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quinta-feira, 3 de março de 2016

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Entretenimento - Ana Moura - Tens Os Olhos De Deus




Há coisas que não se descrevem com palavras... vejam o vídeo e sintam...

Letra e Música/ Written by Pedro Abrunhosa

Video
Realizadora / Director : Bruno Ferreira
Fotografia / DOP : Vitor Rebelo
Editor / Editor : Sérgio Pedro
Produção / Producer: Show Off Films
Produção Executiva / Executive Producer: Alexandre Montenegro
Direcção de Produção / Production Direction: Elisa de Paula
Chefia de Produção / Producer: Yardena Silva
Edição / Edition: Sérgio Pedro
Correção de Cor / Color Correction : Paulo Inês (Lightfilm)
Styling (Ana Moura): Monica lafayette
Hair stylist (Ana Moura): Ana Sousa
Make up artist (Ana Moura): Joana Moreira

Follow Ana Moura:
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Music video by Ana Moura performing Tens Os Olhos De Deus (C) 2016 Universal Music Portugal, S.A.

domingo, 31 de janeiro de 2016

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Novidades no panorama Musical :)


Deolinda
Novo álbum "Outras Histórias" é editado a 19 de fevereiro

Chama-se "Outras Histórias" o novo trabalho dos Deolinda. Trata-se do 4.º álbum de estúdio da banda, sucessor de "Mundo Pequenino" (2013), e tem edição prevista para 19 de fevereiro. O primeiro single dele retirado, "Corzinha de Verão" chegou às rádios dia 20 de janeiro, dia em que é editado em todas as plataformas digitais. 
"Mundo Pequenino" rendeu à banda mais um disco de platina, mais um Globo de Ouro, um Prémio José Afonso, bem como mais algumas voltas ao Mundo, confirmando assim a importância do trabalho dos Deolinda para a música portuguesa. 

O seu novo trabalho, "Outras Histórias", registado em co-produção com João Bessa, traça alguns caminhos que ainda não haviam sido explorados no repertório e estilo da banda.

Para provar que "Outras Histórias" está mesmo repleto de outras histórias, a banda desafiou um leque surpreendente de convidados a enriquecer o repertório, com evidente destaque para a participação de Manel Cruz (Ornatos Violeta), que aparece em dueto com Ana Bacalhau, no tema "Desavindos" e deRiot (Buraka Som Sistema), numa inesperada colaboração em "A Velha e o DJ". A Orquestra Sinfonietta de Lisboa, conduzida pelo Maestro Vasco Pearce de Azevedo, com os arranjos para cordas escritos por Filipe Melo, é outra das presenças no disco.

O tempo é um conceito subjectivo. Aos Deolinda estes últimos três anos passaram a correr, mergulhados nos muitos concertos e projectos que tiveram. Para os fãs, três anos já foi tempo demais.

GIL DO CARMO
ANUNCIA "A UMA VOZ", O NOVO DISCO

"O Teu Cheiro a Café Torrado", o primeiro single de apresentação, acaba de estrear. Pré venda no iTunes já está disponível.


É já a 12 de Fevereiro que Gil do Carmo apresenta o seu novo trabalho: "A Uma Voz" é composto por 12 canções e conta com "O Teu Cheiro a Café Torrado" como cartão-de-visita. A canção fica imediatamente disponível para quem encomendar o disco no iTunes.

Inteiramente escrito por si, este é o quarto trabalho da carreira do cantor, ao lado de músicos que o ajudaram a encontrar um espaço próprio, como Yami, António Serrano, João Frade ou José Manuel Neto.

O brasileiro Ivan Lins descreve o álbum como o mais autêntico de todos os seus lançamentos, por ser "um disco totalmente acústico, utilizando instrumentos ligados à musica popular portuguesa, como violas acústicas, guitarra portuguesa, acordeão, e instrumentos de percussão. O que mais chama a atenção, após tão belas sonoridades e arranjos, é a forma como Gil e seu co-produtor e co-arranjador, o angolano Yami, construíram uma atmosfera sonora, que namora inúmeras tendências dos ritmos que se mesclaram através dos anos dentro do universo da musica portuguesa. O resultado, a serviço de composições simples e belos textos, só prova o amadurecimento de Gil como compositor e ideólogo de seus projetos".

