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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
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Passsatempo aqui - https://www.facebook.com/FLAMESmr/photos/a.325327967507334.79813.103707256336074/1891481840891931/?type=3&theater
267º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Cultura Editora)
Passsatempo aqui - https://www.facebook.com/FLAMESmr/photos/a.325327967507334.79813.103707256336074/1891481840891931/?type=3&theater
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Título: We should all be feminists
Livros: We Should All Be Feminists + Para Educar Crianças Feministas
Título: We should all be feminists
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Ano: 2014
Ano: 2014
Páginas: 52 páginas
Sinopse
In this personal, eloquently-argued essay—adapted from her much-admired TEDx talk of the same name—Chimamanda Ngozi Adichie, award-winning author of Americanah, offers readers a unique definition of feminism for the twenty-first century, one rooted in inclusion and awareness. Drawing extensively on her own experiences and her deep understanding of the often masked realities of sexual politics, here is one remarkable author’s exploration of what it means to be a woman now—and an of-the-moment rallying cry for why we should all be feminists.
Opinião
(Roberta Frontini)
Já há uns tempos que este livro circulava pelos canais e blogues estrangeiros. E assim entrou rapidamente na minha wishlist. Mas foi só quando, no nosso clube de leitura, surgiu o tema do feminismo, que eu decidi pegar nele. Fiquei contente por o ter feito, no entanto acho que a sua leitura é um pouco dispensada pela Ted Talk dada pela autora. O essencial está na Ted (que deixo em baixo). O resto está mais explanado no livro, mas não muito mais. Gostava que ela o tivesse feito.
Com a leitura do livro ficamos a conhecer melhor a autora e a realidade que ela viveu (que, no entanto, é bastante diferente da que nós vivemos em termos de realidade cultural). Apesar de tudo este é um tema urgente, e todas as obras que abordam o feminismo são, para mim, de carácter quase obrigatório. Mas se virem a TedTalk eu já fico bem satisfeita.
Título: Para educar crianças feministas
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie
Ano: 2017
Ano: 2017
Páginas: 96 páginas
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.
Sinopse
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.
Opinião
(Roberta Frontini)
Apesar de tudo, e talvez por não ter ficado 100% satisfeita com a leitura anterior, fui ler este "Para educar crianças feministas". Este é um livro que, mais uma vez, é uma explanação, mas desta vez de uma carta que a autora escreveu a uma amiga que ía ser mãe. Em 15 lições a autora refere algumas coisas importantes para a educação das meninas.
Neste livro, mais uma vez, a autora utiliza bastante o sentido de humor, o que torna a leitura bastante agradável.
Os conselhos não se centram no feminismo e igualdade de género, mas alongam-se para a parentalidade em geral e apesar de, novamente, Chimamanda se concentrar numa realidade bem diferente da minha, não pude deixar de sentir que os conselhos eram bastante actuais e importantes para a nossa sociedade.
Haveria muito a dizer, mas os livros são pequenos e eu acho que vocês lhes deviam mesmo dar uma oportunidade. Num mundo onde andamos tão acelerados e sem tempo, textos deste género podem fazer a diferença e, caso não consigam mesmo ler, pelo menos assistam à Ted.
Boas leituras a todos.
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sábado, 11 de novembro de 2017
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
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Livro: Bookhunter
Ano
de Edição: 2007
Género:
Mistério, Comédia
Autor:
Jason Shiga
*
Por Mariana Oliveira *
Por
motivos algo óbvios, uma profissão que gostaria de ter um dia é a de
bibliotecária. Por isso mesmo, por ter imensa curiosidade sobre esse ofício,
decidi ler este livro cuja acção central decorre numa biblioteca.
Sinopse:
“Um
livro precioso é roubado da biblioteca da cidade de Oakland. Uma equipa
especializada a encontrar livros, denominados polícias das bibliotecas, é
contratada para num prazo máximo de três dias descobrir o paradeiro da
raríssima obra. Conseguirão eles vencer esta corrida contra o tempo?”
Opinião:
É
muito fácil uma graphic novel agradar-me: boas ilustrações aliadas a uma história
com um mínimo de interesse por norma deixam-me interessada. Infelizmente não
foi o caso de “Bookhunter” que falhou logo nas primeiras páginas. O meu primeiro
pensamento foi algo do tipo “mas que ilustrações são estas?!” Não gostei de
nada mesmo: as cores utilizadas, acho que é melhor falar no singular, a cor
utilizada é o castanho. Diferentes tons de castanho (ok, também temos bege,
admito!). Ler um livro inteiro com ilustrações na mesma cor acaba por ser não
só monótono como cansativo para a vista. Os traços também são extremamente
simples e as pessoas parecem-se todas umas com as outras.
Se as
ilustrações deixam a desejar já a história é promissora: acompanhamos esta
intensa investigação ao mesmo tempo que vamos aprendendo o funcionamento de uma
biblioteca naquela época, refiro-me ao ano de 1973 que é quando decorre a
história do livro. Contudo, embora seja interessante mergulhar nesse meio, por
diversas vezes o autor foi demasiado técnico e senti-me um peixe fora de água.
