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quinta-feira, 12 de maio de 2016

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Livro: A linguagem secreta das irmãs


 
Título Original: The secret language of sisters
Ano de Edição: 2016
Género: Drama, Romance
Autora: Luanne Rice
Editora: Marcador



*por Mariana Oliveira*



Foi esta a minha primeira leitura de uma autora bastante conhecida que decidiu estrear-se com esta obra nas lides dos romances para jovens adultos.
A minha opinião relativamente a esta história divide-se, já que é relatada sob dois pontos de vista e enquanto gostei muito de um deles, houve um outro que não conseguiu convencer-me por completo.


 Sinopse:
"Quando Ruth Ann (Roo) McCabe, ao volante do seu carro, responde a uma mensagem de texto, no telefone, a sua vida, tal como era até então, termina. O carro capota e Roo acaba numa cama de hospital, paralisada. Silenciosa.
Todos pensam que está em coma, mas Roo tem síndrome de encarceramento - consegue ver, ouvir e compreender tudo à sua volta, mas ninguém sabe.
Mathilda (Tilly) é a irmã de Roo e a sua melhor amiga. Foi ela quem enviou a mensagem de texto a Roo e, inadvertidamente, causou o acidente. Tilly tem agora de lidar com a sua culpa avassaladora e com os seus sentimentos crescentes pelo namorado de Roo, Newton - a única pessoa que parece perceber aquilo que Tilly está a passar.
Mas Tilly pode ser a única pessoa capaz de resolver o mistério da situação da sua irmã - aquela que consegue ver a verdade através do silêncio de Roo.
De alguma forma, através da medicina ou dos milagres, será que ambas as irmãs vão encontrar uma maneira de recuperar?"



Opinião:
"Em "A linguagem secreta das irmãs" acompanhamos duas irmãs que se vêem a braços com uma tragédia: Roo, a mais velha, sofre um gravíssimo acidente e fica prisioneira no seu próprio corpo, incapaz de comunicar com o exterior; cabe à sua irmã Tilly tentar perceber o que se passa com Roo e ela própria lidar com o sentimento de culpa que a persegue desde aquele trágico acidente.


Simplesmente adorei o ponto de vista de Roo. Pela primeira vez na minha vida, estive próxima de perceber o que sente uma pessoa que consegue ouvir tudo mas que está impedida de comunicar com o mundo exterior. São passagens angustiantes ao mesmo tempo que por vezes nos surpreendemos com a coragem da jovem Roo que consegue encontrar esperança e força para continuar mesmo perante tal adversidade. Acompanhá-la ao longo do livro foi um misto de entusiasmo e pena e deixou-me a pensar nos milhares de pessoas por esse mundo que estão em situações semelhantes. É incrível como só damos valor a algo depois de o perdermos e esta história deixou essa mensagem bem patente para mim.

Já relativamente ao ponto de vista de Tilly, apesar de perceber o grande stress sob o qual ela passa a viver após o acidente da irmã, não consegui evitar achá-la um pouco egoísta em certas ocasiões. Contudo, falar é fácil pois não sou eu quem tem a pessoa mais próxima da minha vida numa cama de hospital possivelmente condenada a assim ficar para o resto da sua vida. Por isso mesmo, acredito que esse egoísmo de Tilly lá bem no fundo faça algum sentido pois todos nós reagimos das formas mais inesperadas perante situações de crise.

No geral, gostei da importância que Luanne Rice deu a um tema que desde há vários anos tem vindo a ser alvo de grande atenção nos E.U.A. : "se conduzir não envie sms's". Este flagelo que tem roubado a vida a centenas de pessoas todos os anos é um tema central nesta história e isso tornará esta uma leitura ainda mais interessante para os jovens leitores. No entanto, não posso concordar com o ponto de vista apresentado pela autora em que quem envia a sms também é culpado: quando enviamos uma mensagem a alguém não podemos prever em que circunstâncias é que esta será lida, por isso para mim a culpa e a responsabilidade assenta sempre em quem decide como e quando irá ler e responder a uma sms."

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