Nascido numa família para quem a música foi raiz e, mais do que uma profissão, um modo de ser, Gil do Carmo tirou o que mais podia das suas experiências e aprendizagens. Aos 19 anos mudou-se para os Estados Unidos e estudou em duas importantes escolas de música em Los Angeles e Boston. Em 1995 regressa a Lisboa e, a partir daí, os seus talentos de compositor, letrista e cantor levam-no a editar “Mil Histórias”, “Nus Teus Olhos” e, em 2008, “Sisal”, um álbum que conta com o apoio de nomes como Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Rão Kyao ou a Sinfonietta de Lisboa. Foi também proprietário do Speakeasy em grande parte deste período.

Oito anos depois, Gil do Carmo volta a focar-se na música a cem por cento, com um disco que é quase como uma impressão digital do seu autor. "A Uma Voz" tem as janelas abertas, uma vista desafogada sobre Lisboa e um claro olhar posto no mundo.


Oficial
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Banda sonora de "Alvin e os Esquilos: A Grande Aventura" nas lojas a 29 de janeiro

Filme chega às salas de cinema portuguesas a 4 de fevereiro


Alvin e os Esquilos estão de volta ao grande ecrã e com isso chega às lojas uma nova banda sonora, onde estas divertidas personagens dão uma nova vida a grandes sucessos como "Uptown Funk", "Turn Down for What", entre outros. A banda sonora chega às lojas já a 29 de janeiro, pouco antes do filme "Alvin e os Esquilos: A Grande Aventura" se estrear nos cinemas portugueses, a 4 de fevereiro.

Esta banda sonora conta ainda com a participação muito especial do músico, dançarino e DJ Redfoo, também conhecido como membro da dupla LMFAO, que se junta a Alvin e os Esquilos na canção "Juicy Wiggle (Munk Remix)". Além deRedfoo, este disco inclui ainda canções como "South Side", originalmente do multiplatinado artista Thomas Rhett, o grande êxito que é "Geronimo", pelosSheppard, e ainda "Oh My Love", do grupo The Score.

Este "Alvin e os Esquilos: A Grande Aventura" foi realizado por Walt Becker. Através de uma série de mal-entendidos, Alvin, Simon e Theodore acreditam que Dave vai para Miami pedir a sua namorada em casamento...e livrar-se deles. Eles têm três dias para impedi-lo, ficando a salvo não só de perder o Dave, mas também de ganhar um terrível meio-irmão.

Nomeados para os Grammys em nova compilação

Chegou às lojas a coletânea "2016 Grammy Nominees", que junta num só disco os principais nomeados aos prémios Grammy deste ano, que serão entregues a 15 de fevereiro, numa cerimónia a ter lugar no Staples Center, em Los Angeles. 

A coletânea conta com a presença de 21 artistas, desde as grandes estrelas pop do momento até aos nomes mais emergentes. No alinhamento podemos assim encontrar canções dos nomeados ao prémio de Álbum do Ano, nomeadamente os Alabama Shakes, Kendrick Lamar, Chris Stapleton, Taylor Swift e The Weeknd, bem como os músicos que concorrem à distinção de Artista Revelação, mais precisamente Courtney Barnett, James Bay, Sam Hunt, Tori Kelly e Meghan Trainor, entre outros. 

Parte das receitas deste álbum revertem para a Grammy Foundation e a MusiCares Foundation, duas organizações de beneficência ligadas à Recording Academy.