Não faço ideia se tudo aquilo que aparece no livro é verdade ou se há para ali
alguma invenção por parte de Jason Shiga, mas a verdade é que me senti bastante
perdida em alguns momentos.
O
melhor mesmo neste livro é o sentido de humor. Há algumas cenas, infelizmente
poucas, que me fizeram rir e me deixaram com a sensação de que se o autor se
dedicar a algum livro de humor (peço perdão caso já o tenha feito e eu esteja a
ser ignorante) irá criar algo muito interessante!
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017
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Título: O Ano da Dançarina
Autor: Carla M. Soares
ISBN: 9789897543029
Livro: O ano da dançarina (Carla M. Soares)
Ficha Técnica
Autor: Carla M. Soares
ISBN: 9789897543029
Edição ou reimpressão: 04-2017
Editor: Marcador
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 232 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 392
Sinopse
No ano de 1918, o jovem médico tenente Nicolau Lopes Moreira regressa da Frente francesa, ferido e traumatizado, para o seio de uma família burguesa de posses e para um país marcado pelo esforço de guerra, pela eleição de Sidónio Pais e pela pobreza e agitação social e política.
No regresso, Nicolau vê-se confrontado com uma antiga relação com Rosalinda, dançarina e amante de senhores endinheirados, e com as peculiaridades de uma família progressista.
Enquanto a Guerra se precipita para o fim e, em Lisboa, se vive a aflição da epidemia e da difícil situação política, a família experimenta o medo e perda, e Nicolau conhece um amor inesperado enquanto trava as suas próprias batalhas contra a doença e os próprios fantasmas. Este é um romance de grande fôlego, histórico, empolgante e profundo, sobre a superação pessoal e uma saga familiar num tempo de grande mudança e turbulência em Portugal.
Opinião
(Roberta Frontini)
Carla M. Soares é uma autora portuguesa de que gosto particularmente. Já vos tenho vindo a falar nas obras dela (podem ver aqui a opinião às obras anteriores). Por isso mesmo eu estava muito curiosa e empolgada para esta leitura.
Começo por vos querer falar na capa. Acho-a formidável e muito bem escolhida: a escolha de cores está fantástica, e a imagem ajuda-nos a "entrar" no Portugal de 1918.
Não me parece que se trate de um romance histórico, mas de um romance de época. No entanto, nota-se muito bem que a autora estudou duas coisas de forma muito aprofundada: 1º a história nacional (mas também mundial) desta época; 2º as questões de stress pós traumático (PTSD). Uma das personagens principais, Nicolau, é ferido em guerra e volta para Portugal com PTSD. A caracterização do sofrimento de Nico está muito bem feita e a Carla está, sem dúvida de parabéns neste ponto. Também se nota bem a pesquisa exaustiva que a autora deve ter feito para nos conseguir apresentar uma época conturbada da História da Humanidade. Apesar de tudo, a Carla consegue entranhar os factos históricos na narrativa que conta, sem parecer que nos está a dar uma aula de História. Assim, gostei particularmente do enquadramento histórico, social e político da época.
Mais uma vez a autora apresenta-nos personagens fortes e destemidas, prontas a fazer o que for preciso pelos valores mais importantes da vida: liberdade, amor e amizade. E são várias as personagens que nos são apresentadas. A história não se centra nas personagens principais, mas são-nos apresentadas histórias paralelas igualmente interessantes. Esta é uma das características também desta autora que tinha seguido mais ou menos a mesma estrutura no romance anterior "O Cavalheiro Inglês". Assim posso afirmar que a construção das personagens foi adequada e interessante, aumentando assim o valor de toda a narrativa-
Denota-se uma evolução da escrita da Carla, que está ainda mais cuidada mas fluída ao mesmo tempo e, por vezes, a roçar o lírico. O meu pormenor favorito foi.. o título. É verdade. Adoro quando, a certa altura da leitura, uma pessoa tem um momento "revelação", onde o título faz todo o sentido...! Um pormenor muito interessante da obra.
Podem ler este livro com o aviso de que, provavelmente, irão rir, apaixonar-se por algumas causas, chorar com momentos mais dramáticos e sentir-se impotentes por não conseguir ajudar algumas das personagens..
Por fim, deixo-vos um vídeo onde falo um pouco sobre os livros anteriores da autora. Espero que gostem. Boas leituras.
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sábado, 4 de novembro de 2017
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
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Anime: Mirai Nikki
Ano:
2011
Nº
Episódios: 26
Género:
Sobrenatural, Acção, Romance
Criador:
Naoto Hosoda
*
Por Mariana Oliveira *
Os
mangas e animes que surgem todos os anos são de uma originalidade incrível e os
seus criadores não deixam de surpreender-me com a imaginação infindável com que
criam cada história. “Mirai Nikki” foi disso exemplo ao apresentar-me uma
sinopse diferente de tudo aquilo que eu já tinha ouvido falar.
