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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

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Livro: Para lá de Bagdad



Título: Para lá de Bagdad
Autor: Alberto S. Santos
ISBN: 978-972-0-04834-9
Edição ou reimpressão: 04-2016
Editor: Porto Editora


SINOPSE



A 21 de junho de 921, Ahmad ibn Fadlan, emissário do califa, parte de Bagdad para uma arriscada missão na Bulgária do Volga, na Rússia atual. Para trás, deixa os mestres e companheiros da Casa da Sabedoria, que ergueram a época dourada do Islão.
Os perigos que encontra ao longo do caminho levam Ahmad a alterar o rumo da viagem e a dirigir-se para as terras nórdicas do sol da meia-noite. Ao longo da jornada, vive um amor proibido com Zobaida, a bela escrava do tio, que o faz repensar toda a sua existência.
Por entre climas adversos, costumes bárbaros de povos não civilizados e inesperados jogos de poder, o emissário do califa descobre um desconcertante mundo novo. Ao mesmo tempo, em Bagdad, assiste-se ao início de uma nova era: os sábios são perseguidos e os livros queimados na praça.
Um romance envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da História da Idade Média, que dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida.


OPINIÃO
(por Roberta Frontini)

Começo esta opinião dizendo que esta não é a primeira obra do autor que leio. Tal como "A profecia de Istambul" [opinião aqui], este livro foi editado pela Porto Editora. Toda a edição e revisão do livro estão excelentes. Desde a capa aos pequenos detalhes que acompanham o início de cada capítulo. São estes pequenos (grandes) pormenores que fazem a diferença. Este livro conta, tal como revela a sinopse, uma viagem do emissário do califa de Bagdad no século X. É através do seu olhar que vamos descobrindo um mundo novo e que vamos seguir as aventuras das suas personagens, sempre cheio de atribulações (e com toques de romance pelo meio). É um livro carregado de aventura, mistério, mas também surpresa. 

É um livro que acaba por proporcionar mais do que um mero prazer de leitura uma vez que nos ajuda a compreender o porquê de existirem, ainda hoje, algumas desavenças entre alguns povos. De facto ao longo da obra vamos contactando com outras religiões com rituais próprios, chegando mesmo desde o fundamentalismo Islâmico aos Vikings e à sua mitologia.

Ao contrario de algumas obras que nos trazem personagens principais limpinhas e perfeitas, o autor optou por torná-las mais humanas e verossímeis. Mais uma vez, e graças a esta obra, podemos constatar que o autor fez um excelente trabalho de investigação, conseguindo depois enquadrar os factos históricos que encontrou, com uma trama interessante onde romance a a aventura têm destaque. A escrita é cativante o que faz com que o leitor queira ler rapidamente para conseguir chegar ao fim.. as pontas soltas que vai lançando ao longo das páginas e o ritmo que usa na escrita contribuem para isso. Um livro que os amantes do género irão, de certo, apreciar. 

domingo, 5 de outubro de 2014

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82ª Entrevista FLAMES: Alberto S. Santos (escritor português)


Alberto S. Santos 


Alberto S. Santos é um escritor multifacetando, com uma grande paixão pelo mundo árabe, como se pode notar no seu romance histórico “A Profecia de Istambul”. Nasceu em 1967, é licenciado em Direito, desempenhou funções públicas, voltou à advocacia, depois de um interregno de 12 anos. Já escreveu 3 livros: “A Escrava de Córdova”, “A Profecia de Istambul” e “O Segredo de Compostela”, e esperemos que a escrita continue para podermos encher as nossas estantes com as suas magníficas obras. 
Foi na 84ª Feira do Livro de Lisboa que tivemos a oportunidade de o conhecer, e agora é a vossa vez de saber mais um pouco sobre ele através desta entrevista…

Filme favorito: "Blue Velvet"
Livro favorito: “Os Maias” de Eça de Queirós
Anime favorito: Dragon Ball Z
Manga favorito: Não tenho
Espetáculo favorito: Um espectáculo que fui ver no Theatro Circo em Braga – Antony and The Johnsons
Série de televisão favorita: A versão original da novela “Gabriela”

É notória a sua paixão pelo mundo árabe. É um interesse recente ou sempre gostou? 
R: É um interesse que venho acompanhando ao longo da minha existência. Interessam-me as culturas do outro para melhor compreender a minha. No caso do mundo árabe e do Islão, o interesse ressalta para a atualidade, pois a investigação e escrita ajudam-me a compreender e a dar a conhecer questões que, hoje, tanto nos surpreendem como inquietam. 

Sabemos que gosta de escrever sobre aqueles heróis que muitas vezes são esquecidos, mas que merecem todo o nosso reconhecimento. É algo que partilha com autores como Richard Zimler e que achamos extremamente importante. É aliás um dos motivos que nos faz gostar tanto das vossas obras. Que outros heróis desconhecidos e histórias fantásticas deambulam na sua cabeça neste momento e que está a pensar colocar no papel? Pode levantar o véu sobre algo? 
R: Há vários. Compreenderá que eles ainda vivam no limbo de quem, um dia, lhes dará vida, pois muitos dos seus destinos não estão ainda traçados. Mas, o fascínio pelas vidas prodigiosas dos nossos antepassados desconhecidos, que algum contributo deram ao país ou à Humanidade, será o combustível para futuras histórias.