2016 Grammy Nominees

1. MARK RONSON - "Uptown Funk" Feat. Bruno Mars
2. TAYLOR SWIFT - "Blank Space"
3. THE WEEKND - "Can’t Feel My Face"
4. ED SHEERAN - "Thinking Out Loud"
5. MAROON 5 - "Sugar"
6. FLORENCE + THE MACHINE - "Ship To Wreck"
7. ALABAMA SHAKES - "Don’t Wanna Fight"
8. D’ANGELO AND THE VANGUARD - "Really Love"
9. KENDRICK LAMAR - "Alright"
10. CHRIS STAPLETON - "Traveller"
11. LITTLE BIG TOWN -"Girl Crush"
12. WIZ KHALIFA - "See You Again" Feat. Charlie Puth 
13. MEGHAN TRAINOR - "Lips Are Movin"
14. TORI KELLY -"Should’ve Been Us"
15. SAM HUNT - "Take Your Time"
16. JAMES BAY - "Hold Back The River"
17. COURTNEY BARNETT - "Pedestrian At Best"
18. CARRIE UNDERWOOD - "Little Toy Guns"
19. CAM - "Burning House"
20. LEE ANN WOMACK - "Chances Are"
21. KEITH URBAN - "John Cougar, John Deere, John 3:16"
PAUS
'Mitra' está disponível em pré-venda

Já se encontra disponível em pré-venda o novo disco dos Paus, "Mitra", previsto editar a 12 de Fevereiro.

Encomendando o disco no iTunes, os fãs encontram-no por um valor mais em conta do que estará depois de editado e recebem ainda imediatamente os temas "Pela Boca", o primeiro single de avanço do álbum, e "Mo People". Quem optar pela versão física pode encomendar o disco no site da Fnac, aqui, também com desconto de pré-venda. 

"Mitra", o novo álbum dos Paus, foi gravado na residência e estúdio da banda, o HAUS. A banda tem a apresentação do disco ao vivo marcada para o dia do lançamento do disco no Cinema S. Jorge, em Lisboa. A primeira parte deste e de todos os espetáculos em Portugal fica a cargo de Cachupa Psicadélica.

A digressão de "Mitra" começa em Lisboa e segue por vários pontos do país.Coimbra (Teatro Gil Vicente), Guimarães (Centro Cultural Vila Flor), Castelo-Branco (Cine-Teatro Avenida), Ilhavo (Centro Cultural), Faro (Teatro Municipal das Figuras) e Ovar (Escola de Artes e Oficios) são as primeiras cidades a receberem o mais recente trabalho do grupo português.
Todas as noites ficam completas com after parties em locais a anunciar em que são os próprios PAUS os DJs de uma noite de comunhão e festa agendadas para o início do próximo ano.

O tema "Pela Boca", foi o primeiro single de avanço do novo álbum. O vídeo, realizado por João Pedro Moreira (Buraka Som Sistema, Regula, Ana Moura,entre outros), conta com a colaboração na captação de André Leal. O vídeo foi filmado no Musicbox, em Lisboa, no passado dia 24 de Outubro.



SNARKY PUPPY

"Family Dinner – Volume Two" chega às lojas a 12 de Fevereiro.

Referenciados como um dos nomes em destaque na produção jazz dos últimos anos, os Snarky Puppy lançam "Family Dinner – Volume Two", um disco gravado em Nova Orleães e que nasceu da “vontade de trabalhar com vocalistas e compositores que admiramos”, como explica Michael League.

O resultado é um conjunto de oito faixas com a participação de David Crosby, Becca Stevens, Susana Baca, Charlie Hunter, Salif Keita, Laura Mvula e Jacob Collier, entre muitos outros. O trailer do projecto pode ser visto em baixo.


O conceito começou como uma série de concertos em Nova Iorque e evoluiu depois para um disco, "Family Dinner – Volume One", que venceu um Grammy em 2014. Depois, em 2015, a banda editou "Sylva", com a participação da Metropole Orkest. Os Snarky Puppy têm colhido elogios dos críticos e leitores das aclamadas revistas de jazz Downbeat e Jazz Times, que os premiaram como "Melhor Grupo de Jazz" e "Melhor Novo Projecto" respectivamente.

Como o DVD que vai acompanhar o disco é uma das formas mais interessantes de descobrir este trabalho, a banda está agora a exibi-lo em cinemas europeus, em sessões especiais, que contam com a presença do próprio líder dos Snarky Puppy.