Sinopse:
“Yukiteru
é um adolescente introvertido com o estranho hábito de anotar tudo aquilo que
se passa à sua volta no seu telemóvel, como se fosse uma espécie de diário. Certo
dia, tem um estranho sonho no qual um deus que controla o tempo o inscreve num
jogo alucinante: cada concorrente irá participar numa corrida cujo prémio é
tornar-se no próprio deus. Para isso, cada um deles vê o seu telemóvel ser
transformado num diário que prevê o futuro e que utilizarão para eliminar os
restantes concorrentes. E por eliminar entenda-se: matar! Quando acorda,
Yukiteru descobre que aquilo que pensava ser um sonho é bastante real…”
Opinião:
Ao
longo dos 26 episódios que este anime tem a minha opinião sobre o mesmo foi
sempre variando.
Inicialmente
fiquei entusiasmada com o conceito apresentado: uma corrida contra o tempo
entre vários concorrentes cujo prémio é, digamos, bastante apelativo: tornar-se
num deus.
Os
diferentes tipos de diários utilizados com regras distintas aumentam o interesse
na história pois a cada nova personagem que surge ficamos a conhecer um novo
diário que influencia o decorrer da história.
A
partir de determinada altura, mais ou menos a meio do anime, achei que a
trama começou a arrastar-se um pouco e comecei a aborrecer-me. Aliado a isso
está a personalidade do protagonista que me desagradou por completo! Falo-vos de
um adolescente muito indeciso e submisso. Basicamente é acompanhado durante
todo o anime por uma rapariga que desde cedo percebemos, nós espectadores e o
próprio protagonista, ter um passado bastante sombrio e uma personalidade
instável. Ela persegue-o, anula a personalidade dele, chega inclusive a
raptá-lo e… ele nada faz! Para mim, isso é completamente incompreensível e incoerente! Também os outros amigos do protagonista que surgem em diversos episódios por vezes pareciam apêndices e aparentemente não estavam a contribuir com nada de relevante para a história. Contudo, à medida que nos aproximamos do final eis que finalmente todas as personagens começam a revelar alguma utilidade.
Felizmente,
o último terço do anime ganhou um novo fôlego à medida que o ritmo da acção se
intensifica e os mistérios se começam a desvendar. É também nessa altura que
percebemos que a história é bem mais complexa do que parecia à partida e o
anime ganha um novo interesse acabando por entrar mais no campo da ficção científica. Infelizmente, não poderei entrar em mais
detalhes pois iria certamente revelar mais do que deveria, apenas vos posso
assegurar de que estes últimos episódios vão ao encontro daquilo que referi
inicialmente: os criadores de mangas e animes devem comer imaginação e
originalidade ao pequeno-almoço, almoço e jantar!
Alguns poderão achar que o
final foi demasiado rebuscado e complexo, já eu achei que o conceito foi muito
interessante e permitiu que “Mirai Nikki” terminasse com nota positiva.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
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Título: Rosinda
Autor: Marco Taylor
Páginas: 40
Livro: Rosinda (Marco Taylor)
Título: Rosinda
Autor: Marco Taylor
Páginas: 40
Capa dura, autografado, cores
13,5x16 cm
Edição de autor
Ano: 2017
Preço: €10,50 (PVP €11,10) - Portes de envio gratuitos para Portugal Continental
Faixa etária aconselhada: 4 - 7 anos
Preço: €10,50 (PVP €11,10) - Portes de envio gratuitos para Portugal Continental
Faixa etária aconselhada: 4 - 7 anos
Encomendar
O livro na página do autor: http://www.marcotaylorautor.com/livros/rosinda/
O livro na página do autor: http://www.marcotaylorautor.com/livros/rosinda/
Opinião
(Roberta Frontini)
Se seguem o blog já se devem ter apercebido que falo várias vezes no autor Marco Taylor (vejam a minha opinião das outras obras do autor aqui). E se seguem essas opiniões já se devem ter apercebido que tenho imensa dificuldade em falar-vos delas. Isto porque ler os livros deste autor é uma experiência de difícil descrição.
No caso de Rosinda, temos uma história contada inteiramente sem palavras. Para me dificultar ainda mais a tarefa de vos falar sobre esta obra, o livro é curtinho, mas a história não deixa de ser engraçada.
Rosinda é uma rapariga que, desde o nascimento, se atrasa constantemente.. Quais serão as consequências do seu atraso constante? Uma história com um desfecho divertido e uma arte invulgar, típica do autor. A paleta de cores utilizada na obra também é bastante interessante. Gostei imenso do livro e recomendo-o, sem dúvida. Já o reli mais do que uma vez e surpreendo-me sempre com novos pormenores que, em leituras anteriores, me passam ao lado.
Mais uma vez me desculpo por não conseguir colocar, em palavras, o que esta obra transmite, mas há livros das quais é difícil falar, e eu espero que lhe possam dar uma oportunidade e me venham contar o que acharam.
Vê aqui algumas páginas do livro - http://files.marcotaylorautor.com/200000605-3345b343c3/Rosinda%20sneak%20peek.pdf
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
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Foi com apenas 15 anos de idade que Marco Rodrigues começou a cantar fado, mas pode dizer-se que o mesmo já lhe corria nas veias desde que nasceu.
