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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

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[DIVULGAÇÃO]: Os Contos



Título: Os Contos

Autor: Giuseppe Tomasi di Lampedusa 
ISBN: 9789722063371

Edição ou reimpressão: 10-2017
Editor: Dom Quixote
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 256


SINOPSE

O presente volume reúne os quatro únicos contos do legado literário de Lampedusa: um texto de carácter autobiográfico, recordações de infância, e três histórias, A alegria e a lei, A sereia e Os gatinhos cegos.

Escritas no verão de 1955, Recordações de infância, como Gioacchino Lanza Tomasi explica na introdução, «revelam também o laboratório do escritor na fase da sua obra-prima». 
Seguem-se-lhe A alegria e a lei, uma alegoria natalícia perfeita no tom e na dimensão, e A sereia, o conto mais famoso da colectânea, escrito após uma viagem ao longo da costa sul da Sicília.

No coração desta fábula, no limite entre o real e o surreal, destaca-se uma formidável personagem: o antigo professor La Ciura, que em jovem conheceu o amor da Sereia, jamais conseguindo desfrutar de outro. 
O livro encerra com Os gatinhos cegos, que é dos três contos o mais próximo de O Leopardo, embora tenha nascido como primeiro capítulo de um novo romance, do qual manteve o título.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

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Livro: Hercule Poirot e o Crime de Greenshore (Agatha Christie)




TítuloHercule Poirot e o Crime de Greenshore
Edição Especial de Agatha Christie - 125 anos
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 160
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892331768
Coleção: Agatha Christie

Sinopse
A convite da sua velha amiga Ariadne Oliver, Hercule Poirot vai a uma festa de verão numa aldeia encantadora do Devon. Um cenário idílico onde contavam descansar e divertir-se. Ariadne inventara até um jogo de Caça ao Assassino para animar os convivas, mas não antecipara sentir-se tão… atormentada. A sua intuição diz-lhe que algo está terrivelmente errado.
E, como o magnífico detetive belga bem sabe, a intuição feminina é algo que nunca se deve menosprezar…
Em 1954, Agatha Christie escreveu Hercule Poirot e o Crime de Greenshore sob o formato de conto. O objetivo era angariar fundos para a igreja da sua paróquia. Contudo, a Rainha do Crime mudou de ideias e transformou-o num romance, doando, em seu lugar, um conto de Miss Marple. Hercule Poirot e o Crime de Greenshore acabaria por não ser publicado na sua forma original, servindo apenas de base para o enredo do romance Jogo Macabro. Permaneceu "adormecido" durante sessenta anos. Até agora…

Opinião
Quem conhece o FLAMES, sabe como Agatha Christie é especial para mim. 
Assim que vi este livro tive de o comprar (num alfarrabista do Porto por menos de metade do preço). A ilustração da capa (como podem ver em baixo) foi feita especialmente para este livro por parte de um dos ilustradores oficiais das capas dos livros da Rainha do Crime. 
Confesso que este livro é um bonito "objecto" para se ter numa biblioteca (e na minha não podia mesmo faltar) mas como livro não o achei de 5 estrelas. Isto porque ele é mais um conto alargado do que um livro, e este foi também o motivo pela qual Agatha Christie teve "problemas" em o publicar. Esta história foi ainda alargada para criar o livro "Jogo Macabro". 
De qualquer das formas, o que mais gosto dele é mesmo a ilustração (quem ler o livro vai entender tudo) assim como a parte interior do livro (absolutamente fantástico). 
No final, valeu a pena (a dama do crime vale sempre a pena), no entanto não esperem uma história absolutamente arrebatadora. 


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

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BookHaul Agosto 2015




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

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Livro: Livro sem ninguém (Pedro Guilherme-Moreira)




Autor: Pedro Guilherme-Moreira
Ano da Edição/Impressão:  2014
Número Páginas: 160
ISBN: 9789722054324
Editora: DOM QUIXOTE

Sinopse:
Na rua do arco-celeste há sete casas, cada uma de sua cor; e também um café, uma horta, um jardim, uma florista, uma sucata, um infantário e uma escola. Mas, embora lá vivam pessoas – que frequentam o café, trabalham na horta, lêem no jardim, compram flores para oferecer a quem amam, se desembaraçam dos seus podres ou jogam à bola no recreio –, esta história é contada apenas pelas coisas que lhes pertencem à medida que vão mudando de lugar, e por isso se diz que o livro é sem ninguém. E, ainda assim, durante este ano extraordinário, acontece de tudo na rua: há quem se apaixone e quem se separe, quem nasça, quem morra, quem mate e até quem, depois do trauma, consiga uma vida nova. Mas, como em todas as ruas, havemos de encontrar nesta preconceitos, dúvidas, alegrias, segredos e desgostos. Enquanto isso, o tempo vai passando sem darmos por ele, mas a montra da florista e o que se colhe ou semeia na horta nunca nos deixam perder do mês em que estamos. Num romance profundamente original, a um tempo cru e delicado, poético e realista, Pedro Guilherme-Moreira usa o microcosmos da rua para desenhar o retrato da sociedade contemporânea e abordar temas tão polémicos como a xenofobia, a violência doméstica, a repressão sexual ou o envelhecimento. E – miraculosamente – sem precisar de ninguém.

Opinião:
Depois de ter lido "A manhã do mundo" (e de o ter adorado); e depois de conhecer o autor (e de o ter adorado), fui à apresentação do livro "O livro sem ninguém" à Livraria arquivo, em Leiria no dia 02 de Março de 2014.
A 22 de Março de 2014 voltei a encontrar-me com Pedro Guilherme-Moreira, desta vez para a presentação que fez em Coimbra na Faculdade de Direito. Na altura, ainda não tinha tido possibilidade de ler o livro.

Finalmente terminei-o e hoje venho aqui tecer a minha opinião sobre o mesmo.

Existem autores que escrevem uma temática ou que se focam num género literário e depois aprisionam-se nele. Pedro Guilherme-Moreira faz o oposto. Depois de ter escrito um livro onde apresenta personagens com uma personalidade muito vincada e bem definifa - onde a natureza (des)Humana é dissecada e onde se gira em torno do Ser Humano, eis que o Pedro decide escrever um livro... sem ninguém!
Sempre me fez confusão a utilização desta expressão na lingua portuguesa. Isto porque, a meu ver, se o livro é "sem ninguém", significa que tem alguém, certo? Bom, liguisticamente falando sei que estou redondamente enganada. Trata-se de mais um trocadilho possível apenas na língua de Camões. Mas se eu estiver a falar no livro, aí sim, estou correcta! Isto porque, se o livro não fala de ninguém, a verdade é que engloba muita gente. Mas como consegue Pedro Guilherme-Moreira escrever um livro sem ninguém ao mesmo tempo que enche as páginas do livro de personagens que não aparecem? Confusos? A questão é que há coisas que só o Pedro consegue fazer, e neste ponto, ele foi muito original. Com uma escrita poética e brilhante, o autor deixou-me de boca aberta com o feito que conseguiu nesta obra.

Trata-se de um livro dividido por meses, e tenho muita pena de não ter feito uma coisa (se o tivesse comprado agora talvez o fizesse), ou seja, pegar no livro e ler, cada mês, o mês correspondente. Ainda vou a tempo! Talvez até leia o livro com outros olhos. Acredito piamente que sim!

Um livro que vale a pena ler com muita atenção, a começar pela linda dedicatória escrita com enorme simplicidade mas que encerra uma grande complexidade... uma dedicatória que pode apenas ser escrita por quem vive, sem dúvida, uma bela história de amor!

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