Envie esta página a um amigo!

sábado, 23 de agosto de 2014

4

69ª Entrevista FLAMES: First Breath After Coma - No Festival Fusing Culture Experience 2014


First Breath After Coma


No dia em que actuavam no Palco Experience do Fusing 2014 (Figueira da Foz) foram muito requisitados pelo que, enquanto os restantes membros da banda foram para outras entrevistas, o Roberto ficou a conversar comigo.

Lembrou-se de imediato de me ter visto no Salão Brazil [vejam aqui] onde começaram uma série de eventos do Leiria Calling e confirmou-o ao Hugo Ferreira da Omnichord Records, com quem depois também tive o prazer de conversar. 

Tendo eu morado em Leiria durante muitos anos (sendo que a minha "base" ainda é lá), este projecto disse-me muito logo desde início, e fiquei extasiada com a conversa que tive com o Hugo sobre a quantidade de bandas promissoras que estão a emergir na cidade. 

No final foi-me oferecido do CD do Leiria Calling que o Roberto teve a gentileza de me assinar. Nele descobri outras bandas (e músicas) deliciosas. Pessoalmente gostei bastante das músicas dos Nice Weather for Ducks e delirei com a "Come Home" de Bússola. Confesso que a tinha ouvido no Salão Brazil e desde então que a procurava na net (sem sucesso). Qual não foi o meu espanto quando a ouvi no CD. Depois, claro, estão lá os brilhantes Les Crazy Coconuts, Nuno Rancho and a Few Fingers, André Barros e os Yesterday... enfim.. é uma colectânea de muito boa qualidade. 


Não me alongo mais, e deixo-vos o que ficou da minha conversa com o Roberto que adorei conhecer. Ouçam o trabalho destes rapazes, pois sei que ainda vão dar muito que falar! Acreditem!

Aqui no Fusing vão actuar 3 bandas que fazem parte do Leiria Calling. São vocês, os Les Crazy Coconuts e os Nice Weather for Ducks. Sentem o peso da responsabilidade de virem representar este movimento?
Nós sentimos a responsabilidade de dar um bom concerto, de estar em cima do palco e de conseguir transmitir ao público aquilo que queremos passar... aquilo que nós sentimos que a nossa música é capaz. Eu não chamaria responsabilidade ao facto de estarem aqui 3 bandas do Leiria Calling... chamava-lhe, com o devido respeito, mérito àquilo que se está a fazer em Leiria, àquilo que as pessoas de Leiria andam a tentar promover pelo país. Realmente as bandas são boas, o facto de estarmos aqui três bandas é no fundo um reconhecimento daquilo que andamos a fazer. Por isso acho que a responsabilidade é enquanto actuação, sem dúvida, mas o facto de estarem aqui três bandas, penso que é mérito. 

O vosso estilo é muito próprio e relativamente diferente do que se ouve normalmente. Em que bandas é que normalmente vocês se inspiram? 
Essa é uma pergunta muito complicada, não só porque somos muitos com diferentes gostos, como temos diferentes influências tendo em conta os instrumentos. Por exemplo, numa música e numa guitarra podemos ter uma influência, mas depois noutra música na mesma guitarra pode estar presente uma outra influência. Isto é um mix tão grande de tantas bandas que nós ouvimos e isso acaba por tornar o nosso som até um pouco original e próprio...

Não.. pouco não! Vocês são completamente originais! 
(Risos)
Sim.. é próprio e único... mas com várias influências. É mesmo uma mistura enorme. Mas... assim de nomes sonantes.. nós ouvimos muito hip hop português e estrangeiro, ouvimos muito jazz com hip hop, ouvimos electrónica, ouvimos Múm, Efterklang, Explosions in the Sky, ouvimos N bandas de post-rock! Por isso é muito difícil.. estaria aqui a dar-te um rótulo infinito de bandas.

Vocês têm algum ritual antes de entrar em palco?
Rituais... nós andamos a tentar introduzir agora alguns rituais, mas são rituais tipo aquecimento vocal, alongamentos, mas assim rituais mais...

