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domingo, 23 de junho de 2019

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Video: Miscelânea de Factos Essenciais e Curiosidades Inúteis do Senhor Lubbock


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

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Livro: Miscelânea de Factos Essenciais e Curiosidades Inúteis do Senhor Lubbock


Título: Miscelânea de Factos Essenciais e Curiosidades Inúteis do Senhor Lubbock

Autor: Paulo Ferreira 
ISBN: 9789896656614
Edição ou reimpressão: 11-2018
Editor: Objectiva
Dimensões: 138 x 235 x 15 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 224

A boia de salvação que faltava para todos aqueles momentos constrangedores…

SINOPSE

Sabia que o oxigénio que agora inspira já passou pelos pulmões de Napoleão e de Genghis Khan? E que a água que bebeu há pouco conheceu os rins de Jesus Cristo? Ou que a astrologia continua a basear-se na localização de corpos celestes, apesar de o universo estar em expansão? A penicilina foi descoberta por acaso, tal como o viagra. E o post it só existe porque uma tentativa de aproveitamento de cola acabou por se revelar um falhanço (e porque todos já merecíamos esta folga na nossa vida). Newton achou que inventar o cálculo era importante, mas não mais do que estudar a fundo essa ciência eminente que era a alquimia. Será por estas e por outras que o nosso cérebro preenche, a todo o custo, os vazios de memória com imagens falsas e factos que nunca o forma. Por falar em fake news, podemos parar de discutir se Colombo era português ou espanhol, pois os primeiros a chegarem ao continente americano foram os viquingues.

OPINIÃO
Roberta

Sempre tive muita curiosidade em ler algo do Paulo Ferreira. Com este livro estreei-me... (penso que li uma vez um conto dele, mas não consigo ter a certeza). A verdade é que acho que não podia ter começado da melhor forma! Adorei este livro! É certo que já li outros livros do género, mas este não só estava extremamente interessante como a edição estava fabulosa. 

Capa dura, com imagens giras, páginas a preto, branco e tons de cinza... é um livro perfeito para acompanhar, por exemplo, numa viagem, ou quanto estamos num sítio público onde nos possa custar um pouco mais estarmos atentos a um enredo único. Também seria giro ir lendo o livro aos poucos, e inicialmente era precisamente o que ia fazer, mas confesso que não consegui. Os factos eram tantos e tão interessantes que não consegui atrasar a leitura, e devorei-o em poucos dias. 

É, sem dúvida, um óptimo desbloqueador de conversas (na verdade está cheio de imensos óptimos desbloqueadores de conversa)!

E pode ser também uma excelente prenda.. é sem dúvida daqueles livros que agrada a uma grande variedade de pessoas.. assim, recomendo-o a todos, especialmente aquelas pessoas mais curiosas e que gostam de saber mais :) 

Parabéns ao autor e à editora que aposto neste livro!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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280º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Objectiva)




A física moderna encontrou em Rovelli o seu poeta.



Um livro cativante, fascinante, profundamente belo.»

John Banville

Do autor de Sete Breves lições de física, chega-nos um livro que mudará para sempre a nossa relação com a vida e com o Universo.

VENCEDOR: Ana Seco

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

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Livro: Uma Vida Alemã




Título Original: Ein Deutsches Leben
Ano de Edição: 2017
Género: Biográfico, Histórico
Autores: Brunhilde Pomsel e Thore D. Hansen
Editora: Objectiva


* Mariana Oliveira *




Há alguns anos tive a oportunidade de ler um livro que nos apresenta a perspectiva na primeira pessoa de alguém que seguiu de perto os passos de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Essa obra, com o título “Até ao Fim”, apresentou-me um ponto de vista completamente diferente de um dos momentos mais sombrios da História recente do nosso planeta através das palavras de Traudl Junge, uma das últimas secretárias pessoais de Hitler.
A experiência foi de tal forma interessante que assim que tive a oportunidade de voltar a viajar até essa época através do relato fiel de um dos intervenientes que trabalhava para o governo alemão não hesitei!


