Título Original: The Smile at the Foot of the Lader
Ano: 1948
Género: Auto-descoberta
Autor: Henry Miller
Nem todos os livros podem ser geniais e
mexer connosco, certo? Pois bem, a obra “O Sorriso aos Pés da Escada” serviu
para me provar isso mesmo.
Apesar de a premissa desta pequena
história ser interessante, a verdade é que, para mim, Henry Miller falhou em
transmiti-la. Mesmo tendo sido publicada pela primeira vez em 1948 e de ser
considerada por muitos como uma obra de referência de um escritor também ele
extremamente conceituado, a verdade é que me apoio, para formar a minha opinião, numa afirmação do próprio
Henry Miller sobre “O Sorriso aos Pés da Escada” quando este disse que esta
tinha sido a sua mais estranha história que alguma vez escrevera: eu também a
achei estranha, demasiado estranha.
O palhaço Augusto basicamente falhou em
cativar a minha atenção e não consegui sentir-me minimamente interessada na sua
busca pela felicidade. As ideias no livro são algo repetitivas, pouco
desenvolvidas e as poucas frases realmente originais e belas são insuficientes
para salvar esta obra.
Qual o propósito de Henry Miller ao
escrever este livro? Pois bem, apesar de o autor explicar ao leitor o que
pretendia com “O Sorriso aos Pés da Escada” numa breve nota no fim da obra, admito que não interpretei esta
história da forma como ele a queria transmitir.
Bem, termino tal como comecei: nem tudo
aquilo que lemos pode integrar o nosso grupo de obras de referência, por isso
não quero dizer que este livro seja uma nódoa, mas simplesmente falhou, e por
uma grande margem, o alvo. O meu alvo.


