sexta-feira, 13 de novembro de 2015

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107ª entrevista do FLAMES: David Fonseca (músico português)


David Fonseca


David Fonseca dispensa qualquer tipo de apresentações. É um dos artistas mais conhecidos no panorama Nacional, e é precisamente na língua de Camões que apresenta o seu mais recente álbum "Futuro Eu" (Opinião aqui). O lançamento do álbum foi o pretexto perfeito para eu conversar com a primeira pessoa que vi ao vivo num concerto. O dia foi especial, pois é um artista que eu e a Mariana seguimos desde sempre, tendo estado várias vezes nas actuações que fez na Queima das fitas de Coimbra.
Vejam então o que ele nos contou...

A todos os artistas o FLAMES pergunta...

Tem algum artista que o inspira?

Não, eu acho que não! Quer dizer, há artistas mais antigos de que eu gosto. E depois há aqueles que podem influenciar em algum momento. Por exemplo, eu ontem estava a ouvir uma banda que se chama Daughter, gosto muito dessa banda, e apeteceu-me começar logo a fazer música. Aliás, comecei a ouvir um tema e a vontade que tive foi de pegar no meu álbum e recomeçar tudo de novo (risos). E depois claro, há sempre aquelas bandas e artistas que eu ouvia mais na adolescência…

Há algum local onde gostaria muito de poder tocar? Ou onde gostaria de levar este seu novo disco?


Não necessariamente. Eu já toquei em muitos sítios, aqui em Portugal já toquei praticamente em todos. Por isso, torna-se um bocado difícil dizer que gostaria de tocar num específico, porque provavelmente eu já lá passei. Olha, onde quer que eu o consiga levar! Gostaria de o levar onde as pessoas o quisessem ouvir ao vivo. 

Qual o cartaz que mais gostaria de ver a ser erguido durante um concerto?

Hum… Já vi muitas coisas engraçadas, já vi muitos cartazes na minha frente. Mas não sei… não há assim nada de especial… Eu gosto quando pedem algumas canções específicas! Acho que é engraçado as pessoas virem com um pedido de uma canção escrita num cartaz… E por acaso já tem acontecido. 

Lembra-se de alguma situação caricata ou diferente que tenha ocorrido durante um concerto?

Já aconteceram coisas engraçadas muitas vezes. Já faço isto há muitos anos e já aconteceu um bocadinho de tudo. Já aconteceu pessoas entrarem em palco e pedirem para falar a meio das canções. Já ficamos sem electricidade a meio de um concerto e tivemos que interromper o concerto quatro vezes seguidas.
Diria que as invasões de palco são a coisa mais comum. Pessoas que invadem o palco porque acham que têm de dizer algo… nunca percebi muito bem o porquê. Mas o mais curioso, é que essas situações, quando uma pessoa as descreve, não são tão interessantes como quando elas acontecem de verdade. Ao descrevê-las elas parecem sempre um bocadinho vulgares, mas quando acontecem parecem sempre estranhas e ocorrem de forma espontânea. Eu acho que a espontaneidade, é o que faz delas interessantes, porque não acho nada de novo atirarem coisas para cima do palco, coisas estranhas. Isso acontece muitas vezes…

Ao David Fonseca o FLAMES pergunta... 




Foto de Rui Miguel Pedrosa

Este seu novo disco tem como título "Futuro Eu". Se fizermos o inverso e olharmos para o passado, que conselhos daria ao David Fonseca de há 15 anos atrás?

Talvez… alguns! Porque eu quando comecei era muito novo e não sabia muitas das coisas desta profissão… Fiz o que pude e o que achei que era o melhor. Acima de tudo, acho que com o tempo eu aprendi muito. Fiz erros e aprendi muito com eles.. por isso ás tantas, nem dava conselhos! Porque na verdade, se fiz erros, eles permitiram-me aprender. Faz parte. Às tantas sem os erros eu não teria tido a oportunidade de aprender. Acho que é mais divertido dar conselhos para o futuro do que para o passado. 

Na sua canção "Deixa Ser" conta com a participação da cantora Márcia. Quais são os critérios que segue para escolher os artistas com os quais quer trabalhar?

A intuição. Basicamente sigo a intuição. E acho que no caso da Marta foi muito fácil. Eu conheço a Márcia pessoalmente e muito bem, somos amigos há algum tempo, e ela pediu-me para fazer a capa do disco dela e as fotos… Na altura eu estava a trabalhar numa música, e mal a acabei a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “esta música ficaria muito mais interessante se a Márcia cantasse comigo”.
Não tenho uma checklist de parâmetros de características que devam ser preenchidas. É intuição pura. Às vezes é com as participações que eu sinto que as canções fazem sentido. Neste caso eu não sabia se ía resultar, mas eu segui a minha intuição e eu acho que resultou muito bem.

O público português estava habituado a ouvir o David a cantar maioritariamente em inglês. Porquê um disco em português nesta fase da sua carreira?

Isso tem um pouco a ver com a reunião dos Silence 4 que fizemos o ano passado. E na altura quando nós fizemos isso, tivemos de ensaiar aqueles temas todos, que já tinham muitos anos, mais de 15 anos!
Eu não sou muito dado a nostalgias, nunca fui, e aquilo confesso que me fez um bocadinho de confusão. Ter de estar 3 dias por semana fechados, só a tocar canções que eu já nem me lembrava, quer dizer… já nem faziam parte da minha pessoa… Já era outra coisa, já significava outra coisa completamente diferente… Não é que não tenha gostado de o fazer, que gostei, mas fazia-me confusão que durante uma parte tão grande da minha vida eu estivesse só focado nisso.
Então como resposta a isso, eu queria que este fosse um disco novo. Acho que o facto de ser em português tem a ver com a distância que vai desde essas primeiras canções e no fundo responder a isso criativamente por oposição. Ou seja, de repente eu estava a opor-me a todas essas ideias e de uma forma tão radical que inclusive foi em português que elas surgiram. Não foi efetivamente uma decisão. No meio dessa confusão e da minha procura de novas músicas, houve uma frase em português que me soou muito bem e que depois se tornou numa canção e que depois comecei a perseguir e achei que fazia sentido e foi assim que aconteceu, não foi assim nada programado…

Os temas "Hoje eu não sou", "Só uma canção no mundo" têm como enfâse o conceito de perda. O que o inspirou a cantar sobre este assunto tão triste e delicado?

