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domingo, 15 de março de 2020

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Youtube: A distância entre mim e a cerejeira



Nova opinião em vídeo! Já leram?


sábado, 4 de janeiro de 2020

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Livro: Portuguesas com M grande [SEM SPOILERS]




domingo, 8 de dezembro de 2019

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Livro: Portuguesas com M grande




Portuguesas com M Grande
de Lúcia Vicente
ISBN: 9789896656850
Edição ou reimpressão: 10-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Idioma: Português
Dimensões: 197 x 246 x 16 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128

Mulheres que tiveram a coragem de sonhar e mudar a sua vida. E a das outras.
SINOPSE

As raparigas rebeldes portuguesas - das mais famosas às ilustres desconhecidas - que abriram caminho a todas nós com a sua coragem e determinação.

O que têm em comum a padeira Brites de Almeida, a sufragista Beatriz Ângelo, a atriz Beatriz Costa e a pintora Paula Rego?
Além de serem todas mulheres, lutadoras, corajosas, independentes e livres… são Portuguesas com M Grande!

A luta pelo direito à igualdade de oportunidades tem conhecido muitas protagonistas e batalhas difíceis de travar, mas, para estas mulheres, nada é mais forte que o desejo de liberdade!

OPINIÃO
(Roberta Frontini) 

Como sabem sou perdida por este género de livros. De facto ele tem tudo para eu me apaixonar por ele: capa dura, lindas ilustrações, e um bilhete para um mundo a viajar. 

Nesta verdadeira enciclopédias de portuguesas fortes, encontramos um conjunto de mulheres que tiveram coragem e que fizeram muito por elas, mas por nós também! E muitas delas de certo que nem são conhecidas. Eu pelo menos não conhecia algumas. Todas estas mulheres tiveram um papel importante e, sem saberem talvez, mudaram o mundo. 

Temos mais de 40 mulheres, de várias profissões, outras que já faleceram e umas que ainda caminham entre nós, tornando este livro ainda mais interessante. 

Cátia Vidinhas, com as suas ilustrações tão pormenorizadas, conseguiu complementar as palavras de Lúcia Vicente, num estilo muito próprio e personalizado. 

Dou sempre por mim com estes livros ao colo e uma mão no telemóvel ou no pc a pesquisar. Gosto de, depois, tentar saber mais, ver fotos reais, ver documentários, ler a história completa no wikipédia... enfim... 

Para mim, a cereja no topo do bolo, é uma das últimas páginas, dedicada a todas as mulheres anónimas que têm um papel importante nas vidas de todos nós. 

O livro tem ainda 2 glossários. Um onde apresenta outras personagens que, de alguma forma, se cruzaram com as outras 42, e um segundo glossário com palavras importantes (por exemplo, o que é a ditadura? e um ditador?...) e por aí fora. 

Um livro fabuloso, para miúdos e graúdos e que faria tão bem à sua estante e à sua vida! 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

sábado, 4 de maio de 2019

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Livro: A Distância entre mim e a cerejeira



Título: A Distância Entre Mim e a Cerejeira
Autor: Paola Peretti
ISBN: 9789896655648

Edição ou reimpressão: 09-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 227 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200

SINOPSE

Todas as crianças têm medo do escuro, mas felizmente, para a maioria, o escuro é temporário e o medo transitório. Para Mafalda, de nove anos, o escuro é a sua única certeza e o seu futuro: dentro de seis meses, uma doença macular degenerativa condená-la-á a uma cegueira irreversível. Como será a sua vida então? Um livro com uma mensagem inspiradora e muito poética sobre superação, sonho e amizade.
Uma história comovente para todas as idades inspirada na vida da autora.


Opinião 
(Roberta Frontini)

Por vezes há livros que nos agarram logo, assim que damos "de caras" com eles. Foi o caso deste. E é por isso que insisto tanto na questão das boas capas... das boas frases... A meu ver, fazem a diferença. Este livro tem uma capa que fala logo connosco e que nos convida à sua leitura. Sim, a frase em cima que diz que os leitores de O principezinho vão adorar esta história também poderia ajudar, mas confesso que tento sempre não ir muito atrás destas frases. Nem sinopses gosto de ler. Mas uma capa, essa sim fala comigo. 