Estreou-se na gravação de álbuns com o disco "Fados da Tristeza Alegre" (2006), ao qual se seguiram "Tantas Lisboas" (2010), "Entretanto" (2013) e "Fados do Fado" (2015). Este ano, o Marco brindou-nos com o seu quinto álbum de estúdio intitulado "Fado do Cobarde". O FLAMES esteve à conversa com artista para saber em pormenor no que é que consiste o seu mais recente disco.
Entrevista anterior feita pelo FLAMES ao artista: http://flamesmr.blogspot.pt/2015/07/102-entrevista-do-flames-marco.html
126ª Entrevista do FLAMES: Marco Rodrigues (fadista português)
Marco Rodrigues
Estreou-se na gravação de álbuns com o disco "Fados da Tristeza Alegre" (2006), ao qual se seguiram "Tantas Lisboas" (2010), "Entretanto" (2013) e "Fados do Fado" (2015). Este ano, o Marco brindou-nos com o seu quinto álbum de estúdio intitulado "Fado do Cobarde". O FLAMES esteve à conversa com artista para saber em pormenor no que é que consiste o seu mais recente disco.
Entrevista anterior feita pelo FLAMES ao artista: http://flamesmr.blogspot.pt/2015/07/102-entrevista-do-flames-marco.html
Alguns dos temas presentes neste álbum não são fado, mas o fado estará sempre presente pelo menos através da tua interpretação. Porquê esta decisão para este disco?
Antes mais deixa-me dizer-te que o disco é composto por 3 fados tradicionais que são tocados pelos instrumentos tradicionais: o trio de viola, guitarra portuguesa e baixo, sem qualquer tipo de outro instrumento. A diferença é que escolhi 3 letristas que nada têm a ver com a linguagem fadista para stes 3 temas específicos e mais tradicionais. Decidi então convidar o Carlão, a Capicua (entrevista feita pelo FLAMES à artista aqui) e a Luísa Sobral (entrevistas feitas pelo FLAMES à artista aqui e aqui) sendo que eu já tinha feito uma música com a Luísa. Não era um fado, mas uma música minha. Desta vez decidi desafiar estes artistas para escreverem letras para 3 fados tradicionais, que exigem algumas regras, a nível de métrica, rima, etc. Foi um desafio fantástico. Para além disso, todo o resto do disco será composto por canções de compositores e letristas que não têm a ver com este ambiente do fado mas que ao pensarem em mim, enquanto intérprete, fizeram temas exactamente a pensar num fadista, num ambiente mais intimista que é como a música que eu canto.
Também convidaste pessoas dos ÁTOA...
Sim, os ÁTOA (entrevista feita pelo FLAMES à banda aqui), o Diogo Piçarra (entrevistas feitas pelo FLAMES ao artista aqui e aqui)... convidei uma série de pessoas que eu considero muito enquanto artistas e intérpretes. Eu gosto muito do Diogo por exemplo, e o desafio deste disco foi sem dúvida esse, convidar essas pessoas para os aproximar a este ambiente fadista que é um ambiente que não está presente na música que eles fazem.
Como foi o processo de selecção destes artistas? Como é que decidiste quem iria participar neste álbum?
Os meus 4 discos anteriores eram voltados para o fado. A base era essa. Este é o contrário. Neste disco eu quis 3 fados tradicionais que fizessem com que as pessoas me reconhecessem enquanto artista, mas depois quis abrir um pouquinho os meus horizontes musicais até porque eu ouço muitos tipos de música. Por isso, decidi arriscar com um disco menos tradicional mas que me fizesse sentido. Foi essa a base da selecção.
E estiveste envolvido directamente no processo criativo de cada tema, ou deixaste os artistas livres para se expressarem à vontade?
Grande parte dos temas foi criada de forma livre. Disse que gostava de ter um tema de cada um dos compositores, embora haja um ou outro tema em que eu pedi para que escrevessem especificamente dentro daquele ambiente. Estou a lembrar-me do Pedro Silva Martins que fez um tema incrível e que eu achei muito interessante. Eu fui pai há uns meses, então pedi-lhe para ele escrever um tema não como todos os temas que se escrevem neste contexto que é um amor incondicional entre um pai e um filho, e aquela paixão enorme que acontece quando somos pais, mas eu queria que ele escrevesse um tema sobre as coisas mais corriqueiras e caricatas que ocorrem quando te deparas com a paternidade. Por exemplo, as noites que não dormes.. o tema chama-se "Mal dormido", o levantar durante a noite e pisares um brinquedo fora do sítio, as fraldas, o ranho, enfim, as coisas que são caricatas quando passamos a ser pais. À excepção desse tema onde eu dei o mote, todos os outros artistas estavam completamente livres para poderem escrever.. sempre, claro, a pensar num ambiente mais intimista e num intérprete fadista.
Relativamente ao videoclip do single "Fado do Cobarde", participaste em todo o processo criativo ou confiaste a tarefa aos profissionais que nele trabalharam?
