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domingo, 24 de agosto de 2014

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71ª Entrevista do FLAMES - peixe : avião - No Fusing Culture Experience 2014


peixe : avião

Na foto: Pedro Oliveira, Roberta Frontini e André Covas

Ao chegar perto dos peixe : avião vejo um dos membros a afastar-se. Quando me vê aproximar dos outros dois, volta a trás e explica-se: "tenho de ir buscar a minha filha, desculpa", ao que o André responde: "deixa lá, ficas aqui com a parte mais importante da banda!".

É impossível estarmos com estes dois membros sem nos rirmos.. de 5 em 5 minutos. 

Tendo eu começado por agradecer pela entrevista que nos concederam anteriormente [vejam aqui], expliquei que estava ali para tentar saber mais sobre a participação deles no festival. 

O André mostra-se logo alegremente aflito: Hum... Responder a perguntas sobre o festival? É preciso sabermos coisas sobre o festival? Ainda vou dar alguma calinada! 

Não se preocupem que não vos vou fazer nenhum teste...

Pedro - Quem é que vai actuar hoje às 21h36?

(Risos)


Tocar num festival, para vocês, já não é novidade nenhuma! Ainda sentem algum nervosismo antes de entrar em palco ou isso já faz parte do passado?

Pedro - Nervosismo nervosismo penso que já não, mas tenho sempre aquela ansiedade de saber se vai correr bem, e queremos sempre que corra bem. À vezes corre, outras vezes nem tanto.. e acho que é mais isso. Nervosismo, acho que depois destes concertos todos, já não é assim tão fácil de aparecer. Já encaras o teu auditório, quer sejam 20 pessoas quer sejam 10.000, com alguma naturalidade. Estás ali para fazer o teu trabalho, e fazer o melhor possível. Volta e meia vês as pessoas... tu olhas para o público.. é um bocado por aí. 

Vocês têm algum ritual antes de entrar em palco?

Pedro - Temos, por acaso temos. É uma coisa pequena e curta. Fazemos um daqueles cumprimentos à equipa de basquet. Dizemos coisas do género: "que corra tudo bem"...

André - Sim, mas nada de muito diferente...

Pedro - Sim, nada de especial. Lembramo-nos sempre de fazer, mas não é aquela coisa que TEM MESMO de ser. Mas gostamos de o fazer, tipo "Ok, agora estamos todos juntos, vamos atacar isto". 

Vocês vão aproveitar para ver alguns concertos no festival? Ou nem por isso?

Pedro - Hoje sim!

André - Sim, pelo menos hoje e amanhã alguns de nós também estarão. 

Têm alguma curiosidade por alguma banda em especial?

Pedro: Eu hoje gostava de ver o Cícero, e também queria ver ao vivo o novo disco do The Legendary Tigerman, e os Dead Combo que ainda não vi. 

André - Eu gostava de ver os Capitão Fausto... São uma grande banda!

Pedro - E eu ontem gostava de ter visto a Capicua também, mas não estávamos cá. E os Capitão Fausto claro!

O que é que os vossos fãs podem esperar do vosso concerto hoje, e que diferenças encontraram de um concerto vosso aqui e um concerto num auditório por exemplo. 

André - Nós neste concerto vamos estar ainda mais focados no nosso último disco, durante algum tempo ainda o vamos andar a rodar. Mas depois também iremos recuperar alguns temas mais antigos. Mas o grosso do concerto será o disco novo. Os festivais têm sempre um ritmo e uma energia que os concertos nos auditórios não têm. Há algum improviso.. por exemplo, tu num auditório passas 2 horas a afinar instrumentos antes do concerto, a ver as luzes, a meter aquilo tudo à medida. Medimos ao centímetro certo o cenário.. ainda por cima nós trazemos sempre connosco alguma cenografia. Quando estás num festival em que tem de haver uma certa rotação no palco muito rápida, em que os concertos têm 1 hora de duração...