Existem vários livros sobre a Inquisição e tantos outros sobre o mundo árabe, mas nem sempre encontramos livros que abarcam os dois. Nesse sentido o seu livro “A Profecia de Istambul” é bastante original. Como surgiu a ideia de juntar estes dois mundos neste livro?
R: Aparentemente parecia inconciliável a ligação da Inquisição ao mundo islâmico. Mas, infelizmente, Inquisições existiram, e existem, em todos os tempos e civilizações. No caso concreto de “A Profecia de Istambul”, cruzam-se três séculos separados entre si com a expressão da barbárie, por motivos religiosos, políticos ou étnicos. Embora o foco principal, se prenda com a temática dos renegados, gente simples que era apanhada pelos corsários berberes, ou nas guerras do Norte de África e que, se não declarassem que renegavam a fé cristã e se convertiam ao Islão eram supliciados, mortos ou escravizados. E, quando voltavam a ser apanhados pelos reinos cristãos, eram novamente supliciados ou mortos, por terem renegado anteriormente a sua fé cristã. Triste sina a desta gente. 

Que diferenças podem os seus leitores encontrar entre os seus 3 livros “A escrava de Córdova”, “A profecia de Istambul” e “O segredo de Compostela”? 
R: São obras diferentes, de épocas distintas: Sec. X, Sec. XVI e Sec. IV. Ajudam a dar uma perspetiva do nosso passado, em momentos e espaços menos conhecidos. Mas em todos encontrarão os condimentos de um romance e do borbulhar da condição humana, transversal a todas as épocas. Também os pontos onde podem assentar as bases da tolerância e do respeito por quem pensa ou crê de forma diferente, podem ser pistas de partida ou de chegada nessas três obras. 

Penafiel é uma cidade que tem um olhar cultural muito forte. Acreditamos que o seu cunho pessoal, nesse caso, terá aqui um papel muito importante. Que eventos estão agendados para os próximos tempos relacionados com a cultura? 
R: Embora tenha já deixado funções públicas executivas, destaco a “Escritaria” (entre 1 e 5 de outubro), este ano dedicada à vida e obra de Lídia Jorge. Vai ser, com certeza, um momento cultural de muitos afetos com a autora e com o seu imaginário. 

Teve de fazer uma grande pesquisa para a escrita dos seus livros, especialmente sobre as torturas da Inquisição no livro “A Profecia de Istambul”. Ainda hoje se surpreende com a crueldade dessa altura? 
R: Não muito. Basta ligar a televisão para assistirmos em direto à barbárie, oriunda dos quatro cantos do mundo.

Obrigada ao autor pela disponibilidade e simpatia que tem sempre para com o FLAMES :) 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

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Livro: A Profecia de Istambul



Autor: Alberto S. Santos
Páginas: 424
Editora: Porto Editora

Não sou pessoa de grandes misticismos, mas por vezes acontecem-me coisas extraordinárias. Desde que este livro saiu e que o tenho visto deambular pelas redes sociais, que me tem piscado o olho. No entanto, foi apenas quando estive com o autor Alberto S. Santos na feira do livro, que o comprei! Penso que o que me cativou na obra foi a capa que está FABULOSA, o título Istambul (cidade que amava visitar) e o facto de "prometer" uma viagem pelo Mediterrâneo, mar pela qual sou completamente louca.
À medida que ía conversando com o autor, aumentava a minha vontade de ler o livro. Viagens pelos Mediterrâneo? Aventuras? Livro histórico? Tudo coisas que amo...

E depois, veio a revelação.. o livro tinha uma parte que se passava na Sicília! E aí sim, confirmou-se que o ía querer ler o mais rapidamente possível!


A obra não desiludiu. Trata-se claramente de um livro de grande rigor histórico. Pressente-se o trabalho exaustivo que o autor empreendeu, quer em termos de factos, datas, locais e na própria linguagem! Uma linguagem muito cuidada mas fluída, bonita, que facilmente nos transporta para uma outra época... quase parece que Alberto S. Santos usou uma máquina do tempo para conseguir retratar de forma tão fiel os locais por onde as personagens passam.. E quase parece que o autor nos transporta, durante a leitura, nessa mesma máquina.

Uma outra coisa que amei no livro foi o facto de haver imensos capítulos, muito curtos, e com pausas, o que me permitiu ir lendo o livro à medida das minhas possibilidades, usando estas pausas para me orientar na leitura. 