Esta história é fofa, é triste, e lê-se muito rapidamente. Confesso que o terminei num dia em que estava menos bem, por isso também mexeu muito comigo emocionalmente. No entanto penso que posso afirmar que é um livro que mexe facilmente connosco, especialmente tendo em consideração que conta a história de uma menina com um problema de vista com uma perspectiva inocente sobre as coisas. Problema de vista que a autora também tem. Portanto estamos a ler um livro que é mais do que uma simples história, ao mesmo tempo que se diferencia, claramente, de um livro de não ficção. Portanto, neste livro vamos entrar na mente de uma menina de 9 anos que aos poucos vai perdendo a vista e que vai falando sobre o que a rodeia... como vê que as pessoas à sua volta lidam com as coisas, ao mesmo tempo que vai lidando com as adversidade de se ser uma menina "diferente". 

Eu sei que classificar um livro como "fofo" pode parecer fútil.. mas sabem aqueles livros amorosos que vos enchem o coração? Foi isso que senti. 

Lembrou-me outras obras como o Óscar e a senhora cor de rosa, mas com claras especificidades. São livros importantes, são livros bons para lermos aos mais novos, para reflectirmos todos em conjunto.. são aqueles livros que, quando acabamos de ler, nos fazem pensar que os nossos problemas são tão insignificantes... 
"Algumas notícias deviam vir sempre acompanhadas de um gato para abraçar."

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

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[Divulgação]: A distância entre mim e a cerejeira


Há livros que quando chegam cá a cada me dão um impulso enorme para os ler. Este é um deles. Para além do mais, é um livro extremamente fotográfico (não ficou lindo, aqui numa das minhas cerejeiras?). O que mais me atrai nele é a capa extremamente apelativa, e quando o folheio parece que vai ser daqueles livros rápidos de ler, mas que ao mesmo tempo transmitem conforto. Na capa fazem uma espécie de paralelismo com "O principezinho". Mal posso esperar para o devorar! 

Título: A Distância Entre Mim e a Cerejeira
Autora: Paola Peretti
ISBN: 9789896655648

Ano de edição ou reimpressão: 09-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Dimensões: 150 x 227 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200

Todas as crianças têm medo do escuro, mas felizmente, para a maioria, o escuro é temporário e o medo transitório. Para Mafalda, de nove anos, o escuro é a sua única certeza e o seu futuro: dentro de seis meses, uma doença macular degenerativa condená-la-á a uma cegueira irreversível. Como será a sua vida então? Um livro com uma mensagem inspiradora e muito poética sobre superação, sonho e amizade.

Uma história comovente para todas as idades inspirada na vida da autora.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

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[OPINIÃO] O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019







O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019

Título: O Diário das Raparigas Rebeldes
Autores: Francesca Cavallo e Elena Favilli
ISBN: 9789896656799
Edição ou reimpressão: 08-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 178 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384



SINOPSE
Depois do enorme sucesso de Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, chega às livrarias o companheiro indispensável para o início do ano escolar de qualquer rapariga rebelde: O Diário das raparigas rebeldes!
De Setembro de 2018 a Agosto de 2019, vais poder registar todos os teus planos, sonhos, paixões, ideias e, ainda, organizar os teus dias e tarefas de Rapariga Rebelde.

Ao longo das semanas e dos meses, vais ficar a saber várias curiosidades sobre outras raparigas rebeldes e inspirares-te a grandes feitos com os quizzes divertidíssimos que preparámos para ti.

OPINIÃO 
(Roberta) 

Como bom filho a casa costuma voltar, este ano no Verão voltei à minha terra Natal. Claro que tive de passar por uma livraria onde vi à venda o O Diário das Raparigas Rebeldes 2018-2019. Todos os anos comprava sempre em Itália o meu diário. 