Nós apresentámos a ideia à Joana Areal (que é uma realizadora fantástica). O vídeo do "Dia de Folga" da Ana Moura (entrevista feita pelo FLAMES à artista aqui) foi ela que produziu. Quando pensámos na Joana, pensámos num vídeo para uma música que, não sendo um fado tradicional, eu gostava que fosse um vídeo fresco e novo, diferente.. com um ar de Verão. Foi a única coisa que eu disse. Eu disse apenas que queria um vídeo que ilustrasse esta história de estarmos numa relação que não vai para a frente e não funciona e que não conseguimos sair dali. Quase uma ironia. A Joana fez um trabalho fantástico ao convidar esta bailarina (Filipa Peraltinha) e coreógrafa que fez um trabalho incrível. Nota-se que ela está-se a ir embora.. mas todo o contexto, toda a imagem... isto foi gravado num armazém de pescadores, em Setúbal. Nota-se perfeitamente que ela está a querer sair e ir embora da relação, mas está com dificuldade. E esta forma de dança contemporânea consegue transmitir bem esta ideia. A juntar a isto, o facto de estarmos em Setúbal, com uma vista daquelas, no Verão, temos praia, temos sol, temos uma relação que é cantada e interpretada de uma forma quase caricata. Nós sabemos que isto não vai dar em nada, mas não conseguimos mesmo sair daqui. Não dei muitas dicas, deixei à criatividade da Joana e não me arrependo nada.
Em relação ao álbum, o que é que podemos esperar deste novo trabalho?
É um álbum com canções que, da minha parte, terão uma ligação ao fado.. é a música que eu faço e é quase impossível eu interpretar os temas de outra forma. Mas as pessoas podem esperar 3 fados tradicionais e outras músicas de pessoas que nada têm a ver com este meio musical. Mas este meio desperta-os, todo este misticismo e características específicas que este género tem, que gostam muito do meu trabalho felizmente e que quiseram alinhar neste desafio. Acho que está muito interessante exactamente por esta ideia de pessoas que não estão neste meio nem estão habituadas a fazer musicas.
Notaste diferenças entre a forma como os artistas mais novos e mais velhos se relacionavam com este estilo musical?
Devo-te dizer que sim, mas o feedback foi muito positivo. Ficaram contentes com o convite e com a ideia de participar neste desafio, mas não senti diferenças a nível musical... para mim, a grande surpresa foi este "Fado cobarde" que foi um dos primeiros temas que apareceu e sem dúvida que, pela idade dos compositores, do João e do Gui (ÁTOA), surpreendeu-me bastante a maturidade com que foi escrito e a ideia musical que me quiseram transmitir. Claro que a produção do Tiago Machado e a minha deram uma nova viragem ao tema, mas fiquei agradavelmente surpreendido com a maturidade a nível musical e a prontidão com que trabalharam no tema e mo mandaram logo. Os Amor Electro também fizeram um tema incrível, com muito charme e de que também gosto. Por isso também eu escolhi logo este tema, porque acho que faz muito bem a ponte entre o meu último disco que é de fado tradicional, e que são clássicos do fado, para este novo disco.
Quando estás a promover um novo trabalho pensas apenas nesse álbum ou começas imediatamente a projectar o trabalho seguinte?
Por acaso a minha matriz de álbum para álbum tem sido esta: foco-me no trabalho presente e nem penso sequer se vou fazer outros álbuns. Neste momento estou focado na tournée e nem sequer penso em vir a gravar mais alguma coisa. Estou focado em trabalhar nestas músicas e com os músicos para podermos apresentar estes trabalhos ao vivo. No próximo ano está fora de questão pensar num próximo álbum. Se bem que o processo criativo de um artista é um processo contínuo, não é sazonal. Claro que se de hoje para amanhã surgir um tema qualquer que eu ache fantástico provavelmente pensarei em guardá-lo para um próximo álbum.
O fado vai sobreviver sem dificuldades ao teste do tempo?
Eu não acho, eu tenho a certeza absoluta, até porque se o fado sobreviveu até agora.. quando cheguei a Lisboa no final dos anos 90, o fado estava completamente abandonado, pouca gente ia a concertos de fado e os artistas tinham pouca visibilidade. Foram os bairros típicos e as casas de fado que conseguiram manter isto. Se o fado sobreviveu a esta altura...
Lembro-me que no Bairro Alto a geração de fadistas era toda muito antiga. Havia muita pouca juventude a querer cantar fado e a apaixonar-se com esta música. Se o fado sobreviveu a isto, seguramente irá sobreviver, especialmente agora que temos uma geração novíssima de miúdos com 14, 15, anos que eu já convido para cantar comigo e que são super apaixonados por esta música. Vou mais longe, o fado está para durar e com muita força.
Nos últimos anos houve um aumento exponencial do número de turistas que nos visitam. Consideras que o fado poderá utilizar esta nova realidade a seu favor?
O fado não vai utilizar os turistas, os turistas é que têm alimentado o fado. As casas de fado hoje em dia felizmente já recebem famílias que vão ouvir a música, e que saem de lá fascinados, mas continua a ser maioritariamente um dos grande motivos de interesse dos turistas. Isso é uma das grandes riquezas culturais que temos em Portugal.
