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segunda-feira, 28 de março de 2016

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117º Entrevista do FLAMES: LINDA MARTINI (respostas por Cláudia Guerreiro)


Linda Martini

“Sirumba” já se encontra em pré-venda no site da fnac, onde os fãs podem adquirir uma t-shirt exclusiva, apenas disponível até dia 31 de março e limitada ao stock existente. “Sirumba” estará disponível também em Vinil.
Os Linda Martini são, na sua geração, a banda mais relevante da música nacional. “Sirumba” é o sucessor do muito aclamado álbum de 2013,“Turbo Lento”, o primeiro disco editado com o selo da Universal Music Portugal, álbum que entra diretamente para o #2 lugar o top de vendas.
Os Linda Martini são André Henriques (voz e guitarra), Cláudia Guerreiro (baixo), Pedro Geraldes (guitarra) Hélio Morais (bateria). 
Hoje conversámos com a Cláudia. Fiquem com o que ela nos disse em baixo. Aproveitamos para agradecer-lhe pela disponibilidade e simpatia! 

A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Como é que se conheceram e decidiram formar os Linda Martini? 
Eu já conhecia o Hélio, já tinha tocado numa banda com ele e conhecia o André de uma outra banda também e que tocava com outros amigos. Entretanto eu comecei a namorar com o Hélio e ele também tinha outra banda. Entretanto o baixista dessa banda saiu e entrei eu… enfim… uma confusão (risos). No fundo cada um de nós já tinha bandas e fomo-nos conhecendo neste meio musical. 

Porque escolheram este nome para a banda?
No nosso caso foi bastante difícil. Aliás, nós demoramos algum tempo e houve alguns concertos que tivemos de adiar porque não nos decidíamos com o nome. Tínhamos tido umas oportunidades que tivemos de adiar até termos o nome definido. Não havia um nome que reunisse consenso entre todos. Na verdade Linda Martini é o nome de uma pessoa, de uma amiga do Pedro. O André no início nem gostava muito, mas no final todos gostamos da sonoridade dele e acabou por ficar. 

Lembra-se da primeira vez que ensaiaram juntos? Como foi?
Eu lembro-me da primeira vez em que ensaiamos mas ainda não tínhamos o nome definido.. Lembro-me da primeira vez que ensaiamos quando o Pedro ainda não estava na banda, mas a primeira vez com a formação actual por acaso não me lembro…

Quem é normalmente o responsável pela composição das vossas letras?
É o André. O André é que é o responsável pelas letras. Nós somos aqueles que estamos de fora e que dizemos se gostamos ou não gostamos (risos) mas o principal responsável é mesmo ele. 

Há algum local onde gostariam de tocar e ainda não tiveram oportunidade de fazê-lo?
Não… quer dizer, há um país onde gostaríamos de ir tocar que é o Brasil… Já houve propostas mas ainda não chegámos a ir. Espero que um dia se proporcione…

Que cartaz ou mensagem em particular gostariam de ver a ser erguida num concerto vosso?
Não te sei responder, desculpa… Não faço mesmo ideia.. Mas já vimos algumas coisas engraçadas…


Algum em particular que se lembre?
Há sempre aqueles clássicos do “Faz-me um filho”... o estranho foi que uma vez havia um cartaz a dizer para eu lhe fazer um filho, o que é um pouco difícil. Ainda por cima era uma mulher que o estava a erguer, quer dizer, a coisa era um pouco complicada (risos). Mas o mais típico é as pessoas levarem frases das músicas.. também já houve gente a pedir a baqueta ao Hélio…

Lembra-se de alguma situação caricata que já vos tenha acontecido concerto?
Olha, há uma situação que nem foi caricata, foi mais emblemática para a banda, mas foi uma coisa que durante muito tempo tentámos não falar sobre isso porque foi uma situação complicada. Mas já ultrapassámos isso. Foi em 2007, mas por acaso não me consigo lembrar onde é que estávamos… O André durante um concerto partiu os dentes da frente no último concerto. Não sei como aconteceu, mas acho que ele estava de olhos fechados e o Pedro levantou-se e o André baixou-se ao mesmo tempo e levou com a guitarra nos dentes. Foi muito dramático. Entretanto eles saíram do palco e eu e o Hélio continuámos em palco porque não tínhamos percebido o que tinha acontecido. Essa foi talvez uma das coisas mais marcantes para a banda.

Aos LINDA MARTINI o FLAMES pergunta…

Qual o significado por detrás do nome do novo álbum "Sirumba"?

Sirumba é um jogo… é o mesmo nome que se dá ao jogo do “polícia e o ladrão”. Era um jogo que todos nós jogávamos quando tínhamos praí uns 11 anos… assim nos anos 90. Este jogo é uma coisa que nos une no passado porque todos jogávamos. Mas é um nome como outro qualquer. Mais do que ligar ao significado nós gostamos da sonoridade das palavras e esta palavra tem uma sonoridade particular. É uma palavra diferente que quase ninguém conhece. Dá também para fazer um paralelo entre o nome e a própria banda, porque no jogo temos equipas, a equipa dos polícias e a equipa dos ladrões, e nós na nossa banda por vezes também formamos equipas. Umas vezes damo-nos melhor com uns, outras vezes com outros… Vamos formando grupos.

