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terça-feira, 30 de setembro de 2014

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81ª Entrevista do FLAMES: Xinobi (artista português)

 Xinobi

Bruno Cardoso ficou conhecido pelo público português através da banda Vicious Five da qual fez parte. Actualmente, apresenta-se como Xinobi, um músico com uma sonoridade que passa pelo Punk, Rock, Skate, Dance e Disco. Divide as suas actuações entre Portugal e o mundo, tendo já actuado em países como os E.U.A., Austrália, Coreia do Sul e em grande parte da Europa. Apresenta agora o seu álbum de estreia – “1975” cujo single de apresentação, “Mom and Dad”, já está disponível.
O FLAMES esteve à conversa com ele. Vejam o que ele nos disse: 

A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Porquê a escolha deste nome artístico? 
O nome vem de um jogo de infância que jogava muito- “Shinobi”. É uma espécie de um jogo de computador de arcada de que eu gostava muito em miúdo. É um jogo de ninjas. 

Quais são os artistas que mais te inspiram?
Isso é muito difícil…quantos posso dizer? (risos) Por exemplo Stimming, Ennio Morricone, Pink Floyd e muitos outros.

Quem é que escreve as letras das tuas músicas? 
Por acaso não há grandes letras nas minhas músicas, mas, por exemplo, no “Mom and Dad” fui eu que escrevi. São uniões de 3 ou 4 letras relativamente conhecidas no mundo pop e juntei-as com outras frases. Normalmente sou eu quem escreve as letras. 

Qual é o local onde mais gostarias de actuar? 
Índia. Nunca fui lá… e também pela comida (risos). É um dos muitos sítios, não quer dizer que seja o único. 

Que cartaz ou mensagem gostarias de ver ser erguida no meio do público durante um concerto teu? 
(risos) Não faço a mínima ideia, até porque fico embaraçado com essas coisas. Não sei mesmo.

Um cartaz mais recente talvez? 
Não porque toco sem óculos e não vejo nada. (risos) 

Lembras-te de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto teu? 
(risos) Já me roubaram os óculos e tive que comprar outros. Alguém subiu ao palco e roubou-mos sem que ninguém desse por isso. Podia-se pensar que tinham sido perdidos, mas sei que foram roubados. Numa outra vez, na Ucrânia, vieram-me buscar ao palco ao fim de 20min de concerto. Eu tinha contracto para mais uma hora e dez mas disseram-me que já estava um carro lá fora à minha espera. Eu disso “ok” e fui-me embora com eles. Só que o artista que foi actuar a seguir a mim foi preso! 

Era um clube ilegal? 
Não é uma questão de ser ilegal. Só que, por exemplo, lá se os vizinhos se queixarem do barulho a polícia vai lá e não presta contas com os responsáveis do clube. Simplesmente pega em quem está a actuar em cima do palco e leva-o preso. 


 Ao Xinobi o FLAMES pergunta...

O público português ficou a conhecer-te através da banda Vicious Five. O que é que aprendeste com esse projecto que te serve ainda hoje para a tua carreira a solo? 
Aprendi a lidar com pessoas em momentos complicados, em momentos de tensão. Aprendi a gerir egos de forma a não magoar ninguém, pelo menos intencionalmente. Aprendi a lidar com a intensidade da estrada e com a exposição de um trabalho criado por nós.

Estás agora a apresentar o teu álbum de estreia. Porque decidiste chamá-lo “1975” e em que é que te inspiraste para criar este trabalho? 
1975 Foi a data em que os meus pais vieram de Moçambique para Portugal. Em relação à minha
inspiração: muitas das minhas músicas estão relacionadas com os filmes da década de 70. Uma vez estava a ver fotos de Moçambique dos meus pais dessa altura e achei que elas tinham um aspecto bastante cinematográfico. Foi daí que partiu a minha inspiração. Por vezes as pessoas atribuem outros significados ao nome, pensam por exemplo que é o ano em que nasci mas o motivo não tem nada a ver com isso.

 O vídeo do single de apresentação do álbum, “Mom and Dad”, é, no mínimo, curioso e original. A ideia por detrás do vídeo foi tua?
A ideia foi minha em conjunto com outra pessoa. É uma continuação de um vídeo que fiz anteriormente. O vídeo é mais um exercício estético, não tem a ver com a música. Uma actriz fez uma performance diferente, em que deu tudo em modo de improviso. Nós podíamos dar dicas mas era ela quem interagia com o que estava à volta dela. Filmámos umas 4 ou 5 horas e depois juntámos as imagens de uma maneira que nos pareceu a mais adequada. O vídeo podia servir outra música, mas foi feito propositadamente para esta! (risos)

Como tem disso a reacção do público português ao teu trabalho?
Está a crescer, está a ser melhor ultimamente. Até hoje sempre foi um bocado nicho, com um público muito fiel mas pequeno, mas agora está a crescer. 

E sentes isso a acontecer apenas em Portugal? 
Não, é um pouco por todo o mundo. Mas a nível de comunicação compreendo melhor uma pessoa quando esta fala em português do que quando fala em inglês com um sotaque russo, por exemplo. Por isso, para mim, é mais fácil interpretar o que o público português está a sentir. 

Já actuaste em vários países um pouco por todo o mundo e continuas a fazê-lo. A música é uma linguagem universal ou sentes um feedback diferente em cada país que visitas?
É definitivamente universal. É assim, não posso generalizar muito porque quando actuo num país específico, num clube específico, tenho a reacção daquelas pessoas, o que não significa que o povo daquele país seja todo assim. Mas agora na América do Sul e talvez também na Ásia, só há pouco tempo é que começaram a ter contacto com outros tipos de música e enquanto noutros sítios algumas pessoas podem ser um bocado snobs e irem antes tomar uma bebida ao balcão, nesses continentes elas vibram mesmo com o concerto. Às vezes em Portugal sinto o mesmo. Por exemplo em Paredes de Coura, as pessoas estavam mesmo no espírito e podem mesmo tornar-se no melhor público do mundo.

Obrigada Xinobi e votos de muito sucesso!

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