Pedro - Se calhar não podes apostar tanto nessas coisas...

André - Sim, sim...

Pedro - Hoje não vamos ter uma coisa que costumamos sempre ter que são projecções com umas faixas que são a capa do disco. Costumamos ter ao vivo em concertos e nos teatros, e hoje não será possível. E era o que o André estava a dizer, tu tens muito menos tempo para preparar o teu espectáculo. Tens meia hora para afinar tudo o que num outro concerto farias em 2 horas.   

André - Mas depois, por outro lado, os festivais têm uma energia e um dinamismo que os outros concertos não têm. Acabam por ser concertos mais roqueiros. Os nossos concertos nos festivais são mais intensos e mais vivos.. o contacto com o público também é diferente, é uma escala diferente... enfim, são coisas diferentes e nós deixamo-nos levar um bocado por essa energia do festival e depois isso traduz-se ao vivo. 

Muito obrigada :)  

terça-feira, 27 de maio de 2014

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51ª Entrevista - peixe : avião (banda portuguesa)


peixe : avião



Foi no ano de 2007 que os peixe : avião, uma banda natural de Braga, surgiu no panorama musical português tendo como carta de apresentação o EP “Finjo a fazer de conta feito peixe : avião” que conquistou um enorme sucesso. Estava dado o primeiro passo de uma banda que viria a conquistar fãs com o seu álbum de estreia “40.02” em 2008 ao qual se seguiu, em 2010, o seu segundo trabalho, “Madrugada”. A sua presença no festival Fusing Culture Experience, no próximo mês de Agosto na Figueira da Foz, já está confirmada! Juntem-se a nós e entrem no mundo dos peixe : avião...


Os peixe : avião são compostos pelo André Covas, José Figueiredo, Luís Fernandes, Pedro Oliveira e Ronaldo Fonseca.

A todas as bandas/músicos, o FLAMES pergunta... 

Como se conheceram e como decidiram começar esta banda? 
O José, o Luís e o Ronaldo já tinham trabalho em conjunto em projectos anteriores e quiseram criar um novo projecto. O José e o André já se conheciam há algum tempo e o Pedro e o Luís idem, mas nunca tinham trabalhado em conjunto. Como estávamos praticamente todos sediados nas salas de ensaio do Primeiro de Maio, acabou por ser algo natural falarmos sobre o assunto, e começarmos a trabalhar em conjunto.

Porquê este nome para a vossa banda?
Porque faz parte da primeira frase da letra da primeira música que escrevemos, “Atiro ao Alvo”, que diz “Finjo a fazer de conta, feito peixe : avião”. Esta frase deu nome à banda e ao primeiro EP que editámos.

Músicos/Bandas favoritas que vos inspirem...
Isso é algo complicado responder, mas cá vão algumas que certamente nos deram pistas sobre aquilo que gostaríamos de fazer: NEU!, CAN, Portishead, Kraftwerk, Steve Reich, Helm, Anika, Broadcast...

Local onde mais gostariam de tocar: 
No estádio Primeiro de Maio em Braga, mas desta vez no relvado, com um palco enorme e carregado de pirotecnia e 40.000 pessoas a gritar o nosso nome freneticamente.

Lembram-se do vosso primeiro ensaio? Onde foi: 
Foi precisamente nas salas de ensaio do estádio Primeiro de Maio, mas teve uma particularidade: o nosso primeiro ensaio de banda teve lugar depois do primeiro EP estar composto e gravado. Na verdade, o André e o Pedro só se conheceram pessoalmente nesse primeiro ensaio! Todo o processo de composição e gravação foi feito à distância.

Quem compõe as músicas?
Os 5 peixe : avião e as letras são da autoria do Ronaldo.

Que cartaz/mensagem gostariam de ver a ser erguida no meio do público? 
As letras das músicas, estilo tele-ponto.

