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sexta-feira, 15 de maio de 2015

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98ª Entrevista do FLAMES: Moullinex (artista português)


Moullinex



Moullinex, nome artístico de Luís Clara Gomes, é um artista de música electrónica aclamado pela crítica, pelo público e pelos seus pares.
O seu trabalho resultou em vários EPs, remisturas para artistas como Sebastien Tellier, Cut Copy ou Two Door Cinema Club, bem como um primeiro álbum, "Flora".
No meio de tudo isso, Moullinex está a gerir digressões globais (como DJ e como parte de um colectivo ao vivo) e uma editora (Luís é cofundador da essencial Discotexas). 
Agora, o DJ e produtor anuncia a nova aventura: o álbum “Elsewhere”  que chegará ao mercado a 18 de Maio. Composto por 11 faixas, tem em “Take a Chance” o seu primeiro cartão de visita. O lado visual também não foi deixado ao acaso: o design e as ilustrações estão a cargo de Bráulio Amado e Kevin Lucbert, enquanto as fotografias são de Nian Canard. Editado pela Discotexas e distribuído pela Universal Music Portugal, “Elsewhere” está já a ser destacado por aclamadas publicações internacionais como a Fader, Tsugi ou Thump. 
Para além da música, tem um especial interesse na informática que o leva a colaborar com investigadores de Astronomia em todo o mundo. 
 
A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Qual o significado por detrás do teu nome artístico? 
Isto são influências francesas, era uma marca de frigoríficos francesa e eu assinei os meus primeiros projetos com Moullinex e então ficou assim. 
 
Quais são os artistas que te inspiram? 
Para te responder teria de te dar uma lista muito grande e variada. E sabes, também depende da semana ou do dia em que estou [risos]. Mas diria que vai desde os Beatles aos Daft Punk, que é donde vêm as influências electrónicas. Mas o Stevie Wonder e os Pink Floyd também são artistas que admiro muito. Como te disse, são mesmo muitos para te estar a dizer, mas diria que estes são os que melhor me representam. 
 
Qual é o local onde mais gostarias de actuar? 
Felizmente, já concretizei um dos meus maiores sonhos, que era actuar no Coliseu dos Recreios. E também já actuei no terreiro do Paço. Mas, sonhava em actuar em Nova Iorque ou em Londres, no O2 Arena, ou em LABold. 
 
Que mensagem gostarias de ver a ser erguida num cartaz durante um concerto teu? 
[risos] Esta é uma pergunta muito difícil. Qualquer cartaz é bom porque significa que alguém se deu ao trabalho de o fazer, então encaro-o como um elogio. Não vou dar ideias para ser surpreendido.

Recordas-te de alguma situação caricata que tenha acontecido num concerto teu e que queiras partilhar?
Por falar em cartaz… há muitos anos atrás, estávamos a atuar em Albufeira e éramos para voltar para Lisboa nessa noite, mas não pudemos. Então, nós fizemos o nosso próprio cartaz a perguntar se alguém nos arranjava um quarto por lá.

E alguém vos respondeu?
Sim, sim. Conseguimos logo onde ficar. 
 
Ao Moullinex o FLAMES pergunta... 
 
Como foi o percurso na tua vida que acabou por te conduzir até à música electrónica? 
Humm… eu sempre fui um bocado nerd. Gostava de desmontar as coisas do meu quarto e foi isso que me levou até à Engenharia Informática. Acho que a música electrónica junta o meu gosto pela música e pelos computadores. A princípio, não havia muita gente nesta área, mas acabei por me cruzar com algumas pessoas que também gostavam desta área e encontrar o meu caminho. 
 
Dirigir uma editora ao mesmo tempo que se é músico não deve ser tarefa fácil. Por outro lado, a editora permite-te ter contacto com outros artistas. Tem sido fácil conjugar as duas coisas ou sentes que ser editor te rouba tempo precioso que poderias utilizar na tua carreira como músico? 
Não, nada. Tenho tempo para tudo. Para produzir, tocar ao vivo. Agora com o novo CD, também me envolvi no design gráfico, nos videoclipes que fazemos… acabo por me meter em todas as coisas, mas tenho tempo para tudo. Confesso que tiro um bocado de tempo ao sono. 
 
Ao longo do tempo tiveste a oportunidade de actuar com diversos artistas. Há alguém com quem ainda não tenhas partilhado o palco e com o qual gostarias muito de o fazer? 
Bom, já tive a sorte de atuar com muitas pessoas que admiro, mas atuar com o Stevie Wonder era o sonho de uma vida. 
 
Achas que o público português respeita a música electrónica tal como o faz com os demais géneros ou sentes que ainda há um caminho a trilhar no nosso país? 
Eu creio que já está muito melhor. Nos últimos anos tenho visto muita coisa nova a sair e acho que começamos a ganhar espaço neste mundo. Acho que finalmente ultrapassámos o stigma.

E no início da tua carreira sentias muito esse estigma? 
Sim, sentia-me parte do estigma. Quando comecei a compor as primeiras coisas, os meus amigos achavam muito estranho, mas felizmente acabaram por me dar uma oportunidade [risos].

O que gostarias que os teus fãs sentissem ao escutar o teu álbum "Elsewhere"? Qual é o melhor elogio que podias receber? 
Para mim, gosto que as pessoas dancem e sorriam ao ouvir o meu álbum… é o melhor elogio que me podem dar.
 
Para quem nunca teve a oportunidade de assistir a um concerto teu, como descreverias essa experiência? 
É sempre muito diferente. Toco com uma banda, mas não só, não faço sempre o mesmo. É sempre muito melhor estar lá a viver do que eu estar aqui a descrever, até porque é sempre algo diferente. A melhor experiência seria para quem quisesse aparecer no dia 28 de Maio, no Lux.

E então projetos para o Norte, para a cidade Invicta? 
[ahaha] já estava a espera que me perguntassem isso e tinha a carta na manga! Vou estar no dia 19 de Junho no Hard Club. 
 
Daqui a 5 anos onde imaginas que o Moullinex possa estar? 
Olha, essa também é uma pergunta muito difícil. Espero ter mais dois álbuns, acho que é um objetivo muito realista. Mas, sabes, com este álbum abriu-se caminho. Há muitas coisas pelas quais posso escolher, o CD abriu-me muitas portas. Mas gostava de continuar a produzir novas bandas, acho que é o caminho mais natural para mim. Quando estou a desenvolver trabalho de outras pessoas e trabalho com elas acabo por aprender e eu gosto muito disso. 
 
Para finalizar, e a título de curiosidade, podes explicar-nos como surgiu o teu interesse pela Astronomia? Esta área do saber influencia, de alguma forma, a tua carreira?
Hummm… A Astronomia vai ao encontro do meu gosto pelas ciências e é uma ciência que que vai beber muitas outras ciências, por exemplo, as influências que teve na Medicina. Mas, respondendo à tua pergunta, sim… huumm, talvez, indiretamente. Lembro-me sempre das bandas sonoras das séries dos anos 80. Ou então, o Star Wars e o Star Trek, com as naves espaciais, os planetas, o espaço! Talvez seja esta a relação.

Obrigada ao Moullinex pela simpatia e um especial obrigada à Cátia sem a qual esta entrevista não teria sido possível!

 

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