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domingo, 1 de janeiro de 2017

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Vídeo: Encontros de autores em 2016


Fiquem com um cheirinho do que foi ouvir e ver estes autores em 2016

Link - https://www.youtube.com/watch?v=3Bj9OZzuhWE


Mário Cláudio
Paulo Kellerman
Fernando José Rodrigues
João Paulo Silva (que por lapso no vídeo aparece como Fernando também)
Luís Mourão
Fausta Cardoso Pereira
Andreia Monteiro
Elsa Margarida Rodrigues
Paulo Assim
Paulo Moreiras
Fernanda Botelho
João de Melo
Tânia Bailão Lopes
Afonso Cruz
Walter Hugo Mãe
Joel Neto
Ella Berthoud
Susan, Elderkin
Carlos Ruiz Zafón


FELIZ 2017 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

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Livro: O Prisioneiro do Céu (Carlos Ruiz Zafón)



Título Original: The Prisoner of Heaven
Ano da 1ª edição: 2011
Género: Mistério, Drama, Romance
Editora: Editorial Planeta

A ansiada leitura da última parte da trilogia do "Cemitério dos Livros Esquecidos" prometia muitas surpresas e revelações. Por isso mesmo, o nosso entusiasmo inicial não podia ser maior!

Sinopse:
"Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos."

 Opiniões:

Mariana

A minha experiência de leitura deste terceiro livro teve um maior foco na componente emocional.
Depois de me afeiçoar de uma forma completamente inesperada à dupla Daniel e Fermín, foi com um misto de tristeza e alegria que os acompanhei ao longo de mais esta aventura.

Em "O Prisioneiro do Céu" Zafón explicou muitos dos mistérios que ficaram por desvendar no segundo volume, "O Jogo do Anjo". Finalmente, o leitor fica a perceber o porquê de aparentes incongruências nesse segundo livro e entende qual o objectivo do autor desde o início. A trama foi, assim, muito bem conduzida e manteve-me presa do início ao fim na expectativa de desvendar todos os mistérios.
Apaixonada como sou pelos capítulos que remontam ao passado nas obras de Zafón, foi com satisfação que percebi que grande parte deste livro é constituída por viagens no tempo de forma a ficarmos a saber quais os passos que algumas personagens tomaram para chegarem ao momento actual.
A escrita, tal como eu estava à espera, não desiludiu, muito pelo contrário: deslumbrou! Se eu pudesse escolher ter o dom da escrita de qualquer pessoa em todo o mundo não pensaria duas vezes em escolher o Carlos Ruiz Zafón. É um verdadeiro mestre!

Contudo, tal como disse, a componente emocional foi o factor predominante nesta minha leitura: senti que estava a despedir-me de personagens de que gostava muito e cheguei mesmo a procrastinar a leitura das últimas páginas porque não queria dizer-lhes adeus.
Espero mesmo que Zafón decida continuar a criar histórias com a dupla Daniel e Fermín pois já sinto falta da sua amizade, curiosidade, perspicácia e, acima de tudo, sentido de humor!

Restam-me as outras obras deste dotado autor espanhol. Não faço ideia se conseguirão equiparar-se a esta trilogia, mas estou disposta a deixar-me seduzir novamente pelas suas palavras e a entrar noutra aventura. No entanto, sei que independentemente do que venha a ler no futuro, esta trilogia terá sempre um lugar especial na minha lista de "livros da minha vida".

Roberta

Carlos Ruiz Zafón deixou-me com a cabeça a fervilhar de perguntas quando terminei o livro "O jogo do Anjo". 

O que aconteceu nesse livro??? 
Como??!?!? 
Porquê!?!? 
Preciso de respostas!!!