Há sempre muitas coisas que me empurram a escrever sobre este tipo de temas. Uma das coisas que me empurra mais prende-se com o facto de eu achar que a melancolia é claramente um dos estados que eu acho necessários para uma pessoa entender melhor a vida. Entender melhor esses estados melancólicos é ser também ser um bocadinho mais feliz, acho eu. 
Eu acho que algumas dessas canções são um bocadinho mais específicas, e sim falam de alguma perda, apesar de eu achar que não estou a incutir nenhum momento especial… nada significativamente muito específico entre as canções, é muito mais uma sensação de perda do que propriamente uma história real, mas que obviamente decorrem de uma sensação de perda em que eu já tive. Isso é normal, não é? Uma pessoa escreve sobre temas que acabam por ser um bocadinho pessoais de qualquer maneira… Mas esses temas abordam mais o tema do que propriamente uma história real, aliás, como todos os temas, acho eu. 
Uma pessoa quando escreve tem obviamente algo pessoal naquilo que escreve, não sendo necessariamente o “contar de uma história”. Uma canção não tem de equivaler especificamente a um determinado episódio da vida. Se calhar uma canção até tem a ver com 7 ou 8 episódios da vida de uma pessoa mas… Sim… serviram-me de inspiração várias coisas diferentes… Mas mais o sentimento em si do que propriamente uma história.

É evidente a sua preocupação com a componente estetica do álbum. Porque escolheu estas fotos em particular e porquê um enfoque tão grande na questão da maçã?

A maçã, porque como o disco é todo em português, eu achei que seria curioso usar a metáfora da maçã. A metáfora do pecado, que eu achei que era irónico, porque… é uma espécie de ironia, não é? Como se fosse um pecado cantar em português, um pecado que eu iria cometer… Era uma boa imagem para estabelecer essa ligação, as canções também são um bocadinho provocatórias, acho eu. Não são muito descontraídas. São claramente mais provocatórias do que descontraídas o que tinha a ver com essa ideia de pecado…



O que é que o David conseguiu alcançar/realizar com este álbum que não tinha conseguido com os seus trabalhos anteriores?

Cantar em português (risos). Foi algo que consegui alcançar. 
Não sei o que é que espero alcançado (risos) mas acima de tudo, aquilo que me salta mais em mente é o facto de ter conseguido fazer isto tudo em português. Isto é uma coisa que realmente nunca pensei conseguir fazer e sinto-me orgulhoso de ter um disco que é em português e que consegue dar continuidade a uma espécie de universo musical meu, isso é uma coisa que me alegra e orgulha bastante. Mas não sei o que irei alcançar com ele… quer dizer, eu acho que vai relativamente bem. Muito sinceramente eu acho que este disco contém algumas das minhas melhores músicas de sempre. Quanto a mim, é uma das colecções das minhas melhores canções que eu já consegui colocar num disco.

A mensagem global que o disco nos transmite é a de um amor que não resultou. Era esta a ideia central que queria passar com este trabalho?

É curioso… mas sim, é possível que haja esse lado mais melancólico, lá está. Mas eu não sei se será só isso, porque há musicas como o “Agora é a nossa vez”, “Chama-me que eu vou” que são o oposto disso… São o oposto dessa ideia de perda. Portanto, nem todas as canções falam exactamente sobre essa ideia, muito pelo contrário. Às vezes algumas músicas funcionam mais como uma reflexão, outras são um bocadinho mais sobre a perda, outras sobre a ideia da esperança… porque realmente as coisas são de facto misturadas nisto… Eu não acho que o disco tenha necessariamente uma mensagem, ou ideia central. Não é assim que eu construo as canções nem os discos. Acho que cada canção tem uma ideia específica, não necessariamente uma mensagem, não estou a enviar uma mensagem a ninguém… Eu estou a fazer música para mim, em primeiro lugar! Portanto depois aquilo que eu realmente espero, é que a canção contenha um certo tipo de história em que as pessoas se sintam próximas delas, no sentido em que já passaram por essa história… Mas não há necessariamente uma mensagem.

Tem assim alguma música que goste mais, uma favorita?

Gosto muito da canção “Deixa ser” com a Márcia, é uma canção muito específica. Acho que foi mesmo a última canção que surgiu. Eu senti que havia qualquer coisa que faltava e foi quando apareceu a “Deixa ser”, que era exactamente aquilo que faltava no disco. E depois convidei a Márcia.

Tivemos a oportunidade de o ver também em concertos na Queima das Fitas de Coimbra já há alguns anos atrás, com um público maioritariamente composto por estudantes. Para o David o tipo de público que tem influencia a sua performance?

Mas ao vivo?

Sim, sim, ao vivo.

Ah, sim, completamente. Acho que é inevitável, uma das coisas boas de tocar ao vivo é que as coisas podem acontecer de forma radicalmente diferente a cada sítio que uma pessoa vai. O público tem uma influência gigantesca. Se eu estou a tocar numa Queima das Fitas às 2h da manhã, é óbvio que a energia do espectáculo vai ser diferente do que tocar se calhar, num teatro às 9 da noite com as pessoas todas sentadas numa cadeira. Os espaços são universos muito distintos e o próprio alinhamento vai ser diferente, as pessoas vão ser diferentes, as coisas vão acontecer de maneira diferente… É normal que eu adapte um pouco o espectáculo ao público e ao local.

