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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

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105ª Entrevista do FLAMES: Susana Silva (autora portuguesa)



Nascida em 1981, Susana Silva, é licenciada em ensino de Biologia e Geologia pela Universidade de Aveiro. Trabalhou na educação e formação de adultos e de jovens até que o desemprego a impulsionou para a escrita. 

Estreou-se com a obra "Ao Som dos Tambores"

Sinopse
"Pontapeou uma pedra que se encontrava à sua frente e que foi parar à berma da estrada. Ele nem se importou. Mas quando olhou em volta… algo estranho… Ele estava no meio da movimentada estrada, e… nem um carro tinha passado. Olhou para um lado e para o outro, nem uma única pessoa se via, nem um motor de ouvia, o silêncio era de tal ordem que a presença de Gil parecia incomodar. Nada era racional naquela situação. Ansiaram o retorno daqueles que partiram, no entanto, este tornou-se mais assustador que a sua ausência. A vacuidade daqueles corpos anunciava o pior. Talvez a vida não tornasse a ser aquilo que tinha sido em tempos. A incrível história de Gil e de alguns amigos que assistem ao misterioso desaparecimento de todas as pessoas, tentando sobreviver com os meios subsistentes. Uma aventura onde há lugar à intrigante história do desaparecimento e retorno da humanidade e na qual Gil, família e amigos se vão tornar peões importantes num misterioso jogo de conspirações que parece interminável." 

O teu Filme preferido: "Inception"
O teu Livro preferido: "A Ilha", de Victoria Hislop
O teu Anime preferido: Em tempos foi "Sailor Moon"
O teu Manga preferido: Nunca li nenhum, mas pesquisei sobre isso e fiquei curiosa…
O teu Espectáculo/Evento/Programa de Entretenimento preferido: Um bom concerto de música
A tua Série preferida: Gosto de tantas, de diferentes géneros. Vou dizer-vos uma comédia (que bem que nos faz rir): "How I met you mother"


A escrita surgiu na tua vida sem que o tivesses planeado. Como é que isso aconteceu? 
Sempre gostei de escrever, faço-o desde os 17 anos, mas por causa da correria diária deixei de o fazer. Entretanto fiquei desempregada e a braços com um problema de saúde, a infertilidade. Dois problemas grandes que nos colocam rótulos, que afastam as pessoas e que nos afastam das pessoas. Recomecei a escrever para fugir da minha vida, das minhas dores, as minhas lágrimas, as minhas derrotas. 


O que é que a escrita trouxe de novo à tua vida? 
A escrita trouxe-me a vida. Enquanto escrevia esquecia tudo o resto e este processo solitário trazia-me o mundo por companhia. Escrever permitia-me criar novos mundos, dar-lhes cor, dar-lhes vida… Conceber personagens, conhecê-las, desenvolvê-las. Estudar para que tudo fizesse sentido. Falar com entendidos que desconhecia. Ninguém me podia parar a imaginação. Estava horas ocupada num mundo “ao som dos tambores”. 


Qual foi a fonte de inspiração para esta tua obra de estreia? 
Não sei se posso dizer que tenham sido fonte de inspiração, mas existiram dois cliques que me fizeram iniciar esta história. Um foi o filme “Guerra dos mundos”, também ele relatado na obra “Ao som dos tambores”, o outro foi uma série que relatava o dia a dia de sobreviventes a uma catástrofe. A história do meu livro seguiu depois um rumo muito próprio. Mas, como em tudo o que escrevo, inspiro-me nas pessoas, naquilo que vejo, que oiço, que sinto, naquilo em que acredito, mas também naquilo que consigo imaginar. E a imaginação não tem limites. 


De que forma é que “Ao Som dos Tambores” reflecte alguma parte de ti? 
Quando escrevo coloco sempre um pouco de mim, dos que me rodeiam, das minhas experiências. É inevitável. Neste livro podemos refletir sobre as questões do amor, da amizade, da coragem, valores com os quais muito me identifico, mas também acerca da sobrevivência, da inveja, dos limites do poder e do ter, questões que todos deveríamos ir refletindo, frequentemente, ao longo da nossa vida. Esta história era um escape àquilo que era a minha vida quando a escrevi, conforme já disse, mas pensando bem poderá relatar, de um sentido figurado, mais ou menos o que sentia. Deixo essa análise para os leitores. :)


Podes descrever-nos um pouco todo o processo que mediou o término da obra e a aceitação por parte de uma editora para publicá-la? 
Quando terminei a obra, coloquei-a na gaveta. Não sabia muito bem o que fazer com ela. Ainda a enviei para um concurso, mas não tive sequer resposta. Só no final do ano passado (2014) é que, incentivada pela família e amigos, enviei a obra para a Chiado Editara que prontamente me respondeu dizendo que a queriam editar. Foi algo com que nunca sonhei, sequer. Mas fiquei muito feliz com a oportunidade e com tudo o que esta experiência me tem trazido. 


Pretendes continuar a escrever? Quais são os teus planos para um futuro próximo? 
Eu continuo a escrever, sempre que posso. Infelizmente não posso fazer da escrita a minha principal atividade, porque não consigo sobreviver dela. Mas escrevo reflexões, pensamentos, histórias infantis. Escrevo sobre o que me apetece. Escrevo para me sentir mais viva, sendo criativa e estimulando-me mentalmente. Estou a escrever um novo livro, embora o processo seja bem mais complicado, pois há mais expectativas sobre mim e sobre o que vou escrever. E eu sinto isso. Estou a afastar-me do registo do livro "Ao som dos tambores", quero experimentar novas formas de escrever e de pensar a vida… agora se alguém chega a publicá-lo… isso já é outra história. 


Que conselhos deixas para quem está a começar a desafiante tarefa de escrever um primeiro livro?
Sejam vocês próprios. Escrevam com o coração, com a alma, mas com conhecimento também. Informem-se, estudem para que tudo faça sentido. Sejam organizados. Não desanimem, chorem se tiverem de chorar, riam quando tiverem de rir. E no final lutem pela edição do mesmo. Há tantas histórias a ser contadas e tantas histórias a ser lidas. A edição pode não ser um processo fácil, e frequentemente não o é, mas lembrem-se, sempre: não há sonhos insonháveis. 


Visitem a página oficial do Facebook da Susana aqui!

Muito obrigada Susana pela simpatia e pela disponibilidade!

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3 comentários:

  1. Uma coisa que nunca entendi é porque perguntas qual o anime e o manga favorito e não a animação (série ou filme) e banda desenhada, manga ou não. Eu sei que é para fazer o acróstico, mas com uma abrangência maior as respostas poderiam ser bem mais interessantes.

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    Respostas
    1. Olá Patrícia.

      Fazemos as questões sobre o anime e o manga favoritos pois são precisamente esse tipo de temas que nos interessam. Desde há muito que o Japão e a sua cultura nos fascina e estes dois tipos de arte têm origem nesse país. Daí que queiramos ser mais específicas para perceber se aqueles que nos entrevistam conhecem este tipo de criações. Contudo, eles sabem desde o início que se não tiverem nenhuma resposta para qualquer uma das categorias apresentadas que não há qualquer problema em deixar essa resposta em branco.
      A contrapartida disto tudo? Já vários entrevistados ficaram pela primeira vez a saber em que consistem os mangas e decidiram "espreitar" este tipo de livros.

      Abraço,
      Mariana

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