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segunda-feira, 16 de abril de 2018

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127ª Entrevista do FLAMES: Daniel Cardoso (produtor e músico português)


Daniel Cardoso



Daniel Cardoso é um dos membros de uma das minhas bandas favoritas da vida: os Anathema. Para além do mais é baterista e, como alguns de vocês sabem, também eu toco bateria. Por isso quando aceitou responder a esta entrevista quase julguei que estava a sonhar. 


Mas Daniel Cardoso é muito mais do que isso: é um produtor e músico autodidacta, o que aumenta apenas o meu respeito por ele. Fiquem com a entrevista:


A todos os artistas o FLAMES pergunta... 



Quais são os artistas que mais te inspiram?
É-me extremamente difícil responder a isso, para ser sincero nunca me senti muito inspirado por outros artistas. Sou acima de tudo uma pessoa inspirada pela vida. Sinto admiração por alguns artistas pela postura que têm na música e na vida, por exemplo artistas como o Dave Grohl, mas não me considero propriamente inspirado por eles.

Há algum local onde gostarias muito de poder tocar?
Nos últimos anos tenho tido a sorte de tocar em locais e países onde sempre sonhei ir, recorrentemente em alguns dos casos. Talvez pudesse dizer o Irão (se numa realidade paralela fosse seguro e realista uma banda de rock ir lá tocar) pelo simples facto de que é provavelmente o país onde a banda em que toco tem mais fãs per capita. É raro darmos um concerto, seja em que país for, onde não haja várias pessoas do Irão e até muitas vezes já perguntamos por brincadeira “quantos de vocês são do Irão?”. Infelizmente a juventude e a liberdade de expressão no Irão ainda são conceitos constantemente cilindrados pelas tradições dos velhos regimes o que faz com que bandas que empunhem a bandeira da liberdade e da igualdade não sejam propriamente bem vistas lá. Mas talvez um dia.

Lembras-te de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto? 
Lembro-me de uma vez no fim de uma actuação mandar uma baqueta para o público mas como tinha as luzes apontadas à cara não consegui ver para onde estava a apontar. No preciso momento em que a baqueta me saiu das mãos apagaram-se as luzes de frente e consegui ver, assim como que em camera lenta, que acertou em cheio da cabeça de uma rapariga que estava de costas. Felizmente o cabelo deve ter amortecido o impacto e acho que ela não se magoou nem levou a mal, provavelmente até levou foi a baqueta para casa. Tocar em palco com o Dr. Stephen Hawking e ter o Hans Zimmer, o Brian May e o Brian Eno na plateia também foi bastante caricato. 

Que mensagem gostarias de ver ser erguida num cartaz durante um concerto teu?
Qualquer coisa cómica e criativa que me faça rir. 

Ao Daniel Cardoso o FLAMES pergunta... 

És um artista muito versátil: escreves, tocas vários instrumentos, és actor, és produtor… Mas se alguém te perguntasse qual é a tua profissão e só pudesses escolher uma palavra para te definir, qual escolherias? 
Só não sou actor, isso é uma confusão da internet por haver um actor com o mesmo nome que eu. Na verdade - e curiosamente - é uma das minhas paixões, ser actor de cinema, mas não seria em Portugal, teria que ser em Hollywood. Num universo paralelo assim o seria, mas para já só faço o resto, que basicamente significa que tenho muito mais trabalho e ganho muito menos dinheiro. Numa palavra só diria músico, já que no fundo tudo aquilo que é neste momento a minha profissão gira apenas e só à volta disso. 

Uma das coisas que fazes é remote pre-production. Como é que isto se processa? 
É apenas uma solução para acompanhar bandas de outros países sem rebentar com os seus orçamentos. Por exemplo estive há uns anos quase 3 semanas no Chile a produzir uma banda e só em hotel, viagens e refeições para mim a banda gastou um balúrdio, ao que se somou a fee do trabalho em si e outros gastos que a banda teve ao alugar o estúdio, etc. Fazendo a produção ou pré-produção remotamente consigo fazer na mesma algum acompanhamento durante a produção mas sem implicar despesas de quatro ou cinco dígitos às bandas. Também é uma forma de poder trabalhar no conforto do lar. Abençoada internet. 