ANA MOURA
Anuncia concertos extra da tour Moura

Após esgotar o segundo concerto em Faro, Ana Moura anuncia o terceiro espetáculo no Teatro das Figuras, dia 4 de Abril. O Coliseu do Porto vai também receber a artista por duas noites: com os bilhetes quase esgotados para o concerto de 16 de Abril, é hoje anunciada uma segunda data, a 15 de Abril. Ana Moura passa ainda pelo Pavilhão Multiusos de Guimarães no dia 12 de Março, a Arena de Évora a 1 de Abril, que também se encontra quase esgotada, e a MEO Arena, em Lisboa, no dia 9 de Abril, que está prestes a preencher metade da sua lotação.

Neste primeiro semestre de 2016 a digressão mundial de "Moura" percorre a Europa e a América do Norte. O primeiro espectáculo além-fronteiras decorre em Paris, no Olympia, e encontra-se quase esgotado. Ana Moura segue depois para dois concertos no Luxemburgo, o primeiro dos quais já esgotado. Passa ainda pela Alemanha, Suíça, Áustria, Roménia e Estados Unidos, tendo concertos marcados em cidades como Boston e Nova Iorque, onde actua no Carnegie Hall. 

Recorde-se que "Desfado", o álbum anterior de Ana Moura, atingiu a quíntupla platina, tornando-se no álbum mais vendido desta década, em Portugal. O mais recente álbum de originais "Moura" foi lançado a 27 de Novembro de 2015 e chegou à platina em apenas duas semanas, mantendo-se nos lugares cimeiros do top nacional de vendas desde então. 

19 FEV > Paris, Olympia FRA
20 FEV > Luxemburgo, Casino 2000 LUX
21 FEV > Luxemburgo, Casino 2000 LUX
27 FEV > Bucareste, Sala Palatului ROM
28 FEV > Cluj-Napoca, Sala Polivalenta ROM
02 ABR > Faro, Teatro das Figuras ESGOTADO
03 ABR > Faro, Teatro das Figuras ESGOTADO
15 ABR > Porto, Coliseu
16 ABR > Porto, Coliseu

MASSIVE ATTACK

Lançam aplicação "Fantom"
Disponível na App Store do iTunes gratuitamente

"Fantom" é um reprodutor sensorial de música através do qual é possível remisturar e reconstruir novas canções dos Massive Attack, usando uma série de variáveis ambientais incluindo localização, movimento, hora do dia, batimento cardíaco e o movimento da câmara do dispositivo móvel.
Além de permitir uma experiência sonora que está em constante evolução,"Fantom" também permite aos seus utilizadores criar e gravar pequenos trechos audiovisuais que podem depois ser guardados e partilhados através das redes sociais, SMS e canais peer-to-peer.
"Fantom" já está disponível gratuitamente na App Store do iTunes, aqui.
Para mais informações sobre “Fantom” consulte o site.

Massive Attack Online:

Banda sonora de 'Zootrópolis' com canção de Shakira
Disco é editado digitalmente a 12 de fevereiro e em formato físico a 4 de março

"Zootrópolis" é o mais recente filme dos estúdios Walt Disney e conta com a presença de Shakira, não só na voz da personagem Gazelle, mas também como intérprete da principal canção da banda sonora, "Try Everything", single composto em parceria com a célebre Sia e a dupla de produtores Stargate. A banda sonora conta ainda com música original do compositor Michael Giacchino, interpretada por uma orquestra de 80 elementos que foi dirigida pelo maestro Tim Simonec. A banda sonora chega às lojas digitais a 12 de fevereiro e em CD a 4 de março.

Distinguido com um Óscar pela banda sonora do filme "Up – Altamente", Michael Giacchino colabora agora pela primeira vez com os estúdios de animação Walt Disney para esta grande aventura que é "Zootrópolis", que chegará às salas de cinema portuguesas a 25 de fevereiro. 

De acordo com o próprio compositor, a banda sonora é, a nível instrumental, muito heterogénea. "Existem toques de world music espalhados um pouco por todo o lado. Mas, na sua essência, a música segue sempre a viagem emocional de Hopps e Nick."