O Diário mais não é do que uma agenda preparado para os alunos. Desde o meu 5º ano que uso estes diários que comprava, quase sempre, em Itália, e que todos na escola me invejavam.

Os diários, para além de funcionarem como agenda, tendem a ter outros conteúdos, como curiosidades, testes, etc. Este não foge à excepção e temos desde os testes/quizzes e curiosidades, a imagens para colorir. 

Reparei que a versão italiana tinha também alguns autocolantes e a capa era diferente. Fui falando destas coisas nas instastories do instagram (se quiserem sigam-me por lá https://www.instagram.com/flames_mr/ 

Portanto, tive um enorme impulso para a comprar. No entanto, como ainda tinha a do ano passado para terminar, como já tinha a mala um pouco cheia (sim, com alguns livros também), achei que era melhor não exagerar. Qual não foi o meu espanto quando a recebi em casa. Não fazia ideia que ía ser lançada em Portugal. Fiquei extremamente feliz. 

Claro que não páro de a exibir, não só nas redes sociais, como no meu trabalho, e também já a comprei para oferecer, afinal de contas, quem é a rapariga rebelde que não quer "desencaminhar" as próprias amigas? 

Bom regresso à realidade a todos!


sábado, 11 de novembro de 2017

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TAG Doenças Literárias


As doenças da Roberta e da Mariana... :P



 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

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Livro: Histórias de adormecer para raparigas rebeldes



Título: Histórias de Adormecer Para Raparigas Rebeldes
Autor: Elena Favilli
ISBN: 9789896653057
Edição ou reimpressão: 09-2017
Editor: Nuvem de Tinta
Encadernação: Capa dura
Páginas: 332

SINOPSE


Com estas Histórias de adormecer para raparigas rebeldes, as raparigas mais apaixonadas, independentes e decididas poderão adormecer embaladas pelas histórias de vida inspiradoras de 100 mulheres que mudaram o mundo. Com a sua inteligência e determinação, estas mulheres extraordinárias ficaram na história da Humanidade por terem tido a audácia de sonharem com um mundo onde o género não define fronteiras e onde ser mulher é ter uma voz e a força necessária para a erguer.

Do talento de Frida Kahlo à liderança de Cleópatra, passando pelo activismo de Malala e pelo génio visionário de Ada Lovelace, estas são as vidas que entusiasmam raparigas no mundo inteiro e nos reforçam a esperança num mundo mais justo, igualitário e belo.

CRÍTICAS DE IMPRENSA


" Estas histórias de adormecer transformam princesas em mulheres que mudam o mundo." 
The Huffington Post

"Leitura obrigatória para todas as raparigas e mulheres deste mundo"
Forbes

"As crianças que lerem este livro antes de dormir terão, garantidamente, sonhos extraordinários e muito inspiradores."
The Guardian

Opinião
(Roberta Frontini) 


Há uns meses atrás recebi uma prenda: o Principezinho em italiano. Um dos meus livros favoritos. O meu namorado foi a um congresso em Milão e na viagem de regresso decidiu passar pela livraria do aeroporto e comprar-me um livro (que chatice!!!). Quando mo ofereceu contou-me que, na mesma livraria, tinha visto um livro que lhe tinha chamado à atenção. Chamava-se: Storie della buonanotte per bambine ribelli. É claro que o livro lhe tinha chamado à atenção. Como feminista que é, um livro com 100 histórias de mulheres inspiradoras e extraordinárias para ser lido a crianças só lhe podia despertar a curiosidade. E despertou a minha também. Nos momentos seguintes dei por mim a pesquisar sobre a obra e descobri que se tratava de um livro para crianças escrito por duas autoras italianas. Fiquei extremamente ansiosa para o poder folhear e ter nas mãos. Mas os dias foram passando, o anúncio do segundo livro apareceu, e eu sem ter a oportunidade de ir a Itália comprá-los. Mas eis que chega a formidável notícia de que o mesmo seria editado em Portugal pela Nuvem de Tinta, editora que tantas obras infantis interessantes tem publicado. E assim foi com grande alegria que o recebi em casa e, desde aí, não o tenho largado. 

