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sábado, 23 de agosto de 2014

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68ª Entrevista do FLAMES: Capitão Fausto - No festival Fusing Culture Experience 2014


Capitão Fausto

Na foto: Domingos, Manel, Roberta (blogue FLAMES) e Salvador

Vejam a outra entrevista que fizemos ao grupo aqui 



Vocês vieram ontem (dia 13 de Agosto de 2014) do festival Sol da Caparica. Como é que correu?

Manel – Muito bem!
Domingos - Correu muito bem. Nós não estávamos nada à espera daquele festival… eu nunca tinha ouvido falar… 
Manel - Não.. foi a primeira vez! 
Domingos - Ah... foi a primeira vez (risos)… estava completamente cheio! Gostei imenso do festival…
Manel - Mas não era cheio cheio.. era tipo… 
Salvador - Cheio mesmo! Ao barrote como costumamos dizer! E foi muito giro isso.. foi muito divertido. Havia dois palcos com música muito diferente uma da outra que eu acho que óptimo. Chama muita gente e nós gostámos imenso de estar lá. 

Vieram com energia…

Todos – Claro

...ou deixaram lá tudo?

Manel – Não não não! 
Domingos – Eu já dormi a sesta por isso estou pronto para outra. 
Manel – Não, estamos bem! Estamos bem! 

Óptimo! Vocês já foram a imensos festivais. Têm sempre aquele nervoso miudinho ou já vos passou? 

Manel – Acho que.. a mim já passou… quer dizer, eu acho que.. não diria propriamente que fico nervoso, mas há sempre uma ansiedade, uma concentração quando estou em cima do palco… 
Domingos – Eu por acaso não penso bem assim.. Eu tenho sempre aquele nervosismo. 
Salvador – Eu também. E gosto disso. 
Domingos – Eu gosto imenso disso! 
Salvador – Acho que no dia em que não existir esse nervosismo, já não tem assim tanta graça! 
Domingos – Eu gosto imenso! Ver como é que está o ambiente e ir vendo como é que as pessoas estão a reagir às outras bandas, isso para mim é fixe. Eu gosto desse lado. Gosto de ir vendo como é que corre o festival para depois também adaptar as minhas expectativas ao concerto que vamos dar! 


Tenho estado a perguntar a algumas bandas se têm algum ritual antes de entrar em palco… têm?
Salvador – Jogar futebol. 
Domingos – E beber umas tampinhas de vodka… Eu não.. mas o Salvador e o Manel sim!
(Risos)
Salvador – Jogamos um jogo de futebol que se chama o altinho.. é muito giro. 

Em que é que consiste? 

Salvador – Consiste em ir passando a bola uns aos outros sem a deixar cair. Ela não pode cair no chão. É só isso 
Manel – É muito giro e nós somos muito bons! 

Perderam uma carreira no futebol! 

Manel – Claramente. 
Salvador – Uns mais do que outros… 
Domingos – Estamos a aperceber-nos disso! E a tentar medir o peso na balança para saber se ainda vamos a tempo de voltar atrás…
(Risos

Um dia destes teremos um espectáculo vosso com toques de bola à mistura… uma bola no palco.

Todos – Já aconteceu! 

Já? A sério? 

Domigos – Sim, aconteceu a semana passada. Não sabemos bem se irá voltar a acontecer… 

Mas isso foi propositado ou…

Manel – Não… alguém pôs lá uma bola, que depois foi chutada para fora, depois foi chutada de novo para dentro do palco, foi assim uma coisa engraçada. 

Viram o cartaz? Vão aproveitar para ver alguma coisa do festival? 

Manel – Sim claro… 
Domingos – Vamos! Já sabíamos, mas agora percebemos melhor os outros lados do festival que não são da música. Tem gastronomia… tem surf! Se calhar vamos dar uma voltinha até à praia, ver como é que aquilo está. E também há bandas que queremos ver. Hoje por exemplo queremos ver Salto e peixe : avião, Cícero também tenho muito interesse. Ainda por cima hoje há um membro dos Salto que faz anos, por isso hoje é um dia muito bom. É um dia para se festejar e um dia especial para eles.. e para nós. 

O que é que os vossos fãs podem esperar do vosso concerto hoje?

Salvador - Vai ser mais do mesmo. 
(Risos)
Manel - Nós esperamos dar um bom concerto, e esperamos que eles tenham um bom concerto.
Salvador - Nós tentamos sempre tocar o melhor que conseguimos...
Domingos - Acho que podem esperar um bocado a junção de ambos os discos, acho que o concerto vive um bocado da mistura desses dois discos. E é isso.. também não nos pomos com grandes números. 

Vocês sentem, em palco, que o público tem preferência por algum dos vossos álbuns?

Domingos - Depende dos sítios.
Salvador - Há músicas que costumam pedir mais do que outras, não é que haja um álbum que peçam mais do que outro.
Manel - É bastante heterogéneo.
Salvador - É normal, há músicas que as pessoas não conhecem tanto ou não se mexem tanto porque são mais calminhas. Mas claro, não é preciso as pessoas estarem aos saltos para mostrar que estão a gostar. Nós temos várias músicas, umas mais para saltar e outras mais tranquilas...