Como é que depois de tantos anos a fazer música ainda consegue arranjar inspiração para continuar a produzir canções novas e discos novos?

Eu acho que a música não é acerca de… como é que eu hei-de explicar? Eu acho que a música não serve para preencher algo, tipo uma cota.
Não se trata de ser melhor nem pior. Há uma coisa que eu nunca percebi que é quando as pessoas dizem “este disco é melhor que o anterior”. Eu não sei o que é melhor, efetivamente não sei como é que uma pessoa acha que é melhor ou pior. Aquilo que eu acho, é que, me identifico com o tipo de pessoa que sou nesse específico momento e isso é a minha melhor arma, não é? Este agora sou eu, sou o “eu” de 2015. Aqui à uns anos atrás era um “eu” com outro estado de espírito, e isso é o que se traduz depois nos discos, são os diferentes estados de espírito nos diferentes momentos. Porque de certeza que daqui por um ano, vou ter outras coisas que se passaram e marcaram a minha vida, a idade será outra, o momento é outro… e isso transforma-me numa pessoa diferente e altera o meu próprio trabalho. Por isso é que eu acho que a criatividade tem muito a ver com a passagem do tempo. Quanto mais o tempo passa mais coisas nos acontecem que nos levam a determinados sítios e a criar coisas novas.


Muito obrigada ao David Fonseca por esta oportunidade!
Desejamos todo o sucesso que o disco efectivamente merece!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

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Unboxing + International Giveaway (185º Passatempo do FLAMES)






UNBOXING


Fotos

Conteúdo da caixa


Animal Sticker Sheet

Neko Emoji mini pouch

Jewelry seal deco stickers


Finger Family monster pouch

Pattern Envelope Set

Lollipop Pen

Flan Dakigurumi Plush Pouch

Meiji DIY Sushi-Bar Gummies

Heart Shaped Nail Flakes

Popcorn Rolling Stamp Set

Unchi-Kun Poop Lollipop


International Giveaway
185º Passatempo do FLAMES

a Rafflecopter giveaway
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Série: Fear the Walking Dead

 
Ano: 2015 
Género: Drama, Terror 
Nº Episódios:
Produtor: Robert Kirkman 


Os mortos-vivos há décadas que serviam de inspiração para filmes de Hollywood. Contudo, foi a série “The Walking Dead” que lançou novamente esta “moda” fruto do enorme sucesso que tem tido desde a primeira temporada. Por isso mesmo, confesso que me surpreendi por terem demorado tanto tempo a criar um spin-off desta série. Quando finalmente o fizeram, foi com entusiasmo que decidi ver a primeira temporada de uma série que prometia muito: “Fear The Walking Dead”. 


Sinopse:
A história consiste numa prequela de “The Walking Dead”. Assim, em “Fear The Walking Dead” temos a oportunidade de ver como tudo começou: os primeiros infectados, as primeiras mortes e o pânico crescente que se generalizou por toda a população ao perceberem que algo de muito estranho se passava. 


 Opinião:
Se tivesse de descrever esta série numa única palavra seria: secante. E porquê? Porque simplesmente não acrescentou nada à série na qual se inspirou. Com uma temporada com apenas 6 episódios, esperava intensidade e dramatismo em todos eles, contudo tal não aconteceu pois alguns episódios foram quase desnecessários. 
Relativamente aos actores, não consegui estabelecer uma verdadeira ligação com nenhum deles. Aquele que ainda me cativou minimamente foi o jovem Nick, mas até esse conseguia ser irritante por vezes. 
Aquilo que mais me frustrou foi mesmo a falta de explicações. Tratando-se de uma série que pretende retratar o início do surto, acho incrível que em momento algum tenha havido qualquer tipo de explicação para o que se está a passar. Voltaram à velha receita do “estamos a ficar rodeados de mortos-vivos e só nos resta lutar e/ou fugir para evitarmos ser comidos”. Nada mais foi acrescentado, ficámos a saber o mesmo! 
Resumindo e concluindo, com “Fear the Walking Dead” ficamos a saber o que já sabíamos sobre a epidemia dos mortos-vivos, tudo pelos olhos de personagens que se esforçam demasiado para nos transmitir alguma coisa. Sei que estou um pouco sozinha neste barco porque aparentemente várias pessoas gostaram desta história. Contudo, se todos gostássemos do amarelo o mundo seria um lugar bem tristonho! Vou esperar pela segunda temporada para ver os primeiros episódios. Se verificar que a pasmaceira se mantém, provavelmente irei desistir e vou cingir o meu conhecimento sobre as andanças dos morto-vivos à série “The Walking Dead” que é uma verdadeira lição de como fazer uma boa história baseada nos comedores de cérebros que há décadas nos aterrorizam.


Por Mariana Oliveira

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

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Livros: Sabe mais k os teus pais (Livro 1 e 2)



Sabem aqueles dias frios e cinzentos? Isso mesmo, aqueles que estão agora a chegar com o outono. E se pudesses passar esses dias enrolados na sala numa mantinha, ao lado do vosso filho(a) a fazer mais do que simplesmente ler-lhe um livro de histórias?