Se pudesses convidar um outro artista internacional quem convidarias?
Bela pergunta.. tenho tantos artistas.. infelizmente o Frank Sinatra já não posso convidar senão convidava-o a ele. Talvez a Hiromi Uehara que é uma pianista japonesa de quem sou fã.. sou apaixonado pela música dela, para eu cantar um tema enquanto ela toca piano.
Há géneros musicais e artistas que te inspiram para além do fado?
Eu acho que um músico ou um interprete é uma pessoa que nasce com uma capacidade para reproduzir muito daquilo que ouve. Por isso eu digo que o fado é contemporâneo, porque vive daquilo que vive. A música composta agora é diferente da que foi composta há 50 anos atrás. Infelizmente escrever não é das partes em que sou mais dotado, mas os letristas não escrevem como escreviam há 50 anos atrás. A musica que ouvimos, as pessoas que nos rodeiam e os ambientes em que vivemos influenciam a forma como fazemos música, sem dúvida alguma.
Ainda existe alguma disparidade entre homens e mulheres no fado… O que é que se pode fazer para tentar esbater esta questão?
Em primeiro lugar, não se pode fazer nada em concreto. Se formos ver, o fado tem um ícone máximo que é a Amália Rodrigues. Para o público estrangeiro ainda hoje é um pouco dificíl perceber que o fado não é cantado apenas por mulheres. Porque logo a seguir quando começou a aparecer um "boom" do fado, voltam a aparecer nas grandes salas a Mariza, a Ana Moura e mais uma vez o fado é falado lá fora por causa de algumas mulheres. Sendo que naturalmente se vai contrariando um pouco esta tendência. Felizmente eu já fiz grandes salas em todo o mundo, as pessoas já começam a estar mais despertas. No entanto ainda há um caminho muito longo a percorrer até que a imagem do fado, particularmente no estrangeiro, seja repartida em fadistas homens e fadistas mulheres. Os homens têm de continuar o seu trabalho para fazer ver que afinal, o fado, não é apenas feito por mulheres. Não acho que se deva fazer algo de especial, acho sim que os homens apaixonados pelo fado devem continuar a trabalhar para mostrar que estão aqui.
Qual consideras ser a palavra chave no meio artístico português: competição, colaboração ou nenhuma destas?
Se calhar estou um pouco condicionado pelo contexto actual, mas eu acho que, de uma forma geral a música em Portugal ou os artistas em Portugal são muito solidários e a solidariedade perante coisas muito más que às vezes possam acontecer tanto no meio artístico como nos outros meios. Esta capacidade que nós portugueses temos de sermos solidários e de nos juntarmos e de um momento para o outro fazermos acontecer as coisas e fazermos com que as pessoas tenham a ajuda necessária. Acho que a solidariedade é sem dúvida uma das características do meio artístico português.
Um agradecimento especial ao Marco pela simpatia a que já nos habituou!
Para a concretização desta entrevista foi imprescindível a colaboração do José Dias a quem a equipa do FLAMES quer agradecer a ajuda.
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Entrevistas,
Universal Music Group
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Livro: O Vilarejo (Projecto Halloween)
Ano
de Edição: 2015
Género:
Terror
Autor:
Raphael Montes
*
Por Mariana Oliveira *
Desde
muito nova que sempre gostei de histórias de terror, já os contos entraram na
minha vida há alguns anos para nunca mais se irem embora. Por isso mesmo,
quando surgiu a oportunidade de juntar contos e terror numa mesma leitura não
hesitei!
Sinopse:
"Inspirado
no padre e demonologista Peter Binsfeld que em 1589 fez a ligação de cada um
dos pecados capitais a um demónio, supostamente responsável por invocar o mal
nas pessoas, o jovem autor Raphael Montes cria uma obra deveras original.
Ao
longo de 7 histórias que decorrem numa mesma vila isolada é-nos apresentada a
lenta degradação dos seus moradores à medida que o local é dizimado pelo frio e
pela fome. Todas as histórias se relacionam de uma maneira complexa acabando
todas as narrativas por convergir para uma surpreendente conclusão."
Opinião:
Quero
começar por falar nas ilustrações bastante peculiares que acompanham cada um dos contos. Digo isto pois enquanto o traço parece tirado de um filme
da Disney, o seu conteúdo é por diversas vezes macabro. Por isso mesmo, este
contraste de um desenho fofo que pretende representar algo aterrorizador acabou
por dar às ilustrações deste livro um interessante toque de originalidade.
Relativamente
aos contos, posso dizer que encontrei o tipo de contos que mais me agrada: não
são demasiado longos e levam-nos por um determinado caminho para no final nos
apresentar uma reviravolta que nos deixa quase atarantados. Assim, esta leitura
tornou-se numa surpresa seguida de outras surpresas à medida que vamos
conhecendo o íntimo de cada um dos moradores desta remota vila. Neste livro percebemos a degradação a que o Ser Humano pode chegar quando confrontado com a adversidade e como aquilo que temos por valores morais pode desaparecer num ápice assim que as dificuldades surjam. A essência do Homem naquilo que ele pode ter de pior está perfeitamente retratada nesta obra.