O livro tem uma edição extremamente cuidada, como a Penguin Random House já nos tem habituado: capa dura, cores vivas, papel com aquele cheiro que deixa qualquer amante dos livros absolutamente inebriado. Enfim, é daqueles livros às quais apetece fazer uma sessão fotográfica completa (sim, eu fiz isso! Não me julguem!). As ilustrações feitas por diversos autores (60 ao todo, e conta com a participação de uma ilustradora portuguesa) são diferentes, mas no seu conjunto encontram alguma harmonia. Mesmo alguns estilos sendo diferentes de outros, o seu conjunto não choca. 




Eu sou feminista, no verdadeiro sentido da palavra. Acredito que o feminismo seja necessário porque ainda temos de lutar pela igualdade de géneros no Século XXI. Por isso acredito na importância destas obras, especialmente quando são pensadas para um público mais jovem. Acredito que ainda é necessário  darmos uma força extra às meninas a quem lhes é dito que não podem tentar ser o que querem. É importante ensiná-las que terão de enfrentar obstáculos simplesmente porque nasceram mulheres, mas que têm à sua disposição o necessário para os ultrapassar. E o exemplo destas 100 mulheres de certo que poderá ser significativo para elas. Mas este não é apenas um livro para mulheres. É um livro de mulheres, para todos. De matemáticas a músicas, activistas, pintoras, cientistas.. muitos são os percursos profissionais destas mulheres, e as suas histórias de certo que vos tocarão o coração. No final da obra há espaço para vocês próprios contarem a vossa história. Que seja também ela extraordinária e um exemplo de superação para quem vos rodeia. 



segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

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Livro: Histórias Inesquecíveis 2




Título: Histórias Inesquecíveis 2
Sub Título: As melhores histórias da literatura universal contadas aos mais novos
Autor: Alessandro Baricco (Ed.)
Editor: Nuvem de Letras
Edição ou reimpressão: 2016
ISBN: 9789896651473 

SINOPSE

As melhores histórias de sempre contadas aos mais novos. Neste segundo volume, reúnem-se cinco autores de renome internacional e de enormíssimo talento. Cinco histórias que revelam como é diversa, complexa e bela a Humanidade - e que, por isso, não devem nunca ser esquecidas. Porque um dia sem ler é um dia perdido.

Opinião
(Roberta Frontini)

A minha paixão por este livro começou no dia em que o vi pela primeira vez. Abri o pacote, e lá estava ele. Lindo de morrer. Capa dura de cores sóbrias e belas ilustrações. Sim, foi amor à primeira vista. Afinal este tipo de amor existe. Existe sim porque eu experimentei-o!
Depois abri-o.. e aquele livro com cheiro a nova inebriou-me. E depois vi-as.. aquelas ilustrações maravilhosas que acompanhavam o livro... mas que se iam alterando. Claramente estas ilustrações não eram todas do mesmo autor. Mas afinal que livro é este? O que estava eu a manusear? E assim... comecei a devorá-lo e a tentar compreender o que tinha nas mãos.

Este é um livro para crianças.. E apesar de eu achar que este livro é extremamente importante para elas, também acho que é um livro perfeito para adultos. Trata-se de um projecto em colaboração com duas entidades (A Escola de Holden e A Biblioteca di Repubblica l'Espresso).

Este projecto foi idealizado e organizado por Alessandro Barrico, um autor que tenho em grande estima (bolas, eu sou italiana, adoro autores italianos não posso fazer nada contra isso). Este autor teve então a ideia de pegar em obras muito importantes e em transformá-las em textos para crianças, acompanhadas por estas ilustrações maravilhosas.
Neste 2º volume temos, então, as seguintes histórias:

Gilgamesh
Por acaso este ano já li um livro que se inspirava na história de Gilgamesh. Esta obra foi adaptada por Yiyun Li e ilustrada por Marco Lorenzetti. O traço do ilustrador, assim como as cores que ele usa, apaixonaram-me.