Nestes 2 livrinhos tem a oportunidade de lhes ler uma história e de promover algumas capacidades mentais através do preenchimento de palavras cruzadas, Ambos, tenho a certeza, aprenderão bastante, 

Título:  Sabe Mais k(que) os teus Pais - Livro 1
Palavras Cruzadas (autoria Paulo Freixinho)
Conto "A casa da Bruxinha" (autoria Sílvia Alves)
Conto "História de três Reis" (autoria Sílvia Alves)
Ilustrações (autoria Maria del Toro)


Paperback, 32 pages
Publicado em Setembro 2015 pela Verbo
ISBN13 - 9789722231473

 




tulo - Sabe Mais k(que) os teus Pais - Livro 2
Palavras Cruzadas (autoria Paulo Freixinho)
Conto "Uma porta no jardim" (autoria Sílvia Alves)
Conto "Uma história para Alice" (autoria Sílvia Alves)
 Ilustrações (autoria Maria del Toro & Eunice Rosado)


Paperback, 32 pages
Punlicado em Setembro 2015 pelo Verbo
ISBN13 9789722231480



 


Sinopse: Este caderno começou por ser um blogue de Palavras Cruzadas (http://sabemaiskosteuspais.blogspot.pt/) para miúdos curiosos e mais ou menos crescidos. Aqui, neste livrinho, vivem uma Bruxinha engraçada e um Gato que gosta de ler. Têm sempre histórias giras para te contar. A brincar, acordamos e conhecemos palavras esquisitas que, por vezes, estão adormecidas há muito tempo nos dicionários da Língua Portuguesa.

Aprender é descomplicar e crescer.

E, no final, vamos ver quem sabe mais…tu ou os teus pais?
Fiquei fã destes dois livros, e espero que eles não parem por aqui. A interacção entre pais e filhos é garantida, e a aprendizagem também!
Fantástico!

Roberta Frontini

domingo, 8 de novembro de 2015

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Canal FLAMES: BookHaul Novembro 2015




sábado, 7 de novembro de 2015

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Deixava de dormir por... : Novidades literárias do mês de Outubro

Terão sido os doces do Halloween ou as castanhas que o cada vez mais próximo Magusto promete a desviar a nossa atenção, mas a verdade é que as novidades do passado mês de Outubro só agora irão ser abordadas. Demasiado tarde dirão vocês? Nada disso! É que com tantas novidades incríveis que saíram, foi necessário fazermos uma selecção exaustiva para vos apresentar aquilo que, na nossa opinião, consiste no crème de la crème das novidades literárias. E os livros que nos tirariam o sono são:






"São poucas as pessoas que podem dizer que viram passar uma parte importante da história do século xx ante os seus próprios olhos. Não como meros espectadores, mas quase que a devorando. Marita Lorenz é uma delas... um grupo de barbudos, encabeçado por Fidel Castro, subiu a bordo. Foi amor à primeira vista. Uma semana depois, el Comandante mandava buscá-la a Nova Iorque e fazia dela sua amante."









 



"Pilar Eyre, uma jornalista madura e ainda tomada por uma grande paixão pela vida, conhece Sébastien, um correspondente de guerra francês muito atraente. Entre ambos nasce um amor inesperado, que os leva a viver três dias de uma intensa relação erótica e sentimental. Esta não é uma bela história de amor crepuscular, esta é uma bela história de amor entre uma mulher que se atreve a chegar até ao limite e um homem sequestrado por uns sentimentos imprevistos."









"Livro baseado nas recordações vividas pela autora, que nasceu e viveu em Moçambique, este é um relato precioso e documental dessa existência que se perdeu no tempo, mas não na memória, como um álbum de fotografias em que ainda se mantém iluminado o amor à família e a África. E é também um livro impregnado da beleza da paisagem moçambicana, um almanaque dos hábitos, dos lugares e das personagens que abandonavam as giestas em busca dos embondeiros.Quando, no princípio do século XX, Sara abandona uma pequena aldeia no Norte de Portugal para se juntar ao marido, José, em Moçambique, inicia-se também a epopeia de uma família ao longo de três gerações, uma aventura que espelha a história do país através da vida daqueles que arriscavam tudo num território tão generoso quanto cruel. "Kaya, África" é um romance ambicioso e de fôlego, histórico e familiar, sobre a vida dos portugueses em África."





 
"Ilha da Jamaica. Após a morte do seu primeiro amor, Nora, a filha de um comerciante londrino, une-se, através de um casamento por conveniência, a Elias, um viúvo proprietário de uma plantação de açúcar. Contudo, a vida nas Caraíbas não é como Nora sonhara. A partir do assalto noturno à plantação, Nora ver-se-á envolvida nos tumultos provocados pelos escravos rebeldes relacionados com a Avó Nanny, que também fora escrava. Nora perde tudo, exceto a vida e a esperança de encontrar de novo o amor e de decidir livremente sobre o seu futuro. Com A Ilha das Mil Fontes, Sarah Lark transporta-nos agora para as Caraíbas e para a beleza destas ilhas: um novo território exótico, recriado magistralmente através de uma história familiar fascinante, inesquecível e única. Este é o novo livro da autora de No País da Nuvem Branca, a grande saga literária da atualidade."






"Uma história sobre esperança e traição. A outra verdade sobre o romance de Pedro e Inês. 1336. A Península Ibérica está a ferro e fogo. A bela Constança, rainha de Castela, é repudiada pelo marido, Afonso XI, e o desejo de vingança do pai da jovem soberana leva-o a celebrar uma aliança com o rei de Portugal: a filha casará com o herdeiro do trono português, o infante D. Pedro. Constança, inteligente, devota e sofredora, anseia há muito por um destino ao lado do príncipe. Não imagina, porém, que, na sua vida recheada de infortúnios, a maior tragédia está ainda por acontecer, nem que a traição irá partir daqueles que mais ama e em quem mais confia: Pedro, o seu impetuoso marido, e Inês, a sua aia, amiga e confidente. Baseado numa investigação rigorosa e retratando de forma sublime uma época de grandes convulsões políticas, Constança é um romance de leitura compulsiva que nos dá a conhecer a protagonista involuntária, e esquecida pela memória colectiva, do grande mito romântico da História de Portugal."





