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domingo, 31 de agosto de 2014

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77ª Entrevista do FLAMES - Sensible Soccers - no Fusing Culture Experience 2014


Sensible Soccers



Um dia, ao recordar esta entrevista, sei que irei sorrir, porque sorri durante todo o tempo que estes dois despenderam a falar comigo. 
Fiquei fã deles ao ouvi-los falar, fiquei fã deles ao vê-los ao vivo naquela mesma noite, fiquei ETERNAMENTE fã deles quando cheguei a casa e me meti a ouvir as suas músicas.. 
O que me ficou desta entrevista? Uma sensação de reconforto por ouvir a pronuncia do norte (tão bonita) e a sensação de que, mais uma vez, há artistas humildes com os quais gostaria de conversar durante horas e horas a fio...

Manuel - Epá, eu esgotei o meu discurso todo ali na entrevista anterior... (Risos

Mas isto é sempre tudo mais do mesmo :p 
Vocês já estiveram em outros projectos musicais antes de serem Sensible Soccers... Trouxeram algo desses projectos para o que são hoje?

Manuel - Eu acho que se traz sempre, sobretudo no nosso caso particular. Nós os dois... o Hugo por exemplo começou a fazer umas brincadeiras no computador que se transformaram em canções ou em projectos de canções. Começou de facto a tentar produzir música com um computador e com meia dúzia de coisas, que é uma coisa que não podia acontecer, por exemplo, nos anos 80 ou 90 onde tudo era muito menos democrático. Esta possibilidade que as pessoas e que tu tens hoje em dia de chegares a casa, instalar um software qualquer e começares tu a pegar numa melodia e a fazer uma música. Isso ajudou um pouco a galgar barreiras técnicas e a superar as coisas que antigamente não eram possíveis. Nesse sentido, nós trazemos sempre! Eu por exemplo já tinha tido outra banda, já tinha dado concertos, mas também foi uma coisa muito inicial porque eu comecei a fazer música muito tarde, já com 25 anos! Trazemos sempre qualquer coisa porque foi o nosso primeiro contacto com a música e é óbvio que depois as coisas se tornam mais familiares. 

Hugo - Claro, mas tu és influenciado tendo em conta aquilo que tu queres mas também aquilo que não queres! Há muita coisa que fizeste que depois queres eliminar e começar de novo. 

A imprensa tem tido alguma dificuldade em definir a vossa música. Como é que vocês se definem?

Hugo - Diversificado!

(Risos)

Hugo - É que eu acho que a imprensa tem tido dificuldade porque nós também temos. As nossas músicas passam por vários géneros musicais entre elas! Por exemplo no nosso disco 8 quase que se consegue agrupar as músicas 2 a 2 tendo em conta o estilo musical, porque têm géneros completamente diferentes. Aconteceu o mesmo nos nossos trabalhos anteriores ao disco 8. O nosso primeiro disco por exemplo era muito sujo, mas de 4 músicas, uma parecia Pop, a outra parecia Rock, uma mais ambiental... etc...
Portanto, acho que essa forma de abordar a música, ou seja, o facto de dar para meter umas para cada lado, torna difícil catalogar o que fazemos. Mas pronto, se calhar, resumindo, acaba por ser música Pop o que nós fazemos, simplesmente não o fazemos no formato mais convencional porque não usamos muito o verso e o refrão, ou a letra com rima, portanto, não é aquele formato convencional Pop que estamos habituados a ouvir radiofonicamente, mas em termos de melodias e harmonias acabamos por ser Pop

Manuel - Dentro de uma estética um bocadinho mais exploratória do que o que é costume, mas nada de novo, nada de novo que não se tivesse visto já 1000 vezes.

Hugo- Nada de muito inventivo..

Manuel - Isto vem dos nossos velhotes já...!

(Risos)

Vocês já actuaram em inúmeros festivais. É um evento que vocês apreciam particularmente?

Hugo - O quê, aqui o Fusing?

Não, refiro-me aos festivais em geral?

Manuel - Sim sim, é óbvio! É muito fixe tocar em festivais. Sabemos que iremos ter um público mais ou menos disponível para nos ouvir. Normalmente as condições em redor são fixes, são sempre sítios óptimos para se tocar. Não desfazendo de auditórios ou de tascos, cafés, bares mais pequenos, todos acabam por ter o seu encanto, independentemente do que são e da quantidade de pessoas que estão lá, acho que é sempre um concerto nosso em que vamos fazer o nosso papel e os outros que façam o deles...

Hugo - Não sentimos que preferimos tocar em festivais em relação aos outros sítios, sentimos sim é que conseguimos chegar a mais pessoas...

Manuel - O que para nós é óptimo!

Mas será diferente uma pessoa ir a um concerto ver-vos ou encontrar-vos num festival? O que é que vocês costumam fazer de diferente?

Manuel - Talvez hajam algumas diferenças. Quando vamos a um teatro se calhar podemos explorar coisas diferentes, mesmo no alinhamento, às vezes tocamos coisas diferentes relativamente a um festival porque, tendo em conta a hora mais tardia a que tocamos num festival, pode haver músicas que deixem de fazer tanto sentido.

Hugo - O nosso espectáculo já está praticamente montado desde o lançamento do nosso disco, de concerto para concerto pode variar uma ou outra música.. toca-se esta, não se toca aquela, basicamente é isso! As alterações são mesmo mínimas e varia por estas razões: se formos tocar a um auditório provavelmente teremos de estender o alinhamento, se formos tocar às 3 da manhã, há músicas com momentos mais mortos que não fazem tanto sentido que toquemos.

Vocês vão aproveitar para ver alguma coisa do festival ou costumam centrar-se apenas no vosso espectáculo? 

Manuel - Vamos, mas ainda não vimos quase nada porque chegámos, fizemos o soundcheck, tínhamos dormido pouco, então fomos dormir para o hotel e estivemos um bocado na piscina, e agora andamos nas entrevistas... Ainda não vimos nada, mas o cartaz é mesmo rico, está cheio de boas bandas, a música é maioritariamente portuguesa, as bandas são nacionais, mas está um bom cartaz, muito apelativo e nós, claro, vamos ver. Até à hora do nosso concerto, sinceramente, não consigo estar muito concentrado a ver outras coisas, mas depois claro, vamos querer ver tudo.


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