E o facto de seres músico achas que ajuda no teu trabalho enquanto produtor, ou achas que pode ter uma influência mais negativa por não te permitir ser tão objectivo?
O facto de ser músico só pode afectar positivamente o lado de produtor. Já o contrário tem invariavelmente o efeito oposto, ou seja, sendo produtor sinto uma influência negativa no meu lado de músico-compositor na medida em que me molda demasiado, me faz pensar demasiado no que devo ou não fazer, no que está ou não “correcto” e acima de tudo amputou-me a experiência de ouvinte. Sinto que perdi muito aquela pureza de ouvir música, é-me muito difícil ouvir música sem reparar em todos os pormenores técnicos. Chego ao cúmulo de gosto de, permite-me a expressão, música de merda por estar bastante bem produzida e não olho a bons olhos (ou bons ouvidos) para músicas bem compostas que tenham uma produção amadora. Para mim é o único lado negativo da minha profissão.

Qual dos instrumentos que tocas mais te entusiasma?
Bateria, sem qualquer tipo de dúvida. 

Já trabalhaste em várias partes do mundo, desde Portugal, Reino Unido, Estados Unidos… encontraste algumas diferenças culturais na forma que os artistas adotam para fazer música?
Há uns anos atrás notavam-se algumas diferenças de posturas e mentalidades no seio do meio musical, hoje em dia nem por isso, até porque está tudo muito globalizado. Não que isso seja mau.

Há algum artista com quem gostarias muito de poder vir a trabalhar?
Já trabalhei com uns quantos daqueles que em idos anos me levavam a sonhar “um dia ainda hei-de trabalhar com ele/ela”. Neste momento não sei. Num plano realista estive recentemente em tour com Alcest e não me importava nada de trabalhar com eles como produtor. Num plano mais irrealista, talvez uma Bjork. 

Uma das bandas com quem trabalhas são os Anathema, que estão agora em tour para promover o novo álbum “The Optimist”. Pessoalmente consideras-te um optimista?
Sim, bastante. Tento ter uma visão positiva das coisas, acima de tudo em termos de ambição e pro-actividade. Não aceito um “isso é muito difícil” como resposta e não gosto de “nãos”. 

Os Anathema são uma banda em constante evolução. Ao longo dos anos passaram por várias fases, musicalmente falando… Porque achas que isso aconteceu? 
Acima de tudo pela genuinidade das pessoas que decidiram o rumo da banda. Fizeram sempre aquilo que sentiram e acima de tudo que gostavam de ouvir. Nunca houve uma preocupação do tipo “temos que mudar para tornar as coisas interessantes” ou para atingir este ou aquele mercado. Do que conheço da banda e do percurso da banda sei que foram sempre honestos com aquilo que sentiram, e sentiram sempre vontade de explorar coisas novas e que acima de tudo fossem ao encontro do tipo de música que gostam de ouvir. 

O facto de trabalhares com tantos artistas diferentes, achas que influência enquanto músico?
Sim, cresce-se sempre um bocadinho a vários níveis, talvez até mais a nível humano. Há sempre algo a “roubar” de alguém e que se torna em crescimento, seja algo positivo, negativo, pessoal, musical, emocional. 

Para o futuro, o que podemos esperar do teu trabalho?
Podem esperar isso mesmo: trabalho.

Obrigada ao Daniel pela oportunidade! 

domingo, 15 de abril de 2018

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273º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)




SINOPSE

Nunca nos esquecemos do Tal.
E não vai esquecer este livro.