"Frequentemente vistos como personagens de filmes e livros, os espiões são homens e mulheres bem reais, que circulam entre nós, apesar do manto de secretismo e mistério que os envolve. O jornalista António José Vilela mostra-nos neste livro como é a vida dos espiões portugueses, através de uma série de casos e episódios que nos proporcionam uma visão abrangente sobre o extraordinário mundo dos serviços secretos nacionais:- O acesso ilegal a dados telefónicos nas secretas e a operação montada pelo antigo chefe dos espiões Silva Carvalho. - A vigilância dos agentes do SIS aos sírios vindos da prisão de Guantánamo. - Os negócios angolanos sob vigilância e a burla milionária que trouxe os espiões de Angola a Portugal. - O dinheiro da Al-Qaeda em Lisboa e o ataque terrorista ao Euro 2004. - O espião português fascinado por Khadafi que acabou debaixo de fogo em plena revolução líbia. - Os encontros com os espiões da CIA e o alvo chamado Pedro Santana Lopes. Estas são apenas algumas das muitas histórias de um livro que nos revela, ainda, alguns dos segredos mais bem guardados dos espiões portugueses e o modo como se movem na sombra para garantir a segurança nacional. Quais as suas regras, como é feito o recrutamento, como são treinados, quais as técnicas utilizadas, quais as principais operações, que homens são estes...? "Os Códigos e as Operações dos Espiões Portugueses" é uma obra decisiva para conhecer e compreender uma das realidades mais escondidas do nosso país."






"Gosto muito de bater na cabeça das pessoas com uma certa força. – Gosta? – Sim, agrada-me. Dá-me prazer. Uma pessoa vai a passar e eu chamo-a: ó, desculpe, Vossa Excelência?! – E ela – a Excelência – vai? – Sim. Quem não gosta de ser chamado à distância por Vossa Excelência? Apanho sempre, primeiro, as pessoas pela vaidade… é a melhor forma. – E quando a pessoa-Excelência chega ao pé de Vossa Excelência, o que acontece? – Ela aproxima-se e pergunta-me: o que pretende? E eu, com toda a educação e não querendo esconder nada, digo: gostava de bater com certa força na cabeça de Vossa Excelência. É isto que eu digo, apenas. Nem mais uma palavra."










"Descobri que Estava Morto é um romance sobre a morte, «real», do autor. Ou melhor, sobre a famosa questão da “morte do autor” no sentido real e no literário. A ação passa-se num atualíssimo Rio de Janeiro pré-olimpíadas 2016; onde a «expulsão» e a «pacificação» dos favelados e outros indigentes da sociedade carioca «deixa permanecer» uma corrupta e endinheirada classe média e alta que tanto sai beneficiada como se «perde» na turbulência da cidade."











"Três séculos de invasões, guerras, rebeliões e outras calamidades do Brasil colonial. Há mais de 500 anos houve um pequeno povo, oriundo de um minúsculo pedaço da Europa, que descobriu um pedaço da costa sul-americana. E depois mandou para lá mais naus. E mais gentes. Por lá atacou índios e foi atacado por eles, procriou com índias, trouxe negros de África, procriou com negras, mandou jesuítas pregarem terra adentro, meteu-se em cultivos e garimpos, explorou o sertão, navegou por rios parecidos com o mar. Ainda lidou com a cobiça de outros países europeus sedentos em filar o seu quinhão. Tudo isso só poderia resultar em sangue e crueldade, porém bem misturado com coragem e sagacidade. Numa prosa culta mas cheia de humor, Pedro Almeida Vieira mostra como um rato (Portugal), pariu uma montanha (o Brasil). Com ilustrações de Enio Squeff, a obra relata 25 episódios fundamentais da História do Brasil quando este era a mais rica colónia portuguesa."







"Da autora de Eleanor & Park, descubra uma nova história sobre aprender a amar Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?"

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

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184º Passatempo do FLAMES - Magusto dos Inquietos com os ATOA


Conheces os ÁTOA?


No dia 11 de Novembro de 2015, em Lisboa (19:00 dia de São Martinho) haverá um evento exclusivo com os  ATOA denominado "Magusto dos Inquietos com os ATOA".

Entre castanhas assadas e água pé vão ouvir ainda em primeira mão o nosso disco de estreia.

O FLAMES estará presente mas quer levar 2 fãs!

VENCEDORES:

1ª - Sara - A Sara convenceu-nos com o seguinte texto:

Sou a Sara Ramos e sou uma grande fan dos ÁTOA. Quero ir vê-los dia 11, pois nunca tive a oportunidade de os conhecer pessoalmente. Estes quatro rapazes são os meus ídolos, verdadeiros modelos a seguir para mim e queria muito poder estar com eles para lhes agradecer por tudo o que fizeram por mim e pelas pessoas que são.
Se ganhasse este concurso, seria o melhor dia da minha vida por poder estar acompanhada do João, do Rodrigo, do Mário e do Guilherme a ouvir as musicas do novo álbum, que mal posso esperar por ter nas minhas mãos.

2ª - Mariana - A Mariana participou com o seguinte texto: 

Eu deveria ser a escolhida pois sou a fã número 1 dos Átoa,
se eu ganhar vou com o FLAMES até Lisboa,
para ver os Átoa partir Lisboa,
vou me divertir até cair,
até à idade dos inquietos eu vou chegar de tanto gritar,
será impossível desanimar!