Nos últimos anos Giacchino tem trabalhado em vários filmes dos estúdios Pixar, como "Divertida-Mente", "The Incredibles – Os Super Heróis" ou"Ratatui". Compôs ainda música para os filmes "Mundo Jurássico", "Missão Impossível: Operação Fantasma" ou "Planeta dos Macacos: A Revolta". Além de ter vencido o Óscar de melhor a banda sonora com"Up – Altamente", foi ainda distinguido com um Globo de Ouro, dois prémiosGrammy, um BAFTA e o Broadcast Film Critics’ Choice Award.

"Zootrópolis" estreia-se em Portugal a 25 de fevereiro e centra-se na cidade com o mesmo nome, onde todos os animais vivem juntos em harmonia e podem ser o que quiserem. No entanto, quando a novata tenente coelha Juddy Hopps chega à cidade descobre que ser a primeira coelha a fazer parte da polícia num mundo de animais grandes e duros não é tarefa fácil. Determinada a provar o que vale, agarra a oportunidade de resolver um caso muito misterioso, mesmo que para isso se tenha de aliar a Nick Wilde, uma raposa matreira. O filme é realizado por Byron Howard ("Entrelaçados", "Bolt") e Rich Moore ("Força Ralph") e corealizado por Jared Bush ("Penn Zero: Part-Time Hero").



sábado, 26 de dezembro de 2015

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111ª Entrevista do FLAMES: Ana Moura (artista portuguesa)


Ana Moura


Ana Moura é um dos nomes incontornáveis do panorama musical da actualidade. Nome grande do fado português, há mais de uma década que leva um dos maiores símbolos nacionais além-fronteiras. Com vários álbuns de sucesso editados, foi com "Desfado" que chegou aos quatro cantos do mundo, um disco que lhe valeu 5 Platinas e que continua a ouvir-se um pouco por todo o lado, não fosse ele o disco mais vendido em Portugal nos últimos anos. Segue-se o seu mais recente disco de estúdio, "Moura", que no dia do seu lançamento alcançou o Ouro e que conta já com uma Platina. Pode dizer-se que, no caso de Ana Moura, nem o céu é o limite! 
O FLAMES esteve à conversa com a fadista e o resultado foi a entrevista que se segue... 

A todos os artistas o FLAMES pergunta... 

Quais são os artistas que mais a inspiram? 
Tenho vários artistas. Em Portugal obviamente a Amália Rodrigues, mas tenho vários artistas de diferentes áreas, acho que a Atrix é uma artista que me inspira. Quando falamos de inspiração posso também referir-me a outros eixos completamente diferentes, por isso a Nina Simone também é uma das cantoras que mais me inspira, o Marvin Gaye. Pronto, são assim alguns dos nomes que mais me inspiram. 

Há algum local onde gostaria muito de poder tocar, onde poderia levar este seu novo disco? 
Eu tenho tocado em salas espectaculares, muito boas e realmente este ano de 2016 volto a fazer uma tournée em salas como o Carnegie Hall em Nova Iorque, vou ao Olympia em Paris, mas vou fazer finalmente uma sala que gostava muito de fazer que é cá em Portugal - o Meo Arena. Vou fazer dia 9 de Abril e estou a preparar um concerto completamente diferente uma vez que é uma sala tão grande e que pede um espectáculo que também se centre não única e exclusivamente na música mas também numa parte mais cénica e portanto estou a desenvolver imensas ideias para o concerto. Essa é a sala onde eu gostaria de tocar pois já tenho tocado em várias salas extraordinárias e agora realmente faltava-me essa aqui em Portugal. 

Lembra-se de alguma situação caricata que já tenha ocorrido durante um dos seus concertos? 
Tenho várias, variadíssimas mesmo (risos). Por exemplo, uma coisa que muitas vezes me acontece é ter brancas e esquecer-me da letra. Então houve uma vez em que me esqueci da letra e de repente olho para o meu viola e só me ouço a dizer-lhe para me ajudar. Não aguentei e desatei a rir para o microfone. O que vale é que no público desataram a rir também e pronto acabámos por desculpar um bocadinho aquele momento, mas quando uma pessoa pensa que não se pode rir é pior porque assim é que dá mais vontade de rir. 