Lizzie Sparkles devia ser a rapariga mais feliz do mundo... está a três meses de se casar com quem acha ser o Tal, no casamento dos seus sonhos! Passou os últimos três meses em êxtase. Mas, um fim-de-semana quando está a experimentar o vestido de noiva recebe notícias perturbadoras: o amor do passado regressa à sua vida como uma bomba! Depressa percebe que estas notícias ameaçam atrapalhar e eliminar os seus planos tão cuidadosamente elaborados.
O regresso inesperado de Alex muda tudo e Lizzie enfrenta um dilema impossível. Como poderá esquecer o passado, quando se depara com ele... e lhe pede mais uma oportunidade? E é forçada a fazer uma escolha que mudará a sua vida para sempre.

Uma história de amor comovedora e inesquecível, uma leitura emotiva, que não deixará os leitores indiferentes.



domingo, 1 de abril de 2018

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272º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



VENCEDOR: Fernando Almeida

terça-feira, 27 de março de 2018

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Um post em tom de desabafo (por Roberta)




Olá a todos. Considerando o último post aqui do blogue achei que devia fazer algo que sempre evitei mas que chegou a hora de fazer: escrever um post um pouco a nível mais pessoal.

Quando estava a tirar o doutoramento achei que não ía conseguir dedicar-me ao FLAMES como devia, mas consegui ir-me organizando. Contrariamente às minhas expectativas, comecei a trabalhar assim que terminei. Neste momento encontro-me envolvida em projectos que me enchem o coração. Finalmente descobri o prazer de trabalhar com uma equipa de pessoas maravilhosa que valorizam o meu trabalho e para as quais quero sempre dar o meu melhor. Não considero, sequer, que trabalho tal é o prazer que me dá. Obviamente que isso fez com que não me dedicasse tanto ao blogue como gostaria. 

Mas graças à dedicação e ao empenho da Mariana o blogue não morreu. E por isso eu quero agradecer-lhe publicamente: nos últimos meses se não fosses tu o blogue teria desaparecido. Por isso, e por tudo o que passámos durante estes 8 anos de trabalho (e muitos mais de amizade) vou sempre estar-te eternamente grata!
A password do blogue e das outras redes sociais será sempre a mesma e mantenho a esperança que, tal como ela me surpreendeu com a sua saída, me surpreenda com o seu regresso. O blogue sem a Mariana não é o mesmo.

Posto isto, quero informar que vou manter-me a trabalhar no FLAMES da melhor forma que conseguir. Talvez com menor regularidade, mas eu prefiro diminuir a regularidade mas manter a qualidade do trabalho. Aqui no blogue SEMPRE ambas fizemos questão de ler os livros e de os analisar da melhor forma (não quer dizer que seja o melhor que já se viu, mas o melhor que conseguimos). 

Os passatempos vão-se manter, a maratona #ML122dias vai continuar com a preciosa colaboração da Cristina do LinkedBooks.

Eu vou-me manter deste lado. Espero de coração que vocês se mantenham aí também.
Um beijinho grande a todos, obrigada pela vossa presença… esperamos pelo teu regresso Mariana! Fazes falta!

quarta-feira, 21 de março de 2018

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O meu último post: Obrigada a todos!






Sempre que me cruzo com um blogue cujo autor deixou de publicar novos conteúdos sem qualquer justificação fico sempre simultaneamente triste e curiosa pois começo a imaginar mil e um motivos para tal ter acontecido.
Para evitar que isso aconteça no meu caso, escreverei as próximas linhas para que entendam aquilo que me vai na alma.

Quando criei o FLAMES em 2010, juntamente com a Roberta, não imaginava aquilo que estes 8 anos e 3 meses iriam trazer à minha vida. Aquilo que começou como uma brincadeira entre duas amigas que se conheceram na faculdade ganhou proporções, para mim, inimagináveis. Tive muito mais trabalho do que alguma vez tinha previsto. Tive também muitas mais recompensas pois tive o privilégio de conhecer tantas pessoas interessantes, de privar com escritores que admiro, de falar com cantores e músicos portugueses que me acompanharam durante anos e de conhecer profissionais da indústria literária e musical que me mostraram que se nos esforçarmos o nosso trabalho será devidamente reconhecido.

