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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

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Entretenimento: Novidades Rita Redshoes e António Zambujo


Chegou altura de fazer um balanço com algumas novidades de dois artistas já entrevistados no FLAMES:

Rita Redshoes e António Zambujo

Entrevista a Rita Redshoes - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/05/46-entevista-rita-redshoes-artista.html

Entrevista a António Zambujo - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/11/90-entrevista-do-flames-antonio-zambujo.html

Rita Redshoes

O videoclip de “Life is Huge”, o primeiro single de “Her”, o novo disco de Rita Redshoes, já estreou na SIC e já pode ser visto online:


Também já ficou disponível o 1.º de sete webisódios que serão divulgados ao longo destas três semanas que antecedem o lançamento do disco. Em pequenos vídeos de cerca de 1 minuto, os fãs vão poder ver pormenores da gravação do disco, assim como depoimentos de todos os intervenientes na gravação do disco.

“Her” é o 4.º álbum de Rita Redshoes e chega às lojas a 11 de novembro. O disco pode ser encomendado no iTunes e na loja online da Fnac.




António Zambujo

António Zambujo: revela novo vídeo para “Injuriado”

Agora que “Até Pensei Que Fosse Minha”, o novo álbum de António Zambujo composto somente por canções de Chico Buarque, já se encontra disponível nas lojas e em todas as plataformas online e digitais, o músico revela o primeiro vídeo retirado deste disco, para a canção “Injuriado”.

 

Se não se lembram da nossa opinião sobre o último álbum do músico, Rua da Emenda, basta clicarem aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/11/entretenimento-novo-cd-de-antonio.html

sábado, 22 de novembro de 2014

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Entretenimento: Novo CD de António Zambujo - Primeiras Impressões


  
CD: Rua da Emenda
Intérprete: António Zambujo
Editor: Universal Music Portugal
Edição: Novembro 2014
Número de Discos: 1


Músicas:
1 Fatalidade
2 Valsa Do Vai Não Vás
3 Pica Do 7
4 Flinstones
5 Barata Tonta
6 Valsa De Um Pavão Ciumento
7 Canção De Brazzaville
8 Despassarado
9 Zamba Del Olvido
10 Último Desejo
11 Pantomineiro
12 O Tiro Pela Culatra
13 Valsa Lisérgica
14 La chanson de Prévert
15 Viver De Ouvido

Entrevista ao cantor AQUI

António Zambujo é considerado um dos cantores mais promissores na música portuguesa.
Recentemente lançou o seu novo disco denominado "Rua da Emenda" comporto por 15 músicas poéticas, onde transforma as cenas do quotidiano do dia-a-dia, em melodias para a vida.

São musicas actuais, que enquadram a conjectura actual portuguesa, como e o caso do "Valsa do Vai Não Vás" - "(...) se queres porém enriquecer... emigra lá para fora". 

Depois aparecem músicas como o "Pica do 7" - Vídeo aqui - com uma sonoridade (e letra) bastante divertidas. Aqui sim podemos ver claramente como nas suas músicas, António Zambujo pega em cenas do quotidiano e as transforma em mera poesia.

Surpreende-nos também com uma música em castelhano "Zamba Del Olvido", numa música que me parece que se destaca das demais pelo género. Na verdade, todas as músicas se destacam pois nota-se um claro desprendimento do cantor pelo fado, e um abraçar de novas sonoridades, como a música brasileira ou a africana.


António Zambujo também gosta de brincar e... enganar quem o ouve. Qual não foi o meu espanto quando, depois de uma maravilhosa introdução com acordes de guitarra portuguesa, encontro a música "La chanson de Prévert". Surpreendido terá também ficado o seu vasto público francês. De certo que irão adorar ouvi-la num dos concertos de António tem programado em França.

E a encerrar o CD uma música gravada... com um telemóvel "Viver De Ouvido"! E é com ela que António Zambujo se despede, num CD que ele afirmou ser um ponto de viragem na sua carreira.


Próximos concertos:
22 NOV Viana do Castelo, Centro Cultural POR
25 NOV São Paulo, TUCCA Concerto de Música Brasileira BRA
28 NOV Lisboa, Mercado da Ribeira POR
06 DEZ Fafe, Concertos Íntimos | Teatro Cinema POR
12 DEZ Ílhavo, Centro Cultural POR
13 DEZ Ponta Delgada, Açores, Teatro Micaelense POR
19 DEZ Figueira da Foz, Casino Figueira POR
20 DEZ Vila Real, Teatro de Vila Real POR
23 JAN Paris, La Cigale FRA
19 FEV Lisboa, Coliseu dos Recreios POR
21 FEV Porto, Coliseu do Porto POR

Em 3 palavras este CD é...

Original 
Ecléctico 
Fluido
Roberta Frontini

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

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90ª Entrevista do FLAMES: António Zambujo (artista português)


ANTÓNIO ZAMBUJO 


Nasceu em 1975 no Alentejo, onde cresceu. A música sempre fez parte da sua vida, tendo começado a tocar clarinete com apenas 8 anos. 
Hoje trás-nos mais um novo disco, com músicas originais, poéticas, onde transforma as cenas do quotidiano do dia-a-dia, em melodias para a vida. Vamos conhecê-lo melhor... 