Que mensagem gostaria de ver a ser erguida num cartaz num concerto seu? 
Às vezes escrevem-me mensagens enternecedoras, principalmente as meninas mais pequeninas escrevem mensagens muito bonitas assim com corações... sei lá, tanta coisa! Mas assim como mensagem específica não sei, nunca tinha pensado nisso, mas as mensagens que me chegam e que mais me enternecem nos concertos quando eu tenho uma necessidade de estar um bocadinho com o público, quando dou os autógrafos, as mensagens que mais enternecem são aquelas onde as pessoas dizem que a minha música os ajudou a ultrapassar um momento mais difícil nas suas vidas. Tenho assim histórias incríveis e são esses momentos os que mais me enternecem. 

À Ana Moura o FLAMES pergunta... 

Este seu novo disco foi gravado em Los Angeles, tal como o "Desfado", com o produtor Larry Klein. Na altura como é que surgiu a oportunidade de trabalhar com ele? 
Eu comecei a fazer uma listinha de produtores que eu seguia, que produziam outras cantoras, e entretanto o meu manager contactou o Larry Klein e ele disse logo que sim porque ele já tinha ouvido falar da minha música, já me tinha ouvido cantar, e disse que já tinha manifestado o interesse com amigos de um dia me produzir, que gostava de trabalhar comigo. Foi uma coincidência daquelas felizes e que me têm acontecido. Por acaso têm acontecido imensas coincidências deste género e ainda bem que o contactei porque correu muito bem mesmo com o "Desfado" que foi muito bem aceite. É o disco mais vendido da última década e teve 5 Platinas numa altura em que ninguém vende discos e portanto deixou-me super feliz. Agora este meu mais recente álbum também conta com a colaboração dele e aproveitámos para ainda arriscar mais e desenvolver outras ideias mais arriscadas que me deixam super feliz como por exemplo: nós usámos várias coisas como a guitarra eléctrica que está muito mais presente neste disco, do que no "Desfado", e também temos vários detalhes em termos de som que são assim o que mais o diferenciam do "Desfado" que é, por exemplo, nós amplificámos a guitarra com o amplificador da guitarra eléctrica. Portanto, são assim pequenos detalhes que fazem toda a diferença e que nos põem naquela linha de risco que é sempre encantadora para não estarmos na nossa zona de conforto (risos). 

Apesar de a Ana fazer um cruzamento entre vários estilos musicais nos seus álbuns, o fado está bastante patente. Como é a reacção das pessoas de lá que trabalham consigo num tipo de música que é tão particular como o fado que presumimos que não seja tão ouvido lá? 
Por exemplo, essas experiência com estes músicos extraordinários com quem colaborei em estúdio foi muito bonita porque, de repente, eles estão a trabalhar com uma sonoridade completamente diferente da deles e nós também! Tanto eu como os meus guitarristas estamos também a descobrir outras sonoridades. Esse encontro é muito bonito. Por exemplo, com o "Desfado" nós fizemos uma tournée gigantesca, foram 3 anos, em que passámos por todos os cantos do mundo, quase mesmo, só não explorámos muito o continente africano, mas de resto andámos mesmo quase por toda a parte e as salas estavam sempre cheias. Há um conhecimento cada vez maior da nossa música e há uma vontade de conhecer e de ouvir coisas diferentes cada vez maior. Isso também se vê aqui em alguns festivais que temos em Portugal,vê-se que nós hoje estamos mais cultos.O festival Bons Sons, por exemplo, vai sempre procurar bandas um bocadinho mais alternativas e diferentes, com sonoridades diferentes; acontece também fora de Portugal, portanto há circuitos onde as pessoas procuram sonoridades diferentes às do seu dia-a-dia. 

Para este álbum a Ana trabalhou de perto com o escritor José Eduardo Agualusa. No nosso blogue para além de falarmos muito de música também damos destaque à literatura. Gostávamos de saber se a Ana tem o hábito de ler e quais são os seus escritores favoritos? 
Eu gosto imenso do José Eduardo Agualusa,o último que li foi o "Milagrário Pessoal". Gosto também de Mia Couto... gosto de tanta coisa diferente! Gosto muito de poesia e gosto do nosso Fernando Pessoa. Neste momento estou a ler um livro da Chimamanda Ngozi, o "Todos devemos ser feministas". É este o livro que estou a ler neste momento. 