Aquilo que começaram como simples posts de opinião à quinta-feira tornou-se, com o passar dos anos, para mim, uma janela para o mundo onde podia dar a minha opinião sobre o que eu quisesse, usufruindo da liberdade que a internet nos proporciona hoje em dia. Saber que durante mais de 8 anos tive pessoas desse lado que concordaram comigo, discordaram e me questionaram tem um valor incalculável. Não consigo expressar por palavras o quão agradecida vos estou por me terem feito acreditar que as minhas palavras poderiam ter algum significado.

Quando vejo o que escrevia no longínquo ano de 2010 e o que escrevo agora percebo o quanto cresci, o quanto mudei e evolui. Hoje não sou a mesma pessoa que era então, por isso mesmo comovo-me ao perceber que o FLAMES me acompanhou ao longo de quase uma década que foi fulcral para a minha evolução enquanto ser humano.

Embora os últimos meses tenham sido mais solitários para mim aqui no blogue, não posso deixar de estar feliz pelo que foi conquistado e sei que durante meses sempre que chegar à quinta-feira, o dia que passei a ver como “o meu dia” para escrever no FLAMES, vou sentir que me falta algo. Como seres de hábitos que somos, esse hábito em particular entranhou-se-me na pele e levarei algum tempo até que desapareça. Ao perceber isto sinto-me simultaneamente triste e feliz: triste pois apesar de saber desde o início deste projecto que tudo tem um fim e a minha participação no blogue não seria diferente, confesso que nunca previ que tal fosse acontecer tão cedo; feliz pois levo comigo um sentimento de dever cumprido e todos os ensinamentos que guardei ao longo destes anos.

Resta-me agradecer à Roberta, aos nossos parceiros e a vocês, os nossos seguidores que fizeram com que me mantivesse aqui durante quase uma década.
Em relação ao bichinho que ficou pelas opiniões, vou agora dar largas à minha imaginação na minha página do Goodreads no que a leituras diz respeito; em relação às outras categorias, os meus familiares e amigos vão ter que ter ainda mais paciência para me ouvir a tentar convencê-los a ver este e aquele filme, série ou anime.

Foram oito anos, foram algumas derrotas mas muitas, mesmo muitas vitórias. Foram muitas horas de trabalho, de planeamento e discussão mas, acima de tudo, foram 8 anos e 3 meses de felicidade.

Obrigada a todos,
Mariana Oliveira

quinta-feira, 8 de março de 2018

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Livro: Boneca de Trapos




Título Original: Ragdoll
Ano de edição: 2018
Género: Policial, Thriller
Autor: Daniel Cole
Editora: Suma de Letras


* Por Mariana Oliveira *


Este livro chegou-me às mãos depois de a editora ter feito uma campanha publicitária que me deixara repleta de curiosidade. Assim, quando recebi a “Boneca de Trapos” acompanhada por uma sugestiva agulha e seis bocados de pano que unidos formam um corpo não aguentei mais e comecei a ler o livro no próprio dia... mal imaginava eu que esta seria a minha leitura mais rápida do ano até agora!


Sinopse:
“William Fawkes, um controverso detective conhecido por “Wolf”, acabou de ser reintegrado no seu posto após ter sido suspenso por agressão a um suspeito.
Quando se junta à sua antiga colega e amiga, a inspectora Emily Baxter, num local de crime, tem a certeza de que está perante um grande caso: o corpo que encontram é formado pelos membros de seis vítimas, suturados de modo a formar uma marioneta que fica conhecida como “Boneca de Trapos”.
Fawkes é incumbido de identificar as seis vítimas, mas tudo se complica quando a sua ex-mulher, que é repórter, recebe uma carta anónima com fotografias do local do crime acompanhadas por uma lista na qual constam os nomes de seis pessoas e as datas em que o homicida tenciona matá-las. O último nome da lista é o de Fawkes...
A sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf. O detective teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com o seu passado – o que qualquer um possa imaginar.”