Tudo se passa à volta da misteriosa Lança do Destino. O que é e porque será que tanta gente anda atrás dela? Somos transportados para o século XVI e iremos deambular à volta do mediterrâneo, em cidades exóticas e na companhia de personagens que terão de se ver frente a frente com uma das piores instituições que já foi criada no mundo: a Inquisição. Falam-nos de uma época conturbada, numa altura em que quer Portugal quer Espanha detinham um importante papel económico com repercussões a nível mundial. Gostei bastante do facto deste livro aliar a cultura árabe e falar na Inquisição ao mesmo tempo. É um livro que nos faz pensar e repensar bastante sobre a(s) religião(ões) e que nos faz recordar algumas das piores atrocidades ocorridas no mundo. 
Alberto S. Santos conta-nos histórias, mas que transmite-nos também imensa informação Histórica, e isso para mim é essencial num bom livro. Gosto de aprender sempre que leio, e posso dizer que aprendi imenso com a leitura deste e que relembrei muito do que aprendi nas aulas de história! Com "A Profecia de Istambul" aprendi e viajei... 

Enfim, é um livro que aconselho aos amantes do livros históricos, de aventuras, e de questões ligadas à Inquisição, ao mundo árabe... mas também para quem gosta de uma grande história de amor. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

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Evento: 84ª Feira do Livro de Lisboa 2014 + 52ª Entrevistas a AUTORES


Nos passados dias 31 de Maio e 01 de Junho de 2014 o FLAMES deslocou-se à Feira do Livro de Lisboa... Estes foram alguns dos autores com quem privámos.

Ana Simão 
Filme favorito: "O Menino do Pijama às Riscas" e “A Casa dos Espíritos”
Livro favorito: Tenho vários livros favoritos. Posso dizer que a minha autora favorita é a Isabel Allende
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Festa Gosto muito dos musicais do La Féria, dos espectáculos do Nilton e há pouco fui ver uma peça de que gostei muito – “Vamos lá então perceber as mulheres… mas só um bocadinho”. 
Série de televisão favorita: Anatomia de Grey


Alberto S. Santos
Filme favorito: "Blue Velvet"
Livro favorito: “Os Maias” de Eça de Queirós
Anime favorito: Dragon Ball Z
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Um espectáculo que fui ver no Theatro Circo em Braga – Antony and The Johnsons
Série de televisão favorita: A versão original da novela “Gabriela”

Alexandra Marques
Filme favorito: "O Piano" e “Apocalypse Now Redux”
Livro favorito:  “Memórias de Adriano” de Marguerite Yourcenar, alguns livros de Saramago e tudo o que seja de Salman Rushdie
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Feira do Livro, um espectáculo que assisti dos Furia del Baus, um grupo que existe há muitos anos e que faz tudo o que seja malabarismos e trapézio. 
Série de televisão favorita:  “Homeland – Segurança Nacional” e “Downton Abbey”

António Mota
Filme favorito: "A Árvore dos Tamancos"
Livro favorito: “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway
Anime favorito: “Mr. Magoo”
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Feiras (em geral, não só a Feira do Livro)
Série de televisão favorita:  “O Polvo” (mais antiga) e “Prison Break” (mais recente)

António Torrado
Filme favorito: "A Quimera do Ouro” de Charles Chaplin
Livro favorito: “A Montanha Mágica” de Thomas Mann
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Um concerto dos Rolling Stones
Série de televisão favorita: Rua Sésamo

Filipa Brandão Mira
Filme favorito: "Cinema Paraíso" (vejam a nossa opinião aqui)
Livro favorito:  "Anna Karenina” de Liev Tolstói
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Festa O espectáculo “Amália” do La Féria, os musicais “Mamma Mia” e “O Fantasma da Ópera”
Série de televisão favorita: CSI Miami

Flávio Capuleto
Filme favorito: "Música no Coração”
Livro favorito: “O Alquimista” de Paulo Coelho. Houve uma altura em que lia muito Paulo Coelho... mas os livros de Saramago também são os meus favoritos. Gostava imenso dele como escritor.
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Feira do Livro
Série de televisão favorita: “Equador”

José Fanha
Filme favorito: "Casablanca”
Livro favorito: “Odes Elementares” de Pablo Neruda
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Espectáculos de Teatro e muitos outros
Série de televisão favorita: Não vejo televisão

Nuno Markl
Filme favorito: "Dr. Estranho Amor" de Stanley Kubrick
Livro favorito: “Contos do Gin-Tonic” de Mário Henrique Leiria
Anime favorito: “A Viagem de Chihiro”
Manga favorito: Vou pensar
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Eh lá, tanta coisa!...
Série de televisão favorita: “Sopranos” e “Breaking Bad”

Miguel Miranda
Filme favorito: 2001 Odisseia no Espaço
Livro favorito: Ensaio sobre a Cegueira 
Anime favorito: Não tenho
Manga favorito: Não tenho 
Entretenimento/Evento/Espetáculos favorito: Jazz
Série de televisão favorita: Não tenho

Uma palavra de agradecimento muito especial ao autor por nos ter oferecido o conto "Quiromancia". Trata-se de um conto que saiu numa edição comemorativa dos 20 anos de escrita de Miguel Miranda. O livro é um pequeno tesouro e foi assinado pelo mesmo (com direito a selo branco).. LINDO! 

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