Já entrevistámos outros músicos que nos têm referido que o fado é mais apreciado lá fora do que em Portugal e que sentiam uma diferença ente actuar no estrangeiro e em Portugal. A Ana também sente essa diferença? 
Isso vai-se desvanecendo mais. Já o senti há uns anos atrás mas neste momento confesso que não o sinto. Hoje em dia eu vou a uma discoteca e existem remixes de músicas minhas, não é? Já não sinto isso cá em Portugal. Acho que foi algo que aconteceu há uns anos atrás mas agora já não se sente tanto. 

O disco "Moura" já foi galardoado com a marca de disco de Ouro, como é que foi para si receber esta notícia? 
No dia em que saiu foi logo Ouro e eu fiquei extremamente feliz porque nós fizemos uma pequena apresentação para as pessoas mais chegadas e portanto logo aí foi uma celebração, porque realmente no primeiro dia ser logo galardoado com o Ouro... mas em duas semanas já atingiu a Platina, neste momento já é disco de Platina. Estou extremamente feliz porque não contava assim tão de repente que fosse logo Platina. 

Neste disco trabalharam imensas pessoas e artistas nacionais e internacionais. Como é que conseguiu juntar tantas pessoas com esta qualidade para trabalharem consigo? Como foi estabelecer um contacto com eles? Sabemos que alguns já tinham trabalhado consigo em discos anteriores. Como é que normalmente surgem estas parcerias? 
Vai acontecendo de uma forma bastante natural. Eu vou conhecendo-os. Por exemplo, o Samuel Úria conhecemo-nos pessoalmente e eu adoro o trabalho dele e pedi-lhe uma música. Com os outros aconteceu também assim dessa forma. Eu não gosto de pedir algo a alguém em específico, eu gosto de ser surpreendida por eles. Gosto de sentir esse olhar, o olhar deles perante a música que eu faço acho que é sempre surpreendente e engraçado. Portanto, vou estando atenta àquilo que se passa no panorama actual musical e vou escolhendo os meus compositores que mais se assemelham; obviamente que também tem isso, os que mais se assemelham à minha linguagem. 

A música tende a modificar-nos não só enquanto músicos mas também enquanto pessoas. Acha que o fado a mudou enquanto pessoa? 
Mudou. Eu também acredito nisso. Acho que a música tem esse poder incrível de mudar as pessoas e o fado acabou por moldar um bocadinho a minha personalidade. Sou extremamente emotiva e acho que uma coisa está ligada à outra. Não sei se foi a minha emotividade que fez com que eu fosse buscar o fado ou se foi o contrário, não é? Mas obviamente o facto de eu ouvir fado transforma-me, eu acredito que sim. 

Com ainda tanto para cantar e para criar como é que pensa conseguir continuar a reinventar-se ao longo da sua carreira? 
Essa é a grande pergunta (risos). Realmente é o mais difícil, não é? Eu tinha esse desejo, uma vez que eu estava a trabalhar com o mesmo produtor e alguns dos compositores, queria que este disco fosse diferente. E consegui-o musicalmente. Ele é um disco diferente, bastante diferente. Mas realmente pensar assim num próximo disco... nem sei, não faço ideia do que é que vou fazer. Quer dizer eu vou ter sempre imensas ideias e vontade de escrever coisas completamente diferentes. Há vários ambientes por onde explorar. Eu costumo dizer que vou sempre vivendo na surpresa dos instantes, como diz a Sofia de Mello Breyner. Eu acho que a vida acaba por nos reservar algumas... como hei-de dizer: não se trata de acreditar no destino, é mais na serendipidade. Eu acredito que nós nos cruzamos com alguns músicos ou que ouvimos determinadas músicas ou que nos inspiramos em determinadas coisas ou situações por alguma razão. Portanto acho que vou vivendo nessa surpresa dos instantes e vendo o que é que a vida me reserva. 

Muito obrigada Ana pela simpatia e disponibilidade em conversar connosco!

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