Obrigada aos três membros da banda por este bocadinho. Foi muito agradável :) e espero para a próxima ser convidada para dar uns toques e jogar ao altinho...

FotoReportagem aqui

sexta-feira, 4 de abril de 2014

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38ª Entrevista: Capitão Fausto (banda portuguesa)


Capitão Fausto


Poder-se-ía definir os Capitão Fausto como um grupo de amigos… mas esta seria uma definição muito incompleta! De facto, trata-se de uma das mais promissoras bandas portuguesas da atualidade. Bastante versáteis, é notório como as músicas seguem as diversas inspirações pessoais de cada um. Desde 2010 que enveredaram pelo mundo da música, e nós vamos agora fazer-lhes algumas perguntas.

Nome dos membros da banda:
Domingos
Francisco
Manuel
Salvador
Tomás

A todas as bandas/músicos, o FLAMES pergunta...

A pergunta de sempre… como se conheceram e como decidiram começar esta banda?
Esta provavelmente será a resposta de sempre, somos amigos desde pequenos e começámos a tocar simplesmente porque nos apetecia e queríamos ter uma banda para não estarmos só a jogar futebol no recreio. Sempre ouvimos música juntos e felizmente tudo correu bem ao ponto de ter sido possível formar uma banda, cujo principal objectivo era cantar em português. Antes de Capitão Fausto tínhamos outras bandas.

Porquê este nome para a vossa banda?
O Salvador era profissional de Bowling quando viveu no Brasil, e a equipa dele chamava-se Capitão Fausto. Achámos graça e ficou. Ainda hoje joga muito bem e tem óptimas camisas.

Músicos/Bandas favoritas que vos inspirem:
Television, Beatles, Beach Boys, Can, Gentle Giant, Pink Floyd, Country Joe & The Fish, Mac deMarco, Ty Segall, White Fence, Kurt Vile, Pond, The Oh Sees e outras centenas de bandas.

Local onde mais gostariam de tocar:
Em Júpiter.

Lembram-se do vosso primeiro ensaio? Onde foi: 
Sim, por acaso foi no mesmo sítio onde tocamos agora. Sempre tivemos a mesma sala de ensaios.

Quem compõe as músicas e as letras? 
Todos, raramente alguém faz uma música do principio ao fim, são sempre feitas na sala de ensaios. As letras são escritas pelo Tomás.

Que cartaz/mensagem gostariam de ver a ser erguida no meio do público? 
“ Burgerlife ”.

Aos Capitão Fausto o FLAMES pergunta...

Parece-vos que Portugal está mais preparado que outrora para ouvir música portuguesa, ou a invasão da música de outros países continua a fazer tremer as bandas nacionais? 
Existem cada vez mais bandas e mais diversificadas, tem havido uma maior aceitação para ouvir bandas portuguesas quer cantem em português ou em Inglês. Não há problema nenhum em ouvir bandas portuguesas e bandas de outros países ao mesmo tempo, é impossível escapar à música anglo-saxónica. Felizmente cada vez mais se aceita que existe qualidade na música portuguesa e quebra-se um pouco aquele complexo do “mas é português”.

No que acham que é necessário apostar para se ter sucesso hoje em dia no mundo da música? Que conselhos dariam a quem estiver a tentar entrar no mundo da música em Portugal? 
Não somos propriamente a banda mais talhada para responder a esta pergunta até porque achamos que nos falta muito para fazer. No entanto, ensaiar é importante, igualmente importante é não ter medo de fazer aquilo que vai na cabeça. A ausência de preconceitos dá uma maior liberdade criativa, não ter medo de falhar e acima de tudo gostar daquilo que se faz. Uma banda deve estar mentalizada para quando lançar um disco (seja de folk, punk da garagem ou qualquer coisa) conseguir defendê-lo até ao fim. Tudo o resto é entretenimento.

Contam com 3 álbuns de estúdio até à data. Qual é a evolução musical que os Capitão Fausto sofreram ao longo destes três discos? 
Na verdade 2 álbuns de estúdio e um EP não editado. A evolução dá-se devido ao facto de termos crescido não apenas como grupo de amigos mas também como banda. O Gazela possibilitou muitos concertos em 2012 e encontrámos ou redescobrimos uma aproximação diferente às canções que fazíamos. As influências aumentaram e, embora não tendo sido premeditado, explorámos um universo sónico diferente e fomos ficando mais pragmáticos a trabalhar.

O que podem os fãs esperar dos vossos concertos ao vivo?
Não gostamos de fazer concertos iguais, e também não gostamos de reproduzir o disco na íntegra ao vivo. Quem nos viu sabe que seja num clube para 15 pessoas ou num festival para centenas queremos é divertir-nos e tocar até nos mandarem sair.

Tencionam ir além-fronteiras ou por enquanto estão focados nos palcos portugueses? 
Vamos onde nos convidarem para tocar!

Para além da música, o que mais gostam de fazer? 
Jogar Bowling, matar uns zombies, ir a festivais de música, beber uns copos e comer uns hambúrgueres. A Burgerlife.

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