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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

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Livro: A Hora Solene



Ano: 2015
Género: Espionagem, Policial
Autor: Nuno Nepomuceno


Sinopse:

"Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional."


Opinião: 
 
"Trilogia.
A famosa palavra que uns temem e que outros adoram. A verdade é que, inevitavelmente, depois de acompanharmos uma história ao longo de 3 volumes acabamos por sentir que vivemos a mesma com outra intensidade. Isto é consequência imediata do maior tempo que passamos a acompanhar as personagens e as peripécias que estas enfrentam. 

Foi precisamente isto que me aconteceu com a trilogia “Freelancer”. Ao acabar o 3º volume, “A Hora Solene”, não fui imune a um sentimento agridoce: fiquei feliz pois finalmente tudo foi desvendado e resolvido mas não consegui evitar uma pontada de tristeza por ter de dizer adeus ao André e aos seus companheiros.
Ao longo dos 3 livros vivi momentos de pura tensão, reviravoltas surpreendentes, descobri segredos chocantes e comovi-me com a fragilidade do nosso protagonista. A história foi muito bem pensada desde o início e a sua execução não deixou nada a desejar.
Algo que destaquei quando falei nos 2 primeiros volumes e que também se verificou neste livro foi a ausência de tempos mortos. O ritmo da acção é elevado e está sempre a acontecer algo de relevante para a história. 

Relativamente ao último livro, “A Hora Solene”, foi notória a evolução na escrita do Nuno. Tal como o próprio afirma, começou a escrever o volume “O Espião Português” há mais de 10 anos e, como tal, a diferença entre os dois livros é notória.
No que à trama diz respeito, consegui desde cedo perceber a linha de raciocínio do Nuno e, por isso mesmo, esta 3ª parte não teve tantas surpresas como as duas primeiras. Algo, contudo, que esteve mais presente neste livro foi a tensão emocional. Afinal, era necessário um desfecho e este livro esteve repleto de dilemas morais, de decisões imperiosas e de resoluções pessoais.

Se para mim não foi fácil despedir-me destas personagens, imagino que para o Nuno tenha sido ainda mais difícil terminar este capítulo da sua vida. Contudo, tal como o próprio autor fez questão de ressalvar, este não é o fim da sua carreira literária pois o mesmo pretende continuar a escrever. A meu ver, com um começo tão auspicioso, só podemos esperar projectos de excelência por parte do escritor.
Numa coisa acredito: vou querer estar na frente da fila para comprar os seus trabalhos futuros.

Vivam os novos autores portugueses por nos mostrarem que a escrita em Portugal está boa e recomenda-se! E um viva muito especial para o Nuno Nepomuceno por, apesar de todas as adversidades que teve de enfrentar ao longo de tantos anos, nunca ter desistido de perseguir esta sua paixão. Ganhou ele mas, acima de tudo, ganhámos nós, os seus leitores, por termos tido a oportunidade de viver na primeira pessoa a história do inesquecível espião português."

Por Mariana Oliveira

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