Claro que todas estas perguntas eram acompanhadas de especulações da minha parte, mas há uma coisa de que não gosto nos livros/filmes: finais abertos! Eu quero que o autor me conte tudo e me deixe sem interrogações. Quero que ele me explique e me responda a todas as perguntas que me pairam na cabeça durante a leitura. 
Claro que eu não vi problemas em isso ter acontecido em "O jogo do anjo" pois sabias que depois poderia tirar todas as minhas dúvidas com o 3º livro da "trilogia" dos livros esquecidos (pelo menos era isso mesmo que eu esperava que fosse acontecer), e foi precisamente por isso que assim que acabei o "O jogo do anjo" me lancei na leitura deste livro.
Carlos Ruiz Zafón, mais uma vez, conseguiu provar-me que é um dos melhores escritores de todos os tempos! 
Conseguiu responder às minhas perguntas anteriores (afinal eu bem que suspeitava de algumas coisas), e conseguiu continuar a surpreender-me com a sua escrita e, sobretudo, com a trama que construiu. 
Nesta história, Daniel deixa de ser o protagonista e é o grande e fantástico Fermín (a minha personagem favorita) que ganha todo o protagonismo. 
Muitas perguntas são respondidas, mesmo perguntas que, ao longo da leitura dos outros livros, nem me passaram pela cabeça. Vidas e destinos vão-se entre-cruzando, e a ligação e afecto que sinto pelas personagens foi-se fortalecendo. 
Sem dúvida que os livros de Carlos Ruiz Zafón me vão acompanhar para a vida, e quero mesmo que todas as pessoas que conheço e de que gosto possam lê-los. 

É difícil falar-vos de um terceiro livro de uma "trilogia" sem entrar em spoilers, e por isso mesmo tive imensas dificuldades em escrever este post. A verdade é que gostaria mesmo de vos transmitir a felicidade que tive ao ler este livro e dizer-vos que de certeza que não se irão arrepender de dar uma oportunidade a este autor. Leiam, no entanto, os livros por ordem. Acho que é o que faz mais sentido.

segunda-feira, 30 de março de 2015

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Livro: Marina (Carlos Ruiz Zafón)





Ficha Técnica

Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 264
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571191



Sinopse

«Por qualquer estranha razão, sentimo-nos mais próximos de algumas das nossas criaturas sem sabermos explicar muito bem o porquê. De entre todos os livros que publiquei desde que comecei neste estranho ofício de romancista, lá por 1992, Marina é um dos meus favoritos.» 
«À medida que avançava na escrita, tudo naquela história começou a ter sabor a despedida e, quando a terminei, tive a impressão de que qualquer coisa dentro de mim, qualquer coisa que ainda hoje não sei muito bem o que era, mas de que sinto falta dia a dia, ficou ali para sempre.» 
Carlos Ruiz Zafón 

«Marina disse-me uma vez que apenas recordamos o que nunca aconteceu. Passaria uma eternidade antes que compreendesse aquelas palavras. Mas mais vale começar pelo princípio, que neste caso é o fim.» 
«Em Maio de 1980 desapareci do mundo durante uma semana. No espaço de sete dias e sete noites, ninguém soube do meu paradeiro.» 
«Não sabia então que oceano do tempo mais tarde ou mais cedo nos devolve as recordações que nele enterramos. Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear por entre as brumas da estação de Francia e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca. Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas da alma. Este é o meu.»


Opinião

Só depois de ter durante anos o livro "A Sombra do Vento" (opinião aqui) na minha estante, é que me decidi a lê-lo. Não consigo sequer enumerar a quantidade de pessoas que me dizia para ler o livro. Daí até ler todos os seus livros foi não só um passo simples, como natural. Assim, logo a seguir à leitura da obra "A Sombra do Vento" seguiu-se a leitura de "O jogo do anjo" (opinião aqui) e, finalmente, "O Prisioneiro do céu". 

Marina é uma obra que nos é apresentado num registo totalmente diferente. A sua escrita foi claramente direccionada para um público mais jovem. Mas senti eu isso? Não, de todo... 

