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quinta-feira, 31 de março de 2016

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Livro: Ready Player One


Ano: 2011
Género: Ficção-científica, Aventura
Autor: Ernest Cline


O meu objectivo ao escrever esta opinião é o de chamar a atenção de todos vocês para esta obra. Não descansarei enquanto todas as pessoas à minha volta não tenham lido, pelo menos uma vez na vida, o “Ready Player One”. Digo “pelo menos uma vez” pois acredito que várias pessoas quererão repetir a experiência, eu incluída, tal é a qualidade do livro.


Sinopse:
“Corre o ano de 2044 e o mundo é abalado por uma grave crise energética em que a destruição e a pobreza são a realidade da maioria da população. A única bolha de oxigénio é o OASIS, uma realidade virtual onde a maioria das pessoas passa grande parte do seu tempo. No OASIS as pessoas estudam, trabalham, jogam e interagem umas com as outras e é aí que o jovem Wade Watts passa a maior parte do seu tempo de forma a fugir da dura realidade.
Contudo, quando o criador do OASIS, James Halliday, morre, decide deixar um último enigma para trás: um Easter Egg escondido algures num dos milhares de mundos virtuais do OASIS. A recompensa não podia ser melhor: a primeira pessoa a encontrar o Easter Egg herdará a fortuna de centenas de milhões de dólares acumulada por Halliday ao longo da sua vida bem como o controlo do próprio OASIS. Começa, assim, a maior caça ao tesouro que a Humanidade alguma vez viu!”


Opinião:
“Falar sobre um dos melhores livros que já li em toda a minha vida é, simultaneamente, prazeroso e injusto; é que é muito bom falar de uma história de que gostei tanto mas ao mesmo tempo temo não conseguir fazer-lhe justiça... 

Aquilo que começo por destacar é o ritmo da acção: não há um único momento morto em todo o livro e, assim, a sua leitura torna-se completamente viciante. O facto de tantos jogadores estarem interessados na busca pelo Easter Egg, leva-nos a torcer por Wade a todo o momento nesta corrida alucinante. As reviravoltas são uma constante e os truques sujos usados pelos adversários são de tal modo ardilosos que dei por mim, por diversas vezes, a sentir a minha pulsação acelerada na expectativa de saber o que se sucederia no momento seguinte. Para tornar tudo ainda mais entusiasmante, o Wade vê-se confrontado por vários enigmas ao longo do livro e nós próprios damos por nós a vestir a pele de detectives e tentar perceber a sua resolução. É um facto que toda a aventura está fortemente baseada na década de 80, daí que quem tiver crescido nessa altura está em clara vantagem e sentirá uma ligação emocional ainda maior com a obra.
Para além de ter escrito uma trama absolutamente viciante, Ernest Cline alcançou outro grande feito ao criar um mundo alternativo simplesmente perfeito! As regras foram pensadas ao pormenor, os cenários são estonteantes e a experiência de jogo é de tal forma imersiva que não é de surpreender que nesta história grande parte da população prefira a realidade virtual à vida real. Confesso que dei por mim, por várias vezes, a desejar poder experimentar, nem que fosse apenas por um dia, o OASIS.
Em relação às personagens, estas estão bem construídas e as suas diferenças complementam-se de forma a criar uma equipa eficiente que se desloca pelo OASIS com um espírito de aventura ímpar. Por serem tão jovens, todos eles estão  no final da adolescência e início da idade adulta, os seus diálogos são simultaneamente divertidos e interessantes. O seu entusiasmo e espírito de aventura acaba por contagiar o próprio leitor que, assim, sente que faz parte do grupo nesta grande caça ao tesouro. 

Tendo passado alguns anos viciada no jogo “World of Warcraft”, ler “Ready Player One” voltou a acender essa chama de jogadora em mim e fiquei cheia de vontade de voltar a jogar. Também, após terminar esta história, fiquei com uma certeza inédita: quero voltar a ler este livro! Não me recordo de alguma vez ter repetido uma leitura, mas sei que com esta obra terei de abrir essa excepção.

Mesmo sendo uma obra de estreia, Ernest Cline já conseguiu conquistar o seu lugar no mundo da ficção-científica com este trabalho. Que venham mais livros assim: viciantes, entusiasmantes, inteligentes e criativos!"


Por Mariana Oliveira

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