A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Quais são os artistas que mais o inspiram?
João Gilberto, Chet Baker e Tom Waits.

Qual é o local onde mais gostaria de actuar?
Na lua!

Que cartaz ou mensagem gostaria de ver a ser erguido num dos teus concertos?
(Risos)

Nós fazemos sempre esta pergunta a todos os músicos...
Ok... Hum... Faz-me um filho! (Risos)... é original!

Lembra-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num dos seus concertos?
Hum... uma situação caricata... Assim caricata não sei, mas engraçada já aconteceu. O Ricardo Cruz que é o contrabaixista e o director musical, um dia estava comigo num teatro. Já não me recordo em que teatro foi, mas foi cá em Portugal... O palco estava todo escuro, só tinha assim uma luz muito baixa, e ele estava em frente a uma parede preta e pensava que estava para entrar em palco. Mas não, estava mesmo de frente à parede e se eu não lhe tivesse dito nada ele ia chocar contra ela.. E era capaz de se aleijar...

Era capaz de não correr bem...
(Risos).. pois! E foi complicado para mim depois porque eu entrei no palco com muita vontade de rir, e tive muita dificuldade em me concentrar e poder cantar...

Ao António Zambujo o FLAMES pergunta... 

Porquê este nome para este seu novo álbum "Rua da Emenda"?
Porque não tenho jeito nenhum para escolher nomes para discos!
Na verdade não fui eu que escolhi, foi o Ricardo Cação que é o nosso Tour Manager que sugeriu a "Rua da Emenda" e quando ele sugeriu eu achei que fazia algum sentido. Isto porque esta rua é o local onde nós preparamos todos os nossos discos. É a rua da nossa sala de ensaios. É o ponto de encontro para sempre que temos de sair de Lisboa. Sempre que saimos de Lisboa para tocar, é na Rua da Emenda que nos encontramos. Só estes motivos eram mais do que suficientes para que ela fosse homenageada.

Na sua música “Valsa do vai não vás” fala da questão da emigração. É uma música influenciado pela conjectura actual? 
É uma coincidência. Mas hoje em dia todos sentimos esta loucura que é ver a malta mais nova que está a ser chutada para fora do país. Depois o que acontece é que há muitas histórias que acabam por se perder por isso mesmo: pela distância, por novos hábitos que se criam, por readaptações que temos de fazer na nossa vida. É uma coisa um bocadinho triste mas que por outro lado pode abrir portas para muitas outras coisas boas. Até coisas mais alegres...

É impressionante a forma como em algumas das suas músicas pega em coisas simples do quotidiano e as transforma em mera poesia. Penso que onde isso é mais visível seja na música "Pica do 7". Facilmente nas suas músicas qualquer pessoa se consegue rever. Tem tido esse tipo de feedback por parte do público? 
Sim sim! E fico mesmo muito contente por isso. De facto, o que eu gosto mesmo de cantar é isso! Eu gosto de cantar uma realidade palpável. Gosto de imaginar uma curta-metragem na minha cabeça com coisas que possam acontecer no dia-a-dia de toda a gente. De facto é assim que acontece. Não me imaginava a cantar... sei lá... as caravelas...! Não gosto de cantar sobre coisas que não existem. A realidade é uma coisa completamente diferente. É isso que eu gosto de cantar. 

O amor é um dos temas mais presentes no disco. Depois de tantos CD’s, livros e músicas que falam sobre ele, porque acha que o amor continua a ser tão “cantado”? 
Porque é aquela coisa de que tanto gostamos e que nos move. O que nos move é sempre o amor por qualquer coisa. Neste caso é o amor pela música, é o amor pela família, é o amor por uma mulher, é o amor pelos amigos, é o amor pela cidade onde moramos, é o amor por tanta coisa! O amor é uma fonte de inspiração interminável. Por esse motivo, acho que nunca se vai deixar de cantar por ele. 

Porquê uma música em espanhol e uma em francês neste disco? Acha que dependendo da língua em que uma música é cantada ela é experienciada de forma diferente?
Bom, provavelmente a música em castelhano todos os portugueses conseguirão entender.. Mas a música em francês talvez não. O francês é uma língua que em portugal não tem assim tanta expressão. Já teve muita, mas hoje em dia já não tem tanta. Decidi cantar uma música em francês porque a França é dos países onde nós mais tocamos, e já lá tocamos há muito tempo, desde 2007 ou 2008. Então a nossa agente em França fez uma espécie de "provocação" meio a brincar, meio a sério. Disse que não achava bem... que eu já tocava há tantos anos em França e nunca tinha gravado nada em francês. Então nós resolvemos fazer-lhe esta surpresa. Escolhemos uma música de um compositor clássico... um verdadeiro enfant terrible da música francesa que é o Serge Gainsbourg, e decidimos então fazer este arranjo para esta música, "La chanson de Prévert". Nós ficámos todos contentes com o resultado e ela também gostou. Vamos lá ver o que é que os franceses vão achar agora! A outra espanhola foi devido ao facto de o Jorge ser um compositor que eu já conheço há alguns anos e com o qual me identifico muito. Surgiu então a oportunidade de cantar esta música e assim ficou.

O nosso muito obrigada ao António Zambujo pela disponibilidade, paciência e simpatia!

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