Mais uma vez o autor nos presenteou com uma obra de rápida leitura, e a editora juntou-se ao mesmo para tornar a leitura ainda mais agradável para o leitor. Desde a capa fantástica (a foto mas também a parte prateada da edição especial de aniversário) ao tipo de letra maior e mais espaçado, a editora Planeta fez chegar ao público português uma obra que tem tanto de arrepiante como de fantástico. 

Não posso dizer que o final me tenha surpreendido, adivinhei quase desde início o que se estava a passar, mas isso não alterou quase nada a minha percepção sobre a obra, apesar de ter alterado um pouco a pontuação. E mais uma vez me apercebo que não preciso de dar 5 estrelas a um livro para que ele seja categorizado num dos meus livros favoritos. 

É sempre maravilhoso viajar com Carlos Ruiz Zafón, conhecer melhor a sua Barcelona e privar com personagens tão dispares e, ao mesmo tempo, tão interessantes..

Esta é claramente uma obra que se afasta do meu género favorito (género fantástico), e no entanto como conseguiu Carlos Ruiz Zafón prender-me desta forma? Só ele com a sua escrita inebriante o conseguiria fazer... deixou-me literalmente colada a partir da primeira página.. mesmo suspeitando eu de tanta coisa, conseguiu arrepiar-me, acelerar-me o coração, fazer-me viajar e temer por tanta coisa.. 
Uma obra incontornável, que aconselho a um público um pouco mais jovem (o que eu teria AMADO ler esta obra no final da minha adolescência)!!

É um livro que toca no romance, no amor, e no fantástico de forma absolutamente sublime...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

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Livro: O Jogo do Anjo



Título Original: El Juego del Angel
Ano: 2008
Género: Mistério, Drama, Romance
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Editorial Planeta

Discordamos na opinião de muitas obras, pois os nossos gostos são bastantes díspares, mas Carlos Ruiz Zafón conseguiu uma proeza para nós: criar obras que nos conquistem às duas. "O Jogo do Anjo" não foi excepção. 

Sinopse:
"Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.
Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral."

Roberta 

Depois de ter lido o livro "A Sombra do Vento", a leitura de "O jogo do anjo" pareceu-me inevitável. 
Esta leitura foi, a meu ver, muito mais frenética do que "A Sombra do Vento". Pousar este livro para ir fazer outras coisas tornava-se numa verdadeira tortura, pois a escrita do autor é tão viciante e a história está tão bem construída que quando se começa a ler, é quase impossível terminar. Qual dos livros gostei mais? Ainda hoje não sei dizer, mas este deu-me muito mais gozo a ler sem dúvida. A leitura é asfixiante com o mistério a adensar-se cada vez mais e nós a procurarmos, na nossa mente, possíveis explicações para os factos.  

Carlos Ruiz Zafón é assim.. e quando achamos que algo não faz sentido, ou quando pensamos que há coisas que não estão bem explicadas, eis que o autor nos presentei-a com explicações perfeitas dos vários acontecimentos. A escrita do autor está aqui fantástica como sempre.. quem não ache que ele é um bom escritor ou tem inveja da sua escrita, ou não entende nada de literatura ou então não leu o livro com atenção. A sua escrita é realmente sublime, faz-nos reflectir, faz-nos entrar num novo mundo.. faz-nos questionar o inquestionável.. Carlos Ruiz Zafón mete em palavras o que muitos querem dizer e não conseguem.

As personagens são também deliciosas, sendo que aquela com quem mais me afeiçoei foi a Isabella. O seu carácter irreverente, as suas respostas sempre na ponta da língua e a sua imaginação e vontade de vingar na vida fizeram-me gostar dela desde o primeiro instante em que nos é apresentada. David Martín é outra das personagens que nos é apresentada e, no caso deste livro, é a nossa personagem principal. Inicialmente é uma pessoa bastante parecida com Daniel, mas com o tempo nota-se que o amadurecimento da personagem é feita de uma forma totalmente diferente, e as duas personagens tornam-se assim em pessoas totalmente distintas. É uma personagem realista com virtudes e defeitos.. atitudes menos e mais condenáveis, mas com a qual é relativamente fácil ter momentos de empatia. 

