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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

3

Livro: O grande conspirador



Editora: Saída de Emergência
Ler excerto do livro: Cliquem AQUI
Informações sobre o Livro: AQUI
Nº de Páginas: 352

Este livro é a sequela do best seller "A conspiração de papel" (de que já falei num post anterior). Aqui vamos continuar a seguir as aventuras de Benjamin Weaver, espadachim exímio, ex-boxeur e actual caça ladrões. Encontramo-lo, logo no início no livro, no momento em que acaba de ser condenado por um crime que, há partida, não cometeu.
Se leu "A conspiração de papel" há algum tempo não se preocupe pois o autor vai enquadrando a história, não só tendo em conta o livro anterior, mas também faz um trabalho brilhante ao enquadrar o livro em termos politicos e sociais. 
A meu ver esta obra é mais cuidadosa nessa vertente histórica o que o torna num livro ainda mais didáctico, sem a vertente maçuda que caracteriza alguns dos romances deste género.
Tudo isto é acompanhado pelo humor que caracteriza as obras do autor e que, a meu ver, está ainda melhor conseguido aqui. De facto, já tinha afirmado que "A conspiração de papel" era o romance histórico mais divertido que já li, mas agora deparo-me com a necessidade de ter de discurdar de mim própria pois este segundo volume, nesse aspecto, é ainda mais genial. Dei sonoras gargalhadas com algumas passagens do livro, quase sempre associadas a Elias (a minha personagem favorita). Para além dele ser super divertido, é mulherengo, só pensa em dinheiro e comida boa e passa a vida a tentar convencer o amigo que este deve submeter-se a uma sangria (pratica médica muito utilizada na altura). Quando Elias aparece, o humor é garantido. Todos devíamos ter um Elias na nossa vida.

Apesar de "A Conspiração de Papel" e "O grande conspirador" serem memórias relatadas na primeira pessoa pela personagem principal (Benjamin Weaver), neste segundo livro o leitor sente-se um verdadeiro confidente das mágos do nosso herói. De facto, Benjamin conversa muito connosco e confidencia-nos sentimentos, revoltas e mágoas tendo o cuidado de nos ir colocando a par sobre as suas actividades anteriores (para o leitor mais esquecido ou para aquele leitor que não queira ou não possa ler o primeiro volume). E assim, a leitura torna-se fluída e simples, interessante e repleta de intriga e mistério.

Traições, aventuras, violência, tramas e intrigas não faltam neste livro, tudo regado com muita cerveja e vinho (por vezes de péssima qualidade), passado em prisões, clubes privados, ruas pobres e sujas de Londres... Um livro que aborda questões políticas oitocentistas e que, estranhamente, me soam bastante actuais..!

Resta-me esperar que as aventuras de Weaver não terminem aqui...

Por: Roberta Frontini

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

4

Livro: A Conspiração de Papel



Editora: Saída de Emergência
Ler excerto do livro: Cliquem AQUI
Informações sobre o Livro de Bolso: AQUI
Informações sobre o Livro em tamanho normal: AQUI
Nº de Páginas: 655 (versão de bolso)

Prémios ganhos:Barry Award for Best First Novel (2001)
Macavity Award for Best First Mystery Novel (2001)
Anthony Award Nominee for Best First Mystery (2001)
Edgar Award for Best First Novel (2001)

Já há muito tempo que tinha curiosidade em ler este livro, mas infelizmente o tempo não dá para tudo. Como já devem ter entendido, Richard Zimler é, neste momento, o meu escritor favorito. Estou apaixonada pela sua escrita e pelas temáticas que aborda. Daí até ler David Liss, foi um passo rápido e bastante óbvio para mim.
Depois de o ler posso dizer que "A Conspiração de Papel" é dos livros com o qual mais aprendi, e eu gosto de aprender com os livros! Ler uma história só por ler não me diz nada. Para além do mais, é o romance histórico mais divertido que li em toda a minha vida e, como tal, já se tornou num dos meus livros favoritos de sempre!

A história é absolutamente deliciosa: Benjamin Weaver é judeu e separou-se da sua família desde muito cedo por não se dar bem com eles, especialmente com o pai. Para conseguir sobreviver, passou por imensos ofícios: foi ladrão, boxeur, etc. Agora, para além de ser um espadachim exímio, é detetive e ganha a vida a encontrar o que as pessoas procuram sem achar (objectos pessoais, pessoas, ladrões, assassinos). É neste contexto que Benjamin é abordado por  um senhor para descobrir um mistério que, entre os vários contornos que assume, fará com que Benjamin acabe por investigar a morte do seu próprio pai.

O livro é brilhante. As tramas, os enganos, os enlaces, as relações, enfim.. os últimos capítulos são mesmo de tirar o fôlego e deixam o leitor absolutamente deslumbrado com a escrita de David Liss e a sua capacidade para engendrar tamanho enredo. Escrito como se se tratasse de um livro de memórias do próprio protagonista, este livro está redigido de forma simples sem ser simplista, divertida e permite-nos ter acesso a todos os pensamentos, sentimentos e emoções de Benjamin.

Trata-se de um livro cujo autor teve de fazer muita pesquisa histórica (e fê-lo muito bem!) e cuja personagem principal foi inspirada numa pessoa verídica: Daniel Mendoza, um destemido e famoso boxeur..

Curiosidades: Sabiam que David Liss adora Portugal e já cá veio várias vezes? Não é por acaso que um dos seus livros se chama O Mercador Português

Por: Roberta Frontini

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