Título Original: Die Verwandlung
Ano: 1915
Género: Parábola
Autor: Franz Kafka
Há
autores cujo nome diz tu. Franz Kafka conquistou uma honrosa referência na
lista dos autores mais conceituados, admirados e lidos de sempre. Por tudo
isto, é com alguma vergonha que admito que só muito recentemente li uma obra
sua. A eleita? “A Metamorfose”, claro está!
Esta
história com 100 anos de idade pode ser resumida pela sua frase inicial: “Um
dia de manhã, ao acordar dos seus sonhos inquietos, Gregor Samsa deu por si em
cima de uma cama, transformado num inseto monstruoso.”
Esta
obra foi lida e relida por milhões de pessoas ao longo de décadas. São inúmeras
as referências ao livro mais famoso de Kafka e as conclusões apresentadas,
interpretações feitas e estudos realizados apontam no sentido de estarmos
perante uma verdadeira obra prima.
A
tudo isto eu digo: não!
Não
percebo como pode uma história tão simples e previsível ser considerada algo de
incrível. A premissa é muito interessante, mas a forma como foi conduzida deixa muito a desejar.
Não
percebo como é que um escritor com uma escrita tão básica e comum pode ser
considerado um género literário.
Não
percebo como é que tantos académicos atribuem tantos significados e simbolismos
a esta história. Se “A Metamorfose” figura na lista das obras mais marcantes de
sempre, então sou bem capaz de enumerar dezenas de outras que mereceriam ocupar
esse lugar e, no entanto, não o fazem.
No
fim, não consegui evitar um grande desapontamento ao ver que “A Metamorfose” de
Franz Kafka é na verdade, aos meus olhos, uma história simples e sensaborona.
Agora podem criticar-me os especialistas e os amantes de Kafka, mas Gregor Samsa continuará a ser o inseto mais aborrecido sobre o qual tive a oportunidade de ler.
Agora podem criticar-me os especialistas e os amantes de Kafka, mas Gregor Samsa continuará a ser o inseto mais aborrecido sobre o qual tive a oportunidade de ler.