Depois de o ter lido, várias foram as questões que ficaram em aberto, pelo que a leitura de "O Prisioneiro do Céu" seguido deste foi obrigatório. Mais uma vez visitamos o "Cemitério dos livros esquecidos" e, apesar do autor dizer que não é necessário ler as suas obras por ordem, eu aconselho vivamente a que o façam, pois muito do que é deixado aqui em aberto (no final) encontrará uma explicação no terceiro.


Mariana

Com "A Sombra do Vento" Zafón criou uma das obras da minha vida e foi por isso mesmo que quando iniciei a leitura de "O Jogo do Anjo" as minhas expectativas situavam-se... na estratosfera!

A escrita do autor, mais uma vez, não desiludiu: bela, acutilante, poética e inebriante. Dei por mim a reler alguns parágrafos e frases tal era a sua qualidade.
As personagens são, mais uma vez, absolutamente cativantes e o facto de poder conhecer algumas personagens que foram relevantes para a história de "A Sombra do Vento" foi um verdadeiro prazer.
Relativamente à história propriamente dita, senti-me algo dividida: se por um lado os mistérios e a tensão são uma constante e a minha vontade enquanto leitora era a de ler sempre mais e mais, por outro lado certos diálogos e situações pareceram-me algo forçadas e cansativas. Refiro-me a alguns dos encontros entre o protagonista e o seu misterioso patrão, que por vezes pareciam saídos de filmes já muitas vezes vistos e os diálogos pareciam copiados de um qualquer livro filosófico. No lado oposto ficam os diálogos entre David e Isabella que ora eram divertidos, ora sarcásticos ou comoventes mas sempre extremamente inteligentes. Sem dúvida alguma que estas conversas fazem parte das minhas páginas favoritas em todo o livro!

Em "O Jogo do Anjo" Zafón criou uma história enigmática, inteligente e envolvente que apenas peca pelo seu final demasiado fantasioso e que deixa algumas coisas por explicar. Contudo, tal não conseguiu ofuscar a qualidade desta obra. Mais uma vez, viajei até ao Cemitérios dos Livros Esquecidos e sonhei com esse lugar mágico. Mais uma vez, percorri as ruas de uma Barcelona sombria, perigosa e sedutora. Mais uma vez, testemunhei o poder dos livros e o magnetismo que um bom livro tem naquele que o lê e o impacto que deixa na sua vida. Mais uma vez, fui vítima da genialidade de Carlos Ruiz Zafón!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

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Livro: A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón) - Opinião dupla!




Título Original: La Sombra Del Viento
Ano: 2004
Género: Mistério, Romance, Drama
Autor: Carlos Ruiz Zafón

Há livros que causam um burburinho tal que se torna impossível escapar-lhes. A obra "A Sombra do Vento" entra nessa categoria de obras obrigatórias. Depois de ouvirmos dezenas de pessoas a gabar este livro não resistimos e, sem que tivéssemos combinado, decidimos começar a ler esta história as duas mais ou menos na mesma altura. Em quase 5 anos de vida do FLAMES nunca tal tinha acontecido, e as honras de tal casualidade calharam à obra suprema de um dos maiores escritores espanhóis da actualidade - Carlos Ruiz Zafón. 

Sinopse: "A Sombra do Vento" é um mistério literário passado na Barcelona da primeira metade do século XX, desde os últimos esplendores do Modernismo até às trevas do pós-guerra. Um inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, num crescendo de suspense que se mantém até à última página. Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página."


