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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

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Livro: Quando Nietzsche chorou



Editora: Saída de Emergência
Nº total de páginas: 319
Data 1ª Edição: 22/04/2009

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Como estudante de psicologia, muitas vezes ouvi falar nos livros de Yalom. Apesar de ter logo ido comprar este livro quando me falaram nele na faculdade, tinha-o deixado na prateleira... No entanto, a capa super apelativa e o desejo de o ler falou mais alto, e um dia, lá comecei.

Na altura em que iniciei a leitura, estava cheia de trabalho, o que dificultou a leitura do mesmo. Era-me muito doloroso terminar um capítulo e ter de pousar o livro por ter de ir trabalhar, mas aos poucos, lá o terminei.

O livro é absolutamente delicioso.  

Neste fantástico livro, encontramos personagens reais que se misturam com histórias imaginárias: Nietzsche, Breur, Freud, Ana O., Lou Salomé, etc. Nietzsche, um grande filósofo (que sabe que o é mas que espera reconhecimento futuro) encontra-se desesperado e com ideias suicidas. Lou Salomé pede, então, ao iminente médico vienense Josef Breur para o persuadir a ser curado por ele. Mas para isso, Breur terá de o convencer, primeiro, a frequentar as suas consultas. Assim, vamos conhecendo estas duas personagens e, através da leitura, de certo que se irão conhecer a vós próprios. Pelo menos foi este, para mim, um dos pontos fortes do livro. Não só conheci melhor os recônditos da mente das personagens, como me consegui conhecer a mim mesma e compreender, melhor, a mente humana. É um livro MUITO bom e obrigatório para qualquer pessoa que se preocupa e se interessa pelo conhecimento da mente humana...

No final, o autor ainda nos dá um presente: fala-nos da realidade por detrás do seu livro, do que aconteceu realmente, do que ele inventou. Enfim...

É interessante termos em conta alguns aspectos mais ligados à nossa própria área. O livro envereda mais pelo campo da psicanálise o que, à partida, me poderia "afastar" um pouco da sua leitura (a psicanálise não é a minha área de formação), no entanto foi engraçado ver algumas técnicas cognitivas a serem utilizadas e descritas ao longo do livro (técnicas que também eu uso, especialmente para pessoas que se "queixam" de serem invadidas por "pensamentos estranhos"). Não nos podemos esquecer que Beck (o pai da terapia cognitivo-comportamental) teve como formação inicial, a perspectiva psicanalítica. Para as pessoas que gostam de psicanálise e se identificam com  ela, o livro terá, certamente, um impacto maior. Mas para mim, que sigo uma abordagem diferente, fez-me ficar encantada com o mesmo... e, para além do mais e cada vez mais, apregor a importância da multidisciplinaridade!

Estava à espera de gostar, mas nunca imaginei que seria capaz de me prender tanto... estava viciada :) Viciem-se também :)

Por: Roberta Frontini

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