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Entretenimento: Primeiras imporessões sobre o álbum "Revival" de Selena Gomez




Longe vai o tempo em que Selena Gomez era apenas mais uma carinha laroca da "fábrica da Disney". Ano após ano, a cantora e actriz conseguiu construir uma carreira reconhecida um pouco por todo o mundo. 
Há algumas semanas dei por mim a apreciar uma música nova que passava sem parar nas rádios nacionais, "Good for You" e qual não foi o meu espanto quando, passado algum tempo, percebi que era o primeiro single do novo álbum da cantora! A razão dessa minha admiração? A voz da Selena está diferente. É ela mas ao mesmo tempo não é ela. Dá para ver que amadureceu e que, mais do que nunca, domina o seu timbre e se sente à vontade.


No geral, gostei muito de todo o álbum. É Pop na sua concepção mais pura. Já conhecia a "Good for You" e a "Same old Love" por se tratarem dos dois primeiros singles do álbum "Revival". Esta segunda canção é bastante curiosa pois, a meu ver, tem um toque de cabaret e a interpretação que vi Selena a dar-lhe muito recentemente num talk show norte-americano comprovou isso mesmo. Dá para ver que, mais do que nunca, a cantora está confortável na sua própria pele e o álbum transpira confiança e sensualidade.

Os meus temas favoritos são o "Sober" pela sonoridade absolutamente viciante (já o ouvi inúmeras vezes!) e o "Rise" que tem uma letra inspiradora e motivadora e encerra o álbum numa nota positiva e animada. Confesso que essas duas canções monopolizaram a minha atenção durante os primeiros dias e só depois é que me dediquei a ouvir o resto do álbum. Foi então que fiquei viciada na "Camouflage". Concluindo, este é um disco de vícios! Depois de o conhecer por completo só me resta dizer uma coisa: a Selena sabe fazer bom Pop, ela sabe o que as pessoas gostam de ouvir e juntou 11 temas que se complementam e tornam o "Revival" num álbum completo.

 
Para mim, "Revival" foi uma grande surpresa. Não estava à espera de encontrar uma Selena tão madura numa sonoridade tão agradável. Acho que já fazia falta um álbum assim: repleto de letras inteligentes, uma batida agradável e uma voz envolvente.

As três palavras que encontro para melhor descrever este álbum são:

 Maduro
 Viciante
 Consistente

Por Mariana Oliveira

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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Livro: Fala-me de um dia perfeito (Opinião dupla)




Título: Fala-me de Um Dia Perfeito
Autor: Jennifer Niven
Género: Romance
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 384
Editor: Nuvem de Tinta
ISBN: 9789898775788

Sinopse
"Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã. Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Uma lição de vida comovente sobre uma rapariga que aprende a viver graças a um rapaz que quer morrer. Uma história de amor redentora."


Opinião da Mariana
Gosto quando os autores decidem sair da sua área de conforto e abordar temas que são tudo menos fáceis. Foi isso mesmo que Jennifer Niven conseguiu fazer com a obra "Fala-me de um dia perfeito". Apesar de se tratar de um livro para jovens adultos, a escritora não se coibiu de abordar um tema que, quer queiramos quer não, só pronunciar o seu nome incomoda: o suicídio.

A história é simultaneamente divertida e triste. Aliás, foi este um dos aspectos que mais me surpreendeu no livro: o equilíbrio que Niven conseguiu trazer para a história evitando, assim, contar uma história depressiva e opressiva.
Ao longo das páginas, temos o prazer de acompanhar dois adolescentes quebrados por diferentes motivos: a Violet, que sofre por causa da morte prematura da irmã e o Finch, que desde que se lembra de existir sempre soube que era diferente e que, inevitavelmente, tem momentos na sua vida em que se fecha para o mundo.

Confesso que tive alguma dificuldade em "entrar" nesta história numa fase inicial pois achava que seria mais um desses livros sobre um qualquer romance adolescente sem nada de verdadeiramente novo para contar. Contudo, à medida que fui progredindo na minha leitura, percebi que "Fala-me de um dia perfeito" tinha uma uma abordagem diferente dos vários livros para jovens adultos que tive a oportunidade de ler até à data.

O meu olhar de psicóloga permitiu-me entender aquilo pelo que as personagens passam ao longo do livro. De facto, a depressão é uma doença terrível que, segundo indicam os estudos, afecta uma percentagem significativa da população a nível mundial. Deu para perceber que Jennifer Niven fez o seu trabalho de casa e se informou sobre esta doença para, assim, poder retratá-la de uma forma fiel no livro.

No entanto, foi o meu olhar como Mariana que me permitiu sentir aquilo que as personagens viveram. Tendo eu mesma sentido na pele o que é sofrer uma depressão na adolescência, uma fase tão importante do nosso desenvolvimento mental e emocional, não pude deixar de me comover com as dificuldades sentidas pelos protagonistas, principalmente pelo jovem Finch. Sei perfeitamente o que é passar anos da nossa vida a sofrer com uma doença que nenhum raio-x ou qualquer outro instrumento consegue detectar. Uma doença que não se vê, que apenas se sente.
Vivendo nós numa sociedade que, quer o perceba quer não, ainda faz com que as pessoas com doenças mentais se sintam, de certa forma, rotuladas, considero que esta é uma leitura que nos deve chamar a atenção para um facto incontornável: as pessoas ditas saudáveis, não podem ignorar os pedidos de ajuda por parte de quem sofre com alguma doença mental, mesmo quando esses pedidos são tão silenciosos. Passa por nós estarmos mais atentos e percebermos quando alguém necessita que lhe estendamos a nossa mão.
Quanto às pessoas do outro lado da questão, é importante que percebam que não é mau, de maneira nenhuma, pedirem ajuda pois encontrarão sempre alguém disposto a ouvir-vos. Penso que este último pensamento foi o que motivou a autora a escrever este livro e tenho esperança de que esta história possa servir de alerta a muitos jovens, e não só, por esse mundo fora para que possam perceber que não estão sozinhos e que há sempre uma solução para os seus problemas, por mais remota que possa parecer em determinada altura das suas vidas.