Mariana

Falar deste livro é, simultaneamente, um prazer e uma frustração. Um prazer pois é, indiscutivelmente, uma das melhores obras que já li em toda a minha vida; uma frustração pois sei que, por mais que me esforce, não encontrarei palavras para descrever o quão fantástico este livro é.
Bem... resta-me tentar!
As primeiras páginas de "A Sombra do Vento" não me surpreenderam: estava a ser mais uma obra relativamente interessante que apenas valia pela sua escrita soberba. Contudo, a partir de determinada altura, vi-me embrenhada nesta trama e completamente rendida às suas personagens, mistérios e peripécias. Carlos Ruiz Zafón é um verdadeiro mestre na arte de contar histórias e criou, com este livro, uma história de tal forma envolvente que ainda estou para conhecer a primeira pessoa que não tenha, simplesmente, adorado este livro!
Está tudo incrivelmente perfeito: a descrição da cidade de Barcelona na primeira metade do século passado e toda a aura de fascínio que a envolve; as personagens encontram todas o seu devido lugar nesta obra e contribuem para o adensar da componente emocional do livro; os mistérios criados por Zafón criam um tal suspense e tensão que me vi, inúmeras vezes, simplesmente frustrada quando tinha que interromper a minha leitura para regressar ao mundo real. É-me impossível apontar algo que esteja errado nesta obra, a não ser que o facto de o livro ter um final possa ser considerado um defeito!
No fim, ficou uma paixão louca por esta história e uma sede imensa de ler mais livros deste autor soberbo.
Concluo dizendo, com alguma ousadia, que um verdadeiro amante de livros tem de ler esta obra para poder dizer que já teve o privilégio de ler uma das melhores histórias de sempre!

Roberta

A Sombra ao Vento foi, sem dúvida, dos melhores livros que li em 2014. Peço desculpa, vou reformular. A Sombra ao Vento foi, sem dúvida, dos melhores livros que li na minha vida. 
Tenho este livro há 10 anos na minha estante. Foi editado em Setembro de 2004 e tenho-o na estante desde então. Apesar das criticas positivas, foi um livro que nunca me atraiu e nunca consegui entender o porquê. Não gosto de ler sinopses por isso não fazia a mínima ideia do que tratava. Este ano, um conjunto de pessoas começou a visitar o nosso blogue e a “queixar-se” de uma lacuna: nunca nem eu nem a Mariana tínhamos falado de um livro do Carlos Ruiz Zafón. Era, realmente, uma falha grave. Ainda por cima tendo eu o livro na estante, e por isso mesmo, não adiei mais. 

O livro está absolutamente genial. Desde as primeiras páginas que me senti totalmente agarrada. De início pensei que a história iria enveredar por um caminho, mas depois compreendi que não. O autor arrebatou-me completamente com uma história fantástica. Várias foram as vezes que me senti completamente arrepiada (e eu não sou uma pessoa sugestionável), mas a forma como o escritor nos apresenta algumas personagens (e algumas passagens) está absolutamente brilhante, e fez-me sentir um rol de emoções que, ainda hoje, não consigo descrever. Foi muito difícil pousar o livro durante a sua leitura. Queria só ler “mais um pouquinho…” e “mais um bocadinho”, mas nunca chegava, e a vontade de chegar ao fim tornava-se insuportável. Já nos últimos capítulos, senti um murro no estômago com algumas da revelações apresentadas. Este é um livro que, sem dúvida, aconselho. 

As personagens são muito coesas, muito bem construídas e muito reais. Daniel, uma das pesonagens principais por exemplo, é um herói imperfeito, o que o torna bastante real. Mas as minhas duas personagens favoritas foram Fermín e Isaac com as suas intervenções irónicas, divertidas e bem humoradas. Isaac, por exemplo, poucas vezes aparece, mas sempre que era referido fazia-me soltar verdadeiras gargalhadas de prazer. 

Enfim, é um livro absolutamente fenomenal, bem escrito, bem pensado que me fez voltar a reler os primeiros capítulos completamente boquiaberta. QUERO LER TODOS OS LIVROS DO MESMO AUTOR!

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