As vossas letras costumam ser muito metafóricas. Esse estilo mantem-se em Sirumba?
Sim e não. Mantem-se a questão metafórica, mas talvez por agora haver mais coisa escrita há menos espaço para interpretações diferentes. Antes havia menos letra, havia mais metáforas… as letras eram mais individuais, mais nossas e mais abertas a diferentes interpretações por parte de quem as ouvia. Agora com mais letra elas tornam-se mais objectivas, mas penso que continua a haver espaço para diferentes interpretações. 

A 2 de Abril vão actuar num dos palcos mais emblemáticos em Portugal, o Coliseu de Lisboa. Um concerto desta envergadura necessita de uma preparação especial da vossa parte?
Todos os concertos de apresentação de um álbum necessitam de uma preparação especial, independentemente do local. Tem de ser um concerto muito bem pensado porque é a primeira vez que uma pessoa toca ao vivo e mostra ao público as músicas ao vivo. É mais stressante por causa disso. Depois, claro que o facto de ser no Coliseu é mais stressante também. No entanto, ao contrário de outras bandas que normalmente tocam em outros locais mais pequenos e só depois apresentam o disco num local mais emblemáticos, nós decidimos fazer a apresentação deste disco logo numa sala grande. Mas o facto de ser a primeira vez que apresentamos um disco ao público faz com que haja um grande peso, e apesar de o coliseu ser uma sala grande, também é uma sala confortável e nós queríamos isso. É uma sala grande, mas é uma sala bonita, quase como se fosse a sala de casa. Quando apresentámos o disco anterior, a sala era muito “fria”. Esta tem outro sentido, mas eu acho que vai ser bom e vai correr tudo bem. 

Disponibilizaram o "Sirumba" no spotify antes mesmo de se encontrar disponível nas lojas. Porquê esta escolha?
Não te sei responder, isso é uma questão mais ligada à indústria… da minha parte posso no entanto dizer-te que é bom quando as pessoas vão para o concerto e já conhecem as músicas. Esta é a única maneira de eles estarem lá a cantar connosco, por isso as pessoas têm uma semaninha para aprenderem as letras antes.

Ouçam o álbum no spotify aqui - https://play.spotify.com/album/2yzCXscOJifbr1XN0XBmus

Quatro álbuns depois, o que mudou nos Linda Martini e o que permanecerá sempre igual?

A nossa identidade permanece. Permanece esta coisa que eu não sei bem explicar o que é que faz com que as pessoas quando nos ouvem sabem que estão a ouvir Linda Martini. Mas há coisas que vão mudando e é bom por vezes irmos explorar outras coisas, sem no entanto perdermos a nossa identidade. Por exemplo neste álbum fomos a outros sítios mas o que somos permanece lá. Outra coisa que mudou foi o facto de o André estar agora com a banda a 100%, porque antes ele tinha um trabalho a full-time. Agora tem mais tempo para se dedicar a nós. Agora somos 4 a viver para a banda e isso muda um pouco a dinâmica do grupo. Agora também temos um espaço só para nós depois de anos a mudar de local… e como agora temos mais tempo isso dá-nos espaço para explorar mais coisas. O som também está diferente. Antes os instrumentos estavam um pouco misturados, agora temos espaços dedicados a cada instrumento o que faz com que as melodias sejam diferentes. Antes os instrumentos não se distinguiam bem, mas agora isso já não acontece. 

Numa banda com 4 pessoas distintas, como conjugam as vossas personalidades de forma a se manterem tão unidos há tantos anos?
Tem a ver com o que te dizia à pouco…. Há dias mais fáceis outros menos fáceis, mas vamos equilibrando e como somos 4 e vamo-nos unindo em grupos. O facto de sermos 4 é muito porreiro porque nunca ninguém está sozinho. Isto é como um casamento só que com 4 pessoas (risos). 

Os vossos álbuns costumam conter cerca de 9/10 músicas. O Sirumba não é excepção, apresenta 9 músicas. Porque esta escolha? 
Tem a ver com o tempo máximo de um álbum… nós não queremos que as músicas sejam tão longas que sejam uma seca para quem as ouve, não queremos que as pessoas sem cansem. Desta vez temos 9 músicas mas temos uma música a mais que é apenas digital, ou seja saiu mas não está no disco e uma prenda para quem comprou o disco digital. 

Há umas semanas entrevistamos o Quim dos Paus (ver aqui), que nos explicou que havia uma boa dinâmica entre as pessoas na HAUS e que gravar lá permitia que os artistas fossem interagindo uns com os outros. Isso foi importante também para o Sirumba?
Sim, porque aquilo é um espaço grande em que temos o nosso próprio espaço, mas depois há um local que é um espaço comum e isso permite que haja uma partilha que pode acabar por influenciar. Às vezes estamos a gravar e depois perguntamos aos outros se ouviram e o que é que acharam. Só podemos ganhar com isto. Estamos com outras pessoas que também fazem música e que trabalham com isto, o que nos permite ter uma perspectiva diferente e nos permite falar com outros profissionais.



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