Parabéns Jennifer Niven pela ousadia!    


Opinião da Roberta
Desde que vi o vídeo da Silvéria do canal The fond reader, que decidi que queria ler este livro, por isso foi com enorme surpresa e felicidade que abri a encomenda onde ele estava. 
Não sou fã de YA, mas este chamou-me à atenção pela temática que abordava: o suicídio. 

No entanto, para começar a minha opinião, gostaria de vos falar no aspecto "físico" do livro. Adorei a capa, para mim está perfeita. Adoro os post-its que, de certos ângulos, parecem mesmo colados à capa. Adorei também a conjugação de cores. Por fim adorei a contracapa onde a história/sinopse está espalhada pelos vários post-its, e depois de ter lido o livro, a capa fez-me ainda mais sentido. A forma como está escrita é muito frenética e ajuda também a que seja impossível pousar o livro. Queremos sempre ler só mais um capítulo que, já agora, é tão curtinho... é só mais um... e assim a obra é devorada. 

Vamos então à história. Como leram na sinopse, esta é a história de 2 jovens, Violet e Finch. Gostei imenso da construção de ambas as personagens e da evolução que vão tendo. Finch não é a típica personagem principal perfeita, mas é antes bastante realista. Esse papel de "perfeição" foi relegado para Violet, que no entanto se enquadra bastante bem no protótipo da rapariga ocidental adolescente. A evolução das personagens é incrível, sendo que a de Finch está muito real e bem construída. Sem entrar em spoilers, posso dizer que o que Finch vai descrevendo ao longo do livro é muito comum de se encontrar em pessoas como ele (peço desculpa por não poder entrar mais em pormenores, mas como sempre, podem contactar-me em privado para discutirmos melhor o assunto). 
O livro é narrado pela perspectiva de ambos, o que o torna ainda mais interessante, mas não monótono uma vez que a autora não se repete. 
Assim, facilmente conseguimos entrar na pele de cada personagem e compreender o porquê de todos os seus actos (mas será que vamos mesmo compreender?). 

Para um jovem adolescente, este livro pode sem dúvida ser revelador. Gosto quando os livros para além de entreterem podem ajudar a educar/ensinar. O final não me surpreendeu. Achei-o previsível, e gostava que a autora me tivesse arrebatado, no entanto, não deixa de ser um final fora do comum. 

Este é sem dúvida um livro mais para jovens. Quero voltar a ter 15 anos e ler este livro! Já!

Comprar livro: 
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

6

183º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editora Planeta)



LÊ ISTO!…
ESTE OBJECTO NÃO EXISTE SEM TI.
TU DECIDES O RESULTADO FINAL.
ISTO NÃO É UM LIVRO
Keri Smith

Tudo ganhará forma como a tua imaginação quiser.
Tens de sair para o mundo para lhe dares vida e cumprires as tarefas indicadas.
Se isto não é um livro, o que será?
Só tu podes responder.
Da mesma autora de Destrói Este Diário, mais um livro que abala certezas, desafia o leitor e estimula a nossa imaginação de uma forma bem ousada.
Temos 1 exemplar de "Isto não é um livro" para vos oferecer :)
Basta preencherem o formulário e... BOA SORTE :)

Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega.
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor.

TERMINADO

terça-feira, 3 de novembro de 2015

5

182º Passatempo do FLAMES (em parceria com o autor João Cunha Silva)


Em parceria com o autor João Cunha Silva temos 1 exemplar deste seu novo livro para oferecer.
Preencham o formulário e...

O formulário tem uma pergunta obrigatória de interpretação livre, no entanto o vencedor continua a ser sorteado pelo random.org.

BOA SORTE


Notas: 
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega.
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor.

TERMINADO - PARABÉNS Ana Paula Otero

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

0

Livro: Pura Coincidência (Opinião dupla)



 Título Original: Disclaimer
Género: Mistério
Ano de Edição: 2015
Autora: Renée Knight
Editora: Suma de Letras


Sinopse
"E se de repente se apercebesse de que é a protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título O perfeito desconhecido. Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois de ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora. NÃO É FICÇÃO. O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta."


Opinião da Roberta:
Este livro foi para mim uma enorme surpresa. 
Como alguns leitores sabem, não tenho o hábito, nem gosto, de ler sinopses. Ou então começo a ler, mas termino na primeira linha. 

Este livro, a meu ver, é feito de "Impossíveis":
Impossível não ler a sinopse até ao fim...
Impossível não se ficar curioso para se ler o livro. 
Impossível não o começar a ler assim que o pegamos.
Impossível não ficarmos indiferentes a esta história...
Impossível pousá-lo ou dormir sem lermos "mais um capítulo... só mais um capítulo". 
Impossível não ficarmos chocados com todas as reviravoltas que o livro dá e... por fim...
Impossível não o querer recomendar a todos. 

E foi isso mesmo que fiz assim que o terminei... recomendar a todos e bradar ao mundo que este livro tem de ler lido pela fantástica história que encerra! Com urgência! De tão bom que é. 
Uma história sufocante, que tenho a certeza que vos deixará de boca aberta. Não é por acaso que esta obra é a mais recente a chegar ao topo do The New York Times Best Seller List.

Nota-se claramente durante toda a obra o percurso cinematográfico da autora, e a meu ver seria uma pena não o adaptarem para filme/série. 

É estranho como tenho tanto pouco para escrever quando falo nesta obra... mas a verdade é que me faltam as palavras. Tenho tanta vontade que todos o leiam, e no fundo falta-me a capacidade para descrever um dos melhores livros que li em 2015, sem dúvida alguma.

Opinião da Mariana:

"Pura Coincidência" foi, muito provavelmente, uma das minhas leituras mais viciantes deste ano. À custa de horas de sono perdidas, dei por mim agarrada ao livro desesperada por descobrir o seu final.