Opinião:
Um bom policial tem de começar com um mistério que nos deixe curiosos logo à partida. Neste livro isso acontece quando nos deparamos com a inusitada Boneca de Trapos sobre a qual nada sabemos: quem são as seis vítimas que compõem o macabro corpo? Porque é que foram escolhidas pelo maquiavélico assassino? E porque será que tudo aponta para que, de alguma forma, o detective Wolf possa estar relacionado com estas mortes?
São estas as questões que me assaltaram logo nas primeiras páginas desta história e me deixaram curiosa para desvendar o motivo destas mortes. Contudo, eis que tudo se torna ainda melhor quando surge uma lista com o nome de mais seis futuras vítimas! A partir daqui, entramos no tipo de leitura que gosto de apelidar de “corrida contra o tempo que me vai levar a devorar páginas atrás de páginas na expectativa de conhecer o desfecho da história”.

Como se tudo isto já não fosse suficientemente interessante, eis que sou apanhada completamente de surpresa por um detalhe que não estou acostumada a ver em policiais: um sentido de humor exímio. Daniel Cole tem um dom para escolher o momento exacto para nos surpreender com uma piada que nos faz rir mesmo perante um macabro caso de polícia e que, de certa forma, serviu para aligeirar o ambiente ao longo da investigação. Adorei as pérolas com que o autor nos presenteia ao longo da obra que surgem aqui na quantidade certa e nos momentos ideais.

Se o humor me surpreendeu houve outro detalhe que me deixou ainda mais estupefacta: a minha afeição para com certas personagens. Confusos? Passo a explicar:
Sempre que leio um policial estou exclusivamente interessada no mistério em si, nas suas várias camadas e na sua possível resolução. Nunca, e repito, nunca me interesso pelas personagens. Não estou preocupada se alguém vai levar um tiro, cair nas mãos do assassino ou ficar maldisposto com o jantar do dia anterior. Com um policial nunca crio qualquer laço com as suas personagens, foi por isso que me surpreendi a mim mesma quando percebi que estava genuinamente preocupada com o dedicado Edmunds, a obstinada Baxter e o quebrado Wolf. Estas três personagens conseguiram fazer com que eu me interessasse verdadeiramente com o seu bem-estar e temesse pelo seu futuro.
Creio que o carácter que o autor lhes conferiu, a vida que construiu para cada uma delas e as conturbadas relações que criou entre elas as tornou mais humanas e, apesar de repletas de defeitos, tal como nós, conseguiram cativar-me.

Assim, pelo mistério cativante e pelo ritmo acelerado da trama que não nos deixa largar esta leitura; pelo sentido de humor inteligente e pelas personagens tão reais  e interessantes recomendo a obra “Boneca de Trapos” a quem não consegue resistir a uma história cheia de suspense, emoção, drama e humor.

quinta-feira, 1 de março de 2018

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Anime: Log Horizon




Ano de Estreia: 2013
Género: Fantasia, Aventura, Acção
Número de Episódios: 50
Produtor: Shinji Ishihara


* Por Mariana Oliveira *


“Log Horizon” foi-me aconselhado por alguém que literalmente devora animes e que gostou muito deste em particular. Apesar de a sinopse me lembrar bastante de um anime que eu tinha visto há relativamente pouco tempo, “OverLord”, mesmo assim decidi seguir o conselho dado e ver com os meus próprios olhos essa supostamente incrível história.


Sinopse:
“Sem que alguém estivesse à espera, 30 mil jogadores japoneses vêem-se aprisionados num conhecido jogo, Elder Tale, depois de a última actualização feita os impedir de fazer logout. No meio dos milhares de surpreendidos jogadores está o estudante Shiroe que, depois de ultrapassado o choque inicial, decide explorar essa incrível nova realidade. A partir daí, Shiroe terá de aprender a viver neste mundo repleto de perigos, aventuras e desafios.”


