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segunda-feira, 14 de março de 2016

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Livro: O Amor é vermelho




Título: O Amor é Vermelho
Autora: Sophie Jaff
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 360
Editor: Marcador
ISBN: 9789897542152
Coleção: Marcador Literatura
Idioma: Português

Para adquirir o livroAQUI

Sinopse:
Katherine Emerson nasceu para cumprir uma profecia secular, mas ela ainda não o sabe. No entanto, há um homem que o sabe: um assassino que persegue as mulheres da cidade de Nova Iorque, um monstro que os media apelidaram de Homem Foice devido à arma que utiliza para transformar os corpos das suas vítimas em telas para a sua arte perversa. Ele rouba mais do que a vida das suas vítimas, e cada morte aproxima-o mais da mulher que tem de possuir custe o que custar.
«Um livro dinâmico, um thriller escrito de forma brilhante. Altamente viciante.»
San Francisco Book Review
«O Amor é Vermelho é tão cativante que o leitor vai dar por si a levá-lo para todo o lado até chegar à última página… e irá querer relê-lo assim que o terminar.»
Elizabeth Haynes, autora bestseller do The New York Times


Opinião 
(por Roberta Frontini)

Não sei se vou dar a minha opinião de forma confusa, espero bem que não, mas quero começar por dizer que este livro não é para todos.
Trata-se de um thriller que por vezes consegue ser um pouco assustador (dependendo da pessoa claro) e que tem pinceladas eróticas (que podem não agradar a algumas pessoas, mas que são poucas) e de género fantástico (que também pode limitar um pouco o público alvo.
No entanto, para quem gosta de thrillers e do género fantástico, parece-me um livro muito bom. Não sendo eu fã do género fantástico nem de livros eróticos, dei por mim no entanto, a apreciar a leitura e a ficar intrigada com ele desde início. Por isso, se por um lado acho que devo avisar os leitores de que este livro pode não ser para eles, por outro sinto-me na obrigação de vos dizer que, mesmo assim, talvez, vos possa surpreender.
O livro agarrou-me, e sei que o posso dizer quando o pouso e sinto que não me consigo afastar dele. Sinto que me agarrou quando faço outras tarefas e me apercebo que estou a pensar nele, que estou com vontade de saber mais...

Contrariamente ao que costumo fazer decidi ir estando atenta ao que se dizia sobre ele nas redes sociais (mais precisamente no Goodreads), porque achei interessante alguma da polémica em torno da obra. Uma das coisas que tem sido mais criticado no livro por outros bloggers é a escrita da autora/tradução. Quem critica queixa-se que a leitura não é muito fluída e que é repetitiva. Penso que a escrita da autora não esteja em causa pois li trechos dela em inglês e italiano e não me pareceu estranha nem forçosamente repetitiva. No entanto, consigo compreender o porquê do que se tem dito mas na minha opinião, talvez tenha sido a tradução a influenciar um pouco esta questão da fluidez, e não propriamente a escrita da autora. Aliás, eu notei uma grande diferença mais ou menos a meio do livro, tornando a leitura mais apetecível. 

É verdade que a perspectiva de quem conta a história vai alternando e que isso pode parecer confuso, mas um leitor atento não se confunde aqui. As transições entre capítulos estão bem feitas, e é fácil entendermos quem fala. Por um lado temos o serial killer que vai matando mulheres enquanto se prepara para o "golpe final" que envolve Katherine, a outra protagonista do livro que conhece dois homens: David e Sael. David é calmo, amoroso e simples, enquanto que Sael é intenso e misterioso. E aqui cria-se um triângulo amoroso interessante. 

A edição do livro está fantástica. Sem dúvida alguma! Não é por acaso que a própria autora ficou fascinada com a capa da edição portuguesa que está impecável. Cada vez gosto mais das edições da Marcador. O tipo de papel da capa é brilhante com relevos, mas a parte interior é a que mais prazer me dá, com um tipo de papel espesso e com bom toque, e umas folhas diferentes que tentam mimetizar um outro livro dentro deste livro. Estas edições são daquelas que dá vontade de pegar e ler só pela sua beleza.

É um livro que tem os ingredientes bem escolhidos para um bom thriller, e que mexeu comigo. Estou habituada a ler obras mais puxadas que nos assustam, por isso não pensei que este mexesse tanto comigo, mas penso que a culpada foi mesmo a autora. De facto, ela brinca imenso com alguns dos nossos medos de infância, transpondo-os para a adultez e, se fores uma mulher que mora sozinha, é possível que de vez em quando te sintas insegura por causa deste livro. Lembro-me de um dia em particular em que tinha de fazer uma coisa à noite e pensei: será seguro ir sozinha à noite tratar disto? A verdade é que a história do livro estava a embrenhar-me de tal forma que a certa altura achei que poderia ser plausível o serial killer andar à solta por Leiria. Acho que isto é um exemplo do efeito que um livro pode ter na vida de um leitor.

A autora brinca imenso connosco também com outras coisas para além dos medos. Logo muito de inicio dá-nos duas possibilidades, e brinca com isso a partir daí. Não é que seja fácil descobrir o assassino.. a autora é que o torna "fácil" propositadamente, mas depois brinca connosco como quem diz "achas mesmo que é ele?", "e se for outro?". Para quem leu, é fácil perceberem-me :p

O final passa a centrar-se mais na fantasia e os medos que a autora nos tenta incutir são mais de ordem sobrenatural do que psicológica, uma alteração que pode agradar particularmente aos fãs deste género literário.

Por fim, fiquei muito contente com o facto de esta ser uma trilogia, no entanto este livro tem um "final", sendo que pode ser lido sozinho sem obrigatoriedade de se adquirir a série.

Enfim, gostei muito da oportunidade que tive em ler este livro. 

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