Aquilo
de que mais gostei nesta leitura foi a forma engenhosa como o autor relacionou
cada uma das personagens e no início de cada conto estava sempre entusiasmada
para saber como é que Raphael Montes iria mais uma vez ligar as diferentes
personagens entre si.
Depois
de ler sete contos surpreendentes e macabros, eis que chega os posfácio que
guardava também ele uma tremenda surpresa! A última página deixou-me
completamente arrepiada e rendida ao talento e imaginação do jovem autor
brasileiro.
Sem qualquer dúvida que irei acompanhar o seu trabalho de perto
daqui para a frente!
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Raphael Montes
terça-feira, 24 de outubro de 2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
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Título: Delphine (Delphine #1-4)
Autor: Richard Sala
Hardcover
Livro: Delphine (Delphine #1-4)
Título: Delphine (Delphine #1-4)
Autor: Richard Sala
Hardcover
Páginas: 128 pages
Ano: 2013
Ano: 2013
Editora: Fantagraphics
ISBN: 1606995901 (ISBN13: 9781606995907)
Língua: Inglês
ISBN: 1606995901 (ISBN13: 9781606995907)
Língua: Inglês
URL livro: http://www.fantagraphics.com/delphine
Sinopse
A mysterious traveler gets off the train in a small village surrounded by a thick, sinister forest. He is searching for Delphine, who vanished with only a scrawled-out address on a scrap of paper as a trace. In his newest chiller, Richard Sala takes the tale of Snow White and stands it on its head, retelling it from Prince Charming's perspective (the unnamed traveler) in a contemporary setting. This twisted tale includes all the elements of terror from the original fairy tale, with none of the insipid saccharine coating of the Disney animated adaptation. Yes, there will be blood.
Originally serialized as part of the acclaimed international series, Delphine is executed in a rich and ominous duotone that shows off Sala's virtuosity just as much as last year's full-color post-apocalyptic horror fantasy The Hidden did; punctuated with stunning full-color chapter breaks.
Opinião
(por Roberta Frontini)
Vi esta Graphic Novel à venda na Bertrand por 5€. Dei-lhe uma vista de olhos e achei que valia a pena mais pela arte do que pela sinopse (inexistente no livro físico). Isso no entanto era irrelevante. Não gosto de procurar sinopses e a arte rapidamente me convenceu. Não lhe peguei logo porque estou a tornar-me numa acumuladora de livros sem tempo para os ler à velocidade com que os compro. No entanto, quando no clube de leitura Conversas Livrásticas saiu o tema "Livros de Horror/Terror", soube que era este que eu ía ler. E assim foi.
O livro começa de uma forma muito interessante para mim: A nossa personagem principal chega a uma aldeia habitada por pessoas de aspecto sinistro. Mas depois as coisas tomam um rumo inesperado. Não sei se já vos revelei, mas eu tenho imensos pesadelos, e foi fascinante ver como o autor retratou alguns dos meus sonhos mais recorrentes. Um deles é aquela típica situação onde sabemos que temos de ir a determinado lugar mas, por uma série de circunstâncias, acabamos por nos desviar do caminho. Queremos imenso chegar àquele local, mas começamos a desviar-nos, o tempo vai passando, e as coisas complicam-se. É o que acontece à nossa personagem principal que apenas veio à aldeia à procura da pessoa que mais ama. Mas tudo parece dar para o torto e as personagens que vai encontrando no caminho de certo que não o ajudam.
Em algumas altura a sensação de sufoco e a atmosfera criada pelo autor são bastante interessantes. Gostei da GN não só por isso mas também pela arte, a palete de cores que parece condizer com a história, e a sensação de familiaridade com alguns dos pesadelos que costumo ter.
No final achei que foi uma leitura agradável e que valeu a pena, mas talvez mais por eu me ter identificado tanto com algumas partes. De outra forma, não sei até que forma o poderia considerar assustador.
No final para eu lhe dar mais estrelas no goodreads (fiquei-me pelas 4) faltou que algumas peças encaixassem de melhor forma e que o final fosse mais explícito.
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017
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Manga: Hideout (Projecto Halloween)
Ano:
2010
Género:
Terror
Autor:
Masasumi Kakizaki
*
Por Mariana Oliveira *
Uma
das minhas resoluções no início de 2017 para o FLAMES consistia em ler mais
mangas. Se na primeira metade do ano não cumpri, venho agora redimir-me e
apresentar o primeiro manga de vários dos quais conto falar-vos nos próximos
meses.
