uma história de terror escrita pelo filho de Stephen King. Aliás, alguns dos pormenores que me assustaram inicialmente tornaram-se algo ridículos e repetitivos.
 
Por causa desta dualidade de abordagens em “A Caixa em forma de coração”, não posso dizer que esta tenha sido uma leitura plenamente satisfatória. Não pude deixar de sentir-me algo enganada por inicialmente me ter sido prometida uma história de terror que acabou por transformar-se em apenas mais uma leitura igual a tantas aventuras que se encontra por aí.
 
Não penso que Joe Hill não seja talhado para a escrita de livros de terror, apenas acho que devia ser mais coerente na sua abordagem e não se deixar dormir à sombra da bananeira, que é como quem diz: não se deixar convencer que basta ser filho de Stephen King para vingar no mundo da escrita de terror.

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2 comentários:

  1. Li este livro à tantos anos atrás que foi engraçado ve-lo aqui...já nem me lembrava da história. Mas concordo com o vosso feedback...totalmente

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    Respostas
    1. És a primeira pessoa que conheço que leu este livro. É estranho ser tão desconhecido sendo escrito por pessoa de tão sublime descendência ;)

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