Sinopse:
"Neste livro ficamos a conhecer o relato de Brunhilde Pomsel, antiga secretária de Joseph Goebbels – o homem responsável pelo Ministério da Propaganda de Adolf Hitler. Ao longo destas páginas acompanhamos a falta de interesse de Brunhilde face à ascensão dos nacional-socialistas e das suas próprias aspirações em tempos de decadência social e moral – de que o aparelho nazi foi o expoente máximo. Thore D. Hansen organiza e regista, neste excepcional documento, as memórias desta alemã traçando um impressionante paralelo entre aquela época e os dias de hoje. Assim, este livro constitui sem qualquer margem para dúvidas uma chamada de atenção para a geração actual.”


Opinião:
Este livro despertou em mim alguns dos meus medos mais profundos. Enquanto a leitura de “Até ao Fim” se centrava fundamentalmente naquilo que aconteceu, “Uma Vida Alemã” faz um paralelo entre a década de 30 do anterior século e os dias de hoje. É assustadora a quantidade de semelhanças e não podemos ficar indiferentes à possibilidade de que algo semelhante àquilo que aconteceu na Segunda Guerra Mundial possa vir a acontecer na nossa geração ou nas gerações vindouras. Por vezes é muito fácil cairmos na tentação de achar que somos muito mais evoluídos e que nunca iríamos cometer tal erro mas se analisarmos os dias de Brunhilde Pomsel e os nossos dias vamos encontrar vários pontos em comum entre os jovens e adultos daquela época e nós próprios. Na última porção do livro Thore D. Hansen faz essa comparação e alerta-nos para que abramos os olhos e alteremos o rumo dos acontecimentos. Será que ainda vamos a tempo? É isso que o autor questiona e é precisamente isso que me assusta. Quero acreditar que sim e que o Ser Humano não voltará a repetir os mesmos erros.


Relativamente ao relato de Brunhilde propriamente dito, não consegui ter uma opinião consensual. Se por um lado gostei de ter ficado a saber mais sobre o famoso Ministério da Propaganda dos nazis, o seu propósito, a forma como funcionava e quem foram as principais figuras que estiveram na sua liderança, por outro lado não consegui sentir empatia com Brunhilde Pomsel.
Sei que é muito fácil criticarmos alguém quando estamos de fora e não fazemos a mínima ideia do que seria viver na pele tais acontecimentos, contudo a forma quase distante como ela falava dos factos surpreendeu-me. 


Desde o início percebemos que Brunhilde Pomsel era alguém bastante fútil nos seus anos de juventude, a própria faz questão de afirmá-lo várias vezes ao longo do livro, e tal fez com que procurasse um conforto financeiro e continuar com a sua vida o mais normalmente possível numa altura em que milhares de judeus eram levados para campos de concentração.
Sei que na altura a informação não chegava até às pessoas como chega hoje, mas ela trabalhou durante anos no Ministério da Propaganda e passaram pelas suas mãos documentos ultra secretos. Segundo a mesma, nunca leu nenhum deles, cumprindo simplesmente a sua função. Mas fez isto numa altura em que até conhecidos e amigos seus judeus tinham desaparecido?! A preocupação dela numa altura em que milhares de pessoas fugiam do país ou simplesmente eram levadas à força consistia em fazer convenientemente o seu trabalho e ganhar o seu salário ao fim do mês?!
Se isto não bastasse para me deixar estupefacta, a forma como Brunhilde muitos anos mais tarde, quando já era centenária, de certa forma “sacudiu a água do capote” como se não tivesse tido absolutamente nada a ver com o assunto deixou-me completamente, desculpem-me a expressão, aparvalhada. No caso de Traudl Junge, a mesma confessou que na altura não tinha noção da gravidade daquilo que estava a fazer mas tal não impediu que, anos mais tarde, quando ficou a par das atrocidades que tinham sido cometidas não sentisse uma terrível culpa. Afinal de contas, tinha contribuído, ainda que sem o saber na altura, para que um dos momentos mais negros da nossa História tivesse acontecido.
Confesso que fiquei sem perceber bem a atitude de Brunhilde Pomsel, não sei se será algum mecanismo de defesa a que a mesma recorreu para conseguir viver os seus 106 anos em relativa paz consigo mesma… talvez seja isso mesmo…


De qualquer forma, a oportunidade que esta obra nos dá para aprender ainda mais sobre essa terrível época e, acima de tudo, para evitar que algo de semelhante se venha a repetir torna-a numa leitura que recomendo a todos os leitores. Nunca é demais estarmos informados e evitar os erros do passado.

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