O Nariz
A adaptação deste conto era o que maior curiosidade me suscitava. Isto porque quem o adaptou foi Andrea Camilleri, um autor siciliano como eu, de quem tenho a maior estima não só como autor (escreveu algumas das obras mais lidas em Itália), mas como pessoa. Gosto imenso de ver entrevistas dadas por ele pois é um senhor muito sabedor e culto.
Maja Velija foi quem fez as ilustrações que são relativamente mais realistas e sóbrias que as de Lorenzetti.

Rei Lear
Adaptado por Melania G. Mazzucco, mais uma autora italiana mas que, infelizmente, não conheço. As ilustrações são de Emanuela Orciari. As ilustrações também são mais bonitas mas talvez mais "pesadas". A escolha de cores está fenomenal.

Cyrano de Bergerac
Stefanno Benni foi o escritor escolhido para a adaptação desta obra.
Miguel Tanco ilustrou. As ilustrações também estão bonitas e o Cyrano está muito bem representado.

Os Noivos
Tenho esta obra para ler em italiano, mas ainda não tive coragem de a ler. Isto porque sinto que é daquelas leituras que me vai tomar imenso tempo. Quem a adaptou, neste caso, foi o grande Umberto Eco, que dispensa qualquer tipo de apresentações.
As ilustrações voltam a ser de Lorenzetti que, neste caso, as torna mais reais que na primeira história.

No final de cada adaptação, o autor responsável pela adaptação (ou o editor) escreveram um pequeno texto que conta a sua relação com a mesma, onde tece um pouco da sua relação com a obra e onde conta a origem da mesma.

Um livro soberbo que adorei conhecer. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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Livro: Fala-me de um dia perfeito (Opinião dupla)




Título: Fala-me de Um Dia Perfeito
Autor: Jennifer Niven
Género: Romance
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 384
Editor: Nuvem de Tinta
ISBN: 9789898775788

Sinopse
"Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora."


Opinião da Mariana
Gosto quando os autores decidem sair da sua área de conforto e abordar temas que são tudo menos fáceis. Foi isso mesmo que Jennifer Niven conseguiu fazer com a obra "Fala-me de um dia perfeito". Apesar de se tratar de um livro para jovens adultos, a escritora não se coibiu de abordar um tema que, quer queiramos quer não, só pronunciar o seu nome incomoda: o suicídio.

A história é simultaneamente divertida e triste. Aliás, foi este um dos aspectos que mais me surpreendeu no livro: o equilíbrio que Niven conseguiu trazer para a história evitando, assim, contar uma história depressiva e opressiva.
Ao longo das páginas, temos o prazer de acompanhar dois adolescentes quebrados por diferentes motivos: a Violet, que sofre por causa da morte prematura da irmã e o Finch, que desde que se lembra de existir sempre soube que era diferente e que, inevitavelmente, tem momentos na sua vida em que se fecha para o mundo.

Confesso que tive alguma dificuldade em "entrar" nesta história numa fase inicial pois achava que seria mais um desses livros sobre um qualquer romance adolescente sem nada de verdadeiramente novo para contar. Contudo, à medida que fui progredindo na minha leitura, percebi que "Fala-me de um dia perfeito" tinha uma uma abordagem diferente dos vários livros para jovens adultos que tive a oportunidade de ler até à data.

O meu olhar de psicóloga permitiu-me entender aquilo pelo que as personagens passam ao longo do livro. De facto, a depressão é uma doença terrível que, segundo indicam os estudos, afecta uma percentagem significativa da população a nível mundial. Deu para perceber que Jennifer Niven fez o seu trabalho de casa e se informou sobre esta doença para, assim, poder retratá-la de uma forma fiel no livro.

