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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

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Livro: Menina boa, Menina má




Título Original: Good Me, Bad Me
Ano de Edição: 2017
Género: Thriller
Autora: Ali Land
Editora: Suma de Letras


* Por Mariana Oliveira *


Quem não gosta de um bom thriller de vez em quando? Então quando envolve uma adolescente filha de uma psicopata ainda melhor! Bastou-me ler a sinopse deste livro para perceber que tinha de lê-lo rapidamente pois algo me dizia que seria uma leitura de arrepiar… e não estava enganada!


Sinopse:
“Quando Annie, de 15 anos, entrega a sua mãe, uma assassina em série, à polícia espera um novo recomeço de vida – mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado?
Com uma família de acolhimento e um novo nome – Milly – espera um novo começo. Mas com o julgamento da mãe à porta os segredos de Milly não vão deixá-la dormir…
Quando a tensão se torna insuportável Milly terá de decidir: será uma Menina Boa ou uma Menina Má? Porque a sua mãe é uma assassina em série, e ela é sangue do seu sangue.”


Opinião:
Terminei a leitura deste livro há poucas horas por isso ainda me encontro meia abalada com aquele final. Mas não nos precipitemos e comecemos pelo início.

Desde o primeiro capítulo uma coisa ficou assente: esta história encerra em si um enorme mistério e a forma intensa como a autora descreve aquilo que se passa serviu para aumentar a já por si crescente tensão. Capítulo atrás de capítulo vemo-nos cada vez mais embrenhados nesta trama que deixa à partida uma grande questão no ar: conseguirá Annie, a jovem adolescente, ser uma Menina Boa contrariando tudo aquilo que a sua cruel mãe lhe ensinou desde tenra idade?

A par desta questão, damos por nós igualmente curiosos por saber como será o julgamento da assassina, ou por outras palavras, como será o reencontro da jovem com a mãe que se encontra presa por causa da denúncia da própria filha? O medo e ansiedade crescentes da protagonista acabam por passar para nós, leitores, e dei comigo a desejar ardentemente chegar à parte do julgamento para que tudo fosse finalmente desvendado. E não demorei muito pois a forma inteligente como a autora escreveu os capítulos, curtos e objectivos, convidam-nos sempre a ler mais uma página daí que esta leitura tenha acabado por ser uma das mais rápidas que tive este ano.

Enquanto o julgamento não chega, vamos acompanhando a tentativa de Annie se adaptar à sua nova vida com uma nova identidade, Milly, e um passado menos sombrio fabricado. Contudo, o bullying de que é vítima desde cedo fazem prever dias difíceis para a adolescente que tenta resistir à sua vontade de castigar aqueles que a fazem sofrer. É precisamente nesta altura que começamos a ver a Menina Má a querer dar sinais de vida…

E é assim, neste periclitante equilíbrio que Milly tenta deixar para trás das costas as horríveis memórias que guarda da sua infância e primeiros anos de adolescência. No entanto, penso que para os leitores se torna óbvio de que tanta tensão acumulada terá de rebentar em algum momento e por isso mesmo foi com um misto de horror e incredulidade que devorei os últimos capítulos desta história que daria um excelente filme sem qualquer dúvida! O final é realmente incrível e deixa-nos com uma sensação de espanto que permanece connosco bem depois de fechado o livro.

Não podia terminar sem referir um detalhe que para algumas pessoas poderá passar despercebido mas que para mim me disse muito. Desde o início ao fim de vez em quando há uma referência à obra “O Deus das Moscas”, pois trata-se da peça de teatro que Milly e as colegas da escola irão representar. Adorei este detalhe, não fosse esse livro um dos meus preferidos de todos os tempos!


Recomendo esta leitura a quem não perde por nada um bom thriller. Acredito que estamos perante um exemplo ímpar dentro deste género literário!

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