Neste
caso, nada como uma história de terror para integrar no meu Projecto Halloween…
Sinopse:
“Um
escritor vai de férias com a sua esposa na tentativa de salvar o seu casamento
que sofreu uma trágica reviravolta há um ano atrás, ou assim ele o deu a
entender porque a verdadeira intenção deste revoltado escritor é matar a sua
mulher e recomeçar uma nova vida…”
Opinião:
Num
manga, para mim, quase tão importante como a própria história é a arte que a
acompanha. Em “Hideout” bastaram-me as primeiras páginas para perceber que me
encontrava perante um manga cujo desenho é absolutamente perfeito para a história
que se pretende contar. Traços vincados e sombras abundantes resultaram em
ilustrações sombrias e simultaneamente dramáticas. Isto era fundamental para a
história que se desenrola.
Neste
manga, para além do terror o drama também tem o seu devido destaque à medida
que vamos conhecendo aquilo pelo que o escritor passou no último ano da sua
vida. Se numa fase inicial, quando percebemos que ele pretende matar a sua
esposa, é fácil ficarmos contra ele apontando-lhe o dedo, à medida que vamos
visitando o seu passado tudo se torna mais claro e acabamos por perceber as
suas verdadeiras intenções, não que isso possa de forma alguma justificar tal
crime, claro está!
Relativamente
ao factor terror, se eu vos disser que grande parte da acção decorre algures
numa ilha deserta numa gruta sombria habitada por um louco sedento de sangue
creio que rapidamente perceberão porque é que este manga não desiludiu quando
afirmou tratar-se de uma história de terror. A crescente tensão, as ilustrações
sombrias e o pânico vivido pelo protagonista transportaram-me com facilidade
para este mundo onde o medo e a aflição imperam.
No que diz respeito ao final desta história, quando tudo parecia decidido, eis que o autor decidiu
surpreender-nos com um desfecho inesperado que aumentou ainda mais o teor
macabro desta trama.
Este
é um manga que recomendo seu qualquer dúvida aos fãs de histórias de terror.
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017
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Vídeo: #MLOutonoInverno2017 - Explicação e desafios
Uma das coisas que mais gostei da Maratona anterior foi a vontade que todos expressaram em ter uma próxima. E aqui estou eu para vos trazer a Maratona Literária de Outono Inverno.
Esta maratona parece ter muitos desafios, mas dura vários meses e são desafios mais "fáceis".
Vamos ter prémios. À semelhança da anterior teremos 1 prémio para o 1º, 2º e 3º lugares, e um prémio extra que daqui a uns dias vos direi como o poderão conseguir. Os prémios serão revelados mais à frente.
A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria.
Esta maratona vai começar dia 15 de Outubro de 2017 às 00:01 e irá até ao dia 15 de Janeiro 2018 pelas 23:59.
O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]
Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Cada participante deverá meter os seus progressos numa rede social à sua escolha. Usem a hashtag #MLOutonoInverno2017 para nos irmos acompanhando.
Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona.
A inscrição faz-se, apenas, pedindo para aderir ao grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/mloutonoinverno2017/ Assim que entram no grupo, estão a participar
NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS.
PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.
Desafios
10 desafios gerais
1) Ler um livro que te faça, por algum motivo, lembrar a escola
5) Ler um livro que tenha uma adaptação cinematográfica (ou que vai ser adaptado para o cinema) – Se possível vê o filme a seguir
Páginas: 215
6) Ler um livro que queiras acabar antes de 2017 terminar
7) Ler um livro que tenhas há mais de 1 ano na estante (ou ler o último livro que compraste)
Páginas: 348
7) Ler um livro que tenhas há mais de 1 ano na estante (ou ler o último livro que compraste)
5 desafios relacionados com o Haloween
1) Ler um livro de horror/terror
2) Ler um policial
3) Ler um livro cujo tamanho te assuste (por exemplo, um livro enorme)
4) Ler um livro cujo título esteja escrito a vermelho
Páginas: 73
5 desafios relacionados com o Natal
1) O Natal é uma época bonita, onde o conforto é procurado especialmente devido ao frio que se sente lá fora. Lê um livro que achas que te possa trazer conforto
Páginas: 107
2) Ler um livro que te ofereceram num Natal ou que gostarias que te tivessem oferecido
3) Ler um livro que te faça lembrar a família.
5) Ler um livro com menos de 100 páginas
5 Desafios extra Instagram/Facebook (cada desafio extra vale + 10 páginas):
1) Escrever a opinião de um dos livros que leste na maratona (podem publicar no vosso blogue caso tenham, ou colocar no grupo) - http://flamesmr.blogspot.pt/2017/11/livro-o-jogador-fiodor-dostoievski.html
Páginas: 10
2) Desafio extra para o Halloween - Sair vestido como uma personagem de um livro que já lerem – Tirar foto e postar
3) Desafio extra para o Natal -
Colocar o livro que andam a ler na árvore de natal, como se fosse uma bola decorativa (ou, quem sabe, a estrela) – Tirar foto e postar
Colocar o livro que andam a ler na árvore de natal, como se fosse uma bola decorativa (ou, quem sabe, a estrela) – Tirar foto e postar
Páginas: 10
4) Falar da maratona e de um livro a alguém e tirar uma foto com essa pessoa
5) Tirar uma foto de pijama/robe com o livro que estão a ler
DIVIRTAM-SE!
TOTAL: 2088
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Roberta
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