...mais extravagantes...
Não não (risos) nada de extravagante.

Já vos aconteceu alguma situação mais caricata durante um concerto?
Não.. acho que com este projecto tem corrido sempre tudo muito bem. Em cima do palco a única coisa de caricata que nos aconteceu foi um dia, estávamos num concerto, já íamos para aí na 4ª ou 5ª música, e chega uma pessoa em palco a pedir-nos para tocarmos os parabéns para uma pessoa que lá estava mas que não conhecíamos. Mas a verdade é que nós não sabíamos tocar os parabéns.. é ridículo, mas é verdade! Uma música depois fomos banidos do palco, já não queriam mais que tocássemos. Isso foi talvez a situação mais estranha que tivemos..

Realmente isso é bastante caricato! 
Então e porquê este nome para a vossa banda?
Ok, este nome tem uma história engraçada. Isto vem um pouco na sequência da nossa transição enquanto banda, isto porque nós inicialmente éramos uma banda de covers, nós já tocamos juntos há cerca de 7 anos. E, entretanto, tentámos partir para os originais. Para isso foi necessária uma fase de desmame que foi um bocado complicada. Fomos para estúdio gravar um EP de cinco músicas e não estava a soar nada àquilo que nós queríamos. Não era próprio, não era original. Não ficava mesmo bem. Então, fechámo-nos durante um ano, na nossa sala de ensaios, e foi aí que descobrimos o post-rock. E o primeiro contacto que tivemos com este tipo de música foi com Explosions in the sky. Eles têm uma música que se chama "First Breath After Coma", e nós quando entrámos nessa onda de post-rock tentámos de novo construir músicas originais, e foi aí que começámos a fazer a música de que realmente gostávamos. Então, esse nome, dessa primeira música que ouvimos dos Explosions in the sky fazia-nos todo o sentido, porque simboliza o nosso novo começo, foi uma "primeira respiração depois do coma". Uma primeira abordagem depois de estarmos fechados durante um ano numa sala de ensaios. Fazia-nos todo o sentido.   

Estavam à espera deste reconhecimento por parte das pessoas? Vocês têm ganho prémios, e têm tido muito boas críticas.. 
O primeiro concerto que demos com este projecto, há quase 2 anos atrás, foi no concurso de bandas que se faz em Leiria chamado Fade In, que é onde a Omnichord capta os novos talentos. Nós concorremos com apenas 3 ou 4 músicas, foi o nosso primeiro concerto, e ganhámos. Então pensámos "bom, se calhar acertámos na mouche" é este o caminho que vamos seguir. A partir daí foram-nos surgindo oportunidades e, claro, a Omnichord abriu-nos várias portas.. ganhámos vários concursos... gravámos o CD e, a partir daí, foi sempre a crescer. Não estávamos nada à espera, pensávamos que iria ser muito mais difícil, mas estamos muito contentes. Claro que queremos chegar mais longe, mas o crescimento sem dúvida que foi surpreendente. 

Vocês vão aproveitar para gozar do festival ou vão-se concentrar só no vosso trabalho?
Nós gostávamos de ficar aqui durante o festival todo só que, felizmente, a nossa agenda está bastante preenchida. Os festivais que nós temos serão precisamente nestas duas semanas. Vamos ficar aqui hoje e amanhã porque amanhã tocam os Nice Weather for Ducks, e nós gostávamos de ficar aqui a ver, porque eles dão sempre um bom concerto. Mas depois temos de ir... no Domingo estaremos no "Bons Sons", e depois vamos para "Paredes de Coura", e lá sim iremos ficar para o festival todo.                         

Partilha no Facebook, Twitter ou Google Buzz:
Partilha no teu Facebook Partilha no teu Twitter Pubblica noGoogle Buzz

4 comentários:

Obrigada por ter passado pelo nosso Blog e por comentar! A equipa do FLAMES agradece ;)

Ocorreu um erro neste dispositivo

1%

1%