Opinião:
Eu sei que plataformas conhecidas de animes têm o “Log Horizon” em muito boa conta, com boas classificações. Contudo, eu tenho de confessar uma coisa: só consegui ver 12 episódios! Agora que deitei cá para fora este segredo que me perseguia há meses deixem-me explicar-vos porque é que este foi o único anime de que desisti na última meia dúzia de anos.

Apesar de a premissa ser interessante, Log Horizon cometeu um erro que alguns animes longos cometem (mas por longos entenda-se animes com centenas de episódios (!) e não apenas 50 como é o caso deste). De facto, nestes 12 episódios que vi aprendi verdadeiras dicas de como encher chouriços durante todo um episódio. Assim, há um episódio unicamente dedicado a como cozinhar comida incrivelmente saborosa para vender aos outros jogadores e claro que não faltou o episódio em que o protagonista e companhia se dedicaram do início ao fim daqueles longos 23 minutos a varrer, limpar o pó e deixar a brilhar a sua nova sede. A sério… isto tornou-se insuportável!
A par destes episódios absolutamente entediantes tínhamos os amigos do protagonista. Já nem sequer me lembro do nome deles, mas aquela ninja em miniatura e o guerreiro gigante já me estavam a enervar ao repetirem sempre as mesmas quezílias entre eles e sem contribuírem com nada de verdadeiramente significativo para o desenrolar da história. Também outras personagens eram absolutamente enervantes: a chefe de uma guild que parecia ter apenas um neurónio e meio, outra senhora igualmente importante na guild que de cada vez que via a ninja em miniatura literalmente ia ao céu e vinha pois achava que ela era a coisa mais fofa do mundo e só sabia persegui-la para abraçá-la... chega! 

Por causa disto, decidi desistir do anime. Que me recorde, apenas tinha desistido de 2 animes no passado, mas como se costuma dizer: não há duas sem três!
Mais do que uma pessoa já me disse que “mais lá para a frente” a história fica interessante, mas sinceramente já não tenho paciência para perder tempo com animes que começam muito mal e só depois é que ficam bons pois a oferta de histórias é tão grande que prefiro avançar para um anime que realmente me fascine.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

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271º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)



Sempre Te Encontrarei
As Guerreiras Maxwell 3

MEGAN MAXWELL

Terceiro volume da série ambientada nas Highlanders desta popular autora de romance sensual. Esta nova série, que conjuga o romance histórico com erotismo, possui personagens bem construídas e uma intensa história de amor que fará as delícias das leitoras mais românticas.


VENCEDOR: 

Ana Catarina Pinho Miranda

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

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Livro: A criança que tinha 100 anos



Ano de Edição: 2002
Género: Comédia
Autor: Ricardo Ferrand

* Por Mariana Oliveira *


Comprei este livro por impulso e foi daqueles casos em que acho que essa minha precipitação não compensou…


Sinopse:
“O detective Parrot decide tentar desvendar o mistério da casa que desaparece. Contudo, mal podia ele imaginar que nessa habitação se iria cruzar com uma criança que nunca cresceu… durante os últimos 100 anos!”


Opinião:
Este livro de banda desenhada poderia ter sido uma leitura divertida não fosse o excesso de piadas. Gosto de uma boa trama que me faça rir, mas neste livro eram piadas atrás de piadas, muitas delas recorrendo ao humor físico, um tipo de humor que não me agrada particularmente.

Relativamente ao mistério que o detective Parrot tem para desvendar, acho que o mesmo foi interessante numa fase inicial, pois não é todos os dias que nos cruzamos com uma criança que nunca envelhece. No entanto, achei que a ordem dos eventos se tornou algo confusa com umas personagens em sarilhos numa parte da casa, outras a correrem para outro lado… foi tudo demasiado rápido e algo atabalhoado.
Um ritmo de acção mais lento teria contribuído para adensar o mistério e nos transportar para uma boa história de detectives. Contudo, parece-me que não era essa de todo a intenção do autor; creio que a veia humorística foi o que realmente o motivou a escrever este livro. Pena ter exagerado nesse aspecto…  

