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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

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Livro: Os Cachorros/Os Chefes




Título Original: Los Chachorros/ Los Jefes
Ano de Edição: 2011
Género: Contos
Autor: Mario Vargas Llosa


O nome Mario Vargas Llosa é sobejamente conhecido no mundo da literatura, ou não se tratasse de um recente vencedor do prémio Nobel nessa mesma área. Por isso mesmo, foi com entusiasmo que me aventurei na leitura de uma obra constituída por contos com décadas de existência.


"Os Chefes (1959) foi a primeira obra publicada de Mario Vargas Llosa, e com ela obteve o seu primeiro reconhecimento literário, o Prémio Leopoldo Alas.
Segundo o autor, «Os Chefes é um pequeno microcosmo do que viriam a ser o resto dos meus livros.» Quando escreveu Os Cachorros (1967) o escritor peruano já era mestre de todas as faculdades da sua narrativa, pelo que este livro acaba por ser uma mostra da diversidade das paixões pessoais e colectivas.
Como afirma Mario Vargas Llosa: «De todas as obras que escrevi, esta é a que tem as interpretações mais diversas.» A partir dos adolescentes protagonistas dos dois textos, o autor reflecte sobre a tirania e a violência que marcam uma sociedade e frustram as expectativas dos seus habitantes."


Confesso que não estou muito habituada a ler contos daí que, à partida, não soubesse bem o que esperar.
Basicamente, a escrita de Llosa tem o seu encanto apesar de no caso do conto "Os Cachorros" ter sentido que viajava no tempo e que estava, novamente, perante uma obra de José Saramago. "Para onde foram todas as regras de pontuação?", dei por mim a pensar. Aliás, acho que a escrita de Saramago é bem mais simples que a que este autor sul-americano nos apresenta neste conto. Daí que, apesar de algo interessante, esta primeira história tenha um pouco aquém das expectativas.
Os restantes 6 contos foram escritos numa prosa muito mais agradável e convidativa. Todos eles são histórias simples mas inteligentes, que acabam por ter sempre um detalhe que faz toda a diferença e que deixa no leitor ou um sorriso nos lábios ou um assunto sobre o qual pensar.
Aquilo de que mais gostei é o retrato que Mario Vargas Llosa traça do seu país natal, o Perú. Senti-me, literalmente, a viajar pelas ruas descritas, sofri com o calor dos locais retratados e observei com encanto as suas paisagens. Sem ser muito descritivo, Llosa consegue transportar o leitor para o local onde as personagens vivem as suas aventuras e desventuras.
No seu todo, não posso dizer que esta seja uma obra que me tenha arrebatado por completo contudo proporcionou-me uma boa leitura e aguçou o meu apetite para ficar a conhecer outros livros deste conceituado escritor.


Por Mariana Oliveira

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