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quinta-feira, 24 de março de 2016

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Livro: Quattrocento


 Ano de Edição: 2009
Género: Mistério, Romance
Autora: Susana Fortes


Desde que vi a série "Da Vinci's Demons" que fiquei muito curiosa em relação à família Médicis. Assim, mal tive a oportunidade de ler algo relacionado com eles, ainda que ficcionado, não hesitei!

Sinopse:
"A solução de um segredo com 500 anos está próxima. Mas o Vaticano fará tudo para impedir a sua revelação….
Florença, 1478. No quinto domingo depois da Páscoa, a História do Renascimento italiano, e talvez a de toda a Europa, esteve prestes a dar uma reviravolta. Na catedral da cidade reunia-se a brilhante e turbulenta nobreza local, encabeçada pelo indiscutível homem forte da República, Lourenço de Médicis, o Magnífico. No momento culminante da missa, quando o sacerdote erguia o cálice com o vinho consagrado, um grupo de conspiradores puxou das adagas, ocultas sob as capas, e atacou a família do mecenas. Estes factos, conhecidos como A conjura dos Pazzi, marcaram durante gerações a memória dos florentinos pela sua natureza violenta e indecorosa. Vários artistas ilustres do Renascimento, como Botticelli, Verrocchio e Leonardo da Vinci, fizeram referência a este acontecimento em quadros repletos de referências simbólicas".


Opinião:
"Sabem quando um livro é mau ao ponto de, por vezes, vos fazer querer desistir de lê-lo? Pois bem, este foi pior porque me fez querer abandonar a leitura do início ao fim! Contudo, como ainda não aprendi a desistir de leituras, obriguei-me a terminá-lo...
O problema não está na escrita, que é mediana. Assenta, isso sim, na história, mais precisamente na previsibilidade e falta de originalidade! 
Contada sob o ponto de vista de 2 personagens, uma no presente e outra no ano de 1478, o mistério sobre o atentado que abalou fortemente a família Médicis vai sendo desenvolvido a um ritmo penoso, em que os passos das personagens são por demais evidentes e fáceis de prever.
Para piorar a situação, a autora decidiu criar um romance entre a protagonista, do tempo presente, e uma personagem que, e acreditem que não sou nada preconceituosa com a questão da diferença de idades, tem literalmente idade para ser pai dela! Não me entendam mal pois não foi a questão da idade que tornou este romance tão estranho, mas sim a relação que ambos tinham antes de se envolverem. Foi, a meu ver, um romance demasiado forçado em que eles não combinavam nada. Ele parecia mesmo ser o pai dela e não o seu amante...
Depois, para piorar ainda mais a situação, eis que a autora decide desvendar todo o mistério de uma forma tão abrupta que até senti a necessidade de voltar uns parágrafos atrás para ver se não tinha saltado nenhuma parte. A sensação com que o leitor fica é a de que a escritora se cansou de escrever o livro e decidiu terminá-lo com meia dúzia de páginas.

Esta experiência traduziu-se na pior leitura do ano. Não diminuiu em nada o meu fascínio pela família Médicis mas ensinou-me uma preciosa lição: tenho mesmo de aprender a desistir de leituras visto que há tantos livros bons à espera de serem lidos que não devo desperdiçar o meu tempo com os que não o merecem."


Por Mariana Oliveira

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1 comentário:

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