Lembram-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num dos vossos concertos? 
Já aconteceram algumas coisas engraçadas como uma senhora na frente da plateia exibir o peito à banda, termos o Mike Patton (Faith no More, Mr. Bungle) a assistir ao concerto na parte lateral do palco, e houve uma fase em que o Ronaldo gostava de apresentar os elementos da banda, mas recorrentemente tinha brancas e trocava os nossos nomes todos.

Aos peixe : avião o FLAMES pergunta...

Ao longo do tempo novas experiências surgem na vida de todos os artistas. De que forma é que o som da banda tem evoluído ao longo do tempo fruto dos anos que decorreram? 
O nosso som tem vindo sempre a modificar-se, como resultado das nossas aprendizagens e de um esforço para tornar as coisas sempre frescas e interessantes para nós. Em relação ao nosso início, a nossa música é, hoje, muito mais dura e crua. As texturas também são diferentes, no sentido em que cada instrumento deixa muito mais espaço para os restantes, do que no passado. É, também, um som mais orgânico, mais espontâneo, o que reflecte o facto de cada vez mais compormos em grupo, na sala de ensaio, em vez de em casa, em frene ao computador.

Os fãs que começaram esta aventura com os peixe : avião são sempre os mesmos ou sentem que dependendo do álbum ou dos anos que passam esse grupo que vos segue tem vindo a mudar? 
Um pouco de ambos. Por um lado sentimos que há gente que nos segue desde o início, mas à medida que nos vamos dando a conhecer em concertos e edições, novo público se vai interessando pelo que fazemos. Algumas pessoas também se vão desinteressando, provavelmente, mas sentimos que a tendência continua a ser ascendente.

Sabemos que alguns de vocês (senão todos) já participaram ou ainda participam em projetos musicais paralelos aos peixe : avião. Conseguem, mesmo assim, dedicar o tempo e esforços que desejam à banda?
Não só conseguimos arranjar tempo para a banda, como todas essas experiências extra peixe : avião são sempre de alguma forma enriquecedoras para o grupo. Foi algo que sempre aconteceu e provavelmente sempre acontecerá.

Recentemente foram considerados a banda do dia pelo Canal 180. Como receberam esta notícia? Que importância dão a este tipo de destaque? 
É sempre gratificante quando alguém partilha um pouco do seu tempo connosco, seja com uma entrevista, com um comentário no Facebook, ou com um destaque como foi o do 180. O canal 180 tem-nos apoiado bastante desde o início. Tem gente fantástica a trabalhar lá e o resultado é um canal com um bom-gosto tremendo que tem dado voz a muito do que de cultural se faz por cá.

Para quando estão a planear lançar um novo álbum de estúdio? 
Já começámos a compor coisas novas, mas ainda não pensámos no que fazer com o material em que estamos a trabalhar. Nesta fase queremos focar-nos mais em mostrar ao maior número de pessoas possível o “peixe : avião” que saiu há cerca de meio ano.

Sentem que têm conseguido realizar tudo aquilo a que se propuseram quando criaram os peixe : avião ou são mais daquele tipo de bandas que não planeia muito as coisas e simplesmente vive o momento presente?
Não nos propusemos a nada, para além da língua das letras, quando criámos o projecto. Até agora temos tido alguma sorte, misturada com bastante trabalho e dedicação: fazemos a música que gostamos, de forma independente e temos oportunidade de a mostrar a bastante gente. No caminho ainda vamos conhecendo e trabalhando com gente muito interessante e com trabalho que já admirávamos ainda antes dos peixe : avião existirem.

Têm concertos agendados para breve que queiram referir? 
Temos várias coisas agendadas, para os próximos meses, algumas ainda não anunciadas. Como não queremos escolher um filho em relação a outros, o melhor é mesmo seguirem-nos através do facebook para poderem estar a par das novidades.

Um grande obrigada aos peixe : avião pela sua disponibilidade e votos de muito sucesso!

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