A receita da autora é simples mas maquiavelicamente inteligente: através de uma escrita simples e sem grandes floreados, Renée Knight cria uma trama repleta de reviravoltas que nos deixa em suspenso até à última página. Afinal de contas, não é todos os dias que um autor decide, literalmente, brincar com os seus leitores e deixar armadilhas ao longo do seu livro. Do que estou a falar? Dos enganos que a escritora planta na história. Quando achamos que já estamos a perceber o que se passou, eis que ela despeja um balde de água gelada sobre nós e nos mostra o quão errados estávamos. Tudo isto aliado a capítulos curtos torna-se num verdadeiro vício e, quando damos por nós, estamos enredados numa história da qual só queremos sair depois de lermos a última frase.

Com esta sua obra de estreia, Renée Knight mostra que não é preciso escrever-se de uma forma elaborada utilizando os mais complexos recursos estilísticos, é preciso sim ter-se uma boa ideia e descolar, a partir daí, para uma viagem que nos conduz a uma história intensa, repleta de mistério, reviravoltas, personagens dúbias e um final absolutamente surpreendente.

"Pura Coindidência" foi, para mim, uma lufada de ar fresco dentro deste género literário. Não me parece possível que alguém consiga ler esta obra e ficar indiferente à sua atmosfera electrizante e ritmo incansável. Uma obra que aconselho aos amantes deste género sem hesitar!


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domingo, 1 de novembro de 2015

2

Entretenimento: Primeiras impressões sobre o álbum "Futuro Eu" de David Fonseca



Devo fazer parte da minoria que não cresceu a ouvir Silence 4. Aliás, nem sequer acompanhei o início da carreira a solo de David Fonseca. Foi só em 2011 quando, juntamente com a Roberta, tive a oportunidade de assistir a um concerto deste artista que me rendi por completo ao seu talento. 
O profissionalismo, a energia e a atenção ao detalhe de todo o concerto conquistaram-me por completo e, por isso mesmo, nos últimos 4 anos tenho acompanhado com atenção a carreira de um dos artistas portugueses qua mais admiro.


Habituada a ouvir o David cantar em inglês, foi sem grande esforço que deduzi que o primeiro single do seu novo álbum, "Chama-me que eu vou", que toca sem parar nas rádios portuguesas, seria uma das raras ocasiões em que o cantor decide cantar na língua de Camões.
Assim, foi com grande surpresa que percebi que o seu mais recente disco, "Futuro Eu", era todo ele cantado em português. Confesso que fiquei com algum receio de que o cantor pudesse estar a enveredar por um caminho perigoso e que este seu trabalho pudesse ficar aquém dos anteriores. Contudo, bastaram algumas faixas para eu ficar completamente rendida!

Como é normal com qualquer disco, as nossas canções favoritas saltam logo à vista e passam a acompanhar-nos durante dias. No meu caso, falo dos temas "Deixa ser", "Não dês só para tirar", "Só uma canção no mundo", Eu já estive aqui" e "Agora é a nossa vez". Bem, é melhor ficar-me por aqui ou corro o risco de enumerar todas as faixas!

A verdade é que este álbum é simultaneamente parecido com aquilo que o David Fonseca costuma fazer e, ao mesmo tempo, é algo de diferente. O cantor não se esconde por detrás de instrumentos ou efeitos criados no estúdio: o grande destaque de todo o disco vai para a sua voz profunda e melodiosa. 


Multifacetado como só ele sabe ser, o David não só canta como toca grande parte dos instrumentos em todas as canções. Para além disso, também teve algo a dizer na componente estética do disco. O seu nome aparece associado às fotos que compõem o álbum e só me resta dizer que gostei da opção do cantor: fotos simples, com uma estética limpa e cuidada. 

O álbum "Futuro Eu" não serviu apenas para eu ficar a conhecer as novas músicas criadas por este fantástico artista, mas também para ficar a par de um projecto curioso e do qual nunca tinha ouvido falar: o Amazing Cats Club. Quem comprar o disco tem um bónus especial: tem direito a uma anuidade gratuita neste clube. Não fazem ideia do que estou a falar? Visitem o site oficial e comprovem por vocês mesmos ;) 

Em jeito de conclusão, resta-me enumerar as três palavras que, para mim, melhor descrevem este disco:

- Intimista
- Ousado
- Honesto

Por Mariana Oliveira
2

181º Passatempo do FLAMES



Opinião do FLAMES - aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2013/07/livro-eu-tu-1.html

Sinopse

O eu+tu=1é uma comédia romântica, que pelo meio aborda vários temas atuais da nossa sociedade, tais como a preocupação excessiva com a aparência, a "mania" de imitar os famosos, os problemas familiares e como muitas vezes se escolhe fugir deles, ao invés de enfrentá-los e a maneira, nem sempre correta, como frequentemente a comunicação social retrata a vida das pessoas.
Este livro conta-nos a história de Maria, maquilhadora num estúdio de televisão, que leva uma vida perfeitamente normal e está a recuperar de um desgosto amoroso, quando conhece um ator português internacionalmente famoso (e não, não é o Joaquim de Almeida!) e as suas aventuras e desventuras para lutarem pelo seu amor.
O que esse ator não sabe é que Maria tem um segredo na sua vida, que só a sua melhor amiga conhece e que a impede de ser feliz.
Pelo meio, vê-se envolvida em mentiras, desilusões, embaraços, alegrias e muitas mais situações, que vão levar o leitor a não querer pousar o livro antes de chegar à última página!.

Vamos oferecer 1 exemplar deste livro a uma pessoa sorteada através do random.org. 

TERMINADO - VENCEDOR
Silvia Helena Gonçalves

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