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

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Livro: A Magia do Silêncio




Título Original: Ma Cure de Silence
Ano de Edição: 2018
Género: Auto-Ajuda
Autora: Kankyo Tannier
Editora: Arena



* Por Mariana Oliveira *


A capa deste livro é LINDA, não é?! Foi a primeira coisa que me chamou à atenção quando peguei nele, ainda antes de sequer saber em consistia o tema da obra! Bem, fica este aparte e agora concentremo-nos no conteúdo:

A minha batalha contra o stress tem-se intensificado ao longo dos últimos anos. Depois de ter tido durante 3 anos um emprego particularmente stressante, o meu corpo decidiu chamar-me à atenção e arranjou várias formas criativas de me levar por mais do que uma vez às urgências de um hospital em apenas meio ano. Fossem qual fossem os sintomas os médicos eram sempre peremptórios na causa: elevados níveis de stress durante um considerável período de tempo. Agora vocês estão a pensar: então se o problema é esse, basta praticar fazer umas caminhadas e ouvir música relaxante! Pois bem, foi isso mesmo que pensei até que no mês passado voltei a ter um novo problema de saúde que mais uma vez me obrigou a consultar um médico. E sim… já adivinharam o que o médico me disse: o maldito stress fazia das suas novamente!
Por isso mesmo, quando “A Magia do Silêncio” chegou às minhas mãos fiquei entusiasmadíssima pois toda a ajuda é bem-vinda para tornar a minha vida mais fácil e me devolver a saúde!

Sinopse:
“Um minuto de silêncio pode ser mágico.
Ultrapassados pela falta de tempo, pelo excesso de informação e por uma vida profissional e pessoal que muitas vezes exige mais do que podemos dar, às vezes explodimos e sentimo-nos perdidos, cansados e fartos de tudo. E se a solução fosse a magia do silêncio?
Kankyo Tannier, uma monja budista leiga, pratica o silêncio há vários anos. Assim, a autora parte dessa experiência para nos ensinar a integrar a magia do silêncio espiritual e físico no nosso dia-a-dia e ajudar-nos a melhorar o nosso estado interior sem necessariamente termos de mudar as nossas vidas. Através de exercícios simples e práticos este livro conduz-nos no caminho do silêncio e da felicidade: o silêncio das palavras a fim de compreender realmente o que está a acontecer à nossa volta; o silêncio visual para que o nosso olhar saiba como se desviar de informação visual inútil e o silêncio corporal para aprendermos a ouvir o que o nosso corpo nos diz.”


Opinião:
Quando percebi que a autora era uma monja budista imediatamente todos os estereótipos possíveis e imaginários me assaltaram a mente. Contudo, ao pouco vamos percebendo que Kankyo, apesar de passar grande parte do seu tempo isolada na floresta, também está em contacto com o nosso mundo agitado, não fosse ela a responsável pelas redes sociais do mosteiro que frequenta e não tivesse ela que viajar com frequência para a cidade!
Ultrapassada essa imagem inicialmente errada da autora, dediquei-me a tentar perceber tudo aquilo que ela nos pretende transmitir.

É através de uma linguagem muito descontraída, com direito a diversas piadas pelo meio, que Kankyo Tannier nos mostra como a vida em pleno século XXI contraria aquilo que o nosso corpo e a nossa mente necessitam para estar saudáveis. Falando através da sua longa experiência, a autora revela-nos como em tempos também ela foi vítima do stress causado pelo ritmo frenético com que vivemos a nossa vida. A partir daí, a autora Kankyo dá-nos pequenas dicas e exercícios práticos para tentarmos encontrar um saudável equilíbrio.

