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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

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Livro: The Catcher in the Rye



Ano da 1ª Edição: 1951 
Género: Drama 
Autor: J. D. Salinger 


* Por Mariana Oliveira *

Um dos meus objectivos para este ano de 2016 era o de começar a ler mais Clássicos. Infelizmente, considero que falhei redondamente pois dos vários livros que li este ano muito poucos se enquadram nesta categoria. Excepção feita ao “The Catcher in the Rye”, que em Portugal ficou com o título “À Espera no Centeio”. 


Sinopse:
“A voz do seu protagonista, o anti-herói Holden Caulfield, encontrou eco nos anseios e angústias das camadas mais jovens, tornando-o numa figura icónica do inconformismo. Da mesma forma, os temas da identidade, da sexualidade, da alienação, e do medo de existir, tratados numa linguagem desassombrada e profundamente original, fizeram de "The Catcher in the Rye" um símbolo da contracultura dos anos 50 e 60. Mas, passados sessenta anos sobre a sua primeira publicação, vendidos mais de 65 milhões de exemplares em quase todas as línguas, e instituído marco incontornável da literatura mundial, "À Espera no Centeio" mantém toda a actualidade e a frescura da rebelião.” 


Opinião:
Já há imenso tempo que tinha curiosidade em ficar a conhecer esta obra, visto que é considerada uma história polémica tendo sido, inclusive, proibida em vários locais. Após a minha leitura, consigo perfeitamente perceber o porquê de J.D. Salinger ser considerado um escritor deveras corajoso ao atrever-se a publicar este livro no ano de 1951. 
Parti para a leitura de “The Catcher in the Rye” sem saber nada da história. A minha versão não tem nenhum resumo na contracapa e propositadamente evitei ler qualquer informação na internet. A minha surpresa, por isso mesmo, não poderia ter sido maior...

Neste livro acompanhamos um rapaz, Holden Caulfield, que está a atravessar os últimos anos da sua adolescência numa sociedade, aos olhos dele, onde quase tudo está completamente errado. Para Holden, as pessoas perderam a verdadeira noção do que é a felicidade e vivem preocupadas com coisas sem qualquer interesse. Na sua opinião o mundo pode ser resumido numa simples palavra: aborrecido. 
É assim que, ao longo de três dias na sua vida, acompanhamos Holden à medida que vai tentando perceber o que é que realmente quer fazer com o seu futuro. As peripécias sucedem-se mas tudo a um ritmo lento. Isto é, nesta obra não nos é apresentada uma história de acção repleta de personagens e situações intrincadas. Percorremos, ao invés, um percurso lento à medida que acompanhamos o jovem Holden nas suas deambulações. 

Consigo perceber o motivo desta obra ter sido proibida pois a linguagem utilizada pelo autor, que não se poupa ao calão e alguns palavrões juntamente com a sua dura crítica à sociedade da época resultaram numa obra polémica e corajosa. Este é um livro que acredito que gostaria muito de ter lido durante a minha adolescência mas que, agora, com um olhar mais adulto consigo entender de uma forma ainda mais profunda e completa. 
Aconselho esta história àqueles leitores que gostam de livros mais pausados e em que questões como a sociedade, a vida e a felicidade são centrais. 

“Mas o que é que o título tem a ver com esta história?” perguntam vocês. Pois bem, apenas posso dizer-vos que este é dos títulos mais originais que alguma vez vi e que quando lerem o livro a determinada altura vão perceber perfeitamente daquilo de que estou a falar!!

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