No entanto, foi o meu olhar como Mariana que me permitiu sentir aquilo que as personagens viveram. Tendo eu mesma sentido na pele o que é sofrer uma depressão na adolescência, uma fase tão importante do nosso desenvolvimento mental e emocional, não pude deixar de me comover com as dificuldades sentidas pelos protagonistas, principalmente pelo jovem Finch. Sei perfeitamente o que é passar anos da nossa vida a sofrer com uma doença que nenhum raio-x ou qualquer outro instrumento consegue detectar. Uma doença que não se vê, que apenas se sente.
Vivendo nós numa sociedade que, quer o perceba quer não, ainda faz com que as pessoas com doenças mentais se sintam, de certa forma, rotuladas, considero que esta é uma leitura que nos deve chamar a atenção para um facto incontornável: as pessoas ditas saudáveis, não podem ignorar os pedidos de ajuda por parte de quem sofre com alguma doença mental, mesmo quando esses pedidos são tão silenciosos. Passa por nós estarmos mais atentos e percebermos quando alguém necessita que lhe estendamos a nossa mão.
Quanto às pessoas do outro lado da questão, é importante que percebam que não é mau, de maneira nenhuma, pedirem ajuda pois encontrarão sempre alguém disposto a ouvir-vos. Penso que este último pensamento foi o que motivou a autora a escrever este livro e tenho esperança de que esta história possa servir de alerta a muitos jovens, e não só, por esse mundo fora para que possam perceber que não estão sozinhos e que há sempre uma solução para os seus problemas, por mais remota que possa parecer em determinada altura das suas vidas.

Parabéns Jennifer Niven pela ousadia!    


Opinião da Roberta
Desde que vi o vídeo da Silvéria do canal The fond reader, que decidi que queria ler este livro, por isso foi com enorme surpresa e felicidade que abri a encomenda onde ele estava. 
Não sou fã de YA, mas este chamou-me à atenção pela temática que abordava: o suicídio. 

No entanto, para começar a minha opinião, gostaria de vos falar no aspecto "físico" do livro. Adorei a capa, para mim está perfeita. Adoro os post-its que, de certos ângulos, parecem mesmo colados à capa. Adorei também a conjugação de cores. Por fim adorei a contracapa onde a história/sinopse está espalhada pelos vários post-its, e depois de ter lido o livro, a capa fez-me ainda mais sentido. A forma como está escrita é muito frenética e ajuda também a que seja impossível pousar o livro. Queremos sempre ler só mais um capítulo que, já agora, é tão curtinho... é só mais um... e assim a obra é devorada. 

Vamos então à história. Como leram na sinopse, esta é a história de 2 jovens, Violet e Finch. Gostei imenso da construção de ambas as personagens e da evolução que vão tendo. Finch não é a típica personagem principal perfeita, mas é antes bastante realista. Esse papel de "perfeição" foi relegado para Violet, que no entanto se enquadra bastante bem no protótipo da rapariga ocidental adolescente. A evolução das personagens é incrível, sendo que a de Finch está muito real e bem construída. Sem entrar em spoilers, posso dizer que o que Finch vai descrevendo ao longo do livro é muito comum de se encontrar em pessoas como ele (peço desculpa por não poder entrar mais em pormenores, mas como sempre, podem contactar-me em privado para discutirmos melhor o assunto). 
O livro é narrado pela perspectiva de ambos, o que o torna ainda mais interessante, mas não monótono uma vez que a autora não se repete. 
Assim, facilmente conseguimos entrar na pele de cada personagem e compreender o porquê de todos os seus actos (mas será que vamos mesmo compreender?). 

Para um jovem adolescente, este livro pode sem dúvida ser revelador. Gosto quando os livros para além de entreterem podem ajudar a educar/ensinar. O final não me surpreendeu. Achei-o previsível, e gostava que a autora me tivesse arrebatado, no entanto, não deixa de ser um final fora do comum. 

Este é sem dúvida um livro mais para jovens. Quero voltar a ter 15 anos e ler este livro! Já!

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