Não sou inocente ao ponto de achar que seguindo estes exercícios ao fim de poucos dias vou sentir uma reviravolta de 180 graus na minha vida pois a própria autora é honesta ao ponto de admitir que em alguns casos demorou anos (!) até conseguir usufruir na plenitude de alguns exercícios. Contudo, também sei que se não começarmos é que nada acontecerá por isso é que fiquei entusiasmada por experimentar cada um destes exercícios. O cariz prático destes exercícios foi o que mais me agradou, pois Kankyo sabe que 99% das pessoas que irão ler este livro nunca irão fazer um retiro num mosteiro budista, daí que precisem de conselhos para o dia-a-dia, de exercícios para fazer enquanto caminham na rua ou cortam os legumes para o jantar.
Ainda, o facto de ter começado a praticar Yoga nos últimos meses deixou-me mais receptiva a tudo aquilo que esteja relacionado com meditação e relaxamento, por isso acredito que essa prática pela qual me apaixonei juntamente com esta obra serão uma mais valia na minha vida!

A única coisa de que não gostei tanto no livro foi a forma como a autora fala dos retiros que são realizados no mosteiro que frequenta. A frequência com que aborda este tema faz-nos pensar que está a querer fazer demasiada publicidade aos retiros. Tirando este detalhe, gostei muito desta pequena lição dada por Kankyo Tannier que de uma forma descontraída, bem-humorada e honesta nos relembra de que não fomos feitos para viver vidas tão agitadas e de que devemos ouvir o nosso corpo quando este nos pede para abrandar.
Um livro que recomendo a todos os leitores, principalmente àqueles que, como eu, têm de conviver diariamente com elevados e desproporcionados níveis de stress.     

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

0

Video: BookHaul Dezembro 2017



Fiquem com os livros que recebi em Dezembro :) 

E vocês, o que receberam? 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

3

Maratona: #MLOutonoInverno2017 - Vencedores




Resumo Geral da Maratona

Resumo Maratona
Nº de participantes no grupo do Facebook
96
Nº de participantes que fizeram resumo final
50
Nº total de de livros lidos contabilizados
720
Nº total de páginas lidas contabilizadas
208 177
Fotos partilhadas no Facebook #MLOutonoInverno2017
92
Fotos partilhadas no Instagram #MLOutonoInverno2017
283


Então está na hora de anunciar os vencedores :) Em Baixo segue a lista de participantes e os resultados. Estou extremamente feliz e orgulhosa de todos! 

Coloquei também em baixo as fotos do desafios de Haloween que, para mim, foi o melhor desafio de sempre. Nunca pensei que a adesão fosse tão grande. 

Parabéns a todos! Vemo-nos na próxima maratona? http://flamesmr.blogspot.pt/2018/02/ml122dias.html 


Participantes
Nº de Páginas
Link
Sara Dantas
13012
Maria João
8798
Jsy Nabais
8691
Maria João Diogo
7795
Cristina Luiz
7281
Ana Lopes
6957

Sofia Abreu
6943

Leonor Lopes
6612
Filipa Vaz
6457
Nélia Rosa
6163
Bárbara Rodrigues
5563
Luci Reis
5479
Raquel Pereira
5457
Cristiana de Sousa
5418
Mara Lúcia
5311
Sorteio
Silvia A Reis
5308
M João Covas
5298
Fabi Valente
5190
Mariana Oliveira
4616
Cristina Gaspar
4544
Bárbara Castro Lima
4456
Mariana Leal
4426
Mónica Pereira
4354
Raquel Silva
4132
Ana Silva
3873
Mariana Machado
3863
Neuza Coelho
3852
Madalena Costa
3641
Elisabete Cavaco
3179
Ana De Sousa
3174
Daniela Rosas
3129
Vera Baetas
3077
Cláudia Ferreira de Andrade
2965
Ana Carolina Almeida
2824
Roxana Benci
2813
Sara Pascoal
2745
Joana Soares
2672
Ana Pereira
2666
Tatiana Martins
2444
Pat Silva
2359
Hugo Cunha
2350
Patricia Alexandra Silva
2249
Marina Ferreira
2239
Rita Pereira
2216
Roberta Frontini
2088
Blog
Carla M Soares
2074
Nuno Grácio
1256
Mafalda Alves
1045
Raquel Marques
1036
Rodrigo (Turtix)
1030












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